terça-feira, 30 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados

                 Capítulo VI- Final

          Passado algum tempo, o rei anunciava pelos
seus arautos, que um leão feroz devastava sua mata
e arredores de seu palácio. A quem matasse o ter-
rível leão ,daria sua filha mais velha em casamen-
to.
          Feio correu a consultar o russo- queimado,
se devia tentar tal aventura.
          -Ora! Decerto! O leão é o tal enviado por
Satã, para fazer-lhe mal.Ouça o que deve fazer.
Arranje um escudo de espelho.Tome sua lança e 
vá.Assim que o leão vir sua imagem refletida no
espelho ficará tonto.Com a mão bem firme dê-lhe
um golpe pela nuca.Com um golpe , só um , o ma-
tará.Tome cuidado para não precisar atacá-lo duas
vezes.Morto, corte-lhe a ponta da língua e deixe-
o onde cair.Guarde segredo de sua façanha.
          Feio agiu exatamente como lhe aconselhara 
o russo- queimado.
          Quando o rei soube que o leão fora encontra-
do morto, esperou que o herói  aparecesse para re-
clamar a princesa prometida.Ficou desapontado,
vendo passarem-se os dias sem que ninguém apa-
recesse.
          Porém , sentindo-se doente, pediu às três fi-
lhas que escolhessem seus maridos dentre os mem-
bros fidalgos conhecidos.
          A princesinha pediu ao pai que consentisse 
em seu casamento com Feio, o ajudante do jardi-
neiro.
          O pai, que estimava muito a filha, respeitou-
lhe a escolha, embora fosse o moço humilde,porque
fazia do moço o melhor conceito por ser honesto,
trabalhador e educado.
          As duas mais velhas escolheram dois prínci-
pes poderosos que começaram logo por declarar 
que não queriam para cunhado pessoa tão insigni-
ficante , como Feio.
          Apesar de tudo , o rei manteve sua palavra:
a princesa casaria com Feio.
          Daí depois, o rei mandou preparar um ban-
quete para o qual as aves deviam ser cacadas pe-
los seus futuros genros.
          Vestido de humilde caçador, Feio partiu ce-
do para as matas do rei, onde matou com facilidade
dezenas de aves.
          Ia retirar-se , quando se encontrou com os dois príncipes que chegavam.como não tivessem re-
conhecido, propuseram- lhe comprar as aves.
          Feio aceitou a proposta , mas exigiu recibo.
          À hora do banquete , no meio maior festa, o
rei pediu que cada um dos futuros genros contasse
sua maior aventura.
          Um deles levantou-se, tirando do bolso o to-
co da língua do leão , disse:
          -Até hoje ninguém soube quem matou o leão
que assolava as matas e arredores do palácio real.
Aguardava o momento para apresentar-me.Esta foi
a minha façanha.
          O segundo disse:
          -Tenho aventuras notáveis, mas vou contar
apenas a última que é esta: as aves , que comemos
neste jantar, foram caçadas todas por mim.Eram centenas que, com o meu certeiro, caíram uma após
outra!
          Os dois orgulhosos príncipes olharam com
desprezo  para Feio e cochichavam contra suas
noivas, o que muito fazia sofrer a princesinha.
          Levantou-se, afinal,Feio e, calado, como se
não tivesse o que dizer, olhava para todos, indigna-
do com o desprezo dos dois . Afinal disse:
          -Majestade, duas coisas interessantes tenho a
contar neste momento.A primeira é que, numa noite
esperei o leão que assolava o reino e o matei com
um golpe, um só, de minha lança.A outra é que hoje
pela manhã matei as aves que acabamos de comer, além de outras que devem encher ainda a real dis-
pensa.
          Olharam-se todos, sem compreender o que
Feio dizia, mas os dois outros fidalgos, pondo-se de
pé iam agredi-lo, quando Feio, com toda a  sereni-
dade , disse:
          -Estão aqui, Majestade , as provas do que disse: a ponta da língua do leão e o recibo da com-
pra das aves.
          Dizendo isso, arrancou a bexiga de boi que lhe cobria a cabeça, mostrando os seus formosos
cabelos de ouro.
          Todos reconheceram nele o cavalheiro mis-
terioso das cavalhadas.
          Naquela hora , ouvia-se lá fora o relincho
alegre de três cavalos.
          Acabavam de desencantar-se , transforman-
do-se em três príncipes , belos e jovens: haviam cumprido a pena de grave crime.
          No meio da confusão daquela hora,  todos
procuraram os dois príncipes noivos das duas moças
mais velhas .Haviam desaparecido, envergonhados
de sua má ação.
          Os dois jovens, que se haviam desencantado,
apaixonaram-se pelas duas princesas e casaram-se
com elas.
          Quanto ao terceiro príncipe , partiu na mes-
ma hora para o Reino de seu pai onde o aguarda-
vam o trono e uma jovem princesa para noiva.
          Feio, que se  ficou chamado  depois o prín-
cipe Maravilhoso, casou com a princesinha.Veio 
a saber de sua história, da angústia da sua velha
mãe que todos os dias, ajoelhada da pedia a Deus
que amparasse seu filho desaparecido, com o mis-
terioso cavalheiro.
          Conseguiu encontrar seus pais e irmãos, am-
parando a todos.
          Conta-se que todos foram muito felizes.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados-Capítulo V


     O afilhado do diabo ou os três cavalheiros encantados-      Capítulo V

          Passados alguns dia, Satã Segundo e os três
cavalos se dirigiram a um dos mais ricos reinos,go-
vernado por um rei poderoso e justo.
          Aí, o russo- queimado disse a Satã Segundo:
          -Ficaremos por aqui.Ninguém nos descobrirá,
porque ficaremos encantados sob a forma de pe-
dras.Deixe conosco sua roupa, suas armas e  conti-
nue sempre para frente. Encontrará um pouco dis -
tante daqui um boi morto. Tire-lhe a bexiga e cu -
bra com ela a cabeça, para esconder os seus cabe-
los, que chamam muito atenção.Vá e siga o seu
destino.Talvez o auxiliemos, se precisar de nós.
          Satã segundo seguiu à risca as recomenda-
ções de seus amigos.Ao chegar à cidade vizinha,
encontrou-se com o jardineiro do palácio do rei ,
que andava à busca de um ajudante.Simpatizando-
se com ele, o jardineiro tomou-o a seu serviço.
          No palácio, Satã Segundo conseguiu a amiza-
de de todos.
          Era trabalhador, honesto , e prestimoso.
          Achavam-no muito esquisito por não ter um 
fio de cabelo, o que o tornava muito feio. Daí o apelidaram de Feio.
          Certa vez, em que todos haviam saído para
as caçadas , Feio , julgando-se sozinho, tirou a be-
xiga que lhe cobria a cabeça e apareceu com seus
lindíssimos cabelos de ouro.
          A mais moça das filhas do rei viu-o e ficou
maravilhada com a sua beleza,mas guardou segredo
do que vira.
          Passado alguma tempo, houve no palácio im-
portantes cavalhadas às quais compareceram todos
os súditos do rei, bem como reis, príncipes, prince-
sas e fidalgos de outros reinos vizinhos.
          Feio , teve a ideia de chamar os seus amigos, e combinar com eles uma partida. E assim fez.
          À hora combinada o russo- queimado surgiu,
então, deslumbrante arreado.Feio, vestido de suas
melhores roupas, montou nele e entrou na liça, ga-
nhando todos os prêmios.
          Só a filha mais moça do rei desconfiava da-
quele cavaleiro, mas continuou a guardar seu segre-
do.
          No segundo dia, à hora das corridas,estavam
todos curiosos, quando apareceu o cavaleiro miste-
rioso, ricamente vestido, montando o melhor ani -
mal, mais garboso e valente do que todos os cava-
leiros presentes, e com aquela cabeleira dourada,
brilhando aos raios do sol.
          O rei, muito intrigado, deu ordem a um ba-
talhão que o prendesse logo depois das corridas.
          Feio não demonstrou o menor receio.Entrou
na liça e dado o sinal de partida parou avançou, ga-
nhando o prêmio.

          Agradecendo ao povo, com um sinal de cabe-
ça,o cavaleiro parou diante da princesa mais moça,
filha do rei, e, ofereceu-lhe o prêmio.De repente ,
disparou o cavalo que desapareceu nos ares, qua-
se por encanto.
          No terceiro dia, as coisas correram como nos 
dias anteriores.
          Mas o rei havia colocado, em todas as saídas,
soldados armados de baionetas, a fim de aprisiona -
rem o jovem cavaleiro.
          Feio, cujo êxito devia a seus cavalos amigos,
ganhou o prêmio pela terceira vez.Oferecendo-o à
jovem princesa, fugiu inesperadamente, sem que o 
atingissem as baionetas e o chuveiro de balas dis-
parado contra ele.
         Ninguém pode desconfiar quem era o vence-
dor dos torneios, apesar da grande curiosidade dos
fidalgos.
          Só a princesinha sabia de quem se tratava.

domingo, 28 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados-Capítulo IV


     O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados
                           Capítulo IV

          O maldito não tardou a chegar.
          Não encontrando a afilhado, adivinhou tudo.
          Correu os quartos que encontrou abertos.Não
vendo o cavalo russo- queimado, nem o branco,
compreendeu que o menino fugira.
          Montou no seu cavalo preto e saiu-lhe ao en-
calço.Como havia vento, voou até as nuvens e, lá
de cima, avistou o fujão.
          Desceu rápido e quase alcançava, quando o
russo- queimado lhe disse:
          -Depressa, solte o papelzinho branco!
          Sem se voltar, Satã Segundo atirou o papel-
zinho, e um imenso nevoeiro formou-se atrás dele.
          O diabo deu de esporas, tentou romper o ne-
voeiro, mas , quando conseguiu, Satã Segundo já
estava longe.
          De novo, o diabo julgou que pegava o afi-
lhado, mas este, a conselho do cavalo russo- quei-
mado, atirou o papelzinho azul.
          Formou-se, então, um espinheiro intranspo-
nivel.
          O diabo disse a seu cavalo preto:
          -Se conseguir passar comigo este espinheiro,
eu o desencantarei.
          -Tira-me, então , os arreios.
          Mas, ao atingirem o meio do espinheiro, o 
cavalo atirou o diabo ao chão e seguiu sozinho ao
encontro dos fugitivos.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados-capítulo III


O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados
                  Capítulo III

          Um dia, tendo o diabo de fazer uma viagem
mais longa, chamou Satã Segundo, que já era mo-
cinho e lhe disse:
         -Preciso de fazer um viagem e, como me de-
moro alguns dias, deixo com você as minhas chaves.
Pode correr todo o palácio,abrir armários e gavetas
que quiser ,mas -preste atenção!-proibo-lhe entrar
nos quartos destas três chaves.Nem tente entrar ne-
les, senão...
          Demorou-se o diabo mais de um mês em sua
viagem e, volta, recebeu de Satã as chaves , tais co-
mo as havia entregado. O menino fora fiel.
         Tempos depois, fez Satã uma segunda viagem,
entregando ao afilhado as chaves do palácio, recomendando-lhe energicamente que não entrasse 
nos quartos proibidos.
          Satã Segundo não pode conter a curiosidade.
          Dia a dia estava mais preocupado com o mis-
tério que o cercava.
          Mal o diabo partiu, decidiu -se abrir os quar-
tos, certo de que o padrinho viria a sabê- lo.
          Entrou no primeiro. Ficou deslumbrado.Era
um quarto todo forrado de cobre onde se via um ca-
valo russo-queimado , muito lindo, que comia carne
fresca.
         Abriu o segundo aposento.Mais admirado fi-
cou. O quarto  era de prata, e um cavalo branco co-
mia também carnes frescas num cocho de prata.
          Abriu o terceiro aposento  e gritou de surpre-
sa. Era todo de ouro.Um leão, de enorme juba e de
olhar feroz,comia capim e não carne. No fundo, ha-
via uma escrivaninha com várias gavetas, cheias de
papeizinhos dobrados, azuis e brancos.Armas de to-
da a espécie forravam as paredes do aposento.
          Que fez Satã Segundo?Tirou o capim do co-
cho do leão e distribuiu-o entre os dois cavalos.To-
mando destes a carne, colocou- a no cocho onde co-
mia o leão.
          -Obrigado, Satã Segundo, disseram-lhe os animais , a um mesmo tempo.
          O russo- queimado, saindo de seu lugar, aproximou-se de Satã Segundo e lhe disse:
          -Não há tempo a perder.Seu padrinho está
quase a chegar e, se o encontrar aqui, não sei o que
lhe pode acontecer.Vá à escrivaninha.Tire dois pa-
péis , um azul e outro branco e vista-se com a me-
lhor roupa que encontrar . Pegue uma boa espada,
monte em mim. Leve o cavalo branco pela rédea e
saia logo, mas mergulhe, primeiro , a cabeça no
caldeirão de ouro.Depressa!Seu padrinho está qua-
se a chegar!
          Satã Segundo, trêmulo de susto, mas orienta- do pelo cavalo russo-queimado ,fez tudo num áti-
mo.
          Depois de ter molhado os cabelos , que fica-
ram lindíssimo, montou o russo- queimado e levou
a rédea o cavalo branco.
          Partiram velozmente.


          

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados-Capítulo II

 O Afilhado do diabo ou os três cavalos encantados

              Capítulo II

          O cavaleiro que levara o menino era o diabo,
que ouvira toda a conversa e se disfarçava daquela maneira , para levar a criança.
          O menino foi para o palácio de seu protetor,
onde nada lhe faltava.
          Logo cresceu e, muito vivo, brincava pelos
parques imensos do palácio, recebendo aulas do 
seu próprio padrinho, que revestira seu quarto de
grandes estantes, repletas dos mais belos livros .
          Satã segundo, como era chamado o menino,
começara a perceber que o palácio era isolado do 
resto do mundo.
          Suas terras pareciam não ter fim e, por mais
que andasse, não atingia nunca  outros domínios.
          Seus parques , tão belos não tinham pássaros,e a fonte que corria debaixo das grandes árvores,era silenciosa.
          E o mistério que cercava o palácio do seu 
padrinho ia, aos poucos incomodando Satã Segun-
do.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados-Capítulo I


           O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados

                         Capítulo   I

          Reginaldo Afonso era chefe de uma numero-
sa família . Trabalhava de sol a sol, plantando legu-
mes e frutas que vendia no mercado aos domingos.
          Sua mulher, Maria , fazia todo o serviço do-
méstico, e, ajudada pelos filhos mais velhos, ia ao
mato apanhar lenha.Sábado, á noite, descascava
feijão , debulhava e empacotava o milho , amarra-
va os molhos de verduras e acomodava tudo nos
balaios , que seu marido levava às costas , para o
mercado.
          Embora trabalhassem muito , viviam na ma-
ior miséria, havendo dias em que nem pão tinham
para os filhos.
          O menorzinho, já com dois meses, deitado
em um balaio ao canto, dormia serenamente, sem dar maiores trabalhos à mãe.
          Eis que, numa noite , quando arrumava os balaios de verduras e legumes, Maria disse:
          -Olhe , marido , o tempo vai passando , e o 
nosso pequenino não foi ainda batizado.Veja se es-
colhe o padrinho entre os seus companheiros do mercado.
          -Amanhã, mulher, eu arranjo o padrinho para
o menino, ainda que seja o diabo.
          Mal acabara de falar ,parava à porta da chou-
pana de Reginaldo Afonso uma carruagem riquíssi-
ma.
          Um senhor magro, alto e bem vestido, desceu
e bateu na porta.
          Reginaldo Afonso pegou a lamparina e foi 
atender. Um vento forte apagou a luz, ficando todos
às escuras.
          Enquanto isso, o tal senhor tirou do bolso um
isqueiro e acendeu de novo a lamparina.
          -É o sr.Reginaldo Afonso?Soube que procura
um padrinho para seu filho e quero saber se me quer dar como afilhado. Sou riquíssimo, não tenho
filhos e cuidarei dele como se fosse meu próprio 
filho.Desejo levá-lo agora comigo.Em recompensa,
deixo esta bolsa de dinheiro, para remediar as suas
dificuldades do momento.A mãe , olhando o cava-
lheiro, embora triste, entregou-lhe o filho, na espe-
rança de que o menino viesse educado da melhor
maneira.
          Tomando o menino nos braços, o desconhe-
cido entrou na carruagem que partiu veloz.
          Maria levantou as mãos e disse:
          -Que Deus o proteja e o traga sempre em seus 
caminhos!

terça-feira, 23 de julho de 2013

A galinha Ruiva



          Era uma vez uma galinha ruiva, que morava com seus pintinhos numa fazenda.
          Um dia ela percebeu que o milho estava maduro, pronto para ser colhido e virar um bom alimento.
          A galinha ruiva teve a ideia de fazer um delicioso bolo de milho. Todos iam gostar!
          Era muito trabalho: ela precisava de bastante milho para o bolo.
          Quem podia ajudar a colher a espiga de milho no pé?
          Quem podia ajudar a debulhar todo aquele milho?
          Quem podia ajudar a moer o milho para fazer a farinha de milho para o bolo?
          Foi pensando nisso que a galinha ruiva encontrou seus amigos:
         - Quem pode me ajudar a colher o milho para fazer um delicioso bolo?
         - Eu é que não, disse o gato. Estou com muito sono.
         - Eu é que não, disse o cachorro. Estou muito ocupado.
         - Eu é que não, disse o porco. Acabei de almoçar.
         - Eu é que não, disse a vaca. Está na hora de brincar lá fora.
         Todo mundo disse não.
         Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a farinha, preparou o bolo e colocou no forno.
         Quando o bolo ficou pronto ...
         Aquele cheirinho bom de bolo foi fazendo os amigos se chegarem. Todos ficaram com água na boca.
         Então a galinha ruiva disse:
         - Quem foi que me ajudou a colher o milho, preparar o milho, para fazer o bolo?
          Todos ficaram bem quietinhos. ( Ninguém tinha ajudado.)
          - Então quem vai comer o delicioso bolo de milho sou eu e meus pintinhos, apenas. Vocês podem continuar a descansar olhando.
          E assim foi: a galinha e seus pintinhos aproveitaram a festa, e nenhum dos preguiçosos foi convidado.
Fonte: www.qdivertido.com.br


  1. Galinha Ruiva - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=UXDbwUJtz4s
    17/04/2011 - Vídeo enviado por Hilarybr
    Disney A Galinha Sabida Áudio em Português de Portugal.
  2. A HISTÓRIA DA GALINHA RUIVA - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=bwrszmh6f-g
    04/10/2009 - Vídeo enviado por priscila mariano
    Vídeo com narração e imagens que contam a História da Galinha Ruiva... Escola Inf. Joias de Cristo ...



domingo, 21 de julho de 2013

A Bruxa e o Caldeirão



          Quando preparava uma sopa com uns olhinhos de couve para o jantar, a bruxa constatou que o caldeirão estava furado. Não era muito, não senhor. Um furo pequeníssimo, quase invisível. Mas era o suficiente para, pinga que pinga, ir vertendo os líquidos e ir apagando o fogo. Nunca tal lhe tinha sucedido.
Foi consultar o livro de feitiços, adquirido no tempo em que andara a tirar o curso superior de bruxaria por correspondência, folheou-o de ponta a ponta, confirmou no índice e nada encontrou sobre a forma de resolver o caso. Que haveria de fazer? Uma bruxa sem caldeirão era como padeiro sem forno. De que forma poderia ela agora preparar as horríveis poções?
          Para as coisas mais corriqueiras tinha a reserva dos frascos.
          Mas se lhe aparecia um daqueles casos em que era necessário preparar na hora uma mistela? Como o da filha de um aldeão que engolira uma nuvem e foi preciso fazer um vomitório especial com trovisco, rosmaninho, três dentes de alho, uma semente de abóbora seca, uma asa de morcego e cinco aparas de unhas de gato.
          Se a moça vomitou a nuvem? Pois não haveria de vomitar? Com a potência do remédio, além da nuvem, vomitou uma grande chuvada de granizo que furou os telhados das casas em redor.
          Era muito aborrecido aquele furo no caldeirão. Nem a sopa do dia-a-dia podia cozinhar. Mantinha-se a pão e água, que remédio, enquanto não encontrasse uma forma de resolver o caso.
Matutou dias seguidos no assunto e começou a desconfiar se o mercador que lhe vendera o caldeirão na feira há muitos anos atrás a não teria enganado com material de segunda categoria. A ela, bruxa inexperiente e a dar os primeiros passos nas artes mágicas, podia facilmente ter-lhe dado um caldeirão com defeito.
          Decidiu então ir à próxima feira e levar o caldeirão ao mercador. Procurando na secção das vendas de apetrechos de cozinha, a bruxa verificou que o mercador já não era o mesmo.
Era neto do outro e, claro, não se lembrava – nem podia – das tropelias comerciais do seu falecido avô. Ficou desapontada.
          Perguntou-lhe, todavia, o que podia fazer com o caldeirão furado. O mercador mirou-o, remirou-o, sopesou-o com ambas as mãos e disse:
– Este está bom é para você pôr ao pé da porta a fazer de vaso. Com uns pés de sardinheiras ficava bem bonito.
          A bruxa irritou-se com a sugestão e, não fosse a gente toda ali na feira a comprar e a vender, transformava-o em onagro.
Acabou por dizer: – A solução parece boa, sim senhor. Mas diga-me cá: Se ponho o caldeirão a fazer de vaso, onde cozinho eu depois? – Neste novo que aqui tenho e com um preço muito em conta...
A bruxa olhou para o caldeirão que o mercador lhe apontava, sobressaindo num monte de muitos outros, de um brilhante avermelhado, mesmo a pedir que o levassem. A bruxa, que tinha os seus brios de mulher, ficou encantada.
          O mercador aproveitou a ocasião para tecer os maiores elogios ao artigo, gabando a dureza e a grossura do cobre, os rendilhados da barriga, o feitio da asa em meia lua, a capacidade e o peso, tão leve como um bom caldeirão podia ser, fácil de carregar para qualquer lado.
– Pois bem, levo-o.
         O mercador esfregou as mãos de contente.
– Mas aviso-o – acrescentou a bruxa. – Se lhe acontecer o mesmo que ao outro, pode ter a certeza de que o transformarei em sapo.
          O mercador riu-se do disparate enquanto embrulhava o artigo.
          Os anos foram passando e a bruxa continuou no seu labor.
          Até que um dia deu por um furo no novo e agora velho caldeirão.
          Rogou uma praga tamanha que o neto do segundo mercador que lho vendera, a essa hora, em vez de estar a comer o caldo na mesa com a família, estava num charco a apanhar moscas.
Fonte:www.domíniopublico.gov.br

sexta-feira, 19 de julho de 2013

A história da Margarida



     
Leia bem esta pequena estória.

          No campo, perto da grande estrada, estava situada uma gentil morada que você já deve ter notado. Na frente dela se encontra um jardim com flores e uma paliçada verde; não longe dali, no meio da erva fresca, floria uma pequena margarida.
Graças ao sol que a aquecia com seus raios assim como às grandes e ricas flores do jardim, ela se desenvolvia hora a hora. 
          Certa manhã, inteiramente aberta, com suas pequenas pétalas brancas e brilhantes, que se pareciam com um sol em miniatura rodeado de seus raios.Quando a percebiam na relva e a fitavam 
como a uma flor insignificante, ela se inquietava um pouco. Vivia contente, respirava as delícias do calor do sol e ouvia o canto do rouxinol que se elevava nos ares.
          E assim a pequena margarida estava feliz como num dia de festa, embora fosse apenas segunda- feira. Enquanto as crianças, sentadas no banco da escola, aprendiam as suas lições, ela, sustentada por seu caule verde, aprendia sobre a beleza da natureza e sobre a bondade de Deus, e parecia-lhe que tudo o que sentia em silêncio, o pequeno rouxinol exprimia perfeitamente em suas canções felizes. Assim ela olhava com uma espécie de respeito o pássaro feliz que cantava e voava mas não sentia a mínima vontade de fazer outro tanto.   Eu vejo e ouço, pensou ela; o sol me aquece e o vento me beija. Oh! eu faria mal se me queixasse.?
          Dentro do jardim havia uma quantidade de flores lindas e viçosas; quanto menos perfume tinham mais bonitas eram. As peônias se inflavam a fim de parecerem maiores do que as rosas; mas não é o tamanho que faz uma rosa. As tulipas brilhavam pela beleza de suas cores e se pavoneavam com pretensão; não se dignavam lançar um olhar sobre a pequena margarida, enquanto que a pobre as admirava dizendo: ?Corno são ricas e belas! Sem dúvida o pássaro maravilhoso vai visitá-las. Obrigada, meu Deus, por poder assistir a esse belo espetáculo? E, no mesmo instante, o rouxinol levantava seu voo, não para as peônias e as tulipas, mas para a relva ao lado da pobre margarida, que, louca de alegria, não sabia mais o que pensar. O pequeno pássaro começou a saltitar em volta dela cantando: Como a relva é macia! Oh! A encantado a florzinha de coração de ouro e vestido de prata!?
          Não se pode fazer uma ideia da bondade da pequena flor. O pássaro a beijou com seu bico, cantou à sua frente, depois subiu para o azul do céu.                           Durante mais de um quarto de hora, a margarida não pôde se refazer da sua emoção. Um pouco envergonhada, mas orgulhosa no fundo do coração, ela olhou para as outras flores do jardim.                                            Testemunhas da honra de que fora alvo, elas deveriam compreender a sua alegria; mas as tulipas ainda estavam mais rígidas do que antes; sua figura vermelha e pontuda exprimia seu despeito. As peônias levantavam a cabeça com soberba. Que sorte para a margaridinha que elas não pudessem falar! Teriam dito coisas bem desagradáveis.
A florzinha apercebeu-se e ficou triste com aquele mau humor.
          Alguns instantes depois, uma menina armada de uma grande faca afiada e brilhante entrou no jardim, aproximou-se das tulipas e cortou -as uma a uma.
          Que infelicidade! disse a margaridinha suspirando; eis uma coisa pavorosa!?
          E enquanto a menina levava as tulipas, a margarida se alegrava por não ser mais do que uma florzinha no meio da relva. Apreciando a bondade de Deus e cheia de reconhecimento, ela fechou suas folhas no fim do dia, adormeceu e sonhou a noite inteira com o sol e o pequeno pássaro.
          Na manhã seguinte, quando a margarida abriu suas pétalas ao ar e à luz, reconheceu a voz do pássaro, mas seu canto era muito triste. O coitado fora aprisionado dentro de uma gaiola e suspenso na varanda. Cantava a felicidade da liberdade, a beleza dos campos verdejantes e as antigas viagens pelos ares.
          A pequena margarida bem que quisera ir em seu auxílio: mas que fazer? Era uma coisa difícil. A compaixão que ela sentia pelo pobre pássaro cativo fez com que se esquecesse das belezas que a rodeavam, o doce calor do sol e a brancura extasiante de suas próprias pétalas.
Logo dois meninos entraram no jardim; o mais velho levava na mão uma faca comprida e afiada como a da menina que cortara as tulipas.
Dirigiram-se para a margarida que não podia compreender o que eles queriam.
Aqui nós podemos levar um belo pedaço de erva para o rouxinol? disse um dos meninos, e começou a cortar um quadrado profundo em volta da pequena flor.
- Arranque a flor! - disse o outro.
Ao ouvir essas palavras a margarida tremeu de medo. Ser arrancada significava perder a vida; e jamais ela gozara tanto a existência como naquele momento em que esperava entrar com a grama na gaiola do pássaro cativo.
Não, deixemo-la aí?, respondeu o maior: ela está muito bem colocada.?
E assim ela foi poupada e entrou na gaiola do pássaro. O pobre pássaro, lamentando amargamente o seu cativeiro, batia com as asas nos ferros da gaiola. E a pequena margarida não podia, malgrado todo o seu desejo, fazê- lo ouvir uma palavra de consolo.
          E assim se passou o dia.
Não há mais água aqui?, gritava o prisioneiro; ?todos saíram sem me deixar uma gota de água. Minha boca está seca e tenho uma sede terrível! Ai de mim! Vou morrer, longe do sol brilhante, longe da fresca erva e de todas as magnificências da criação!?
Mergulhou o bico na erva úmida a fim de refrescar- se um pouco. Seu olhar caiu sobre a pequena margarida; fez um sinal amistoso e disse ao beijá-la:     Você sim, pequena flor, perecerá aqui! Em troca do mundo que eu tinha à minha disposição, deram-me algumas folhas de relva e você como companhia. Cada folha de erva deve ser para mim uma árvore; cada uma de suas pétalas brancas uma flor odorífera. Ah! você me faz lembrar tudo aquilo que eu perdi!
- Se eu pudesse consolá-lo?Pensava a margarida, incapaz de fazer o mínimo movimento.
No entanto, o perfume que ela exalava tornava- se cada vez mais forte; o pássaro compreendeu e, enquanto enfraquecia com uma sede devoradora que o fazia arrancar todos os pedaços de relva, tomava cuidado para não tocar na flor.
          A noite chegou; ninguém estava lá para levar uma gota de água para o pobre pássaro. Então ele abriu suas belas asas sacudindo-as convulsivamente e fez ouvir uma pequena canção melancólica. Sua cabecinha se inclinou para a flor e seu coração ferido de desejo e de dor cessou de bater. A esse triste espetáculo, a margaridinha não pôde, como na véspera, fechar suas pétalas para dormir; traspassada pela tristeza, caiu ao solo.
    Os meninos não chegaram senão no dia seguinte.
Ao verem o pássaro morto, choraram muito e abriram uma sepultura. O corpo encerrado numa linda caixa vermelha foi enterrado realmente, e sobre seu túmulo semearam pétalas de rosa.
Pobre pássaro! enquanto ele vivia e cantava, haviam-no esquecido em sua gaiola e deixaram- no morrer ele sede; depois de sua morte, choravam-no e enchiam-no de honrarias.
A relva e a margarida foram jogadas no pó da estrada; e ninguém nem pensou que algum dia ela tivesse podido amar tão ternamente o pequeno pássaro.
Fonte: virtualbooks.terra.com.br

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Aladim e a lâmpada Maravilhosa


  Há muitos e muitos anos viviam num distante reino da China a viúva de um pobre alfaiate e seu filho Aladim.
  Um dia, quando este brincava na praça, um estrangeiro aproximou-se dele e lhe disse:
- Meu menino, você não e filho do alfaiate Mustafá?
- Sou, sim, respondeu Aladim, mas meu pai já morreu ha muito tempo.
- Pois então eu sou seu tio, meu querido sobrinho! Há muitos anos estou viajando; desejava tanto rever meu irmão, e agora estou sabendo que ele esta morto! Quanto sofrimento para mim!
  O estrangeiro tomou a mão de Aladim e pediu-lhe que o levasse a casa de sua mãe.
  Lá entregou a boa senhora uma bolsa cheia de ouro, dizendo-lhe que fosse comprar uma comida saborosa para o jantar. Na refeição ele contou que estava viajando ha muito tempo, e descreveu todos os países por ele visitados.
  No dia seguinte ele saiu com Aladim e comprou-lhe roupas riquíssimas. Depois visitaram juntos a cidade, dirigindo-se por fim aos magníficos jardins que a cercavam. Pouco a pouco foram-se afastando da cidade, chegando assim ao sopé de uma montanha.
- Paremos aqui, disse o estrangeiro, pois aqui neste lugar lhe vou mostrar coisas maravilhosas! Enquanto eu faço um fogo com gravetos, você vai buscar lenha para fazermos uma grande fogueira.
Aladim logo reuniu uma pilha de galhos secos. 0 es- trangeiro acendeu então a fogueira, pronunciando palavras mágicas. No mesmo instante dali levantou- se uma fumaça espessa. A terra tremeu um pouco, depois abriu-se, deixando aparecer uma pedra na qual estava presa uma argola de ferro.
  0 estrangeiro suspendeu a pedra e uma escada íngreme apareceu.
- Desça esta escada, disse o estrangeiro, e quando você chegar em baixo achara um salão. Atravesse-o sem parar um instante. No meio desse salão ha uma porta que da para um jardim. No meio desse jardim, sobre um pedestal, esta uma lâmpada acesa. Pegue a lâmpada e traga-a para mim. Se os frutos do jardim lhe apetecerem, pode colhê-los à vontade.
  Em seguida ele colocou um anel no dedo de Aladim, dizendo-lhe que este o protegeria contra qualquer perigo.
  Aladim desceu ao subterrâneo e, sem se deter, foi e apanhou a lâmpada. Já de volta, ele parou para olhar o jardim e viu que ali havia frutas muito diferentes das outras. Colheu algumas julgando que fossem de vidro colorido, quando na realidade eram pérolas, rubis, diamantes e esmeraldas.
  O estrangeiro aguardava com impaciência.
- Meu tio, disse Aladim, ajude-me a subir, por favor.
- Pois não, querido sobrinho, mas então você primeiro tem que me dar a lâmpada, pois ela lhe pode atrapa- lhar para subir.
- Não atrapalha não, meu tio; assim que estiver em cima, eu lhe entrego a lâmpada.
  E continuaram a teimar sem que nenhum cedesse, até que por fim o estrangeiro teve um acesso de raiva pavoroso e pronunciou urnas palavras mágicas. A pedra então fechou-se sobre si mesma, e Aladim ficou prisioneiro no subterrâneo.
  O estrangeiro era um grande feiticeiro africano que por meio de suas mágicas descobrira a existência da lâmpada cuja posse poderia torna-lo mais poderoso que todos os reis da terra. Porém ele próprio não podia ir buscá-la, por isso recorrera a Aladim.
Vendo que não poderia obtê-la, voltou para a África no mesmo dia.
Aladim  estava fechado no subterrâneo há três dias, quando, juntando as mãos para implorar ao céu misericórdia, sem querer esfregou o anel que o mágico lhe dera. Imediatamente um em o medonho apareceu e disse estas palavras:
- Que desejas ? Estamos prontos a te obedecer, eu e todos os escravos do anel.
Aladim gritou :
- Sejas quem for, tira-me deste lugar!
Mal acabara de pronunciar estas palavras e logo viu- se fora do subterrâneo. Assim que chegou a casa, contou a sua mãe o que lhe acontecera, e pediu-lhe um pouco de comida.
- Ali ! meu filho! Que tristeza! eu não tenho nem um pedaço de pão para lhe dar !
- Pois então, minha mãe, dê-me a lâmpada que eu trouxe, e eu irei vendê-la.
- Esta aqui, meu filho, mas está muito suja.
Vou areá- la; assim talvez deem. mais dinheiro por ela. Assim que começou a esfregá-la, apareceu um gênio pavoroso que disse com uma voz cavernosa:
- Que desejas? Sou teu escravo, e estou pronto a te obedecer, assim como todos os outros escravos da lâmpada.
A mãe de Aladim. desmaiou de susto.
Aladim. pegou a lâmpada e respondeu:
- Estou com fome, traz alguma coisa para eu comer!
0 gênio desapareceu e voltou trazendo em enorme bandeja de prata 12 pratos cheios de coisas delicio-sas, pão e duas garrafas de um vinho finíssimo, colocando tudo sobre a mesa; depois desapareceu.
  Muitos dias se passaram durante os quais Aladim e sua mãe recorreram uma porção de vezes a lâmpada.
  Uma manhã, enquanto passeava, Aladim ouviu publicar uma ordem do rei obrigando o povo a fechar todas as portas e janelas das casas, porque a princesa sua filha ia sair do palácio e não devia ser vista por ninguém.
Esta proclamação despertou em Aladim grande curiosidade de conhecer a princesa; tendo-a visto, ficou grandemente impressionado por sua extraordinária beleza.
Voltando para casa, ele não pode conter seu entusiasmo e disse a sua mãe:
- Eu vi a princesa Badrulbudur. Amo-a e resolvi pedi-la em casamento.
A mãe de Aladim não pode reprimir gargalhada :
- Ora veja, meu filho ! e está sonhando !
- Não, minha mãe, não estou. E vou-lhe pedir um favor. Pegue um vaso de bom tamanho, encha-o com as frutas que eu trouxe do jardim da lâmpada, e leve-o ao rei.
  A mãe de Aladim fez tudo o que lhe pedira Aladim.
  0 rei maravilhou-se com as pedras preciosas que ela lhe ofereceu e disse-lhe:
- Vá, boa mulher, volte para a sua casa. Diga a seu filho que eu aceito a sua proposta, e que lhe concederei minha filha quando ele me enviar 40 bandejas de ouro maciço cheias de pedras preciosas trazidas por 40 escravos negros acompanhados por 40 escravos brancos, todos vestidos luxuosamente.
  Logo que sua mãe lhe contou o que se passara, Aladim chamou o gênio, e exprimiu-lhe seu desejo.
  Pouco tempo depois o gênio lhe trazia os tesouros pedidos.
  Aladim apresentou-se ao rei com todo seu séquito, no meio das aclamações de toda a cidade, e as núpcias se realizaram algum tempo depois com grandes festas.
  Aladim mandou construir pelo gênio um palácio digno da princesa, sua esposa. O palácio maravilhoso ficou pronto em uma única noite. Era feito com madeiras preciosas e mármore do mais fino.
  No centro, debaixo de uma cúpula maciça de ouro e prata, havia um salão com 24 janelas incrustadas com as mais belas pedras preciosas. Os jovens esposos viveram felizes alguns anos ate o dia em que o mágico, que nunca esquecia Aladim e não perdia a esperança de reaver a lâmpada maravilhosa, soube por suas feitiçarias tudo o que acontecera.
  No dia seguinte ele retomou o caminho da China e chegou logo a cidade de Aladim.
  Dirigiu-se imediatamente a casa de um negociante de lâmpadas e comprou-lhe uma dúzia delas.           Colocando- as numa cesta, tomou o caminho do palácio maravilhoso, gritando:
- Quem quer trocar lâmpadas; velhas por A princesa Badrulbudur ouviu-o.
- Boa idéia, disse ela as suas aias, neste canto lia uma lâmpada velha, troquem-na por uma nova !
  Uma das aias logo foi e trocou a lâmpada velha pela nova.
  O mágico saiu imediatamente da cidade. Assim que ele chegou ao campo, pegou a lâmpada, esfregou-a e disse ao gênio:
- Eu ordeno que retires o palácio de onde ele esta e que o transportes para a África.
  O gênio executou imediatamente a ordem recebida.
  Aladim estava caçando.
  Quando voltou, qual não foi o seu desespero não encontrando seu palácio nem sua esposa.
  O rei, seu sogro, estava louco de raiva, e ameaçou mata-lo se antes de 40 dias não encontrasse sua filha.
Felizmente Aladim possuía ainda o anel do mágico. Esfregou-o e o gênio apareceu.
- Que desejas ? perguntou o gênio.
- Gênio, leva-me para junto da princesa, minha esposa.
  Com a rapidez de um relâmpago, achou-se ele na África, bem debaixo da janela do quarto de Badrulbudur. Uma aia avistou-o e preveniu a princesa., que o reconheceu e ir até junto dela.
  Não tiveram dificuldade em se apoderar novamente da lâmpada maravilhosa dando um narcótico ao mágico, que a trazia escondida dentro de suas roupas.
  O gênio da lâmpada logo foi chamado para transportar o palácio para o lugar onde estava antes e o pai de Badrulbudur ficou radiante, encontrando sua filha.
0 mágico foi acorrentado e jogado para servir de pasto aos animais ferozes.
  Grandes festas celebraram a volta da princesa e de seu esposo. Os dois viveram muito felizes.
  Aladim subiu ao trono depois da morte de seu sogro.
  Reinou sabiamente com Badrulbudur durante longos e longos anos e deixaram filhos ilustres.
Fonte: virtualbooks.com.br

segunda-feira, 15 de julho de 2013

A pequena Sereia-Hans Cristian Anderson


Adaptado do conto original de Hans Christian Anderson

          Muito longe da terra, onde o mar é muito
azul, vivia o povo do mar. O rei desse povo tinha seis filhas,todas muito bonitas, e donas das vozes
belas de todo o mar,porém a mais moça se destaca-
cava, com sua pele fina e delicada como uma péta-
la de rosa e os olhos azuis como o mar. Como as irmãs, não tinha pés mas sim uma cauda de peixe.
Ela era uma sereia.Essa era a mais interessada nas
histórias sobre o mundo de cima, e desejava poder
ir à superfície; queria saber tudo sobre os navios, as
cidades, as pessoas e os animais.
— Quando você tiver 15 anos — dizia a avó —
subirá à superfície e poderá se sentar nos rochedos para ver o luar, os navios, as cidades e as florestas.
luar, os navios, as cidades e as florestas.
          Os anos se passaram... Quando a princesa completou 15 anos mal pôde acreditar.Subiu até a
superfície e viu o céu, o sol, as nuvens e ficou muito
curiosa . Foi nadando até se aproximar da grande
embarcação. Viu, através dos vidros das vigias, pas-
sageiros ricamente trajados. O mais belo de todos era um príncipe que estava fazendo aniversário, ele
não deveria ter mais de 16 anos, e a pequena sereia
se apaixonou por ele.A sereiazinha ficou horas ad-
mirando seu príncipe, e só despertou de seu deva -
neio quando o navio foi pego de surpresa por uma 

tempestade e começou a tombar. A menina viu o príncipe cair no mar e afundar, e se lembrou de que
os homens não conseguem viver dentro da água.
Mergulhou na sua direção e o pegou já desmaiado,
levando-o para uma praia.Ao amanhecer, o prínci-
cipe continuava desacordado. A sereia,vendo um
de moças se aproximava, escondeu-se atrás das
pedras, ocultando o rosto entre os flocos de espuma.
          As moças viram o náufrago deitado na areia e foram buscar ajuda. Quando finalmente acordou, o
o príncipe não sabia como havia chegado àquela
praia , e tampouco fazia ideia de quem o havia
salvado do naufrágio.
          A princesa voltou para o castelo muito triste e calada, e não respondia às perguntas de suas irmãs
sobre sua primeira visita à superfície.
          A sereia voltou várias vezez à praia onde ti  -
nha deixado o príncipe, mas ele nunca aparecia por
lá, o que a deixava ainda mais triste. Seguiram em
viagem para o reino vizinho.
          Quando o príncipe viu a princesa, não se con-
teve e gritou:
— Foi você que me salvou! Foi você que eu vi na praia!
          Finalmente encontrei você, minha amada!
          A princesa era realmente uma das moças que estava naquela praia , mas não havia salvado o ra -
paz. Para tristeza da sereia, a princesa também  se
apaixonara pelo príncipe e os dois marcaram o ca-
samento para o dia seguinte. Seria o fim da sereia- zinha. Todo o seu sacrifício havia sido em vão.

          Depois do casamento, os noivos e  comitiva voltaram para o palácio do príncipe de navio, e a 
sereia ficou observando o amanhecer, esperando o
primeiro raio de sol que deveria matá-la.
          Viu então suas irmãs, pálidas e sem a longa cabeleira, nadando ao lado do navio. Em suas mãos
brilhava um objeto.
— Nós entregamos nossos cabelos para a bruxa do mar em troca desta faca. Você deve enterrá-la   no
coração do príncipe. Só assim poderá voltar a ser
uma sereia novamente e escapará da morte. Corra,
você deve matá-lo antes do nascer do sol.
          A sereia pegou a faca e foi até o quarto do príncipe, mas ao vê- lo não teve coragem de matá-
lo. Caminhou lentamente até a murada no mar azul
e, ao confundir-se com as ondas, sentiu que seu cor-
po ia se diluindo em espuma.
Fonte: www.educacional.com.br



  • A Pequena Sereia - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=2As48f7vCJ8

    12/05/2011 - Vídeo enviado por Mundo Todolivro
    Veja os livros da pequena sereia no link abaixo: http://www.todolivro.com.br/catalogsearch/result/?q ...

  • A pequena sereia 3 dublado completo - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=8YkRiA5k-0s

    30/01/2013 - Vídeo enviado por Isabelle P.B.
    A Pequena Sereia - Ariel se tornou humanaby DisneyJuniorBR... A Pequena Sereia- Obrigadinho ...
  • Projeto Monteiro Lobato para crianças e adolescentes: fábulas, imaginação e formação leitora

      1. Apresentação Este projeto foi elaborado para trabalhar a obra de Monteiro Lobato com crianças e adolescentes, contemplando turmas dos ...