quarta-feira, 31 de outubro de 2012

O Dia Do Halloween


O  Dia Do  Halloween

     No dia do Halloween,zumbis,bruxas,lobisomens,
vampiros e todos os tipos de monstros saem de seus  
esconderijos e vão assombrar a cidade próxima a Pensilvânia, cidade onde dizem já nasceram vários
monstros.Os moradores dessa cidade não acredita-
vam nessa história de monstros , então os meninos se fantasiavam de monstros nesta data e saíam pela
rua  batendo  de   porta   em   porta   dizendo :
-Doces  ou   travesssuras ! 
   E sempre ganhavam muitos doces  dos moradores.
Naquela noite, uma criança foi a uma casa desco-
nhecida  pedir   doces   e   a casa começou a mexer.
A criança levou um baita susto e de repente ouviu 
um uivado:  - AUUUUUUUUUU,AUUUUUU!
O menino espiou pelo buraco da chave e viu uma
múmia , um zumbi , um  lobisomem, um vampiro e 
uma bruxa. Eles estavam fazendo um plano para pe-
gar todos os doces só para eles voltar ao seu mundo
chamado Mzlvb .Porém, o plano teria que ser reali-
zado rápido , porque senão o buraco para o mundo 
Mzlvbv iria se fechar. Esse buraco só dura durante a noite de Halloween. Os monstros se dividiram em
duplas, e o plano era o seguinte : um monstro as-
sustava  as  pessoas  e o outro   roubava  os  doces.
  O menino , ouvindo o plano maléfico dos mons-
tros , chamou  seus  amigos que com martelos e pre-
gos trancaram toda a casa pelo lado de fora os mons
tros não conseguiram sequer um buraquinho pela fe-
chadura das portas.O tempo se passou, o dia ama-
nheceu e os monstros foram sugados pelo buraco de
volta para o seu mundo. 

(extraído do livro-e+ educação-Contos- Raphael Pereira Mendonça-2010. Raphael irá completar 10 anos no dia 6/11/2012  e este foi o segundo livro do
autor. Os desenhos deste livro é de sua irmã )






  

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Procure amar o que faz


Procure amar o que faz.
Santos, Maria Madalena dos.

Não brinques com tua vida,
Por que isso é perigoso.
Ame a tudo que fazes,
E terás um fim honroso.

Na escola, cuide de teus deveres,
Em casa, ajude a teus pais.
Na igreja , respeite o local,
E serás um cidadão de paz.

Aproveite tua juventude,
E adquiras responsabilidade.
Ame a tudo que fazes,
Faça-o bem, de verdade.

Orgulhe-te do que fazes,
Por sempre fazê-lo bem,
E receberá elogios do outros,
E serás valorizado também.

Os grandes homens de hoje,
Começaram como tu, na escola.
Estude, valorize este momento, 
Garanta teu futuro, registrando tua história.

Dizem que o mundo é dos expertos,
Mas experto é quem estuda.
Quem sempre ama o que fazes,
Sempre estudarão e serão capazes.

Garanta desde já o teu futuro,
Estude sem vacilar.
Tenha por fim um bom nome e bom emprego,
Seja feliz no que fizer e em teu lar.

domingo, 28 de outubro de 2012

O PEQUENO ENGRAXATE



                                             O PEQUENO ENGRAXATE

                                                                                    Gerusa Martins

                                        O pequeno engraxate
                                         no lixo mexeu
                                        e por uma enxurrada de sonhos roxos,amarelos e azuis
                                        se deixou apaixonar.

                                        Peixinhos coloridos enxergou
                                        num claro rio a brincar.

                                        Caixas de abacaxi e doces mexericas,
                                        em sua direção vinham pelo mar,e
                                        até trouxas de luxuoso enxoval
                                        para sua casa enfeitar.      

                                        De repente...

                                        Com um feixe de bexigas
                                        começou a subir...subir...
   
                                        Porém quando para baixo olhou,
                                        dos seus sonhos acordou...

                                        E todo esse luxo
                                        outra vez em lixo se tornou.

                                        As lágrimas, então,
                                         o pequeno engraxate enxugou.


( POEMA EXTRAÍDO DA REVISTA NOSSO AMIGUINHO-Junho de 2006)                        

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

A LENDA DAS ESMERALDAS



                   A   LENDA DAS ESMERALDAS
          
          Dizia-se que numa paragem longínqua do Brasil havia uma serra diferente de outras serras.
          Dizia-se que essa tal serra era toda verde por ser de esmeralda toda ela.
          Os rios próximos, os lagos, a areia , os pássaros , as nuvens, até o próprio luar tinham tons verdes pelo reflexo verde da serra.
          Esta serra maravilhosa ficava à margem da lagoa de Vapabuçu, longe , muito  a muito longe.
          Diziam os índios que as pedras verdes eram os cabelos da Uiara, a mãe - d' água.
          Mãe - d' água ,contavam os índios, era uma linda sereia de longos cabelos verdes e olhos azuis profundos.
          Possuía um palácio encantado e atraía , com sua beleza,todos que a viam , arrastando-os para as profundezas das águas.
          Os índios não queriam que a Uiara-como também chamavam a mãe-d'água- acordasse.Acredi-
tava que ela estava a dormir e que sua vida estava em seus cabelos.
          Por isso, os índios se alarmaram quando um intrépido bandeirante, Fernão Dias , não dando crédito à lenda, arrancou , impiedosamente um punhado de pedras verdes.
          Aquele gesto ia trazer a desgraça para a região .Mas a desgraça veio para o próprio bandeirante .Poucos dias depois , vitimado pela fe-
bre, Fernão Dias agonizava.
          -Castigo, diziam os índios.Castigo para quem quis roubar sono e a vida da Uiara.A Uiara não perdoou.
          Fernão Dias morreu.Os índios se alegraram.A 
Uiara vencerá!


          ATIVIDADES SOBRE O TEXTO

1-Assinale com um X as alternativas certas:
a) O título da história é:
(  )O castigo do bandeirante.
(  )A serra verde.
(  )Os cabelos da Uiara.
(  )Lenda das esmeraldas.

b)O texto lido é:
(  )Um fato histórico.
(  )Um fato verdadeiro.
(  )Uma história falsa.
(  )Uma lenda.

c)Aquela era uma serra diferente de outras serras,porque:
(  )era alta.
(  )era coberta de grama verde.
(  )tinha muitas árvores.
(  )era de esmeraldas.

d) A expressão: "longe, muito longe,muito longe e muito longe" dá ideia de:
(  )lugar desconhecido.
(  )lugar próximo.
(  )lugar difícil de se alcançar.
(  )lugar distante.

e)A expressão " dizia-se " no início do texto, mos-
tra que:
(  )o fato era conhecido de todos.
(  )alguém conhecia o fato.
(  )quem conta, conhecia o fato.
(  )ninguém conhecia o fato ao certo.

f)" Reflexo verde  da serra" significa que:
(  ) a serra de pedras verdes.
(  )a serra brilhava claramente.
(  )a serra refletia o brilho verde das pedras.

2- Responda as questões abaixo:
a)O que fazia tudo próximo da serra adquirir tons verde?

b)Por que os índios não tocavam nas pedras verdes?

c)Qual foi o gesto que fez os índios se alarmarem?

d)Por que eles se alarmaram?

3-Marque , no texto, com uma + , o parágrafo que conta onde ficava a serra. Agora segundo o parágrafo que você marcou:
(  ) A serra era muito conhecida.
(  ) Só os índios conheciam a serra.
(  ) A serra não era conhecida de ninguém.
(  ) A serra era pouco conhecida, pois ficava muito 
longe.

4- Numere de acordo :
            A
(1) A Uiara não perdoou
(2) A Uiara vencera

(  )O bandeirante arrancou as pedras verdes.
(  )O bandeirante morreu.
(  )O bandeirante sofreu um castigo.        

             B
(1) Os índios        
(2) A Uiara           
(3) O bandeirante   

(  )incredulidade
(  )susto
(  )beleza
(  ) coragem
(  ) alegria
(  ) vingança

5- Sobre a Uiara responda:
a) Outro nome:_______________________
b)Quem era:__________________________
c)Como era:__________________________
d)O que fazia:_________________________
e)de que eram seus cabelos_______________

6-Interprete , com suas palavras, as partes deste pe-
ríodo:
Todas as manhãs , ao nascer do sol, os rios próxi-
mos , os lagos e os pássaros refletiam tons verdes,
porque a serra era de esmeralda, toda ela.
Todas as manhãs:_____________________
ao nascer do sol:______________________
os rios próximos,os lagos e os pássaros:
_________________________________
refletiam tons verdes:____________________

7-Dê adjetivos para os substantivos abaixo:
a serra- ________________________
a Uiara-________________________
o palácio-_______________________
o bandeirante-___________________
os índios- ____________________

8- Continue:
profundeza:profundo
beleza:_________________________
riqueza:________________________
pobreza:______________________

9-Pontue o texto abaixo:
Longe  muito e muito longe  morava Uiara
Quem era Uiara  quem era
Uiara contavam os índios era uma linda  sereia
Sua vida estava em seus cabelos
Quem teria coragem de acordá- la 
Ninguém Por isso os índios não arrancavam as pedras-os cabelos da Uiara

10-Você acabou de ler uma lenda.Lendas são histórias inventadas para explicar os alguma coisa.
     Invente uma lenda para explicar porque as águas do mar são azuis.

  

  

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

A História de Nossa Senhora Conceição Aparecida


Nossa Senhora da Conceição Aparecida



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



Nossa Senhora da Conceição Aparecida
NS Aparecida.png
Imagem de Nossa Senhora Aparecida, que apareceu para os pescadores Domingos Garcia, Filipe Pedroso e João Alves em outubro de 1717.[1]
Nossa Senhora da Santa Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil
Instituição da festa1980
Venerada pelaIgreja Católica
Festa litúrgica12 de outubro[1]
AtribuiçõesPesca milagrosa
Padroeira dedo Brasil,[1] das grávidas e recém-nascidos, rios e mares, do ouro, do mel e da beleza.[2]
PolêmicasChute na santa
Gold Christian Cross no Red.svg Portal do Cristianismo

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, popularmente chamada de Nossa Senhora Aparecida, é a padroeira do Brasil, venerada na Igreja Católica.[1] Um título mariano negro, Nossa Senhora Aparecida é representada por uma pequena imagem de terracota da Virgem Maria atualmente alojada na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, localizada na cidade de Aparecida, em São Paulo. Sua festa litúrgica é celebrada em 12 de outubro, um feriado nacional no Brasil desde que o Papa João Paulo II consagrou a Basílica em 1980. A Basílica é o quarto santuário mariano mais visitado do mundo,[3] e é capaz de abrigar até 45.000 fiéis.[2]

Índice

[esconder]

[editar] História

[editar] Aparição

Há duas fontes sobre o achado da imagem, que se encontram no Arquivo da Cúria Metropolitana de Aparecida (anterior a 1743) e no Arquivo da Companhia de Jesus, em Roma.[carece de fontes?] A história foi primeiramente registrada pelo Padre José Alves Vilela em 1743 e pelo Padre João de Morais e Aguiar em 1757, registro que se encontra no Primeiro Livro de Tombo da Paróquia de Santo Antônio de Guaratinguetá.[carece de fontes?] Segundo os relatos, a aparição da imagem ocorreu na segunda quinzena de outubro de 1717, quando Dom Pedro de Almeida, conde de Assumar e governante da capitania de São Paulo e Minas de Ouro, estava de passagem pela cidade de Guaratinguetá, no vale do Paraíba,[1][4] durante uma viagem até Vila Rica.[5][6]
O povo de Guaratinguetá decidiu fazer uma festa em homenagem à presença de Dom Pedro de Almeida e, apesar de não ser temporada de pesca, os pescadores lançaram seus barcos no Rio Paraíba com a intenção de oferecerem peixes ao conde.[1][4] Os pescadores Domingos Garcia, João Alves e Filipe Pedroso rezaram para a Virgem Maria e pediram a ajuda de Deus.[1][4] Após várias tentativas infrutíferas, desceram o curso do rio até chegarem ao Porto Itaguaçu.[6] Eles já estavam a desistir da pescaria quando João Alves jogou sua rede novamente.[1][4] Ao invés de peixe, ele apanhou o corpo de uma imagem da Virgem Maria sem a cabeça.[1][4] Ao lançar a rede novamente, apanhou a cabeça da imagem,[1][4] que foi envolvida em um lenço.[5] Após terem recuperado as duas partes da imagem, a figura da Virgem Aparecida teria ficado tão pesada que eles não conseguiam mais movê-la.[2] A partir daquele momento, segundo os relatos, os três pescadores apanharam tantos peixes que foram obrigados a voltarem para o porto, uma vez que o volume da pesca ameaçava afundar a embarcação deles.[7] Este foi o primeiro milagre atribuído à imagem.[4]

[editar] Início da devoção

Durante os quinze anos seguintes, a imagem permaneceu na residência de Filipe Pedroso, onde as pessoas da vizinhança se reuniam para orar.[6][8] A devoção foi crescendo entre o povo da região e muitas graças foram alcançadas por aqueles que oravam diante da imagem.[6] A fama dos supostos poderes da imagem foi se espalhando por todas as regiões do Brasil.[6] Diversas vezes as pessoas que à noite faziam diante dela as suas orações, viam luzes de repente apagadas e depois de um pouco reacendidas sem nenhuma intervenção humana. Logo, já não eram somente os pescadores os que vinham rezar diante da imagem, mas também muitas outras pessoas das vizinhanças. A família construiu um oratório no Porto de Itaguaçu, que logo tornou-se pequeno para abrigar tantos fiéis.[6][8]
Assim sendo, por volta de 1734 o vigário de Guaratinguetá construiu uma capela no alto do morro dos Coqueiros, aberta à visitação pública em 26 de julho de 1745[6][8]. A capela foi erguida com a ajuda do filho de Filipe Pedroso, que não queria construi-la no alto do Morro dos Coqueiros, pois achava mais fácil para o povo entrar na capela logo abaixo, ao lado do povoado.[carece de fontes?] Em 20 de abril de 1822, em viagem pelo Vale do Paraíba, o então Principe Regente do Brasil Dom Pedro I e sua comitiva visitaram a capela e conheceram a imagem de Nossa Senhora Aparecida.[carece de fontes?]
O número de fiéis não parava de aumentar e, em 1834, foi iniciada a construção de uma igreja maior (a atual Basílica Velha),[6] sendo solenemente inaugurada e benzida em 8 de dezembro de 1888.[9][10]

[editar] Coroa de ouro e o manto azul

Em 6 de novembro de 1888, a princesa Isabel visitou pela segunda vez a basílica e ofertou à santa, em pagamento de uma promessa (feita em sua primeira visita, em 8 de dezembro de 1868), uma coroa de ouro cravejada de diamantes e rubis, juntamente com um manto azul, ricamente adornado.

[editar] Chegada dos missionários redentoristas

Em 28 de outubro de 1894, chegou a Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da imagem para rezar com a Senhora "Aparecida" das águas.

[editar] Coroação da imagem


A coroa doada pela Princesa Isabel.
A 8 de setembro de 1904, a imagem foi coroada com a riquíssima coroa doada pela Princesa Isabel e portando o manto anil, bordado em ouro e pedrarias, símbolos de sua realeza e patrono. A celebração solene foi dirigida por D. José Camargo Barros, com a presença do Núncio Apostólico, muitos bispos, o Presidente da República Rodrigues Alves e numeroso povo. Depois da coroação o Santo Padre concedeu ao santuário de Aparecida mais outros favores: Ofício e missa própria de Nossa Senhora Aparecida, e indulgências para os romeiros que vêm em peregrinação ao Santuário.

[editar] Instalação da basílica

No dia 29 de Abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, sagrada a 5 de setembro de 1909 e recebendo os ossos de são Vicente Mártir, trazidos de Roma com permissão do Papa.

[editar] Município de Aparecida - SP

Em 17 de dezembro de 1928, a vila que se formara ao redor da igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município, vindo a se chamar Aparecida, em homenagem a Nossa Senhora, que fora responsável pela criação da cidade.

[editar] A rainha e padroeira do Brasil

Nossa Senhora da Conceição Aparecida, foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira Principal em 16 de julho de 1930, por decreto do papa Pio XI. A imagem já havia sido coroada anteriormente, em nome do papa Pio X, por decreto da Santa Sé, em 1904.
Pela Lei nº 6.802 de 30 de junho de 1.980, foi decretado oficialmente feriado no dia 12 de outubro, dedicando este dia a devoção. Também nesta Lei, a República Federativa do Brasil reconhece oficialmente Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil.

[editar] Rosa de Ouro

Em 1967, ao completar-se 250 anos da devoção, o Papa Paulo VI ofereceu ao Santuário a “Rosa de Ouro”, gesto repetido pelo Papa Bento XVI que ofereceu outra Rosa, em 2007, em decorrência da sua Viagem Apostólica ao país nesse mesmo ano, reconhecendo a importância da santa devoção.[11]

[editar] Basílica de Nossa Senhora Aparecida

Houve necessidade de um local maior para os romeiros e em 1955 teve início a construção da Basílica Nova.[8] O arquiteto Benedito Calixto a qual idealizou um edifício em forma de cruz grega, com 173m de comprimento por 168m de largura; as naves com 40m e a cúpula com 70m de altura.[8]
Em 4 de julho de 1980 o papa João Paulo II, em sua visita ao Brasil, consagrou a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, o maior santuário mariano do mundo, em solene missa celebrada, revigorando a devoção à Santa Maria, Mãe de Deus e sagrando solenemente aquele grandioso monumento.

[editar] Centenário da coroação

No mês de maio de 2004 o papa João Paulo II concedeu indulgências aos devotos de Nossa Senhora Aparecida, por ocasião das comemorações do centenário da coroação da imagem e proclamação de Nossa Senhora como Padroeira do Brasil. Após um concurso nacional, devotos e autoridades eclesiais elegeram a Coroa do Centenário, que marcaria as festividades do jubileu de coroação realizado naquele ano.

[editar] Descrição da imagem


A imagem, tal como se encontra no interior da Catedral.
A imagem retirada das águas do rio Paraíba em 1717 mede quarenta centímetros de altura e é de terracota, ou seja, argila que após modelada é cozida num forno apropriado.[6] Em estilo seiscentista, como atestado por diversos especialistas que a analisaram ,acredita-se que originalmente apresentaria uma policromia, como era costume à época, embora não haja documentação que comprove tal suspeita.[6] A argila utilizada para a confecção da imagem é oriunda da região de Santana do Parnaíba, na Grande São Paulo.[6] Quando recolhida pelos pescadores, estava sem a policromia original, devido ao longo período em que esteve submersa nas águas do rio.[6] A cor de canela que apresenta hoje deve-se à exposição secular à fuligem produzida pelas chamas das velas, lamparinas e candeeiros, acesas por seus devotos.[12][6]
Através de estudos comparativos, a autoria da imagem foi atribuída ao frei Agostinho de Jesus, um monge de São Paulo conhecido por sua habilidade artística na confecção de imagens sacras.[1][6] Tais características incluem a forma sorridente dos lábios, queixo encravado, flores em relevo no cabelo, broche de três pérolas na testa e porte empinado para trás.[6] O motivo pelo qual a imagem se encontrava no fundo do rio Paraíba é que, durante o período colonial, as imagens sacras de terracota eram jogadas em rios ou enterradas quando quebradas.[13]
Em 1978, após sofrer um atentado que a reduziu a quase duzentos fragmentos, a imagem foi encaminhada a Pietro Maria Bardi, à época diretor do Museu de Arte de São Paulo (MASP), que a examinou, juntamente com João Marinho, colecionador de imagens sacras brasileiras.[6] Foi então totalmente restaurada, no MASP, pelas mãos da artista plástica Maria Helena Chartuni.[6][14]

[editar] Primeiros milagres

O Padre Francisco da Silveira, estava em missa realizada onde hoje é Aparecida do Norte, sendo que escreveu uma crônica em 1748, onde menciona que a imagem de Nossa Senhora como "famosa por muitos milagres realizados". Na mesma crônica descreve que os peregrinos se locomoviam grandes distâncias para agradecer as graças alcançadas.[12]

[editar] Milagre das velas

Estando a noite serena, repentinamente as duas velas que iluminavam a Santa se apagaram. Houve espanto entre os devotos, e Silvana da Rocha, querendo acendê-las novamente, nem tentou, pois elas acenderam por si mesmas.[8] Este milagre de Nossa Senhora, ocorrido mais provavelmente em 1733.

[editar] Caem as correntes

Em meados de 1850, um escravo chamado Zacarias, preso por grossas correntes, ao passar pela igreja onde se encontrava a imagem de Nossa Senhora Aparecida, pede ao feitor permissão para rezar. Recebendo autorização, o escravo se ajoelha diante de Nossa Senhora Aparecida e reza fervorosamente. Durante a oração, as correntes, milagrosamente, soltam-se de seus pulsos deixando Zacarias livre.[8]

[editar] Cavaleiro e a marca da ferradura

Um cavaleiro de Cuiabá, passando por Aparecida, ao se dirigir para Minas Gerais, viu a fé dos romeiros e começou a zombar, dizendo, que aquela fé era uma bobagem. Quis provar o que dizia, entrando a cavalo na igreja. Logo na escadaria, a pata de seu cavalo se prendeu na pedra da escada da igreja (Basílica Velha), vindo a derrubar o cavaleiro de seu cavalo, após o fato, a marca da ferradura ficou cravada da pedra. O cavaleiro arrependido, pediu perdão e se tornou devoto.[8]

[editar] A menina cega

Mãe e filha caminhavam às margens do Rio Paraíba do Sul (onde aconteceu a descoberta de Nossa Senhora Aparecida), quando surpreendentemente a filha cega de nascença comenta surpresa com a mãe: "Mãe como é linda esta igreja". Daquele momento em diante, a menina começa a enxergar.[8]

[editar] O menino no rio

O pai e o filho foram pescar. Durante a pescaria, a correnteza estava muito forte e por um descuido o menino caiu no rio. O menino não sabia nadar, a correnteza o arrastava cada vez mais rápido e o pai desesperado pediu a Nossa Senhora Aparecida para salvar o menino. De repente o corpo do menino parou de ser arrastado, enquanto a forte correnteza continuava, e o pai salvou o menino.[8]

[editar] O homem e a onça

Um homem estava voltando para sua casa, quando de repente ele se deparou com uma onça. Ele se viu encurralado e a onça estava prestes a atacar, então o homem pediu desesperado a Nossa Senhora Aparecida por sua vida, e a onça foi embora.[8]

[editar] Coroa comemorativa


Basílica de Nossa Senhora Aparecida, Brasil.
Para celebrar o centenário da Coroação da Imagem da Padroeira do Brasil, a Associação de Joalheiros e Relojoeiros do Noroeste Paulista (Ajoresp), com apoio técnico do Sebrae (São Paulo), promoveu um Concurso Nacional de Design, visando selecionar uma nova Coroa comemorativa do evento.
O Júri Institucional do evento selecionou, por consenso, o projeto da designer Lena Garrido, em parceria com a designer Débora Camisasca, de Belo Horizonte (Minas Gerais). A nova peça foi confeccionada em ouro e pedras preciosas especialmente para a solenidade do Centenário da Coroação de Nossa Senhora Aparecida, no dia 8 de setembro de 2004.

[editar] Controvérsias


Sérgio von Helde chutando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida.
A imagem já foi, mais de uma vez, fonte de confrontos religiosos entre católicos e protestantes. Em 16 de maio de 1978, um evangélico retirou-a de seu altar na Basílica após a última missa do dia.[15] Ele foi perseguido pelos guardas e por alguns fiéis e, ao ser apanhado, deixou a imagem cair no chão.[15] Por ser feita de terracota e ter ficado submersa no rio Paraíba por muito tempo, sua reconstrução foi difícil, mas um grupo de artistas do MASP conseguiu colar os pedaços da imagem.[1][15]
No feriado de Nossa Senhora Aparecida de 1995, ocorreu o incidente conhecido como "chute na santa". O bispo televangelista Sérgio von Helde, da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), chutou uma réplica da imagem de Nossa Senhora Aparecida num programa religioso transmitido de madrugada pela Rede Record, emissora de propriedade da IURD.[16] Na noite seguinte, o Jornal Nacional da Rede Globo denunciou o incidente, causando comoção nacional. O evento foi visto por fiéis católicos como um ato de intolerância religiosa. Vários templos da IURD foram atacados e von Helde acabou sendo transferido para a África do Sul.[17]
Em 25 de abril de 2012, o evangélico Rafael de Araújo Teixeira deu duas marretadas na réplica da imagem localizada numa via pública de Águas Lindas de Goiás.[18] Um grupo de aproximadamente cem pessoas impediu que ele desse mais marretadas na imagem; algumas delas tentaram linchá-lo e a Polícia Militar foi enviada ao local.[18] O rapaz pode responder pelo crime de destruição de patrimônio público, uma vez que a imagem foi construída com recursos da prefeitura municipal.[18]

[editar] Referências na cultura popular

A telenovela A Padroeira, transmitida pela Rede Globo entre 18 de junho de 2001 e 23 de fevereiro de 2002, traz um retrato fictício da descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida,[3] contendo elementos do romance As Minas de Prata, escrito por José de Alencar em 1865 que, por sua vez, havia sido adaptado para o formato de telenovela em 1966 pela extinta Rede Excelsior.

[editar] Ver também

[editar] Referências

Projeto Monteiro Lobato para crianças e adolescentes: fábulas, imaginação e formação leitora

  1. Apresentação Este projeto foi elaborado para trabalhar a obra de Monteiro Lobato com crianças e adolescentes, contemplando turmas dos ...