domingo, 13 de dezembro de 2015

O cavalo descontente

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Sempre podemos encontrar motivos para nos sentirmos descontentes, se quisermos. Podemos, também, encontrar argumentos para nos considerarmos afortunados por estarmos vivos. Tudo depende da maneira como cada um vê a existência.
Era uma vez um cavalo que, em pleno inverno, desejava o regresso da primavera. De fato, ainda que agora descansasse tranquilamente no estábulo, via-se obrigado a comer palha seca.
- Ah, como sinto saudades de comer a erva fresca que nasce na primavera! dizia o pobre animal.
A primavera chegou e o cavalo teve sua erva fresca, mas começou a trabalhar bastante porque era época da colheita.
- Quando chegará o verão? Já estou farto de passar o dia inteiro puxando o arado! lamentava-se o cavalo.
Chegou o verão, mas o trabalho aumentou e o calor tornou-se muito forte.
- Oh, o outono! Estou ansioso pela chegada do outono! dizia mais uma vez o cavalo, convencido de que naquela estação terminariam seus males.
Mas no outono teve que carregar lenha para que seu dono estivesse preparado para enfrentar o inverno. E o cavalo não parava de queixar-se e de sofrer.
Quando o inverno chegou novamente, e o cavalo pode finalmente descansar, compreendeu que tinha sido fantasioso tentar fugir do momento presente e refugiar-se na quimera do futuro. Esta não é a melhor forma de encarar a realidade da vida e do trabalho.


É melhor descobrir o que a vida tem de bom momento a momento, vivendo o presente da melhor forma possível.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O castor Desportista- autor desconhecido

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O castorzinho tornou-se um grande comilão. Por mais que a sua mãe esconda os alimentos e as guloseimas, ele procura e remexe todos os armários até encontrar o quitute que procura.
- Mamãe, quer que eu morra de fome? Lamenta-se o castorzinho, enquanto fareja dissimuladamente a geladeira.
- Você acabou de fazer seu lanche e já está pensando em comer? E ainda por cima, acusa-me de deixá-lo morrer de fome! É o cúmulo! Exclama ela, contrariada.
- Ora, mamãe, eu só quero um pedacinho de bolo! Pede ele com doçura.
- Está bem, está bem! Dez de que me deixe trabalhar em paz! Rende-se a mãe já farta de tanta comédia.
O castorzinho vive comento. O seu estômago parece um baú sem fundo. Por mais que seu dono lhe dê comida, nunca é suficiente. Dessa forma, o castorzinho começa a engordar... Como é vaidoso, olha-se diariamente no espelho. Começa a ficar preocupado com as papadas que aparecem debaixo do focinho e com aqueles "pneus" ao redor da cintura.
Seu amigo coelhinho cruza com ele na rua e assusta-se com o seu aspecto.
- Puxa, castorzinho! Você parece uma baleia! Minha mãe, que gordo!
- Bom, não acho que seja tanto! Protesta o castorzinho vermelho de vergonha, por ver que nesse instante vão passando algumas garotas, que olham para ele.
- Em um mês, ponho você em forma, castorzinho! Promete o coelhinho. A ginástica é a melhor coisa para esses casos.
- Ah, é? Interessa-se o castorzinho, que, arrependido de sua gulodice, aceita imediatamente a proposta do amigo.
A partir desse dia, começa o intenso treinamento. Caminhadas, ciclismo, ginástica sueca e outros feitos heróicos. Mas o exercício desperta-lhe uma fome atroz. Em vez de perder peso, ele continua engordando, engordando...
Depois de muito pensar, o castorzinho compreende que fazer ginástica é muito bom. Mas ainda melhor é comer somente a quantidade necessária... E nada mais!

terça-feira, 24 de novembro de 2015

O Carocol invejoso

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O caracolzinho sentia-se muito infeliz. Via que quase todos os animais eram mais ágeis do que ele. Uns brincavam, outros saltavam. E ele aborrecia-se debaixo do peso de sua carapaça!
- Vê-se que meu destino é ir devagarinho, sofrendo todos os males! dizia ele, bastante frustrado.
Seus amigos e familiares tentavam consolá-lo, mas nada conseguiam.
- Caracolino, pense que, se a Natureza lhe deu essa carapaça, para alguma coisa foi, disse-lhe a tartaruga, que se encontrava em situação semelhante à dele.
- Sim, claro, para alguma coisa será! Pode explicar-me a razão? perguntava Caracolino, ainda mais chateado por receber tantos conselhos.
Caracolino tornou-se tão insuportável por suas reclamações, que todos o abandonaram. E ele continuava com sua carapaça às costas, cada vez mais pesada para o seu gosto.
Um dia, desabou uma tempestade. Choveu durante muitos dias. Parecia um dilúvio! As águas subiram, inundando tudo. Muitos dos animaizinhos que ele invejara, encontravam-se agora em grandes dificuldades. Caracolino, porém, encontrou um refúgio seguro. Dentro de sua carapaça estava totalmente protegido!


Desde então, compreendeu a utilidade de sua lenta e pesada carapaça. Deixou de protestar, tornando-se um animalzinho simpático e querido por todos.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O canguru Marinheiro

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O canguru gostava do mar, coisa estranha nos da sua espécie. Então, engajou-se em um navio e fez-se ao mar.
A vida a bordo era monótona. Mas um dia o cozinheiro do navio ficou doente. O capitão, sem demora, chamou o canguru, pedindo-lhe que assumisse a cozinha, pois já tinha ouvido falar da sua habilidade para preparar pratos deliciosos. Ninguém a bordo sentiu falta do cozinheiro. Muito pelo contrário: lambiam os dedos com os cozidos que o canguru preparava.
Certa tarde, o canguru viu um golfinho que parecia querer dizer-lhe alguma coisa, enquanto nadava muito perto do barco. Compreendeu que ele estava pedindo alimento para um filhote de baleia que estava doente e quase morrendo de fome. O filhote só gostava de doces de ovos, coisa estranha para uma criatura do mar.
Então o canguru, mesmo sabendo que seria repreendido por isso, deu ao golfinho uma boa quantidade de doce de ovos. O filhote salvou-se, mas quando o capitão soube do ocorrido, mandou prender o canguru por um mês no porão do navio.
Alguns dias mais tarde, o navio encalhou perto da costa de Malabar. Todos os esforços para libertá-lo foram em vão. A tripulação corria sério risco, pois naquele local a ondulação era muito forte.
Quando percebeu o que havia acontecido ao barco de seu amigo canguru, o golfinho pediu à mãe da baleiazinha que libertasse o navio. Mamãe baleia, com sua força, conseguiu liberar a embarcação que logo voltava para águas mais profundas.


O capitão, assim que soube do acontecido e da gratidão da mamãe baleia para com o canguru, mandou libertá-lo e concedeu-lhe a Medalha de Mérito Naval. Assim, a bondade do canguru navegador foi recompensada.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O abuso de confiança- autor desconhecido


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A abelha e a formiga sentiam um grande carinho uma pela outra. Além disso, que coincidência: a primeira gostava dos alimentos que sua amiga armazenava durante o verão; e a formiga era louca pelo mel produzido pela abelha. Isso dava lugar a uma intensa troca de presentes entre as duas.
Numa ocasião, a abelha saiu de viagem e deixou as chaves de sua casa com a formiga. Passados alguns dias esta sentiu a tentação de entrar na casa da amiga e servir-se de um pouco de mel. Mas conteve-se na última hora.
- Oh, não! Fazer isso seria um abuso de confiança, uma coisa indigna de nossa amizade, pensou ela.
Meses depois, foi a vez da formiga ver-se obrigada a deixar seu lar por algum tempo. Naturalmente deixou as chaves com sua amiga íntima. No dia seguinte, a abelha entrou na casa da formiga, enquanto dizia:
- Bah! Tenho a certeza de que quando lhe deixei as chaves de minha casa, ela deve ter assaltado a minha despensa. E fez isso com muita arte, pois desde que cheguei, por mais que procure, não consigo achar as marcas do roubo. Agora é a minha vez e farei um grande banquete à sua custa!
Qual das duas é verdadeiramente digna de amizade, amigo?

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A senha por favor- autor desconhecido

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Aconteceu nos EUA. Um garotinho de 8 anos foi abordado por um estranho na saída da escola: o estranho disse que a mãe tinha pedido para buscá-lo, pois ela estava atrasada.
O menino disse: OK, qual a senha?
As pessoas ao redor olharam para o estranho e este se afastou rapidamente.
A mãe, prudente, havia criado uma senha para que o filho soubesse quando ela estava por trás de qualquer ordem.
Esse "segredo" pode evitar roubos, sequestros e outras violências cometidas contra as crianças.
A segurança pode estar numa palavra, num número ou numa frase.
Autor desconhecido.

domingo, 13 de setembro de 2015

A tartaruga e a águia- autor desconhecido

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A tartaruga passava o tempo a lamentar-se por ser lenta e desajeitada. Como gostava de fazer comparações, adorava a beleza e a ligeireza com que se moviam as aves. Não se conformava com a sua sorte e chegava a ficar muito triste.
- Que chatice ter que me arrastar pelo solo, passo a passo e com esforço! Ah! Se eu pudesse voar, nem que fosse apenas uma vez! dizia ele repetidamente, dia após dia.
Finalmente, num dia de outono, conseguiu convencer a águia a levá-la para um passeio pelas alturas. Suavemente e com grande majestade, a águia e a tartaruga elevaram-se no céu, naquela tarde. O animalzinho transbordava de felicidade, ao ver lá embaixo, tão longe, a terra e seus habitantes.
- Ah, que maravilha! Como estou feliz! Que inveja não devem sentir as outras tartarugas vendo-me voar tão alto! Realmente, sou uma tartaruga única! exclamava ela, com a voz tremida pela emoção.
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Mas tanto se cansou a águia de ouvir seus vaidosos argumentos, que decidiu soltá-la. A orgulhosa tartaruga caiu como uma pedra, desde milhares de metros de altura, desfazendo-se em cacos ao chegar no chão.
Algumas tartarugas que viram que viram sua vizinha cair, exclamaram cheias de pena:
- Pobrezinha! Estava tão segura aqui em baixo, na terra, e teve que procurar as alturas para perder-se.


Dura lição para quem se empenha em ir contra sua própria natureza. Não é melhor cada um conformar-se com aquilo que é?

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A regata- Ana Tomazeli

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O grande dia se aproximava…
Era o dia da grande aventura. Todos os insetos daquele jardim estavam ansiosos para a regata de folhas secas pela fonte. Formiguinhas, besourinhos, joaninhas, borboletas, estavam todos lá.
Tica, uma formiguinha muito ativa que por ali morava não poderia ficar de fora. Ficou preparando tudo com muito cuidado pois estava sempre muito preocupada com suas performances. A medida em que o grande dia ia se aproximando, mais preocupada com sua folha e equipamentos ela ficava. Ela mesma havia preparado sua folha para a navegação porém sempre sentia que algum inseto mal intencionado poderia fazer algum tipo de sabotagem a sua folhinha. Sendo assim, resolveu, por precaução, preparar duas folhas. Se algum inseto tentasse qualquer sabotagem, ela teria outra folha para sair em sua regata. Quanto mais o grande dia se aproximava, mais ansiosa e preocupada com o que poderia lhe acontecer ela ficava. Ela era uma formiguinha muito esperta e como possuia duas folhas para a regata, foi tentar praticar um pouquinho antes do acontecimento. Pegou todos seus objetos necessários para essa aventura porém acabou por esquece-los dentro da outra folha que ficou as margens da fonte.
Quando Tica percebeu já estava no meio da fonte e sem seus apetrechos. Um sentimento de medo e dúvida sobre o que havia acontecido tomou conta de seu pequeno corpinho e seus olhos se encheram de lágrimas ao olhar para aquele cantinho onde seus apetrechos deveriam estar. E você deve estar se perguntando para quê tanto alarde? O problema era que naquele mesmo dia seria a grande regata e se não conseguisse chegar a tempo de pegar seus equipamentos que estavam na sua outra folha? E se alguém tivesse escondido todos os seus equipamentos na outra folha de propósito? Com seus olhinhos fixos naquele cantinho da folha onde deveriam estar seus equipamentos, Tica, em meio a seu desespero, ouviu uma voz que vinha de cima:
"Olhe para mim", disse um pernilongo amigo, "não fique preocupada, foi você mesma quem deixou seus equipamentos lá na outra folhinha. Eu pude ver tudo daqui de cima. Fique confiante de que conseguirá."
Por um estante, ela até se aliviou, mas foi só olhar para aquele cantinho vazio na folha para seu desespero voltar. Foi quando se lembrou da última regata na qual sem querer caiu da sua folha tendo que nadar bravamente e com segurança para que conseguisse se desviar das outras folhas e dos outros insetos e chegar a outra margem da fonte. Repleta com a sensação de coragem e segurança dessa lembrança, deu suas costas para aquele cantinho, colocou suas patinhas na água e começou a remar. Naturalmente em pouco tempo chegou a outra margem da fonte bem a tempo para a regata. Pulou dentro de sua outra folhinha, nem pensou em suas habituais desconfianças, pois sabia que mesmo que algo desse errado teria suas fortes patinhas para ajudá-la a vencer qualquer obstáculo. Ao fim da regata, tentou imaginar como seria sua próxima regata, e se sentiu feliz e segura pois se qualquer imprevisto ocorresse, já saberia o que fazer.


Autora: Ana Tomazeli anatomazeli@uol.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A Ovelha Negra- autor desconhecido

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Era uma vez uma ovelhinha diferente das suas irmãs de rebanho: era negra. Por isso, era desprezada e sofria todo tipo de maus tratos. As outras lhe davam mordidas, patadas; procuravam colocá-la em último lugar no rebanho. Quando estavam num prado pastando, o rebanho inteiro tentava não deixar que a ovelhinha negra provasse uma ervazinha sequer. Dessa forma, sua existência era horrível.
Farta de tanto desprezo, a ovelhinha negra afastou-se do rebanho. Durante muito tempo vagou sem rumo pelo bosque. Quando anoiteceu, exausta, a ovelhinha deitou-se, sem perceber, em um monte de farinha, onde dormiu.
Ao raiar o dia, acordou e viu, cheia de surpresa, que se havia transformado em uma ovelha muito branca, imaculada. Voltou então ao seu rebanho, onde foi muito bem recebida e proclamada rainha, pela sua bela aparência.
Naquela ocasião, estava sendo anunciada a visita do príncipe dos cordeiros, que vinha em busca de uma esposa.
O príncipe foi recebido no rebanho com grandes honras. Enquanto ele observava as ovelhas que formavam o rebanho, desabou uma violenta tempestade. A chuva dissolveu a farinha que cobria o pêlo negro de nossa ovelhinha, e ela recuperou sua cor natural.
Quando a viu, o príncipe resolveu que seria a escolhida. As outras ovelhas perguntaram por quê.
- É diferente das outras. E isso, para mim, é suficiente.
Assim, a ovelhinha negra tornou-se princesa e teve, finalmente, o destino justo que merecia.

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

A coelhinha das orelhas grandes- autor desconhecido

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Aquela coelhinha era tão branca como as outras. Mas havia nela alguma coisa que a tornava diferente das demais; o seu entusiasmo pelas próprias orelhas. Acreditava que eram as maiores e mais bonitas de toda a região.
- Ah, como me sinto bem com essas belíssimas orelhas! exclamou, um belo dia à porta de sua toca. São tão grandes e tão belas!
As outras coelhas e seus respectivos maridos admitiam que eram orelhas muito bonitas; mas nada mais. Por que ela era assim tão vaidosa?
- A vida não depende de nossas orelhas, mas sim de nossas patas. Quanto mais ágeis e robustas forem, melhor para nós, costumavam dizer-lhes suas companheiras.
Mas a coelhinha não se convencia. Cada vez mais vaidosa, passava os dias a experimentar novos penteados que estivessem de acordo com suas esplêndidas orelhas. Não vivia para outra coisa.
Um belo dia, porém, a Natureza pôs as coisas no seu devido lugar. O lobo encontrou sua despensa vazia e, como tinha fome, decidiu sair para caçar. Como os outros animais de sua espécie, sentia uma atração especial por coelhos. Assim que os coelhos daquela região viram a sombra do lobo desataram a correr. Mas a coelhinha, ignorando o perigo que se avizinhava e ensaiando penteado após penteado, quase não se deu conta da presença do lobo.
Felizmente, apercebeu-se no último instante e fugiu a toda velocidade em direção à água do rio mais próximo. Desesperada, atirou-se para dentro dele e, milagre dos milagres, suas orelhas grandes e largas serviram-lhe para manter-se flutuando. Com elas, a coelhinha remou até estar fora do alcance do lobo.


Que grande susto! Ela reconsiderou suas atitudes e prometeu que, dali em diante, prestaria menos atenção às suas orelhas e mais ao que se passasse à sua volta.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

A borboletinha orgulhosa- autor desconhecido

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A borboletinha era uma beleza, mas achava-se uma beldade. Devia, pelo menos, ser tratada como a rainha das borboletas, para que se sentisse satisfeita. Quanta vaidade, meu Deus!
Não tinha amigos, pois qualquer mariposa que se aproximasse dela era alvo de risinhos e de desprezo.
- Que está fazendo em minha presença, criatura? Não vê que sou mais bela e elegante do que você? costuma ela dizer, fazendo-se de muito importante.
Nem os seus familiares escapavam. Mantinha à distância os seus próprios pais e irmãos, como se ela não houvesse nascido naturalmente, mas tivesse sido enviada diretamente do céu. Tratava-os com enorme frieza, como quem faz um favor, quando não há outro remédio.
- Sim, você é formosa, borboletinha, mas não sabe usar essa qualidade como deveria. Isso vai destruí-la! previniu-a solenemente um sábio do bosque.
A borboletinha não deu muita importância às palavras do sábio. Mas uma leve inquietação aninhou-se em seu coração. Respeitava aquele sábio e temia que ele tivesse razão. Mas logo esqueceu esses pensamentos e continuou sua atitude habitual.
Um dia, a profecia do sábio cumpriu-se. Um rapazinho esperto surpreendeu-a sozinha voando pelo bosque. Achou-a magnífica e com sua rede apoderou-se dela. Como é triste ver a borboletinha vaidosa atravessada por um alfinete, fazendo parte da coleção do rapaz!
Cada um tem aquilo que merece. Não adianta pôr a culpa de nossos erros nos outros, no destino, em Deus ou na má sorte. Cada um é responsável pelo seu próprio sucesso ou fracasso.

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A baleia alegre- autor desconhecido

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A baleia é o maior animal do planeta. E, com todo esse seu tamanho, sem querer pode tornar-se uma ameaça aos outros animais, caso não tome alguns cuidados.
A baleiazinha era jovem cheia de vontade de brincar, nadar e saltar. Era cheia de vida e sempre muito bem disposta.
- Que mosca mordeu você? Perguntavam os outros habitantes do mar.
Ninguém sabia a resposta. Mas a verdade era que a baleiazinha estava causando graves problemas aos pescadores.
Eles saíam inocentemente em seus pequenos botes e, de repente, encontravam-se com uma muralha de ondas, levantadas pelas brincadeiras dela. E assim, quase sempre soçobravam.
Mais de um pescador havia morrido afogado e a baleiazinha continuava brincando perto da costa, alheia às desgraças que causava.
- Baleiazinha, fico muito contente vendo você sentir-se tão feliz e brincalhona. Mas, por ser estouvada, já causou algumas desgraças aos pescadores, disse-lhe o golfinho.
- Oh! Lamento muito, amigo golfinho! Exclamou a baleiazinha, muito arrependida. Diga-me o que posso fazer para remediar o mal que causei? Perguntou ela.
- Basta que você brinque em alto mar, longe da costa, aconselhou-a ele.


A baleiazinha tinha um coração bondoso. Desejosa de fazer o bem aos outros e evitar novos prejuízos para os pescadores, rumou para o mar alto. A partir desse dia acabaram-se as desgraças dos pobres pescadores. E a baleiazinha pode continuar a alegrar os habitantes do mar, sem prejudicar os habitantes da terra.

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

A sabe tudo- autor desconhecido

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Sabe-tudo era o apelido pelo qual todos os habitantes do bosque conheciam a tartaruga. Quem tivesse algum problema a resolver ou dúvida para esclarecer era só ir à casinha da Sabe-tudo, para ver seu caso resolvido.
Para dizer a verdade, a tartaruga passava as suas horas livres consultando livros e enciclopédias. Interessava-se por todos os temas existentes e por existir. Que curiosidade insaciável tinha ela!
- Desculpe-me, tartaruga, mas eu estava interessada em conhecer a ilha de Ceilão e... Diz timidamente a raposa.
- ... E não consegue encontrar a resposta, não é verdade? Bem, não se preocupe que já lhe explico, querida amiga, responde a tartaruga, com sua tradicional amabilidade. Vejamos. A ilha de Ceilão está situada no Oceano Índico, ao sul da Península Indostânica ou da atual Índia. Esclarecida a dúvida?
- Oh, obrigada, obrigada, Sabe... Quer dizer, amiga tartaruga! Responde embaraçada a raposa.
A Sabe-tudo sorri compreensiva. É claro que conhece a alcunha que os seus vizinhos lhe puseram. Isso não a incomoda, pois adivinha o sentimento de admiração que se esconde por trás dela.
Os anos passam e os conhecimentos da tartaruga tornam-se imensos, a tal ponto que ela começa a tornar-se exigente e crítica com os seus vizinhos. Com mania de perfeição, torna insuportável a vida dos outros. De uma amiga brilhante e admirada por todos converte-se em uma criatura amarga e insatisfeita que, além disso, recebe a hostilidade de quem a rodeia.


A modéstia é uma virtude muito necessária, sobretudo para aqueles superdotados, que se destacam pelo seu próprio brilho. Sem a modéstia, o conhecimento é inútil, pois não será repartido com os outros que o têm em menor quantidade.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Os cuidados ao contar histórias para crianças

                                      O que devemos ter cuidados ao contar histórias para as crianças

          Quando tiver contando histórias devemos observar o público- alvo para o qual a história será contada. Não se utiliza a voz da mesma forma em que uma conversa coloquial entre duas ou três pessoas. Deve-se ter consciência de que a voz está sendo usada para comunicação com um grupo de crianças.
          A voz deve ser clara, as palavras bem pronunciadas. Não podemos usar palavras de difícil compreensão, que não pertence ao vocabulário das crianças. Caso a dicção for ruim, não é só uma palavra que não é entendida, são várias.
          O primeiro passo é tomar o cuidado de pronunciar de forma clara cada uma das sílabas que compõem a palavra, sentindo cada um dos seus sons. Problemas mais comuns: R, S e L no final das palavras devem ser cuidadosamente pronunciados. Encontros de vogais no meio da palavra: ae, ei, ou, etc. Principalmente o i é muito esquecido quando se encontra no meio da palavra: peneira, madeira, etc. Encontros consonantais: placa, sóbrio, sobrado, dramático, grupo, praça etc. Troca do l no final da palavra por outra atenção que se deve ter é dar espaço entre uma palavra e outra, procurando não emendar as palavras de uma mesma frase. No final das frases, onde há vírgula ou ponto, o espaço deve ser um pouquinho maior.
          Ao contar uma história deve ter cuidado com o volume da voz. Não pode ser muito baixa. Pois assim o ouvinte pode não ouvir e nem alta demais ao ponto de irritar quem a escuta. Cada ambiente exigirá um volume de voz adequado e isto precisa ser avaliado. Os seguintes fatores devem ser levados em conta: distância entre o narrador e sua plateia, o tamanho e a acústica da sala e os ruídos externos. Cada narrador, segundo ela, tem uma velocidade na fala, isto é uma característica individual. Mas deve-se cuidar quando esta velocidade influi na compreensão do texto. Variar a velocidade da voz pode auxiliar na interpretação do texto: falar mais rápido pode passar mais emoção, um sentimento de urgência, e falar mais devagar é adequado quando se deseja passar um sentimento de paz, harmonia, serenidade.
          Tenha vocabulário claro, mas evite usar gírias ou palavras que não tem nada a ver com a história que está sendo contada. Contar histórias é mais do que falar bem, é ser um pouquinho ator; é interpretá-la. Muitas vezes você terá que interpretar vários personagens ao mesmo tempo.
           O bom contador de histórias não fica o tempo todo sentado. Ele se movimenta enquanto narra à história. A história contada é mais interessante do que a apenas lida. O Contador tem que sentir como se estivesse vivendo a história. Não podemos esquecer que o corpo fala.
          O rosto do contador de história deve demonstrar sentimentos como alegria, tristeza, dor, pavor. A expressão do rosto fala mais do que as palavras...
          A imitação traz a brincadeira, é essencial, e as crianças estão sempre prontas para isso. Por exemplo: o monstro fala grosso, grave, alto, e pausadamente. O seu corpo é truculento, o que se consegue mostrar com as pernas afastadas e “arredondadas”, com o pescoço esticado movimentando-se em conjunto com a cabeça.
         Dohme (2000) ressalta que, podem ser usadas várias técnicas como suporte para os educadores aperfeiçoarem seu conhecimento de aplicação na narração de um a história. Alguns exemplos: usar o próprio livro, gravuras, figuras sobre o cenário, fantoches, dedoches, teatro de sombras, dobraduras, poesias, maquete, bocões (tipo ventríloquo), marionetes, interação com a narração (poderá ser feita uma canção para ser usada em momentos-chaves), efeitos sonoros e sensitivos, enfim, não há limites para a criatividade.
          Quem for contar histórias deve antes observar outras pessoas que contam história para se inspirar olhando os pontos positivos de quem conta e os negativos e assim construir a sua forma de narrar suas histórias.





Como escolher uma boa obra para crianças

             Como escolher uma boa obra para crianças e quais as características dessas obras
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          As características para escolher uma boa obra para as crianças são: imaginação, movimentação, desfecho feliz, boa técnica de desenvolvimento, qualidade do livro, obra adequadas para cada fase.
          As crianças sentem falta da fantasia, gostam de sentir o como se fosse o personagem da história.
Criança saudável é incapaz de ficar quietas por muito tempo, precisa de ação e de movimento e terá mais interesse em livros que apareçam fatos novos, imprevisíveis, que surpreendam o tempo todo.
          O livro precisa ter desfecho feliz por que a criança se coloca no lugar do personagem e não se sentiria bem se a sua personagem terminasse mal na história.
          Para fazer sucesso com as crianças o livro não deve ter descrições longas, palavras de difícil compreensão. Deve estar de acordo com a faixa etária da criança.
          O livro deve ter mistério, dramatização e principalmente divertir, Se tiver que escolher entre um livro que dá lições de moral e um que diverte, fique com a segunda opção que agradará muito mais a uma criança.
          Não estou dizendo que os livros não devam ter lição de moral e sim que deixe que a própria criança descubra o que a história quer ensinar.
          Existe uma obra adequada para cada fase e é muito importante que isto seja levado em consideração. Criança até os dois anos se interessa por história que tenham cores, frases curtas, palavras bem simples.
          As de três e quatro anos vivem a história como se fossem reais, as frases devem continuar curtas. Gostam muito de histórias de bichinhos que falam que tem características e ações parecidas com as dos humanos. Histórias onde os personagens sejam outras crianças.
          Crianças de quatro e cinco anos ainda se assustam muito, pois ainda não sabem separar a fantasia da realidade, então evite histórias que as façam chorar. Cuidado com o tom de voz quando for fazer as vozes de personagens malvados. Existem livros com imagens, com sequência da história é muito bom nesta faze deixar que as próprias crianças criem a sua própria versão da história através das imagens.
          Aos seis anos e sete anos a criança já esta sendo alfabetizada. As histórias ainda são curtas e com vocabulário de fácil entendimento. Esta fase é boa para trabalhar os contos de fadas, fábulas, histórias que fala da escola, do bairro, família.
          Aos oito e nove anos as revistinhas em quadrinhos já são uma boa opção. Já a partir dos 10 anos elas se interessam por textos mais longos, com mais personagens, diálogos maiores. Histórias mais próximas do real. É uma boa hora para começar a leitura as aventuras, ficção, lendas de outros países e do Brasil, histórias de invenções. 



quarta-feira, 19 de agosto de 2015

A Arte de contar histórias

 Contador de história profissional: importância, mercado de trabalho e capacitação.


          Desde criança gostei muito de contar histórias. Descobri que existe o profissional contador de história. É uma profissão bem interessante, já que desde o início da humanidade existia os contadores de histórias que ajudaram a repassar os conhecimentos de pais para filhos e assim preservando as crenças e tradições da época. 
          Para ser um bom contador de história é preciso conhecer um pouco de psicologia para saber o tipo de história que é apropriado para cada faixa etária. O contador não pode menosprezar a inteligência de quem irá ouvi. O contador de história tem que saber prender a atenção do seu ouvinte, usar os vários recursos para contar uma história como: fantoches, comportar como se fosse o personagem, usar a entonação de voz própria para cada personagem. 
          As histórias estimulam a o gosto pela leitura, muitas crianças vão procurar o livro para ler depois de ouvir a história contada. Ouvir histórias desperta a imaginação, desenvolve o raciocínio, a reflexão e até a linguagem oral. Muitas crianças depois de escutar uma história sentem necessidade de contar para outras pessoas. As histórias dão lições de moral, desperta sensibilidade e isto ajuda no desenvolvimento psicológico de quem a escuta. 
          O Ofício de narrar história normalmente é exercido por professores e bibliotecários de escolas públicas que incorporam a prática pedagógica em sua função.
          O contador de histórias voltou a ter importância depois de 1970, crescendo a sua procura na década de 90. Hoje encontramos muitas páginas na internet para divulgar o trabalho destes profissionais. Os profissionais contadores de histórias além de escolas e bibliotecas pode também trabalhar em hospitais, centros culturais, livrarias, festas de aniversários, teatros e muitos eventos. 
          Em Florianópolis o SESC criou um curso básico para contadores de histórias que ensina as técnicas vocais, corporais, identificação de elementos da narração, preparação para contar uma história. Na internet encontramos cursos online sobre o assunto com certificado. Estes cursos têm como objetivo transmitir conhecimentos teóricos e ensinar práticas para ser um bom contador de 
história.
          Segundo o falecido Sebastião Balalão: A profissão é muito requisitada, porque é uma ferramenta da educação. Ele era convidado para contar histórias em vários eventos e recebia para isto. 
         De acordo com a bibliotecária que administra curso sobre narração de história: Narrar é sentir o texto, gostar de vibrar com ele. É uma profissão para ser e
xercida por amor.

terça-feira, 18 de agosto de 2015

O homem que não tinha nada-Projota


O homem que não tinha nada, acordou bem cedo
Com a luz do sol já que não tem despertador
Ele não tinha nada, então também não tinha medo
E foi pra luta como faz um bom trabalhador
O homem que não tinha nada, enfrentou o trem lotado
A sete horas da manhã com sorriso no rosto
Se despediu de sua mulher com um beijo molhado
Pra provar do seu amor e pra marcar seu posto
O homem que não tinha nada, tinha de tudo
Artrose, artrite, diabetes e o que mais tiver
Mas tinha dentro da sua alma muito conteúdo
E mesmo sem ter quase nada ele ainda tinha fé
O homem que não tinha nada, tinha um trabalho
Com um esfregão limpando aquele chão sem fim
Mesmo que alguém sujasse de propósito o assoalho
Ele sorria alegremente, e dizia assim
O ser humano é falho, hoje mesmo eu falhei
Ninguém nasce sabendo, então me deixe tentar (me deixe tentar)
O ser humano é falho, hoje mesmo eu falhei
Ninguém nasce sabendo (ninguém), então me deixe tentar
O homem que não tinha nada, tinha Marizete
Maria Flor, Marina Mar, e o que era o seu menor
Um tinha nove, uma doze, outra dezessete
A de quarenta sempre foi o seu amor maior
O homem que não tinha nada, tinha um problema
Um dia antes mesmo foi cortado a sua luz
Subiu no poste experiente, fez o seu esquema
Mais à noite reforçou o pedido pra Jesus
O homem que não tinha nada, seguiu a sua trilha
Mesmo caminho, mesmo horário, mas foi diferente
Ligou pra casa pra dizer que amava sua família
Acho que ali já pressentia o que vinha na frente
O homem que não tinha nada
Encontrou outro homem que não tinha nada
Mas este tinha uma faca
Queria o pouco que ele tinha, ou seja nada
Na paranoia, noia que não ganha te ataca
O homem que não tinha nada, agora já não tinha vida
Deixou pra trás três filhos e sua mulher
O povo queimou pneu, fechou a avenida
E escreveu no asfalto “saudade do Josué”
O ser humano é falho, hoje mesmo eu falhei
Ninguém nasce sabendo, então me deixe tentar (me deixe tentar)
O ser humano é falho, hoje mesmo eu falhei
Ninguém nasce sabendo (ninguém), então me deixe tentar
Então me deixe tentar
Então me deixe tentar
Então me deixe tentar

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