Público-alvo: Ensino Fundamental — anos iniciais ou anos finais, com adaptações conforme a turma
Componente curricular: Língua Portuguesa
Duração sugerida: 2 aulas de 50 minutos
Tema da aula
Leitura e interpretação do conto A pequena vendedora de fósforos, com reflexão sobre pobreza, abandono, fome, indiferença social, maus-tratos e solidariedade.
A pequena vendedora de fósforoa
Hans Christian Andersen
Estava um frio terrível,a noite caia e estava escuro, era a última noite do ano.
.
Mesmo estando frio ,uma pobre menina de pés no chão e cabeça descoberta,caminhava pelas coberta,caminhava pelas ruas.
Quando saiu de casa trazia chinelos tão grandes para seus pequenos pezinhos, eram os antigos chinelos de sua mãe.
A menina os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram depressa sacolejando,um dos chinelos não foi encontrado , e um menino se apoderara do outro e fugia
e correndo.
A menina caminhava com os pés nus,já vermelhos e roxos de frios.
Dentro de um avental velho carregava uma caixa de fósforos, e um feixinho deles na mão. Ninguém lhe comprara nenhum naquele
dia,e ela não ganhara sequer um níquel.Sentindo muito frio, ia quase de rastros a menina.
Os flocos de neve cobriam os longos cabelos, luzes brilham em todas as janelas e enchia o ar com um cheiro delicioso de ganso
assado,pois era véspera de ano novo.
Numa esquina formada por duas casas , uma das quais avançava mais a menina ficou sentada , levantava os pés, mas
sentia um frio ainda maior
Não queria voltar para casa sem vender sequer um fósforo, pois o pai a espancaria, suas mãozinhas estavam duras de frio.
Ah!Bem que um fósforo lhe faria bem ,se ela pudesse tirar só um embrulho, riscá -lo na parede e aquecer as mãos na luz !
Tirou um: troc! O fósforo lançou faiscas, acendeu.Que luz maravilhosas!Com aquela chama acesa a menina imaginava que
estava sentada diante de um grande fogão polido, com lustrosa
base de cobre.
Como o fogo ardia! Como era confortável ! Mas a pequena chama se apagou.O fogo despareceu e ficaram nas suas mãos
apenas fósforos queimados.
Acendeu outro fósforo e agora viu uma mesa estendida com uma toalha branca,um ganso recheado de maçãs e ameixa e a comida vinha em sua direção.O Fósforo se apagou e ficou apenas a parede úmida e fria.
Acendeu outro fósforo e se viu sentada embaixo de uma linda árvore de natal enfeitada. Mas de repente o fósforo apagou-se e as
luzes de natal subiam mais alta e caiam.
"Alguém está morrendo"pensou a menina,pois a sua vovó a
única que pessoa que amara e agora estava morta lhe dissera que
que quando uma estrela caía, uma alma subia.
Quando riscou outro fósforo, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
-Vovó!exclamou a criança.
-Oh!leve-me contigo.
Sei que desaparecerá quando o fósforo se apagar!E acendeu novamente todo o feixe de fósforo pois queria reter a visão de sua avó.Sua avó parecia mais bela.Tomou a menina nos braços, e ambas voaram acima da terra, até chegar no céu, onde não havia frio ,fome, preocupação.Mas na esquina das duas casas, encostada na parede,ficou sentada a pobre menina de faces rosadas e boca sorridente.O sol do ano novo se levantou sobre um pequeno cadáver.
-Queria aquecer-se.
Porém ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo,nem a glória para onde ela se fora com a avó e a felicidade que sentia no dia de Ano Novo.
Podcast: Contando a história — A pequena vendedora de fósforos
Depois da leitura, ouça também o podcast com a contação da história A pequena vendedora de fósforos, de Hans Christian Andersen.
Esse recurso ajuda a ampliar a compreensão do texto, despertando a imaginação, a escuta sensível e a reflexão sobre temas como infância, abandono, fome, solidariedade e dignidade humana.
🎧 Ouça o podcast:
👉
Vídeo — A pequena vendedora de fósforos
Música— A menina e a luz
Letra da música: A menina e a Luz
Maria Aparecida de Almeida
A noite descia tão fria,
a neve cobria o chão,
e uma menina seguia
com fósforos pela mão.
Passava por tantas janelas,
ouvia risos no ar,
via as casas tão belas,
mas não podia entrar.
Seus pés já estavam cansados,
o vento cortava seu rosto,
os passos ficaram parados
num canto estreito e exposto.
Ninguém comprara um fósforo,
ninguém perguntou quem era,
e ela abraçou os joelhos
enquanto a cidade adormecera.
Refrão
Acende um fósforo, menina,
faz a noite clarear,
uma chama pequenina
também pode iluminar.
Enquanto houver uma esperança,
mesmo breve como a luz,
há um sonho de criança
que no escuro ainda reluz.
Ela riscou o primeiro,
e a chama começou a dançar,
parecia haver um braseiro
bem diante do seu olhar.
Sentiu suas mãos aquecidas,
o frio pareceu partir,
mas quando a chama apagou,
viu o sonho também fugir.
Riscou outro, bem depressa,
e uma mesa apareceu,
com toalha branca e festa,
como ela nunca viveu.
Havia comida quentinha,
um cheiro bom pelo ar,
e os olhos daquela menina
começaram a se encantar.
Refrão
Acende um fósforo, menina,
faz a noite clarear,
uma chama pequenina
também pode iluminar.
Enquanto houver uma esperança,
mesmo breve como a luz,
há um sonho de criança
que no escuro ainda reluz.
Outro fósforo se acendeu
e uma árvore ela avistou,
cheia de luzes e estrelas,
como nunca imaginou.
Parecia que cada brilho
vinha só para lhe dizer:
“Mesmo no meio da noite,
ainda é possível sonhar e viver.”
Mas outra vez veio o escuro,
e a árvore desapareceu.
Uma estrela riscou o céu,
e a menina então percebeu:
lembrava uma antiga história
que a avó costumava contar:
“Quando uma estrela cai,
uma alma vai se encontrar.”
Então veio outra chama,
e algo diferente aconteceu:
no meio daquela luz
o rosto da avó apareceu.
Era o carinho guardado,
era o abraço que conhecia,
era a lembrança mais bonita
que em seu coração ainda vivia.
“Vovó, não vá embora!
Fique um pouquinho aqui.
Quando a chama desaparecer,
eu sei que não vou mais te ver daqui.”
E com medo de perdê-la,
sem querer deixar a luz partir,
a menina acendeu os fósforos,
todos, para vê-la sorrir.
Ponte
E a rua ficou iluminada,
como se fosse amanhecer,
não havia mais frio ou medo,
só aquela luz a envolver.
E nos braços da lembrança
ela finalmente descansou,
enquanto a noite silenciosa
sobre a cidade passou.
Quando o novo dia chegou,
encontraram a menina ali,
com os fósforos consumidos
e um sorriso leve a surgir.
Disseram: “Tentou se aquecer...”
e continuaram a caminhar.
Mas ninguém soube dos sonhos
que ela conseguiu enxergar.
Ninguém viu aquela mesa,
nem a árvore a brilhar,
ninguém viu o rosto da avó
que ela tanto quis abraçar.
Ninguém soube que uma chama,
por menor que possa parecer,
deu àquela pequena menina
um último mundo para viver.
Refrão final
Acende uma luz, menina,
que eu também quero enxergar
quantas crianças no mundo
ainda esperam nosso olhar.
Que não seja um fósforo breve
a única luz que alguém tem.
Que nenhuma criança precise
sonhar com o calor de alguém.
Se uma chama pequenina
pode a noite iluminar,
um gesto nosso, talvez,
possa uma vida mudar.
E quando passar uma criança
que o mundo resolveu não ver,
não deixe que apenas seus sonhos
tenham coragem de a acolher.
Acenda uma luz de verdade:
um abraço, um pão, um lugar.
Porque criança nenhuma
deveria ter frio para sonhar.
Objetivos de aprendizagem
Ao final da aula, espera-se que os estudantes sejam capazes de:
Ler e compreender o conto, identificando personagens, espaço, tempo e acontecimentos principais.
Reconhecer sentimentos presentes na narrativa, como tristeza, medo, esperança e compaixão.
Interpretar elementos simbólicos do texto, como os fósforos, as visões da menina e a figura da avó.
Refletir sobre situações de vulnerabilidade social presentes no conto e também na realidade atual.
Desenvolver atitudes de empatia, solidariedade e respeito à dignidade humana.
Produzir respostas orais, escritas ou visuais a partir da leitura.
Habilidades da BNCC
Língua Portuguesa — sugestões
EF15LP02 — Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler, apoiando-se em conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção.
EF15LP03 — Localizar informações explícitas em textos.
EF15LP04 — Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos.
EF35LP03 — Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.
EF35LP04 — Inferir informações implícitas nos textos lidos.
EF35LP05 — Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos.
EF35LP26 — Ler e compreender narrativas ficcionais, identificando cenário, personagem central, conflito gerador, resolução e ponto de vista.
Materiais necessários
Texto impresso ou projetado: A pequena vendedora de fósforos.
Caderno ou folha de atividades.
Lápis, borracha e lápis de cor.
Cartolina ou papel kraft para produção de mural.
Recortes de jornais, revistas ou imagens impressas.
Cola, tesoura e canetinhas.
Opcional: vídeo, áudio ou ilustração relacionada ao conto.
Desenvolvimento da aula
1º momento — Conversa inicial
Iniciar a aula com uma roda de conversa a partir de perguntas motivadoras:
O que vocês imaginam ao ouvir o título A pequena vendedora de fósforos?
O que pode acontecer com uma criança que trabalha nas ruas?
Todas as crianças vivem com proteção, alimento, carinho e segurança?
Por que é importante olhar com atenção para as pessoas que estão em situação de abandono?
Explicar que a história foi escrita por Hans Christian Andersen, autor dinamarquês conhecido por seus contos sensíveis, muitos deles marcados por emoção, fantasia e crítica social.
2º momento — Leitura do texto
Realizar a leitura do conto com a turma.
A leitura pode ser feita:
pelo professor, de forma expressiva;
de maneira compartilhada, com pausas para comentários;
em pequenos grupos, dependendo da idade dos alunos.
Durante a leitura, chamar atenção para:
o frio intenso;
a solidão da menina;
a indiferença das pessoas;
as visões que aparecem quando ela acende os fósforos;
o desfecho triste e simbólico da narrativa.
3º momento — Compreensão oral
Após a leitura, conversar com os alunos:
Quem é a personagem principal?
Onde a história acontece?
Em que época do ano a narrativa se passa?
Por que a menina não queria voltar para casa?
O que ela vê quando acende os fósforos?
Qual era a importância da avó para a menina?
O final da história é alegre ou triste? Por quê?
Atividades escritas
Interpretação do texto
Segundo o texto, em qual período do ano a história acontece?
No Brasil, o final do ano acontece durante o verão. No conto, há neve, frio intenso e escuridão. Isso sugere que a história se passa em qual continente?
Por que a menina caminhava pelas ruas descalça?
O que a menina vendia?
Por que ela tinha medo de voltar para casa?
O que a menina imaginou ao acender o primeiro fósforo?
O que apareceu quando ela acendeu outro fósforo?
Qual pessoa querida apareceu para a menina no final da história?
O texto apresenta situações de sofrimento social. Escreva algumas delas.
Que sentimentos essa história despertou em você? Explique.
Atividade reflexiva
O conto mostra situações como:
miséria;
abandono;
fome;
frio;
trabalho infantil;
violência familiar;
indiferença das pessoas;
falta de proteção à infância.
Propor aos alunos uma reflexão:
Será que ainda existem crianças vivendo situações parecidas com as da pequena vendedora de fósforos?
Depois, pedir que escrevam um pequeno parágrafo com o tema:
Toda criança tem direito a cuidado, proteção e carinho.
Produção coletiva: mural social
Tema do mural:
Infância, dignidade e solidariedade
Orientar os alunos a pesquisarem ou selecionarem imagens, manchetes e recortes que retratem situações semelhantes às vividas pela personagem, como pobreza, abandono, fome, trabalho infantil ou falta de moradia.
O mural pode conter:
imagens;
frases de conscientização;
pequenos textos produzidos pelos alunos;
desenhos;
palavras-chave, como solidariedade, respeito, proteção, infância, cuidado e esperança.
Sugestões de frases para o mural:
Criança precisa de amor, cuidado e proteção.
Nenhuma criança deve viver no abandono.
A solidariedade começa quando enxergamos o outro.
Toda criança tem direito à infância.
Atividade criativa
Escolher uma das propostas:
Opção 1 — Reescrita do final
Pedir aos alunos que criem um novo final para a história, imaginando que alguém percebeu o sofrimento da menina e a ajudou.
Opção 2 — Carta para a personagem
Os alunos escrevem uma carta para a pequena vendedora de fósforos, demonstrando carinho, acolhimento e solidariedade.
Opção 3 — Desenho interpretativo
Os alunos desenham a cena que mais chamou sua atenção no conto e escrevem uma legenda explicando o motivo da escolha.
Avaliação
A avaliação poderá observar:
participação na leitura e na roda de conversa;
compreensão das informações principais do texto;
capacidade de interpretar sentimentos e situações implícitas;
envolvimento na produção do mural;
respeito às opiniões dos colegas;
desenvolvimento de atitudes de empatia e solidariedade;
qualidade das respostas escritas e das produções criativas.
Fechamento da aula
Encerrar a aula destacando que o conto, apesar de triste, nos convida a olhar para a realidade de muitas crianças que vivem sem proteção, alimento, moradia ou afeto.
Explicar aos alunos que a literatura também nos ajuda a pensar sobre a sociedade, despertando sentimentos como compaixão, responsabilidade e solidariedade.
Mensagem final para a turma:
A história da pequena vendedora de fósforos nos lembra que nenhuma criança deveria passar fome, frio, medo ou abandono. Toda criança tem direito a viver com dignidade, proteção, carinho e esperança.
A história de Branca de Neve faz parte do universo dos contos maravilhosos e continua encantando crianças de diferentes gerações. Com castelo, floresta, espelho mágico, anõezinhos, maçã encantada e personagens marcantes, a narrativa desperta a imaginação e possibilita um trabalho rico com leitura, oralidade, interpretação e produção textual.
Este projeto foi elaborado para os anos iniciais do Ensino Fundamental, com o objetivo de transformar a leitura do conto em uma experiência lúdica, criativa e significativa. A proposta permite que os alunos acompanhem a história em partes, conversem sobre as atitudes dos personagens, identifiquem elementos do conto maravilhoso e desenvolvam atividades de escrita, desenho, reconto, música e criação de livrinho.
Além da leitura do texto-base, o projeto pode ser enriquecido com vídeo, podcast, música inspirada na história e materiais para download, tornando a aprendizagem mais envolvente para as crianças.
Sobre o projeto
O Projeto Branca de Neve para os anos iniciais propõe o trabalho com o conto maravilhoso por meio de uma sequência de atividades voltadas para leitura, escuta, interpretação, oralidade, criatividade e reflexão sobre valores.
A história pode ser lida em partes, respeitando o ritmo da turma e favorecendo a compreensão dos acontecimentos. Cada etapa apresenta possibilidades de conversa, registro escrito, produção artística e atividades de interpretação.
Neste projeto, o professor encontrará sugestões para trabalhar:
leitura e escuta do conto;
interpretação oral e escrita;
personagens e espaços da narrativa;
sequência dos acontecimentos;
elementos do conto maravilhoso;
valores como amizade, cuidado, acolhimento, bondade, inveja e perdão;
produção textual e artística;
podcast, música, livrinho infantil e vídeo de apoio.
Público-alvo
Ensino Fundamental — anos iniciais
Indicado especialmente para turmas de 3º, 4º e 5º anos, podendo ser adaptado conforme o nível de leitura, escrita e desenvolvimento da turma.
Objetivo geral
Desenvolver a leitura, a interpretação, a oralidade e a produção criativa dos alunos por meio do conto Branca de Neve, explorando os elementos dos contos maravilhosos e refletindo sobre valores presentes na narrativa.
Objetivos específicos
Estimular a escuta e a leitura do conto.
Identificar personagens, espaços e acontecimentos principais da narrativa.
Reconhecer elementos característicos dos contos maravilhosos.
Desenvolver atividades de interpretação oral e escrita.
Refletir sobre atitudes e sentimentos dos personagens.
Conversar sobre valores como amizade, acolhimento, cuidado, bondade, inveja e perdão.
Incentivar a produção de desenhos, frases, recontos, cartas, bilhetes e finais alternativos.
Valorizar a criatividade por meio de música, livrinho infantil, dramatização e produção coletiva.
Ampliar o repertório literário dos alunos.
Habilidades da BNCC
A proposta pode contemplar habilidades relacionadas à leitura, oralidade, compreensão textual, produção escrita e apreciação literária.
EF15LP02 — Estabelecer expectativas em relação ao texto que será lido, apoiando-se em conhecimentos prévios sobre o gênero, o tema e o contexto de produção.
EF15LP03 — Localizar informações explícitas em textos.
EF15LP04 — Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos em textos.
EF15LP09 — Expressar-se oralmente com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor.
EF35LP21 — Ler e compreender, de forma autônoma ou compartilhada, textos literários de diferentes gêneros.
EF35LP25 — Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos, sequências de acontecimentos e marcadores de tempo, espaço e fala de personagens.
Texto-base: Branca de Neve
O texto-base pode ser trabalhado em partes, favorecendo a leitura progressiva e a compreensão da narrativa.
Capítulo I: O nascimento e a Rainha invejosa
Nesta parte, os alunos conhecem o nascimento de Branca de Neve, a morte de sua mãe, a chegada da nova rainha e o surgimento do conflito provocado pela inveja.
O professor pode explorar a descrição da personagem principal, o papel do espelho mágico e o sentimento da rainha ao descobrir que Branca de Neve era considerada mais bela.
Longe , muito longe
daqui,vivia uma rainha muito bela e boa que, para ser completamente feliz,
só precisava de uma coisa: ter filhos.
Numa tarde fria de inverno, a rainha bordava num bastidor de ébano, junto de uma janela.Tempos
em tempo, olhava, pela janela aberta,os campos, as árvores e as montanhas, tudo branco branco de neve
Distraída , espetou o dedo, e uma paquenina gota de sangue brotou.
-Ah! quem me dera ter uma filha tão
branca como a neve, cujos cabelos fossem pretos e lábios
vermelhos vermelhos como este sangue.
Não tardou muito , e os desejos da rainha
foram satisfeitos.Nasceu - lhe um linda menina, como imaginara.Tinha as faces
brancas como a neve, cabelos pretos e lábios vermelhos como o sangue.
Chamaram-lhe de Branca de Neve.
Infelizmente, a rainha morreu, poucos dias depois de nascida a menina.
Passado algum tempo, o rei casou-se com
uma mulher de grande beleza, mas muito orgulhosa,
e dizem um pouco bruxa e um pouco
feiticeira. Costumava fechar-se no seu quarto, onde nunca ninguém pusera os pés, para perguntar a seu espelho mágico:
Dizei - me, espelhinho,
com toda franqueza:
Quem é, neste mundo, que tem mais beleza?
O espelho sempre lhe respondi da mesma
maneira, sem mentir.
Rainha, sois a mais bela, com certeza!
Entretanto , Branca de Neve crescera.Ficava cada dia mais linda.
Sentando-se a orgulhosa rainha, uma noite, diante do espelho mágico, perguntou-lhe, como
costumava fazer:
-Dizei-me, espelhinho, com toda
franqueza:
Que é, neste mundo, que tem mais beleza?
O espelho , desta vez, respondeu-lhe:
Não, não sois a mais bela, Branca de Neve
tem mais beleza!
A rainha irou-se ao extremo, ao ouvir
essas palavras de seu espelho, principalmente porque ele
falava a verdade.Passou a noite atormentada e , afinal , no dia seguinte, não
se contendo de inveja,
chamou uma das aias da menina e disse-lhe:
-Amanhã , ao amanhecer, vá e companhia de meu fiel escudeiro, Ambrósio ,à Floresta dos Mistérios . Leve com você Branca de Neve.Deixe- a perto do rio de águas turvas que sai de uma grota de uma das setes montanhas.Ao beber a água, a menina se transformará numa veadinha, porque as águas desse rio foram há pouco encantadas pelo Mágico- Mor.
desse rio foram há pouco encantadas pelo Mágico-
A aia retirou-se em prantos, porque sabia
que as ordens da rainha só podiam ser cumpridas, quaisquer que fossem. quaisquer que fossem. Levantou-se cedo e foi despertar Branca de Neve
que dormia profundamente num leito macio de rendas e cambraia. Parou um pouco junto ao leito a contemplá- la, enquanto disfarçava as lágrimas.
Voltando-se para a imagem da Virgem Maria, que estava a cabeceira da mesinha, pediu-lhe com fervor que acompanhasse os passos da princesinha.
Branca de Neve, sem desconfiar de tão
perversa intenção, vestiu-se alegremente e partiu para
floresta.A manhã estava bela. A floresta a encantava com as borboletas que voavam por toda a
parte e os passarinhos que gorjeavam, fazendo um verdadeiro concerto de vozes.Mas os criados da
rainha se distanciaram cada vez da água fatídica, desviando- a para a encosta da montanha, do lado
oposto ao rio de águas turvas,Num certo momento, vendo a menina bem entretida, voltaram, deixando-a sozinha a brincar com um filhote de coelho.
Capítulo II: A floresta e a casa dos anões
Nesta etapa, Branca de Neve é levada para a floresta e acaba ficando sozinha. Depois de muito andar, encontra uma casinha pequena, pertencente aos sete anões.
Essa parte permite trabalhar sentimentos como medo, solidão, surpresa e alívio, além de explorar o espaço da narrativa.
Branca de Neve custou a perceber que ficara abandonada no meio da mata pavorosa. Correu, correu
sem reparar onde pisava,apavorada com o menor
ruído.Os animais ferozes passavam por ela e se
afastavam - se , sem lhe fazer mal.Ia correndo, resolvida a não parar nunca, quando avistou, já ao
escurecer,uma casinha pequenina,muito pequenina.
Todos os trastes eram pequeninos. A mesinha mesinha estava posta, sete pratinhos,sete copinhos,
sete talherzinhos , sobre uma toalha muito branca .
Branca de Neve comeu um pouco de cada pratinho, ebeu um pouco de cada copinho e, depois, foi
deitar-se numa das caminhas que estavam nos quartos.
Fez sua oração e adormeceu logo.Os donos da casinha eram os sete pequeninos mineiros, os anões
da montanha.Chegaram aquela hora, cada um com sua
lanternazinha acessa . Perceberam, ao entrar ,
que alguém havia estado ali.Começaram a correr a casa e deram com Branca de Neve deitada na cama
de um deles .Reuniram-se todos em torno do leito, onde Branca de Neve dormia, e , levantando as
lanternazinhas contemplavam , com muda surpresa , a inda menina.Desconfiados dos motivos que a levaram ali, afastaram-se pé ante pé, sem fazer barulho.
Capítulo III: A convivência com os anões
Branca de Neve passa a viver na casa dos anões. A convivência entre eles permite discutir amizade, acolhimento, cooperação e cuidado com o outro. É uma boa etapa para conversar sobre como as pessoas podem ajudar umas às outras.
No dia seguinte, Branca
de Neve, ao despertar viu os sete anõezinhos, que não conhecia. Teve
medo.Disseram- lhe, porém que nada receasse e que lhes contasse sua história.
Branca de Neve contou- lhes o que lhe havia acontecido, sem desconfiar do motivo por que
deixaram na floresta. Os anõezinhos, porém , adivinharam tudo, e dissera- lhe
-Fique conosco, Branca de Neve.
-Sim, obrigada,anõezinhos .Fico , sim.Cuidarei da casinha de vocês, farei a comida, arranjarei a
roupa,tecerei suas meias, e tudo hei- de cuidar, muito direitinho.
Os anõezinhos despediram- se de Branca
de Neve e saíram para a montanha.
O dia inteirinho Branca de Neve passou
em arrumações.Preparou a comida, pôs a mesa e, à
noite, quando os anõezinhos chegaram, estava tudo pronto, tudo arrumadinho, e a comida bem gostosa.
Assim, Branca de Neve vivia entre os anões.
Mas um dia, a rainha, lá no seu
castelo,pondo -se diante do espelho , interrogou-o :
"Dizei - me espelhinho , com toda a
franqueza:
Quem é ,que neste mundo tem mais
beleza?"
O espelho respondeu com sua voz alta e grosa:
"Aqui, sois vós a mais bela, com
certeza!
Mas, longe, nas montanhas entre os anões, Branca de Neve está que tem mais beleza ".
A rainha assustou-se com essa resposta,e num momento, planejou mil coisas, para se ver livre da
menina.Desceu as escadarias, entrou no seu gabinete fechou-se lá, horas a fio.Quando saiu ,levava uma
caixa verde com um conteúdo misterioso.
Entrou nos seu aposentos,
disfarçou-se rapidamente em velha mercadora partiu a caminho da
casa dos anões.Ao transpor as sete montanhas , avistou numa encosta verde , a casinha que procurava,
rodeada de árvores altas.
Apressou o passo e chegou . Bateu na porta, gritando:
- Querem comprar objetos bonitos?
Os anõezinhos haviam proibido a Branca
de Neve de abrir a porta a quem quer que fosse pois
tinham certeza de a rainha cruel vir perseguí- la.
-Veja esta cadeia de ouro e esta
pulseira!-disse a pérfida mercadora , metendo a cabeça pela
janela da sala, onde Branca de Neve tecia um pé de meia.
-Veja este formoso colar!Quer experimentá- lo?
Sem esperar a resposta, a mercadora jogousobre Branca de Neve o conteúdo da caixinha verde,
um pó mágico, que tinha o poder de transformar a menina em um pássaro cantor.
Branca de Neve levantou-se bruscamente : ainda assim, foi atingida por um pouco de pó.
Estremeceu e caiu.
A rainha retrou-se apressadamente.Galgou as setes montanhas e embrenhou-se na mata.
Um pássaro , batendo as asas , cantou triste
e sonoramente.
Supondo que fosse o efeito de sua magia que transformara Branca de Neve naquele pássaro que cantava, enchendo a mata de sons maviosos, a rainha respirou aliviada.
Capítulo IV: A rainha disfarçada e a maçã
A rainha descobre que Branca de Neve continua viva e tenta enganá-la. Essa parte da narrativa permite conversar com as crianças sobre atenção, cuidado, confiança e consequências das escolhas.
Também é possível trabalhar a ideia de vilã, disfarce e objeto mágico.
A tarde caía.
Os anõezinhos não tardaram a chegar.
Encontraram a casa fechada, escura e silenciosa. Arrombaram a porta e deram com Branca de Neve caída debaixo da janela
Como soubessem o segredo da bruxaria, perceberam o pó amarelado espalhado no chão,
desconfiaram do que podia ser e fizeram Branca de Neve engolir algumas gotas de licor.
Lentamente, Branca de Neve foi retornando à vida, mas pouco se lembrou do acontecido, para contar aos anõezinhos.
-Fique certa de que a mercadora não é outra pessoa, senão a sua inimiga, a pérfida rainha.Tome cuidado!Ela é terrível feiticeira!
Era noite profunda,
quando a rainha chegou ao palácio.
Entrou nos seus aposentos e, antes
mesmo de tirar os disfarces de mercadora, sentou-se em frente
ao espelho e perguntou-lhe :
"Dizei-me espelhinho,com toda
franqueza:
Quem é ,neste mundo , que tem mais
beleza?"
O espelho respondeu - lhe com uma voz pausada e grossa:
"Aqui vós sois a mais bela , com
certeza!
Mas longe, longe , na casa dos anões,Branca de Neve é que tem mais beleza!"
-Ah!Sei muitas outras coisas de que
ninguém sabe, Hão -de ver! hão de ver! disse ela.Desceu rapidamente as escadas, abriu seu gabinete e, remexendo nos seus guardados de bruxa e feiticeira,
tirou de lá uma maçã de prodigioso poder. Por fim, disfarçou-se o mais que pode, e, tomando uma cesta
e um bastão, partiu a caminho da casa dos anões, sem mesmo temer a noite com
seus pavores.
A manhã surgia, quando a rainha transpôs as disfarçou-se o mais que pode, e, tomando uma cesta viu os
anõezinhos que se sumiam à distância, cantando alegres, no seu caminho para mina.
A rainha-bruxa correu e
bateu na porta da casinha dos anões perguntandp:
-Frutas!Quem compra frutas?
-Não!Não compramos frutas!respondeu Branca
de Neve,lá de dentro.
-Não não tenho dinheiro!
-Não é preciso, menina!Vejo que você não tem mesmo dinheiro para comprá- las!Não faz mal!
Deixo- lhe uma aqui de cortesia. E entregou uma maçã para
Branca de Neve. muito
Branca de Neve, que gostava muito de
maçã disse:
-Oh!tão bonita! Há quanto tempo não vejo uma
maçã como esta!
Dizendo isto,Branca de Neve deu uma dentada
na maçã na mesma hora, caiu desmaiada.
Ao chegar à casa, a malvada rainha correu
para o espelho , e perguntou- lhe aflita:
"Dizei-me espelhinho, com toda a
presteza:
Quem é, neste mundo, que tem mais
beleza?"
O eselho , afinal , respondeu-lhe:
"Rainha, sois a mais bela com
certeza!"
A rainha deu uma gargalhada que ressoou
pelos corredores do palácio.
Ah! até que enfim!
Aquela hora os anõezinhos voltavam da mina.
Capítulo V — O desfecho da história
No final da história, Branca de Neve desperta, reencontra os anões e vive um novo momento de felicidade. A narrativa também apresenta a possibilidade do perdão e da transformação da rainha.
Essa etapa favorece uma roda de conversa sobre perdão, arrependimento, mudança de atitudes e final feliz nos contos maravilhosos.
Passaram- se meses.Passaram anos.Branca de Neve permaneceu linda, com as faces muito brancas
e os lábios rubros.Os anõezinhos pediram a todos os anõezinhos da terra que
descobrissem o Elixir Maravilhoso,
contra os sete males, o único meio de fazer zer Branca de Neve retornar à vida.
Mas nada!
Um dia , porém, o filho de um rei rico e poderoso perdeu-se numa caçada.Andando aqui e ali, foi dar-se à
gruta de uma das montanhas.Entrou. Deu com o esquife e ficou maravilhado com a beleza de Branca de Neve.
Ficou sabendo, pelos anõezinhos, a história de sua vida. O príncipe disse aos anões:
-Tenho na côrte um bruxo que de lá não sai, mas possui toda sorte de drogas mágicas.Levemos Branca de
Neve até lá e experimentemos uma por uma daquelas drogas.Quem sabe se não encontraremos com ele o elixir
contra os sete males?
Os anõezinhos , animados com esta ideia ,
resolveram levar o esquife de Branca de Neve ao palácio do rei,
pai do jovem príncipe.
Fez - se o cortejo . Os anõezinhos puseram - se na frente com suas lanterninhas.No meio, ia o esquife,
conduzido por guardas do príncipe e , atrás , seguia o príncipe, rodeado de suas matilha de cães
de caça.
Caminharam, caminharam.Não havia ainda
transposto as sete montanhas, quando um guarda
tropeçou numa raiz. Com o choque, o esquife sacudiu-se, e o pedaço de maçã dos sete males, que ficara preso
na garganta de Branca de Neve, saltou.
Imediatamente Branca de Neve abriu os olhos.
-Oh! Meu Deus!Onde estou
eu?!-disse ela.
Todos se acercaram do esquife de Branca de Neve.
Vendo os anõezinhos sorrindo de satisfação, Branca de Neve tranquilizou- se.
O príncipe, encantado com a beleza e a doçura da princesa, disse-lhe:
-Estamos a caminho do palácio de meu pai!
Agora,vai deixar a casinha dos anões, para ser a esposa do príncipe herdeiro do mais rico reino da
terra.
Branca de Neve ficou sabendo , então, o que se passara.Voltaram à casa dos anõezinhos, enquanto
esperavam a carruagem, para conduzi-los ao palácio.
O casamento foi marcado poucos dias depois, para que os anõezinhos a ele pudessem assistir.
Naquela hora , a rainha
cruel, pondo- se em frente do espelho, perguntava-lhe:
"Dizei-me , espelhinho, quem tem mais
beleza?
E o espelho respondia- lhe:
"Aqui vós sois a mais bela, com
certeza!
Mas a noiva do príncipe do reino vizinho
possui mais beleza."
A rainha não compreendera bem as palavras do seu espelho.
Ainda preocupada com o que acabara de ouvir, recebeu a mensagem do Rei Augusto, do reino vizinho,
que a convidava para os festejos e casamento de seu filho, Príncipe Rolando.
Afinal, ia conhecer aquela que era a mais
linda da Terra.
A rainha vestiu- se maravilhosamente e partiu com sua comitiva.
Ao entrar no salão, preparado para as festas do casamento, reconheceu a noiva- Branca de Neve
- riquíssima vestida e ostentando na cabeça a coroa deslumbrante de rainha.Olhou- a :Branca de Neve
estava bela, muito bela!
A rainha cruel quedou- se um momento a contemplá - la.A fisionomia de Branca de Neve era
serena e doce como a dos anjos.
Branca de Neve viu-a ,
reconheceu-a e sorriu-lhe . Já havia perdoado à rainha todos os
males sofridos.
Entretanto, a rainha sentiu-se nesta hora
tão mesquinha, tão má que, pela primeira vez em sua
vida, sentiu lágrimas nos olhos e chorou.
Aproximou-se, depois, de Branca de Neve, com os olhos vermelhos e inchados de tanto chorar,
e disse- lhe docemente:
-Perdoe-me , Branca de Neve, sim?
-Oh!Já lhe perdoei!-disse Branca de Neve.
E tirando do seu pescoço um riquíssimo colar de peróloas, colocou-o no pescoço da rainha sua
madrasta.Esta comovida, tirou sua pulseira de brilhantes e colocou-a em Branca de Neve, abraçando-
a ternamente.
Desceu as escadas.Tomou sua carruagem
e voltou sozinha para o seu palácio.
Dizem que nunca mais saiu e se tornou boa, muito boa.
Por sua vez, Branca de Neve viveu muitos anos muito feliz.Nunca mais deixou de estimar seus anõezinhos que a haviam protegido.
Fonte do texto-base: História “Branca de Neve”, conforme versão publicada no livro As mais belas histórias. Texto reorganizado em capítulos e adaptado para fins pedagógicos no projeto Branca de Neve para os anos iniciais.
Observação: As imagens utilizadas na postagem foram selecionadas como ilustrações de apoio em estilo desenho para colorir.
Vídeo de apoio
Vídeo da história Branca de Neve
O vídeo pode ser utilizado como recurso complementar ao trabalho com o texto. Ele ajuda as crianças a visualizarem os personagens, os espaços da narrativa e a sequência dos acontecimentos.
O professor pode apresentar o vídeo antes da leitura, como sensibilização, ou depois, como retomada da história.
🎬 Assista aos vídeos:
Filminho: Branca de Neve e os mistérios da Floresta dos mistériod
Após assistir aos vídeos
Converse com a turma:
O vídeo contou a história do mesmo jeito que o texto?
Qual cena chamou mais atenção?
Quais personagens aparecem no vídeo?
O que há de mágico na história?
Qual parte da história você mais gostou?
Podcast
Podcast: Contando a história de Branca de Neve
Neste podcast, a história de Branca de Neve é apresentada em formato de contação, com linguagem simples e envolvente para os anos iniciais do Ensino Fundamental.
O áudio pode ser usado como sensibilização antes da leitura, como retomada da narrativa ou como recurso complementar para estimular a escuta, a imaginação e a participação das crianças.
🎧 Ouça o podcast:
Após ouvir o podcast
Converse com a turma:
Qual parte da história você imaginou com mais facilidade?
Que personagem chamou mais sua atenção?
Como os anões ajudaram Branca de Neve?
Por que a rainha queria prejudicar Branca de Neve?
Que ensinamento essa história nos deixa?
Música inspirada na história
Música: Branca de Neve
A música inspirada na história pode ser utilizada como recurso lúdico para ampliar o envolvimento das crianças com o projeto.
Ela pode ser trabalhada em rodas de conversa, momentos de escuta, dramatizações, apresentações ou atividades de expressão corporal e artística.
🎵 Ouça a música:
Sugestão de atividade com a música
Após ouvir a música, os alunos poderão:
desenhar a cena que imaginaram;
identificar personagens citados;
criar gestos para acompanhar a música;
cantar coletivamente;
produzir uma ilustração para a letra;
conversar sobre o sentimento transmitido pela canção.
Livrinho infantil
Livrinho infantil inspirado em Branca de Neve
O livrinho infantil é um recurso visual e lúdico que pode enriquecer o projeto, aproximando ainda mais as crianças da história.
Ele pode ser utilizado em leitura compartilhada, reconto oral, apresentação para a turma ou como apoio para atividades de interpretação e produção textual.
📘 Acesse o livrinho:
Sugestão de uso do livrinho
O professor poderá apresentar o livrinho para a turma e, em seguida, propor que os alunos:
comentem as imagens;
recontem a história com suas palavras;
escolham a página preferida;
criem uma nova capa;
produzam uma frase para cada imagem;
montem um livrinho coletivo da turma.
Músicas da Trilha Sonora do Livrinnho
VERSÃO 1
Música de fundo: Maria Aparecida de Almeida
Melodia: gerada com apoio da plataforma Mureka AI
Versão 2
Branca De Neve
Num castelo distante, sob o olhar do luar
Nasceu uma menina, pra vida encantar
Pele branca como a neve, lábios cor de carmim
Uma beleza rara, um destino sem fim
Mas a sorte mudou quando a mãe se foi
E a madrasta má, o seu trono imposto
Com o espelho mágico, a perguntar:
"Quem é a mais bela, em todo este lugar?"
(Refrão)
Branca de Neve, o destino traçou
Uma maçã envenenada, o sono chegou
Sete amigos na floresta, a te proteger
Esperando o beijo, que a fará renascer
(Verso 2)
O caçador teve pena, não pôde cumprir
A ordem cruel, teve que deixar partir
Correu pela mata, em busca de um lar
1:24
Onde sete anos iriam encontrar
Dengoso, Zangado, Mestre e Feliz
Soneca, Atchim e o Dunga, o que o destino quis
Na casa pequena, o medo se foi
Mas a inveja da rainha, sempre a batida
(Ponte)
Disfarçada de velha, com um plano fatal
A maçã vermelha, o desejo do mal
Uma mordida só, o silêncio se fez
A morte aparente, uma triste vez
(Refrão)
Branca de Neve, o destino traçou
Uma maçã envenenada, o sono chegou
Sete amigos na floresta, a te proteger
Esperando o beijo, que a fará renascer
(Final)
O príncipe chegou, com amor verdadeiro
Quebrou o encanto, o feitiço traiçoeiro
Acordou a princesa, o mundo brilhou
E a história de amor, enfim começou.
Música 2: Branca de Neve
Música de fundo: Maria Aparecida de Almeida
Melodia: gerada com apoio da plataforma Mureka AI
O caçador teve pena, não pôde cumprir
O caçador teve pena, não pôde cumprir
A ordem cruel, teve que deixar partir
Correu pela mata, em busca de um lar
Onde sete anos iriam encontrar
Dengoso, Zangado, Mestre e Feliz
Soneca, Atchim e o Dunga, o que o destino quis
Na casa pequena, o medo se foi
Mas a inveja da rainha, sempre a batida
Disfarçada de velha, com um plano fatal
A maçã vermelha, o desejo do mal
Uma mordida só, o silêncio se fez
A morte aparente, uma triste vez
Branca de Neve, o destino traçou
Uma maçã envenenada, o sono chegou
Sete amigos na floresta, a te proteger
Esperando o beijo, que a fará renascer
O príncipe chegou, com amor verdadeiro
Quebrou o encanto, o feitiço traiçoeiro
Acordou a princesa, o mundo brilhou
E a história de amor, enfim começou.
Desenvolvimento da projeto
Etapa 1 — Conversa inicial
Antes da leitura, o professor poderá iniciar uma roda de conversa para levantar os conhecimentos prévios dos alunos.
Perguntas para a turma
Quem já conhece a história de Branca de Neve?
Quais personagens aparecem nesse conto?
Onde a história acontece?
O que existe de mágico nessa narrativa?
O que vocês sabem sobre contos de fadas?
Vocês conhecem outras histórias com castelos, florestas ou objetos mágicos?
Registro sugerido
Após a conversa, o professor pode registrar no quadro as palavras citadas pelos alunos, como:
castelo;
floresta;
princesa;
rainha;
espelho mágico;
anões;
maçã;
príncipe;
amizade;
inveja;
perdão.
Etapa 2 — Leitura do Texto 1
Tema da etapa
O nascimento de Branca de Neve e a inveja da rainha
Nesta etapa, os alunos conhecem o início da história e identificam o conflito principal: a inveja da rainha em relação à beleza de Branca de Neve.
Durante a leitura
O professor pode fazer pausas para perguntar:
Como Branca de Neve é descrita?
Qual era o desejo da primeira rainha?
O que aconteceu com a mãe de Branca de Neve?
Como era a nova rainha?
Por que o espelho mágico era importante na história?
O que deixou a rainha irritada?
Atividades sugeridas
Escrever um novo final para a história.
Produzir uma carta da rainha pedindo desculpas.
Fazer uma roda de conversa sobre perdão.
Desenhar a cena final.
Recontar o final com as próprias palavras.
Etapa 3 — Leitura do Texto 2
Tema da etapa
A floresta e a casa dos anões
Nesta parte da história, Branca de Neve é deixada na floresta e encontra a casa dos anões.
Durante a leitura
O professor pode explorar:
o medo da personagem;
o espaço da floresta;
a descoberta da casinha;
os objetos pequenos;
a chegada dos anões.
Perguntas para interpretação oral
Como Branca de Neve se sentiu ao ficar sozinha?
O que ela encontrou ao anoitecer?
Como era a casinha?
Por que havia sete pratinhos, sete copinhos e sete caminhas?
Como os anões reagiram ao encontrar Branca de Neve?
Etapa 4 — Leitura do Texto 3
Tema da etapa
A convivência com os anões
Nesta etapa, Branca de Neve passa a morar com os anões, criando uma relação de amizade, acolhimento e cuidado.
Durante a leitura
O professor pode conversar sobre:
acolhimento;
ajuda ao próximo;
vida em grupo;
cooperação;
amizade.
Perguntas para a turma
Por que os anões deixaram Branca de Neve ficar na casa?
Como ela ajudava os anões?
Que atitudes mostram amizade nessa parte da história?
Você já ajudou alguém ou foi ajudado por alguém?
Como podemos acolher um colega?
Atividades sugeridas
Produzir um cartaz com o tema: Amizade e acolhimento.
Escrever frases sobre como ajudar o próximo.
Criar nomes e características para os sete anões.
Montar uma lista de combinados para viver bem em grupo.
Fazer uma roda de conversa sobre cooperação.
Etapa 5 — Leitura do Texto 4
Tema da etapa
A rainha disfarçada e a maçã
Nesta parte, a rainha tenta enganar Branca de Neve. A etapa permite trabalhar atenção, cuidado, confiança e consequências das escolhas.
Durante a leitura
O professor pode chamar a atenção para:
o disfarce da rainha;
o conselho dos anões;
a maçã encantada;
o perigo de confiar em desconhecidos;
a tensão da narrativa.
Perguntas para interpretação oral
Por que os anões pediram que Branca de Neve tivesse cuidado?
Como a rainha tentou enganá-la?
O que aconteceu quando Branca de Neve comeu a maçã?
Que conselho você daria para Branca de Neve?
Por que devemos ter cuidado com pessoas desconhecidas?
Atividades sugeridas
Escrever um bilhete dos anões para Branca de Neve.
Desenhar a cena da maçã.
Criar uma placa com a frase: Cuidado com desconhecidos!
Dramatizar a cena da rainha disfarçada.
Conversar sobre atitudes de proteção e segurança.
Etapa 6 — Leitura do Texto 5
Tema da etapa
O desfecho da história
Nesta etapa, os alunos acompanham o final da narrativa, o despertar de Branca de Neve e o momento de perdão.
Durante a leitura
O professor pode explorar:
o sono profundo;
a tristeza dos anões;
o aparecimento do príncipe;
o despertar de Branca de Neve;
o perdão;
a mudança da rainha.
Perguntas para a turma
O que aconteceu com Branca de Neve depois da maçã?
Como os anões reagiram?
Como Branca de Neve despertou?
Ela perdoou a rainha?
Você acha que a rainha mudou de verdade?
O que podemos aprender com o final da história?
Atividades sugeridas
Escrever um novo final para a história.
Produzir uma carta da rainha pedindo desculpas.
Fazer uma roda de conversa sobre perdão.
Desenhar a cena final.
Recontar o final com as próprias palavras.
Atividades pedagógicas
Atividade 1 — Conhecendo os personagens
Complete a ficha:
Personagem:
Como ele/ela é:
O que faz na história:
Que sentimento ou atitude representa:
Minha opinião sobre esse personagem:
Personagens sugeridos:
Branca de Neve;
rainha;
anões;
príncipe;
espelho mágico.
Atividade 2 — Ordem dos acontecimentos
Numere os fatos de acordo com a ordem da história.
( ) Branca de Neve encontra a casa dos anões.
( ) A rainha consulta o espelho mágico.
( ) Branca de Neve nasce.
( ) A rainha se disfarça.
( ) Branca de Neve come a maçã.
( ) Os anões ajudam Branca de Neve.
( ) O príncipe aparece.
( ) Branca de Neve desperta.
( ) A rainha pede perdão.
Atividade 3 — Elementos do conto maravilhoso
Complete:
Título da história:
Personagem principal:
Vilã:
Objeto mágico:
Lugar encantado:
Problema da história:
Solução:
Final:
Atividade 4 — Interpretação do texto
Responda:
Qual era o nome da personagem principal?
Por que ela recebeu esse nome?
Quem tinha um espelho mágico?
O que o espelho revelou à rainha?
Para onde Branca de Neve foi levada?
Quem morava na casinha encontrada por ela?
Como os anões ajudaram Branca de Neve?
O que a rainha usou para enganar a menina?
Como Branca de Neve despertou?
Que ensinamento a história transmite?
Atividade 5 — Produção textual
Escolha uma das propostas:
Proposta 1 — Reconto
Reconte a história de Branca de Neve com suas palavras.
Proposta 2 — Carta
Imagine que Branca de Neve escreveu uma carta para os anões agradecendo pela ajuda. Escreva essa carta.
Proposta 3 — Bilhete
Escreva um bilhete dos anões avisando Branca de Neve para não abrir a porta.
Proposta 4 — Final alternativo
Crie um novo final para a história.
Proposta 5 — Nova aventura
Imagine que Branca de Neve viveu uma nova aventura na floresta. Conte o que aconteceu.
Atividade 6 — Desenho e criatividade
Escolha uma cena da história e faça um desenho:
Branca de Neve no castelo;
a floresta;
a casa dos anões;
o espelho mágico;
a maçã encantada;
o encontro com os anões;
o final da história.
Depois, escreva uma frase explicando o desenho.
Atividade 7 — Roda de conversa sobre valores
Converse com a turma:
A inveja fez bem ou mal para a rainha?
Os anões foram solidários?
Branca de Neve foi bondosa?
É importante ouvir conselhos de quem quer nos proteger?
O que significa perdoar?
Uma pessoa pode mudar suas atitudes?
Atividade 8 — Produção coletiva
A turma poderá produzir um livrinho coletivo com o título:
Nossa versão da história de Branca de Neve
Cada aluno poderá contribuir com:
uma página ilustrada;
uma frase;
uma parte do reconto;
um personagem;
um novo final.
Ao final, o livrinho pode ser apresentado para outras turmas ou exposto na sala.
Culminância
Como encerramento do projeto, a turma poderá organizar um momento especial para apresentar as produções realizadas.
Sugestões de culminância
Exposição de desenhos.
Apresentação do livrinho coletivo.
Dramatização de uma cena da história.
Roda de leitura com o reconto produzido pelos alunos.
O conto Branca de Neve continua sendo uma narrativa rica para o trabalho com crianças dos anos iniciais. Por meio dele, é possível desenvolver leitura, escuta, interpretação, oralidade, produção escrita, imaginação e reflexão sobre valores.
Ao trabalhar a história em forma de projeto, o professor amplia as possibilidades pedagógicas e transforma a leitura em uma experiência mais significativa. As crianças podem ouvir, assistir, cantar, desenhar, recontar, dramatizar e criar novas versões, tornando-se participantes ativos do processo de aprendizagem.
A proposta pode ser adaptada conforme a realidade da turma, o tempo disponível e os recursos utilizados pela escola.