sexta-feira, 15 de maio de 2026

Projeto: Histórias que ensinam — textos de autores desconhecidos para leitura e reflexão

 

Projeto: Histórias que ensinam — textos de autores desconhecidos para leitura e reflexão



1. Introdução

Este projeto reúne textos de autores desconhecidos que circulam em diferentes espaços educativos e que, mesmo sem autoria identificada, oferecem ricas possibilidades de leitura, interpretação, reflexão e produção textual.

Ao organizar esses textos em uma proposta pedagógica, o objetivo é valorizar a leitura como prática significativa, trabalhando compreensão textual, oralidade, escrita, valores humanos, criatividade e pensamento crítico.

A proposta pode ser desenvolvida com turmas dos anos iniciais e anos finais do Ensino Fundamental, respeitando a faixa etária, o nível de leitura dos estudantes e os objetivos de cada professor.

2. Justificativa

Muitos textos de autores desconhecidos fazem parte da memória escolar, circulando em livros, apostilas, murais, atividades impressas e postagens antigas da internet. Embora nem sempre apresentem autoria identificada, esses textos podem contribuir para o desenvolvimento da leitura, da interpretação e da formação humana dos estudantes.

Ao serem trabalhados de forma organizada, com mediação do professor, esses textos deixam de ser apenas leituras isoladas e passam a compor um percurso pedagógico que favorece a escuta, o diálogo, a análise, a escrita e a construção de sentidos.

Este projeto também permite reaproveitar materiais antigos, modernizando sua apresentação e ampliando suas possibilidades educativas por meio de atividades, vídeos, podcasts, slides, rodas de conversa e produções dos alunos.

3. Público-alvo

Ensino Fundamental — anos iniciais e anos finais

Anos iniciais: foco na escuta, leitura compartilhada, oralidade, compreensão, ilustração, reconto e valores presentes nos textos.

Anos finais: foco na interpretação, análise textual, inferência, autoria, gênero textual, linguagem, argumentação, produção escrita e reflexão crítica.

4. Objetivo geral

Promover práticas de leitura, interpretação e produção textual a partir de histórias de autores desconhecidos, favorecendo a formação leitora, a reflexão ética e o desenvolvimento da oralidade e da escrita.

5. Objetivos específicos

Desenvolver a compreensão leitora.
Identificar personagens, conflitos, espaço, tempo e desfecho.
Reconhecer ensinamentos presentes nas narrativas.
Estimular o reconto oral e escrito.
Promover debates sobre atitudes, escolhas e consequências.
Produzir novos finais, bilhetes, resumos, quadrinhos e pequenos textos opinativos.
Valorizar a leitura como prática de aprendizagem e formação humana.

6-Habilidades da BNCC relacionadas

EF15LP02 — Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler, apoiando-se em conhecimentos prévios sobre o tema, o gênero e o suporte textual.

EF15LP03 — Localizar informações explícitas em textos.

EF15LP04 — Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos.

EF35LP03 — Identificar a ideia central do texto, demonstrando compreensão global.

EF35LP04 — Inferir informações implícitas nos textos lidos.

EF35LP05 — Inferir o sentido de palavras ou expressões desconhecidas em textos.

EF35LP26 — Ler e compreender, com autonomia, narrativas ficcionais que apresentem cenários e personagens.

EF69LP44 — Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos em textos literários.

EF69LP47 — Analisar, em textos narrativos ficcionais, as formas de composição, os efeitos de sentido e os elementos da narrativa.

EF69LP51 — Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão e edição de produções escritas.

7. Organização do projeto

Bloco 1 — Histórias para os anos iniciais






Em uma pequena casa, morava uma velhinha muito caprichosa, e, por isso, seu fogão de lenha era bem cuidado.

Um dia, a velhinha não percebeu a falta de uma palha, um grão de feijão e uma brasinha que antes estavam no fogão.

Os três tinham escapado e conversavam em um cantinho da cozinha.

A palhinha disse:
— Se eu não fugisse, a água fervente cairia em cima de mim quando a panela virou.

Disse a brasinha:
— Se eu não fosse esperta, já teria morrido e virado cinzas.

Por último, falou o feijão:
— Eu, como vocês, também fugi a tempo, senão já teria sido cozido.

Conversa vai, conversa vem, os três resolveram dar um passeio e logo encontraram um riacho.

Como nenhum deles sabia nadar, pensavam em um modo de atravessá-lo.

A palha se esticou e a brasa passou primeiro, queimou a palha, caiu na água e se apagou.

A palhinha também caiu na água.

O feijão riu tanto que estourou, mas depois foi costurado por um alfaiate.

É por isso que hoje ele tem um “olhinho” na barriga.



Fazia muito calor e o leão decidiu procurar um lugar fresco onde pudesse descansar. Ali, esticou e agitou sua cauda preguiçosamente, enquanto o tempo passava. De repente, um esquilo saiu de uma moita próxima e, imprudentemente, passou por debaixo das barbas do rei das selvas. O leão sentiu vontade de brincar com o esquilo e começou a persegui-lo. O pobre animalzinho pensou que o leão quisesse comê-lo. Tremendo da cabeça ao rabo, suplicou que lhe poupasse a vida.

- Se me soltar, bom leão, prometo ajudá-lo a lutar contra seus inimigos, disse o esquilo morto de medo.

- Ah! ah! ah! Que ajuda você pode me dar, bichinho insignificante? Vá embora depressa antes que eu perca a paciência! respondeu o leão menosprezando-o.

O tempo passou. Um dia, o orgulhoso rei das selvas caiu numa armadilha feita por caçadores. Debateu-se muito, tentando corajosamente livrar-se da rede, mas nada conseguiu. Então apareceu o esquilo que, pacientemente, começou a roer a rede com seus dentinhos afiados. Dessa maneira conseguiu libertar o leão.

Arrependido pelo desprezo com que tratava o animalzinho, desculpou-se com ele.

- Perdoe-me, esquilo. Agora compreendo que todos os animais, por menores que sejam, merecem o maior respeito. Prometo que nunca mais voltarei a rir de você, disse o leão.

- Não se preocupe, bom amigo. Sábio é aquele que reconhece a tempo os seus erros, respondeu o esquilo.

Daquele momento em diante, os dois tornaram-se amigos inseparáveis e puderam, juntos, enfrentar os perigos da selva



Dizem que os burros são tolos. Mas não devemos acreditar totalmente nisso. Essa história nos mostra que nem sempre é assim.

Um lavrador tinha dois burros. Para que não fugissem, resolveu amarrá-los em uma só corda, cada um em uma extremidade. Depois de algum tempo, os dois começaram a sentir fome. A comida estava perto. Grandes montes de feno estavam ao alcance de sua visão. Os dois tentaram chegar até eles. A corda era muito curta e, puxando cada qual para o seu lado, nenhum dos dois conseguia alcançar o seu monte de feno. Então compreenderam que o melhor era sentar e dialogar. Talvez juntos conseguissem encontrar uma solução.

Assim o fizeram. Durante um bom tempo, estiveram a dar voltas ao assunto, sem conseguir encontrar um jeito de chegar ao feno. Por fim, disse um deles:

- Vamos ver! Nós dois estamos com fome. A corda que nos une é muito curta e não podemos ir cada um para o seu lado. Por que não vamos juntos para o primeiro monte de feno? Assim, ambos poderíamos comer dele e depois provar o segundo. Dessa forma, comeríamos a quantidade habitual.

- Boa ideia! admitiu seu companheiro.

Pondo em prática a sugestão, banquetearam-se ambos, apesar da corda com que haviam sido amarrados. Mostraram, dessa forma, que os burros não são tão burros quanto parecem.



O ratinho e a ratinha eram dois irmãos que viviam com sua mãe numa toca, em uma fazenda. Ali estavam quentes e resguardados, a salvo das inclemências do tempo. Sua mamãe dava-lhes todo alimento de que necessitavam e não tinham nada com que se preocupar.

Nenhum dos dois gostava quando a sua mãezinha os mandava dormir, e obedeciam sempre contrariados. Numa bela noite, saíram à procura de seus amigos; as estrelas brilhavam no céu e era muito agradável estar ao ar livre!

Por mais voltas que dessem, não encontraram nenhum de seus amigos; esses, é claro, dormiam um soninho descansado.

Continuaram andando, andando, até perceber que se tinham afastado muito de sua casa; não conheciam a paisagem que os rodeava. Sentiram medo porque o vento começou a uivar e a escuridão tornava-se ameaçadora.

Abraçaram-se um ao outro, e, de repente, ouviram um ruído. Estremeceram espantados. Seria um gato? O tempo parecia ter parado e o responsável pelos ruídos aproximava-se pouco a pouco. Começaram a bater os dentes de medo, incapazes de fazer qualquer movimento. Sentiam que tinha chegado a sua última hora, já que certamente se tratava do seu mais aguerrido inimigo: o gato.

Mas, afinal, tudo acabou bem. A mãe saíra à procura deles e tinha sido ela quem havia feito o barulho. Os dois ratinhos regressaram a casa muito contentes. Haviam passado um mau bocado e não voltariam a repetir a façanha. Não há nada como a nossa casa. Não acha que tenho razão, amiguinho?



Era uma vez um passarinho que morava num ninho no alto de uma mangueira. Quando a mamãe passarinha saía cedinho para procurar alimento, falava:
- Ó filhinho, não saia do ninho. Você ainda é um filhotinho, pode cair lá embaixo e se machucar.
Mas o passarinho morria de vontade de dar as suas voadinhas, experimentar as suas asinhas cheias de peninhas. Experimentou uma vez. Experimentou a segunda. Quando experimentou a terceira, caiu e quebrou uma asa. Saiu, andando pelo chão, arrastando a asa, procurando uma ajudinha.
- Ó minha amiga vaquinha, conserte a minha asinha, que eu quebrei dando uma voadinha.
A vaquinha, muito mal-humorada, disse que não entendia de asas. O passarinho continuou o seu caminho, arrastando a sua asinha quebrada. Até que encontrou um cavalo e pediu ajuda de novo, coitadinho.
- Ó meu amigo cavalinho, conserte a minha asinha, que eu quebrei dando uma voadinha.
O cavalo relinchou e disse que não consertava asas. Não era veterinário.
E lá se foi o passarinho andando, pedindo ajuda a todo mundo que encontrava, ouvindo sempre o mesmo. Até que encontrou um rio, muito transparente, e parou para beber água.
- Ó meu amigo riozinho, conserte a minha asinha, que eu quebrei dando uma voadinha! E o rio de águas claras cantarolou:
- Bote aqui a sua asinha bote aqui no leito meu e depois não vá dizer que você se arrependeu.
E com todo cuidado, enfaixou a asinha do amiguinho, sorrindo dizendo:
- Dê um tempo ao tempo, fique quieto uns dias no seu ninho, meu passarinho!
E foi o que o passarinho fez.
Voltou para o seu ninho e deixou o tempo passar, bem quietinho.
O tempo passou.
Ele sarou e aprendeu a voar bem direitinho.
E no seu primeiro vôo sozinho, levou uma flor para o seu amigo riozinho. Ele agradeceu com um sorriso claro.
- O tempo cura tudo. É só dar tempo ao tempo, amigo passarinho.



Num país muito longínquo, nasceu um dia um canguruzinho que tinha uma qualidade muito curiosa. Saltava para trás, ao contrário de todos os outros animais de sua espécie. Isso fazia dele alvo da zombaria dos outros. O canguruzinho, que era muito sensível, sofria muito e todas as noites chorava desconsolado, sem que ninguém visse. Um dia, o môcho, sábio e compreensivo, aproximou-se dele, dizendo: - De nada adianta ficar chorando pelos cantos. Se você se esforçar e treinar um pouco será capaz de saltar para frente como os outros cangurus. É uma questão de perseverança. O canguruzinho compreendeu que o macho tinha razão. Nessa mesma noite, começou a praticar no seu cantinho. Progredia rapidamente e, num belo dia, no meio da admiração geral, o canguruzinho deu uma autêntica exibição de saltos para a frente. Satisfeito e orgulhoso, o canguruzinho passou a considerar-se igual aos demais. Mas, na realidade, ele era mais capaz que os outros, porque era o único que sabia também saltar para trás!



Existia, numa certa ilha, um pinguim que só sabia comer. Passava o dia pescando e banqueteando-se com as suas presas. Não se importava com os outros pingüins, que ficavam uma boa parte do tempo brincando uns com os outros e fazendo excursões pela ilha. Ele não gostava de fazer essas coisas; dedicava todo o seu tempo e energia a satisfazer o seu enorme apetite devorador.

Os seus pais chamavam-lhe a atenção com freqüência.

- Meu filho, dizia a mãe, por que não vai passear com seus amigos?

- Não, mamãe, estou muito ocupado pescando minha comida, respondia ele.

- Mas, filho, na vida há tempo para tudo, argumentou ela, surpresa.

- Não pense nisso, mamãe. Eu sei o que faço; não se preocupe, disse o pingüim.

Como era inútil discutir com ele, os pais acabaram desistindo.

Numa tarde de primavera, o pingüim encontrou um grupo de amigos seus que faziam acrobacias na neve. Que belos saltos e que graça tinham! Na verdade, possuíam uma invejável agilidade. Então, atraído pela beleza dos exercícios, quis participar deles, sem se lembrar que estava gordo. Por mais que se esforçasse, não conseguiu acompanhar os amigos.

Sem vírgula, sentiu-se infeliz por não poder brincar com os demais. Resolveu mudar de atitude. Procurou um recanto mais afastado da ilha, e ali permaneceu vários dias, comendo com moderação.

Quando regressou a casa, já tinha recuperado o seu peso. E também tinha aprendido uma grande lição: nunca mais voltaria a comer em excesso. Queria ser um pingüim como os outros.

Este texto pode ser trabalhado tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais, com adaptações nas perguntas, no nível de interpretação e nas propostas de produção textual.


Houve um grande reboliço em Madrigueira do Claro, uma cidade habitada por coelhos. Um grande cavalheiro viria morar ali. Ao que parecia, era muito rico e famoso em todo o mundo!

Finalmente, numa manhã de primavera, chegou à cidade o novo vizinho. Todos ficaram admirados de seu traje elegante e da distinção de seus gestos. Na verdade era um grande cavalheiro!

Durante algum tempo, trataram o recém-chegado como um rei.

Ele deixava-se adorar , sem falar mais do que o necessário.

Foi então que aconteceu uma catástrofe. As chuvas intensas tinham causado uma inundação que prejudicara algumas tocas. Organizou-se, então, uma coleta de donativos entre os habitantes. Todos deram a sua contribuição, exceto o "grande cavalheiro", que se negou a doar um único centavo.

A decepção foi enorme entre os vizinhos da aldeia. A partir daquele dia, o rico avarento foi tratado com a maior indiferença. Deixaram-no em tal isolamento, que ele resolveu ir embora.

Começou a afastar-se dali, enquanto os vizinhos estavam reunidos em um prado próximo, para tratar dos assuntos da comunidade. Então, o cavalheiro percebeu que estava saindo fumaça de várias tocas. A cidade estava em chamas!

Rápido como um relâmpago, ele interveio. Conseguiu apagar o fogo em meia hora. Quando souberam da notícia, os vizinhos ficaram muito agradecidos. Mais ainda: quando ouviram as confissões daquele que pensavam ser um grande cavalheiro, concederam-lhe o seu perdão.

Na verdade, ele não era rico. Tinha-se feito passar por uma pessoa de posses para assegurar a amizade de todos. A boa ação que ele praticara é que lhe valeu uma amizade sincera e o reconhecimento dos moradores daquela cidade.



Tudo é uma questão de costume, mas tomar banho era algo superior às forças daquele coala. A água e o sabão aterrorizavam-no e ninguém conseguia convencê-lo da necessidade de andar por aí limpo. Era tanta a sujeira, que em casa e na escola, todos o evitavam, com um gesto de nojo. Na verdade, o coala tinha um cheiro muito desagradável.

Desiludido, o pequeno coala subia às árvores mais altas, desejoso de encontrar um cantinho tranqüilo. Mas nem assim! De vez em quando, encontrava algum pássaro muito asseado que, horrorizado, o expulsava de seus domínios a bicadas.

A vida tornou-se insuportável para o coala. Até que finalmente, ele resolveu enfrentar o problema.

- Vejamos, disse para si mesmo. Não seria preferível passar um mal bocado todas as manhãs e depois poder usufruir de uma vida normal durante todo o resto do dia, em vez de continuar nessas tristes condições o dia inteiro?

Assim pensando, o coala chegou à conclusão correta. Enchendo-se de coragem entrou numa banheira bem cheia de água e sabão. Bem limpo e perfumado, o coala surpreendeu agradavelmente a toda gente. Os parentes, amigos e colegas receberam-no na comunidade de braços abertos.

Ao fim de algumas semanas, o coala até já achava agradável tomar seu banho. Quando o sapato aperta, amigo, o jeito é encolher os dedos.



Existia, numa certa ilha, um pinguim que só sabia comer. Passava o dia pescando e banqueteando-se com as suas presas. Não se importava com os outros pingüins, que ficavam uma boa parte do tempo brincando uns com os outros e fazendo excursões pela ilha. Ele não gostava de fazer essas coisas; dedicava todo o seu tempo e energia a satisfazer o seu enorme apetite devorador.

Os seus pais chamavam-lhe a atenção com freqüência.

- Meu filho, dizia a mãe, por que não vai passear com seus amigos?

- Não, mamãe, estou muito ocupado pescando minha comida, respondia ele.

- Mas, filho, na vida há tempo para tudo, argumentou ela, surpresa.

- Não pense nisso, mamãe. Eu sei o que faço; não se preocupe, disse o pingüim.

Como era inútil discutir com ele, os pais acabaram desistindo.

Numa tarde de primavera, o pingüim encontrou um grupo de amigos seus que faziam acrobacias na neve. Que belos saltos e que graça tinham! Na verdade, possuíam uma invejável agilidade. Então, atraído pela beleza dos exercícios, quis participar deles, sem se lembrar que estava gordo. Por mais que se esforçasse, não conseguiu acompanhar os amigos.

Sem vírgula, sentiu-se infeliz por não poder brincar com os demais. Resolveu mudar de atitude. Procurou um recanto mais afastado da ilha, e ali permaneceu vários dias, comendo com moderação.

Quando regressou a casa, já tinha recuperado o seu peso. E também tinha aprendido uma grande lição: nunca mais voltaria a comer em excesso. Queria ser um pingüim como os outros.



Aconteceu nos EUA. Um garotinho de 8 anos foi abordado por um estranho na saída da escola: o estranho disse que a mãe tinha pedido para buscá-lo, pois ela estava atrasada.

O menino disse: OK, qual a senha?

As pessoas ao redor olharam para o estranho e este se afastou rapidamente.

A mãe, prudente, havia criado uma senha para que o filho soubesse quando ela estava por trás de qualquer ordem.

Esse "segredo" pode evitar roubos, sequestros e outras violências cometidas contra as crianças.

A segurança pode estar numa palavra, num número ou numa frase.

Bloco 2 — Histórias para os anos finais






O professor golfinho era sábio e tolerante. Achava que os castigos não davam resultado e preferia sempre convencer os alunos da necessidade de estudar a sério. Mas os alunos não lhe prestavam a menor atenção, habituados como estavam aos castigos e ameaças. O professor golfinho sofria com isso mas não dizia nada. Nunca se chateava nem se queixava.

As travessuras durante a aula aumentavam cada vez mais. Uma tarde, o ursinho quis pregar um belo susto à esquilinha. Levantou-se de sua carteira sem pedir autorização ao professor e, quando já estava se aproximando de sua colega, tropeçou em um armário, fazendo com que este caísse em cima da cabeça do professor golfinho. O professor teve de ficar ausente da classe por vários dias, e foi contratado para substituí-lo o professor atum, que era conhecido em todo o oceano por sua severidade. Castigava a turma inteira pelo menor deslize de qualquer aluno. Eles chegavam à casa, todos os dias, com atraso de duas horas.

- O primeiro que ousar fazer patifaria, leva quarenta reguadas e é expulso do colégio! costumava dizer o professor atum.

Como era de se esperar, todos os alunos da turma tinham saudades do professor golfinho. Mal podiam esperar que retornasse às aulas. Chegaram a se comprometer com ele que iriam portar-se muito bem e que estudariam muito.

Quando se restabeleceu, o professor golfinho voltou para sua turma, que chegou a ser a mais brilhante e estudiosa de toda a escola. O professor tinha demonstrado que a tolerância e a persuasão são sempre preferíveis aos castigos. Todos reconheceram, afinal, que seu método de ensino, baseado no amor e na tolerância davam muito bons resultados.



A abelha e a formiga sentiam um grande carinho uma pela outra. Além disso, que coincidência: a primeira gostava dos alimentos que sua amiga armazenava durante o verão; e a formiga era louca pelo mel produzido pela abelha. Isso dava lugar a uma intensa troca de presentes entre as duas.

Numa ocasião, a abelha saiu de viagem e deixou as chaves de sua casa com a formiga. Passados alguns dias esta sentiu a tentação de entrar na casa da amiga e servir-se de um pouco de mel. Mas conteve-se na última hora.

- Oh, não! Fazer isso seria um abuso de confiança, uma coisa indigna de nossa amizade, pensou ela.

Meses depois, foi a vez da formiga ver-se obrigada a deixar seu lar por algum tempo. Naturalmente deixou as chaves com sua amiga íntima. No dia seguinte, a abelha entrou na casa da formiga, enquanto dizia:

- Bah! Tenho a certeza de que quando lhe deixei as chaves de minha casa, ela deve ter assaltado a minha despensa. E fez isso com muita arte, pois desde que cheguei, por mais que procure, não consigo achar as marcas do roubo. Agora é a minha vez e farei um grande banquete à sua custa!

Qual das duas é verdadeiramente digna de amizade, amigo?



Era uma vez uma ovelhinha diferente das suas irmãs de rebanho: era negra. Por isso, era desprezada e sofria todo tipo de maus tratos. As outras lhe davam mordidas, patadas; procuravam colocá-la em último lugar no rebanho. Quando estavam num prado pastando, o rebanho inteiro tentava não deixar que a ovelhinha negra provasse uma ervazinha sequer. Dessa forma, sua existência era horrível.

Farta de tanto desprezo, a ovelhinha negra afastou-se do rebanho. Durante muito tempo vagou sem rumo pelo bosque. Quando anoiteceu, exausta, a ovelhinha deitou-se, sem perceber, em um monte de farinha, onde dormiu.

Ao raiar o dia, acordou e viu, cheia de surpresa, que se havia transformado em uma ovelha muito branca, imaculada. Voltou então ao seu rebanho, onde foi muito bem recebida e proclamada rainha, pela sua bela aparência.

Naquela ocasião, estava sendo anunciada a visita do príncipe dos cordeiros, que vinha em busca de uma esposa.

O príncipe foi recebido no rebanho com grandes honras. Enquanto ele observava as ovelhas que formavam o rebanho, desabou uma violenta tempestade. A chuva dissolveu a farinha que cobria o pêlo negro de nossa ovelhinha, e ela recuperou sua cor natural.

Quando a viu, o príncipe resolveu que seria a escolhida. As outras ovelhas perguntaram por quê.

- É diferente das outras. E isso, para mim, é suficiente.

Assim, a ovelhinha negra tornou-se princesa e teve, finalmente, o destino justo que merecia.



A tartaruga passava o tempo a lamentar-se por ser lenta e desajeitada. Como gostava de fazer comparações, adorava a beleza e a ligeireza com que se moviam as aves. Não se conformava com a sua sorte e chegava a ficar muito triste.

- Que chatice ter que me arrastar pelo solo, passo a passo e com esforço! Ah! Se eu pudesse voar, nem que fosse apenas uma vez! dizia ele repetidamente, dia após dia.

Finalmente, num dia de outono, conseguiu convencer a águia a levá-la para um passeio pelas alturas. Suavemente e com grande majestade, a águia e a tartaruga elevaram-se no céu, naquela tarde. O animalzinho transbordava de felicidade, ao ver lá embaixo, tão longe, a terra e seus habitantes.

- Ah, que maravilha! Como estou feliz! Que inveja não devem sentir as outras tartarugas vendo-me voar tão alto! Realmente, sou uma tartaruga única! exclamava ela, com a voz tremida pela emoção.

Mas tanto se cansou a águia de ouvir seus vaidosos argumentos, que decidiu soltá-la. A orgulhosa tartaruga caiu como uma pedra, desde milhares de metros de altura, desfazendo-se em cacos ao chegar no chão.

Algumas tartarugas que viram que viram sua vizinha cair, exclamaram cheias de pena:

- Pobrezinha! Estava tão segura aqui em baixo, na terra, e teve que procurar as alturas para perder-se.

Dura lição para quem se empenha em ir contra sua própria natureza. Não é melhor cada um conformar-se com aquilo que é?



Aquela coelhinha era tão branca como as outras. Mas havia nela alguma coisa que a tornava diferente das demais; o seu entusiasmo pelas próprias orelhas. Acreditava que eram as maiores e mais bonitas de toda a região.

- Ah, como me sinto bem com essas belíssimas orelhas! exclamou, um belo dia à porta de sua toca. São tão grandes e tão belas!

As outras coelhas e seus respectivos maridos admitiam que eram orelhas muito bonitas; mas nada mais. Por que ela era assim tão vaidosa?

- A vida não depende de nossas orelhas, mas sim de nossas patas. Quanto mais ágeis e robustas forem, melhor para nós, costumavam dizer-lhes suas companheiras.

Mas a coelhinha não se convencia. Cada vez mais vaidosa, passava os dias a experimentar novos penteados que estivessem de acordo com suas esplêndidas orelhas. Não vivia para outra coisa.

Um belo dia, porém, a Natureza pôs as coisas no seu devido lugar. O lobo encontrou sua despensa vazia e, como tinha fome, decidiu sair para caçar. Como os outros animais de sua espécie, sentia uma atração especial por coelhos. Assim que os coelhos daquela região viram a sombra do lobo desataram a correr. Mas a coelhinha, ignorando o perigo que se avizinhava e ensaiando penteado após penteado, quase não se deu conta da presença do lobo.

Felizmente, apercebeu-se no último instante e fugiu a toda velocidade em direção à água do rio mais próximo. Desesperada, atirou-se para dentro dele e, milagre dos milagres, suas orelhas grandes e largas serviram-lhe para manter-se flutuando. Com elas, a coelhinha remou até estar fora do alcance do lobo.

Que grande susto! Ela reconsiderou suas atitudes e prometeu que, dali em diante, prestaria menos atenção às suas orelhas e mais ao que se passasse à sua volta.




A borboletinha era uma beleza, mas achava-se uma beldade. Devia, pelo menos, ser tratada como a rainha das borboletas, para que se sentisse satisfeita. Quanta vaidade, meu Deus!

Não tinha amigos, pois qualquer mariposa que se aproximasse dela era alvo de risinhos e de desprezo.

- Que está fazendo em minha presença, criatura? Não vê que sou mais bela e elegante do que você? costuma ela dizer, fazendo-se de muito importante.

Nem os seus familiares escapavam. Mantinha à distância os seus próprios pais e irmãos, como se ela não houvesse nascido naturalmente, mas tivesse sido enviada diretamente do céu. Tratava-os com enorme frieza, como quem faz um favor, quando não há outro remédio.

- Sim, você é formosa, borboletinha, mas não sabe usar essa qualidade como deveria. Isso vai destruí-la! previniu-a solenemente um sábio do bosque.

A borboletinha não deu muita importância às palavras do sábio. Mas uma leve inquietação aninhou-se em seu coração. Respeitava aquele sábio e temia que ele tivesse razão. Mas logo esqueceu esses pensamentos e continuou sua atitude habitual.

Um dia, a profecia do sábio cumpriu-se. Um rapazinho esperto surpreendeu-a sozinha voando pelo bosque. Achou-a magnífica e com sua rede apoderou-se dela. Como é triste ver a borboletinha vaidosa atravessada por um alfinete, fazendo parte da coleção do rapaz!

Cada um tem aquilo que merece. Não adianta pôr a culpa de nossos erros nos outros, no destino, em Deus ou na má sorte. Cada um é responsável pelo seu próprio sucesso ou fracasso.



A baleia é o maior animal do planeta. E, com todo esse seu tamanho, sem querer pode tornar-se uma ameaça aos outros animais, caso não tome alguns cuidados.

A baleiazinha era jovem cheia de vontade de brincar, nadar e saltar. Era cheia de vida e sempre muito bem disposta.

- Que mosca mordeu você? Perguntavam os outros habitantes do mar.

Ninguém sabia a resposta. Mas a verdade era que a baleiazinha estava causando graves problemas aos pescadores.

Eles saíam inocentemente em seus pequenos botes e, de repente, encontravam-se com uma muralha de ondas, levantadas pelas brincadeiras dela. E assim, quase sempre soçobravam.

Mais de um pescador havia morrido afogado e a baleiazinha continuava brincando perto da costa, alheia às desgraças que causava.

- Baleiazinha, fico muito contente vendo você sentir-se tão feliz e brincalhona. Mas, por ser estouvada, já causou algumas desgraças aos pescadores, disse-lhe o golfinho.

- Oh! Lamento muito, amigo golfinho! Exclamou a baleiazinha, muito arrependida. Diga-me o que posso fazer para remediar o mal que causei? Perguntou ela.

- Basta que você brinque em alto mar, longe da costa, aconselhou-a ele.

A baleiazinha tinha um coração bondoso. Desejosa de fazer o bem aos outros e evitar novos prejuízos para os pescadores, rumou para o mar alto. A partir desse dia acabaram-se as desgraças dos pobres pescadores. E a baleiazinha pode continuar a alegrar os habitantes do mar, sem prejudicar os habitantes da terra.



Sabe-tudo era o apelido pelo qual todos os habitantes do bosque conheciam a tartaruga. Quem tivesse algum problema a resolver ou dúvida para esclarecer era só ir à casinha da Sabe-tudo, para ver seu caso resolvido.

Para dizer a verdade, a tartaruga passava as suas horas livres consultando livros e enciclopédias. Interessava-se por todos os temas existentes e por existir. Que curiosidade insaciável tinha ela!

- Desculpe-me, tartaruga, mas eu estava interessada em conhecer a ilha de Ceilão e... Diz timidamente a raposa.

- ... E não consegue encontrar a resposta, não é verdade? Bem, não se preocupe que já lhe explico, querida amiga, responde a tartaruga, com sua tradicional amabilidade. Vejamos. A ilha de Ceilão está situada no Oceano Índico, ao sul da Península Indostânica ou da atual Índia. Esclarecida a dúvida?

- Oh, obrigada, obrigada, Sabe... Quer dizer, amiga tartaruga! Responde embaraçada a raposa.

A Sabe-tudo sorri compreensiva. É claro que conhece a alcunha que os seus vizinhos lhe puseram. Isso não a incomoda, pois adivinha o sentimento de admiração que se esconde por trás dela.

Os anos passam e os conhecimentos da tartaruga tornam-se imensos, a tal ponto que ela começa a tornar-se exigente e crítica com os seus vizinhos. Com mania de perfeição, torna insuportável a vida dos outros. De uma amiga brilhante e admirada por todos converte-se em uma criatura amarga e insatisfeita que, além disso, recebe a hostilidade de quem a rodeia.

A modéstia é uma virtude muito necessária, sobretudo para aqueles superdotados, que se destacam pelo seu próprio brilho. Sem a modéstia, o conhecimento é inútil, pois não será repartido com os outros que o têm em menor quantidade




        Guilhermina é uma roceirazinha de dez anos. Com sua trouxinha de roupas às costas, lá vai ela, com sua mãe, para a cidade. Vai trabalhar em casa de uma senhora muito rica, Dona Florisbela.

Ao chegar, recebe a ordem dos serviços que vai fazer.

— Você, Guilhermina, vai tomar conta do gatinho Mimi e do cachorrinho Bobó. Leve-os agora à casa do tio Benedito, na Rua Direita, para cortar a cauda do gato e tosquiar Bobó, de modo que fique parecido com um leãozinho.

— Sim, patroa.

Guilhermina sai, levando o gato ao colo e o cachorrinho pela cordinha.

Vai repetindo o recado pelo caminho, para não esquecer:

— Tosquiar Bobó como um leãozinho e cortar a cauda do gato... Tosquiar Bobó e cortar a cauda do gato...

De repente, pula de um muro um galo.

Bobó late, puxa a corda, quer perseguir o galo e vai arrastando Guilhermina. É uma correria louca.

Guilhermina embaraça o pé na corda, tropeça e perde um pé de tamanco. Afinal, o galo voa para cima da cerca.

Guilhermina, mancando, com um pé no tamanco e o outro no chão, lembra-se do recado e vai repetindo:

— Tosquiar o Mimi e cortar a cauda do tio Bobó.

Felizmente, chegam à casa do tio Benedito.

Guilhermina põe o gatinho na cadeira e vai logo dizendo:

— Dona Florisbela mandou cortar a cauda do cão e aparar o pelo do gato, de modo que ele se torne parecido com um leãozinho.

Tio Benedito traz as tesouras e uma sardinha para Mimi.

Num instante, os pelos vão caindo, cortados pela tesoura afiada. As patas estão peladas, com duas pulseiras de cabelo.

Agora é a vez de Bobó.

— Au! Au! Au!

Bobó grita e esperneia. Tio Benedito amarra-o bem amarradinho e, apertando-o entre as pernas:

— Tric... tric...

E pronto!

Bobó sacode-se e está pronto também.

— Agora vamos para casa. Desta vez, Bobó, vai você no meu colo. Mimi, que é mais comportado, vai puxado pela cordinha.

E lá vão eles.

Guilhermina entra em casa e encontra a patroa cochilando numa cadeira. Mimi pula nos seus joelhos e ela, assustada, abre os olhos e solta um grito:

— Que animal é este de pernas trêmulas?

— Au! Au! Au! — faz Bobó, balançando seu cotózinho.

Dona Florisbela arregala os olhos de espanto e grita:

— Guilhermina! Guilhermina! Que fez você com os meus lindos animais? Meu cão de raça, com tão formosa cauda amputada desta maneira! E o meu gato angorá, de pelos compridos e sedosos! Em que estado ficou! Pobres de meus animaizinhos! Arrume sua trouxa e volte para sua casa, menina desastrada!

Guilhermina, sem compreender bem a irritação de sua patroa, arruma de novo sua trouxa e volta para casa, alegre de ver outra vez sua rocinha.


Memória afetiva das leituras

Muitas histórias infantis permanecem na memória porque dialogam com sentimentos profundos da infância: o desejo de acertar, de ser útil, de superar dificuldades e de construir um futuro melhor. Algumas personagens nos acompanham porque, de alguma forma, enxergamos nelas um pouco de nós mesmos.

A personagem Guilhermina marcou minha infância porque, de algum modo, eu me identificava com seu jeito atrapalhado, sonhador e cheio de vontade de encontrar um caminho. Naquele tempo, eu também acreditava que precisava vencer na vida para ajudar minha família. Hoje, ao recordar essa história, percebo como a literatura infantil pode guardar memórias, afetos e esperanças.

8. Sugestões de atividades para os anos iniciais

Leitura compartilhada.
Roda de conversa.
Desenho da parte preferida.
Reconto oral.
Caça-palavras com personagens.
Identificação de começo, meio e fim.
Perguntas simples de interpretação.
Produção de novo final.
Confecção de livrinho ilustrado.

9. Sugestões de atividades para os anos finais

Leitura individual e coletiva.
Debate sobre a moral da história.
Análise das atitudes dos personagens.
Comparação entre duas histórias.
Produção de texto opinativo.
Reescrita da narrativa com outro ponto de vista.
Criação de podcast curto comentando a história.
Produção de cartaz ou apresentação.
Discussão sobre valores, preconceito, vaidade, responsabilidade e convivência.

10.Recursos audiovisuais

Os vídeos apresentam o projeto e os textos selecionados, ampliando as possibilidades de leitura, escuta e interpretação.

Os podcasts trazem comentários, reflexões e perguntas orientadoras sobre as leituras.

1. Podcast para os anos finais: Fábulas como manual de sobrevivência


2.Podcast para os anos iniciais: O que os animais revelam sobre nós


3- Livrinho digital - anos iniciais do Ensino Fundamental

4-Livrinho digital-anos finais do Ensino Fundamental


Os livrinhos digitais  reúnem os textos, atividades e propostas de leitura, funcionando como material de apoio para professores e estudantes. Foi criado um livrinho digital para os anos iniciais e outro para os anos finais do Ensino Fundamental.

11.Material para download

  • Baixe os materiais complementares e utilize conforme a realidade da sua turma. As propostas podem ser adaptadas para os anos iniciais e finais do Ensino Fundamental, respeitando o nível de leitura, a faixa etária e os objetivos de aprendizagem dos estudantes.

12. Produto final

O projeto pode culminar em:

Livrinho coletivo ilustrado: Histórias que ensinam
Mural de valores da turma
Roda de leitura para outras turmas
Podcast com comentários dos alunos
Vídeo com reconto das histórias
Exposição de desenhos e frases reflexivas

13. Avaliação

A avaliação pode considerar:

Participação nas leituras e rodas de conversa.
Compreensão dos textos.
Capacidade de recontar histórias.
Clareza nas produções escritas.
Criatividade nas atividades.
Respeito às opiniões dos colegas.
Reflexão sobre os valores trabalhados.

14. Conclusão

Finalizar destacando que as histórias de autores desconhecidos, quando bem organizadas e mediadas pelo professor, podem se transformar em importantes instrumentos de aprendizagem, sensibilidade, imaginação e formação cidadã.

Esse esqueleto já serve como base da postagem principal. Depois podemos ir encaixando cada texto em seu bloco, com atividades próprias e BNCC.

Histórias, aprendizagens e ideias para educar
✍️ Maria Aparecida de Almeida
Pedagoga | Especialista da Educação

Compartilhando práticas pedagógicas significativas, alinhadas à BNCC, para inspirar o

trabalho docente e fortalecer a aprendizagem.


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