sábado, 30 de maio de 2026

Da lâmina de retroprojetor ao vídeo: revistinhas em quadrinhos no ensino de História

 

Uma experiência pedagógica com a coleção Você Sabia? 
da Turma da Mônica, envolvendo História do Brasil, vídeos e atividades.

1. Introdução






As histórias em quadrinhos podem ser excelentes recursos didáticos, pois unem texto, imagem, sequência narrativa, humor e informação. Assista o pocast para entender.


Durante minha atuação em sala de aula, utilizei diferentes recursos para tornar o ensino de História mais atrativo e significativo para os alunos. Entre esses recursos, estavam as revistinhas em quadrinhos da coleção Você Sabia?, da Turma da Mônica, que abordavam temas importantes da História do Brasil de forma ilustrada, leve e acessível.

Na época, algumas dessas revistinhas foram xerocadas em lâminas de retroprojetor e apresentadas aos alunos. Hoje, revisitando esse material, transformei parte dessa experiência em vídeo e slides, adaptando uma prática antiga aos recursos digitais atuais.


2. As revistinhas em quadrinhos como recurso pedagógico

As histórias em quadrinhos podem ser excelentes recursos didáticos, pois unem texto, imagem, sequência narrativa, humor e informação. No ensino de História, esse tipo de material ajuda os alunos a visualizar acontecimentos, personagens e contextos históricos de maneira mais próxima e interessante.

As revistinhas eram apresentadas em sala com o auxílio do retroprojetor. Depois da leitura e da conversa sobre o tema, os alunos realizavam atividades relacionadas ao conteúdo estudado.

3. Revistinhas utilizadas nas aulas

Entre as revistinhas utilizadas em sala de aula, estavam:

Você Sabia? Independência do Brasil
Você Sabia? Proclamação da República
Você Sabia? Abolição
Você Sabia? Descobrimento do Brasil
Você Sabia? Índios

Além de abordar fatos históricos, essas revistas traziam atividades que podiam ser xerocadas e aplicadas aos alunos, como caça-palavras, jogos, cruzadinhas e propostas de observação.

Como costumo dizer no podcast, eu não era apenas “rato de biblioteca”; eu também era uma verdadeira “barata de banca de revista”, sempre procurando revistas, jornalzinhos, passatempos e materiais que pudessem ser transformados em atividades para os alunos.

Também utilizei, em outras ocasiões, atividades retiradas de revistas como Coquetel, Jornalzinho Globinho e outros materiais encontrados em bancas de revistas, sempre buscando diversificar os recursos pedagógicos.


4. Da sala de aula ao formato digital

Com os recursos digitais disponíveis atualmente, esse material ganhou uma nova forma de apresentação. A revistinha, antes exibida em lâminas de retroprojetor, foi transformada em vídeo, preservando a memória da prática pedagógica e ampliando suas possibilidades de acesso.

O vídeo permite que o conteúdo seja visto de outra maneira, unindo imagens, leitura visual e música de fundo, criando uma experiência mais dinâmica para quem assiste.




5. Vídeo de um material criado especialmente  para o blog

Este  vídeo, apresenta um slide que também pode ser trabalhada em sala de aula, resgatando uma prática pedagógica que utilizava recursos simples, mas muito significativos para o ensino de História. No vídeo tem uma músuca cuja da letra é de minha autoria.




6. Atividades da revistinha


Além da apresentação da revistinha, também organizei um material com atividades relacionadas ao conteúdo. Na época, essas atividades eram xerocadas e trabalhadas em sala de aula como forma de reforçar a leitura, a interpretação, a observação e a compreensão dos fatos históricos.

Também utilizei, em outras ocasiões, atividades retiradas de revistas como Coquetel, Jornalzinho Globinho e outros materiais encontrados em bancas de revistas, sempre buscando diversificar os recursos pedagógicos.

Música elaborada para esta postagem

Versão 1: Independência ou Morte

 Versão 2: Independência ou Morte


Letra : Maria Aparecida de Almeida
Melodia: Plataforma Mureka: AI

 Às margens plácidas de um rio valente, 

Um brado ecoou num sol do meio-dia, 

A história escrita por um povo forte,

 Que no peito carregava a ousadia. 

O laço antigo que nos prendia à terra d'além-mar 

Se desfez no grito, pro mundo escutar.

(Refrão) Independência ou Morte! 

O eco ecoou, No sangue desse chão, a liberdade brotou! 

Do Ipiranga ao horizonte, um novo amanhecer, 

Brasil, teu povo livre nasceu para vencer!

 O manto verde e o amarelo d'ouro, 

Bandeira hasteada sob o céu anil,

 Uniu as raças, fez-se o tesouro, 

Do gigante que acordava, o meu Brasil

. Não mais colônia, agora uma nação, 

Com a força da coragem e do coração.

 Independência ou Morte! O eco ecoou, 

No sangue desse chão, a liberdade brotou! 

Do Ipiranga ao horizonte, um novo amanhecer, ,

Brasil, teu povo livre nasceu para vencer!

Passaram-se os anos, a luta continua, 

Na busca por justiça, na praça e na rua. 

A verdadeira independência se faz todo dia, 

Com educação, progresso e cidadania!

(Refrão) Independência ou Morte! O eco ecoou

No sangue desse chão, a liberdade brotou!

Do Ipiranga ao horizonte, um novo amanhecer, 

Brasil, teu povo livre nasceu para vencer!

(Outro) Brasil... terra de luz, de amor e união, 

Soberano és e sempre serás no nosso coração. 

Livre! Pra sempre livre!



7. A Independência do Brasil no material

O material sobre a Independência do Brasil permite trabalhar acontecimentos importantes, como o retorno de Dom João VI a Portugal, a permanência de Dom Pedro no Brasil, o Dia do Fico, a atuação de José Bonifácio e o episódio do grito do Ipiranga, em 7 de setembro de 1822.

Antes de partir para Portugal, Dom João VI esvaziou os cofres do Banco do Brasil, levando quase todo o ouro para Portugal, e deixou Dom Pedro como príncipe regente.

Os portugueses, porém, não gostaram da permanência de Dom Pedro no Brasil, pois queriam que o Brasil voltasse à posição de colônia.

Os brasileiros elaboraram, então, um documento assinado por milhares de pessoas, pedindo a permanência de Dom Pedro no Brasil. Dom Pedro mostrou-se favorável à solicitação e declarou:

— Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico.

Essa declaração de Dom Pedro foi feita no dia 9 de janeiro de 1822, data que ficou conhecida como o Dia do Fico.

Dias depois, Dom Pedro formou seu ministério, nomeando José Bonifácio de Andrada e Silva como ministro do Reino.

Como as ameaças de Portugal continuaram, Dom Pedro foi controlar conflitos entre brasileiros e portugueses na província de São Paulo. Às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, no dia 7 de setembro de 1822, anunciou:

— Brasileiros, as Cortes de Lisboa querem escravizar-nos. De hoje em diante, nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais. Estamos separados de Portugal.

Puxando a espada, gritou:

— Independência ou morte!

No dia 12 de outubro de 1822, Dom Pedro foi aclamado imperador do Brasil, com o nome de Dom Pedro I.


Atividades

1. Você concorda com a atitude de Dom João VI ao esvaziar os cofres brasileiros quando foi para Portugal? Por quê?





2. Na sua opinião, por que era interessante para Portugal transformar novamente o Brasil em colônia?





3. Quem foi nomeado por Dom Pedro como ministro do Reino?




4. O que Dom Pedro fazia em São Paulo quando gritou “Independência ou morte!”?





5. Em que dia, mês e ano foi declarada a Independência do Brasil?




6. Quanto tempo faz que isso aconteceu?



Antes de partir para Portugal, Dom João VI esvaziou os cofres do Banco do Brasil, levando quase todo o ouro para Portugal, e deixou Dom Pedro como príncipe regente.

Os portugueses, porém, não gostaram da permanência de Dom Pedro no Brasil, pois queriam que o Brasil voltasse à posição de colônia.

Diante dessa situação, os brasileiros elaboraram um documento, assinado por milhares de pessoas, pedindo a permanência de Dom Pedro no Brasil. Dom Pedro mostrou-se favorável à solicitação e declarou:

“Como é para o bem de todos e felicidade geral da nação, diga ao povo que fico.”

Essa declaração foi feita no dia 9 de janeiro de 1822, data que ficou conhecida como o Dia do Fico.

Dias depois, Dom Pedro formou seu ministério, nomeando José Bonifácio de Andrada e Silva como ministro do Reino.

Como as ameaças de Portugal continuaram, Dom Pedro foi controlar conflitos entre brasileiros e portugueses na província de São Paulo. Às margens do riacho Ipiranga, em São Paulo, no dia 7 de setembro de 1822, anunciou:

“Brasileiros, as Cortes de Lisboa querem escravizar-nos. De hoje em diante, nossas relações estão quebradas. Nenhum laço nos une mais. Estamos separados de Portugal.”

Puxando a espada, gritou:

“Independência ou morte!”

No dia 12 de outubro de 1822, Dom Pedro foi aclamado imperador do Brasil, com o nome de Dom Pedro I.


Atividades sobre o texto

1. Compreensão do texto

1. O que Dom João VI fez antes de partir para Portugal?



2. Quem ficou como príncipe regente do Brasil?



3. Por que os portugueses não gostaram da permanência de Dom Pedro no Brasil?



4. O que os brasileiros fizeram para pedir que Dom Pedro permanecesse no Brasil?



5. Que frase Dom Pedro declarou no Dia do Fico?



6. Quem foi nomeado ministro do Reino por Dom Pedro?



7. Onde Dom Pedro estava quando proclamou a Independência do Brasil?



8. Em que dia, mês e ano foi proclamada a Independência do Brasil?




2. Pensando sobre a História

1. Na sua opinião, por que Portugal queria que o Brasil voltasse a ser colônia?




2. Você considera importante estudar a Independência do Brasil? Por quê?




3. O que a frase “Independência ou morte!” representa na História do Brasil?





3. Complete as frases

1. Antes de partir para Portugal, Dom João VI deixou __________________________ como príncipe regente do Brasil.

2. O dia 9 de janeiro de 1822 ficou conhecido como __________________________.

3. Dom Pedro nomeou __________________________ como ministro do Reino.

4. A Independência do Brasil foi proclamada no dia __________________________.

5. Dom Pedro foi aclamado imperador do Brasil com o nome de __________________________.


4. Verdadeiro ou falso

Escreva V para verdadeiro e F para falso.

( ) Dom João VI deixou Dom Pedro como príncipe regente do Brasil.

( ) Os portugueses queriam que o Brasil continuasse independente.

( ) O Dia do Fico aconteceu em 9 de janeiro de 1822.

( ) José Bonifácio foi nomeado ministro do Reino.

( ) A Independência do Brasil foi proclamada às margens do riacho Ipiranga.

( ) Dom Pedro foi aclamado imperador com o nome de Dom João VI.


5. Produção escrita

Escreva um pequeno parágrafo explicando, com suas palavras, por que o dia 7 de setembro de 1822 é importante para a História do Brasil.






6. Atividade criativa

Imagine que você é um jornalista em 1822 e precisa escrever uma manchete sobre a Independência do Brasil.

Crie uma manchete para o jornal:



Agora, faça uma pequena ilustração representando esse momento histórico.




8. O Hino da Independência como recurso complementar

O Hino da Independência do Brasil também pode ser explorado como recurso complementar. Além de ouvir a música, os alunos podem observar o vocabulário, discutir o sentido de liberdade presente na letra e relacionar o hino ao contexto histórico estudado.

O glossário presente no material ajuda a trabalhar palavras como brava, servil, grilhões, perfídia, ardil, hostil, garbo e varonil, ampliando o vocabulário dos estudantes

LETRA DO HINO DA INDEPENDÊNCIA :

Informações gerais 

O Hino da Independência do Brasil foi criado logo após o 7 de setembro. A letra do hino é de Evaristo da Veiga e a música de D. Pedro I.

 


EVARISTO DA VEIGA



D. PEDRO I 



LETRA: EVARISTO  DA VEIGA.

MELODIA: D. Pedro I

Já podeis da Pátria filhos,
Ver contente a mãe gentil;
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil
Já raiou a liberdade,
Já raiou a liberdade
No horizonte do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil,
Houve mão mais poderosa,
Zombou deles o Brasil;
Houve mão mais poderosa
Houve mão mais poderosa
Zombou deles o Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;
Vossos peitos, vossos braços
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil.

Parabéns, ó brasileiros!
Já, com garbo varonil.
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil;
Do universo entre as nações
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil.

Brava gente brasileira!
Longe vá temor servil
Ou ficar a Pátria livre
Ou morrer pelo Brasil;
Ou ficar a Pátria livre,
Ou morrer pelo Brasil


BANDEIRA DA ÉPOCA DA INDEPENDÊNCIA


BANDEIRA ATUAL

9. Possibilidades de atividades

Leitura da revistinha em quadrinhos;

Roda de conversa sobre os fatos históricos apresentados;
Interpretação de texto;
Análise das imagens e falas dos personagens;
Exploração do Hino da Independência;
Atividade com glossário;
Caça-palavras;
Palavras cruzadas;
Jogo dos sete erros;
Produção de frases ou pequenos textos sobre o tema;
Comparação entre recursos antigos e digitais usados na aprendizagem.


10. Objetivos pedagógicos

Compreender fatos importantes da História do Brasil;

Reconhecer a linguagem dos quadrinhos como recurso de aprendizagem;
Relacionar texto, imagem e contexto histórico;
Desenvolver leitura, interpretação e observação;
Ampliar o vocabulário por meio do estudo do hino;
Valorizar diferentes recursos didáticos no ensino de História.


11. Fechamento

Revisitar esse material é também revisitar uma parte da minha trajetória como professora. As revistinhas, as lâminas de retroprojetor, as atividades xerocadas e os recursos encontrados em bancas de revistas fizeram parte de uma prática pedagógica construída com criatividade, pesquisa e intenção educativa.

Hoje, ao transformar esse material em vídeo e slides, a proposta ganha uma nova forma de circulação, mantendo viva a ideia central: ensinar História de maneira mais visual, significativa e prazerosa.

 12. 📥 Material para download

Depois você vai colocando os links:

Baixar em PDF

Do lâminaa do retro projetos ao vídeo.pdf


Baixar em Word

https://1drv.ms/w/c/3eac655422765029/IQCbt4M2W1Z7TK1rPZ-i8hjIAchLZITZ7E8AWc7mkcLDds4?e=dn4dIH

Atividades da Revistinha em Quadrinhos.docx


Acessar slides

Aprender História Em história em quadrinhos (1).pptx

Atividades da Revistinha Você sabia.pptx

Assistir aos vídeos

https://www.youtube.com/watch?v=8Ldkd83cdSw

https://www.youtube.com/watch?v=tB6MmWnDZ2E

https://www.youtube.com/watch?v=_EkAgB5HThM

https://www.youtube.com/watch?v=cEl_UGMMkLg

https://www.youtube.com/watch?v=8Ldkd83cdSw

https://www.youtube.com/watch?v=8BpKxrvKs1g


Ouvir podcast

https://www.youtube.com/watch?v=0toTeyjvXn0

13. Assinatura

Histórias, aprendizagens e ideias para educar
Por Maria Aparecida de Almeida

sexta-feira, 29 de maio de 2026

Projeto O Pequeno Polegar para o Ensino Fundamental e Ensino Médio: leitura, imaginação, superação e reflexão

 


1. Apresentação

A história O Pequeno Polegar é um conto tradicional que atravessa gerações e continua despertando o interesse de crianças, adolescentes e jovens. A narrativa apresenta um menino pequeno, mas inteligente, sensível e corajoso, que enfrenta situações difíceis para proteger seus irmãos e encontrar caminhos diante do medo, da fome e do perigo.

Neste projeto, a história será trabalhada em duas perspectivas: uma voltada para o Ensino Fundamental – anos iniciais, com atividades de leitura, escuta, oralidade, ilustração, reconto e música; e outra voltada para o Ensino Médio, com leitura crítica, análise literária, reflexão social e produção textual.

A proposta também valoriza diferentes linguagens, utilizando texto, aúdiolivro , podcast, vídeo e música como recursos de aprendizagem.



2. Público-alvo

Ensino Fundamental – anos iniciais
Indicado especialmente para turmas do 3º ao 5º ano, podendo ser adaptado para outras turmas.

Ensino Médio
Indicado para turmas da 1ª à 3ª série, com aprofundamento crítico e literário.


3. Justificativa

O conto O Pequeno Polegar permite trabalhar a leitura literária de forma rica e significativa. Nos anos iniciais, a narrativa contribui para o desenvolvimento da imaginação, da oralidade, da compreensão textual e da formação leitora. O personagem principal desperta empatia por ser pequeno, sensível e, ao mesmo tempo, muito esperto.

No Ensino Médio, o texto possibilita discussões mais profundas sobre pobreza, fome, abandono, medo, sobrevivência, desigualdade social e simbolismos presentes nos contos tradicionais. A figura do herói pequeno que vence obstáculos grandes permite refletir sobre inteligência, coragem e resistência diante das dificuldades.


4. Objetivo geral

Promover a leitura, a interpretação e a reflexão a partir da história O Pequeno Polegar, explorando seus elementos narrativos, simbólicos, sociais e formativos, por meio de atividades adequadas aos anos iniciais do Ensino Fundamental e ao Ensino Médio.


5. Objetivos específicos

Para os anos iniciais

  • Desenvolver o gosto pela escuta e leitura de histórias.
  • Identificar personagens, espaços e acontecimentos principais.
  • Compreender a sequência dos fatos da narrativa.
  • Estimular o reconto oral e escrito.
  • Trabalhar valores como coragem, solidariedade, inteligência, cuidado e união entre irmãos.
  • Produzir desenhos, frases, pequenos textos e dramatizações.
  • Explorar a música e o aúdiolivro como recursos de aprendizagem.

Para o Ensino Médio

  • Analisar a estrutura do conto tradicional.
  • Identificar narrador, personagens, espaço, tempo, conflito e desfecho.
  • Discutir os temas sociais presentes na narrativa.
  • Refletir sobre a fome, a pobreza e a vulnerabilidade familiar.
  • Analisar símbolos como a floresta, as pedrinhas, a casa do gigante e as botas de sete léguas.
  • Produzir textos críticos, reflexivos, argumentativos ou criativos.
  • Relacionar a narrativa com outros contos tradicionais e com questões contemporâneas.

6. Habilidades da BNCC — sugestões

A BNCC orienta o trabalho com leitura, escuta, oralidade, produção textual, análise linguística e valorização das diferentes linguagens. Para este projeto, podem ser mobilizadas habilidades de Língua Portuguesa relacionadas à compreensão de textos narrativos, leitura literária, reconto, produção textual e participação em situações de oralidade.

Anos iniciais — sugestões

  • EF15LP02 — Estabelecer expectativas em relação ao texto, apoiando-se em conhecimentos prévios.
  • EF15LP03 — Localizar informações explícitas em textos.
  • EF15LP04 — Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos.
  • EF15LP05 — Planejar produção textual com ajuda do professor.
  • EF35LP03 — Identificar a ideia central do texto.
  • EF35LP04 — Inferir informações implícitas.
  • EF35LP25 — Criar narrativas ficcionais com elementos próprios da narrativa.

Ensino Médio — sugestões

  • EM13LGG102 — Analisar visões de mundo, conflitos de interesse e perspectivas presentes em textos e práticas de linguagem.
  • EM13LGG103 — Analisar o funcionamento das linguagens em diferentes contextos.
  • EM13LGG202 — Analisar interesses, relações de poder e perspectivas sociais presentes nas práticas de linguagem.
  • EM13LP46 — Compartilhar sentidos construídos na leitura de textos literários.
  • EM13LP49 — Analisar relações intertextuais e interdiscursivas entre obras e textos literários.

7. Recursos do projeto

  • Texto base: O Pequeno Polegar
  • Livro digital
  • Podcast contando a história
  • Vídeo da história
  • Música autoral inspirada no conto
  •  Video
  • Imagens ou ilustrações da narrativa
  • Caderno, lápis, cartolina, folhas impressas
  • Projetor, televisão, computador ou celular

8. Desenvolvimento do projeto

Etapa 1 — Sensibilização

Iniciar com uma conversa sobre contos tradicionais e personagens conhecidos pelos estudantes.

Perguntas disparadoras

  • Vocês conhecem a história do Pequeno Polegar?
  • O que o nome do personagem sugere?
  • Uma pessoa pequena pode ser muito corajosa?
  • O que é mais importante diante de um perigo: força ou inteligência?
  • Vocês conhecem outras histórias em que crianças se perdem na floresta?

Etapa 2 — Apresentação da história

Nesta etapa, o professor poderá apresentar a história por meio de diferentes linguagens:

  • leitura do texto;
  • exibição do Livro digital
  • audição do podcast;
  • exibição do vídeo;
  • apresentação da música.

Assista, ouça e leia:

Aqui, os estudantes poderão conhecer a história de diferentes formas: pela leitura, pelo vídeo, pelo podcast e pela música.

                                               Livrinho digital infantil: O Pequeno Polegar



Livrinho para os anos Finais do Ensino Fundamental


Desenho animado: 



 
Slides que pode ser usado como um livro digital do  9º ano ao Ensino Médio




Música feita para o projeto com 2 Versões:



Letra da música feita para o projeto:



Balbino e Tereza tinham sete filhos,

a fome assolava a todos.
Polegar se preocupava
com a família e seus modos.

Os pais então pensaram:
“Meu Deus, o que fazer?
Levaremos nossos filhos à mata,
lá terão o que comer.”

Polegar escutou o plano
e os irmãos decidiu proteger.
Seu plano era muito simples:
pedrinhas iria recolher.

Encheu os bolsos de pedrinhas
para o caminho marcar.
As crianças se sentiram perdidas:
“Como iremos voltar?”

Polegar logo respondeu,
com as pedrinhas reveladas:
“Ninguém se perde, não!
Eu guiarei a caminhada.”

Polegar guiou os irmãos,
a família teve gratidão.
Mas até a sua volta,
vieram chuvas e trovão.

Na casa do gigante,
os meninos foram parar.
Esperavam a ceia,
escondidos em jacás.

Polegar enganou o gigante
para os irmãos escapar.
Encontraram lugar seguro:
esse é o nosso Polegar!

As botas do gigante
Polegar conseguiu calçar.
A mulher do gigante ele salvou,
e muita gente pôde ajudar.

Ajudou todos que sofriam,
trouxe paz à região.
Mesmo sendo pequenino,
tinha enorme coração.

A história que acabei de contar
é do Pequeno Polegar.
Apesar de seu tamanho,
a todos consegue ajudar.

Podcast Do  Projeto

Anos iniciais até  8º ano:


Podcast 9º ano até Ensino Médio


Etapa 3 — Conversa sobre a narrativa

Após a leitura ou exibição dos materiais, promover uma roda de conversa.

Questões para discussão

  • Quem era Pequeno Polegar?
  • Como era a situação da família dele?
  • Por que a família foi para a mata?
  • Como Pequeno Polegar ajudou seus irmãos?
  • O que aconteceu quando as pedrinhas foram substituídas por bolotas?
  • Por que a casa do gigante representava perigo?
  • Como Pequeno Polegar conseguiu salvar os irmãos?
  • O que as botas de sete léguas representam na história?

9. Atividades para os anos iniciais

Atividade 1 — Compreensão da história

Responda:

  1. Qual era o nome dos pais de Pequeno Polegar?
  2. Quantos filhos havia na família?
  3. Por que o menino recebeu o nome de Pequeno Polegar?
  4. Qual era o grande problema enfrentado pela família?
  5. O que Pequeno Polegar usou para marcar o caminho na primeira ida à mata?
  6. Por que, na segunda vez, ele não conseguiu encontrar o caminho de volta?
  7. Quem morava na casa encontrada na floresta?
  8. Como Pequeno Polegar ajudou seus irmãos?
  9. O que eram as botas de sete léguas?
  10. O que você achou da atitude de Pequeno Polegar?

Atividade 2 — Complete as frases

  1. Pequeno Polegar era o filho mais __________ da família.
  2. A família estava passando por muita __________.
  3. Na primeira ida à mata, ele marcou o caminho com __________ brancas.
  4. Na segunda ida, os __________ comeram as bolotas.
  5. Na floresta, os irmãos encontraram a casa de um __________.
  6. Pequeno Polegar conseguiu salvar seus __________.
  7. As botas de sete léguas ajudaram o menino a dar passos muito __________.

Atividade 3 — Sequência dos acontecimentos

Numere os fatos na ordem em que aconteceram:

( ) Pequeno Polegar marcou o caminho com pedrinhas.
( ) A família passou por um período de fome.
( ) Os irmãos se perderam na floresta.
( ) Eles chegaram à casa do gigante.
( ) Pequeno Polegar salvou seus irmãos.
( ) O menino ficou com as botas de sete léguas.
( ) A família voltou a ter esperança.


Atividade 4 — Desenho da cena preferida

Escolha uma cena da história e faça uma ilustração.

Sugestões de cenas

  • Pequeno Polegar pegando pedrinhas.
  • Os irmãos caminhando pela floresta.
  • A casa misteriosa do gigante.
  • A fuga dos meninos.
  • As botas de sete léguas.
  • Pequeno Polegar ajudando as pessoas.

Atividade 5 — Reconto oral

Em grupo, recontem a história com suas palavras.

Organização

  • Grupo 1: início da história.
  • Grupo 2: ida à floresta.
  • Grupo 3: casa do gigante.
  • Grupo 4: fuga e botas de sete léguas.
  • Grupo 5: final da história.

Atividade 6 — Produção escrita

Tema:
Se eu tivesse botas de sete léguas...

Escreva um pequeno texto contando para onde você iria e quem você ajudaria.


Atividade 7 — Música da história

Após ouvir a música inspirada em O Pequeno Polegar, responda:

  1. Que parte da história aparece na música?
  2. A música ajuda a lembrar os acontecimentos do conto?
  3. Qual verso você mais gostou?
  4. Faça uma ilustração para a música.

10. Atividades para o Ensino Médio

Atividade 1 — Análise da narrativa

Responda:

  1. Quem é o protagonista da história?
  2. Qual é o conflito inicial da narrativa?
  3. Como a fome interfere nas decisões da família?
  4. Como o espaço da floresta é representado?
  5. Que características fazem de Pequeno Polegar um herói diferente?
  6. Qual é a função do gigante na narrativa?
  7. Como o medo aparece ao longo do conto?
  8. O final apresenta apenas fantasia ou também uma crítica social? Explique.

Atividade 2 — Elementos do conto tradicional

Preencha o quadro:

ElementoResposta
Personagem principal
Personagens secundários
Espaço inicial
Espaço de perigo
Conflito
Objeto mágico
Vilão ou ameaça
Desfecho
Ensinamento possível

Atividade 3 — Leitura crítica

Produza um parágrafo reflexivo sobre a seguinte questão:

A história O Pequeno Polegar pode ser lida apenas como um conto infantil ou também como uma narrativa sobre pobreza, fome e sobrevivência? Justifique.


Atividade 4 — Análise simbólica

Explique o que podem representar os seguintes elementos:

  1. As pedrinhas brancas
  2. A floresta
  3. A casa do gigante
  4. As botas de sete léguas
  5. O tamanho pequeno do protagonista

Atividade 5 — Comparação com outro conto

Compare O Pequeno Polegar com João e Maria.

Pontos para comparar

  • crianças perdidas na floresta;
  • fome e pobreza;
  • presença de ameaça;
  • inteligência das crianças;
  • final da narrativa;
  • ensinamento moral.

Atividade 6 — Produção argumentativa

Tema:
A inteligência pode ser uma forma de resistência diante das dificuldades sociais?

Produza um texto dissertativo-argumentativo relacionando o tema à história O Pequeno Polegar e a situações da realidade.


Atividade 7 — Reescrita contemporânea

Reescreva a história de O Pequeno Polegar nos dias atuais.

Sugestões

  • Onde a história aconteceria?
  • Qual seria o problema enfrentado pela família?
  • O que substituiria as pedrinhas?
  • Quem seria o “gigante” na versão moderna?
  • Como o personagem resolveria o problema?

Atividade 8 — Debate

Dividir a turma em grupos para discutir:

Grupo 1: Pequeno Polegar é um herói?
Grupo 2: O conto denuncia problemas sociais?
Grupo 3: A fantasia ajuda a tratar de temas difíceis?
Grupo 4: O final da história é justo?
Grupo 5: O conto ainda dialoga com os jovens de hoje?


11. Organização em capítulos para a postagem


Neste capítulo, conhecemos Balbino, Teresa e seus sete filhos. A família vive uma situação de grande pobreza, e a fome começa a ameaçar a todos.

          Longe, muito longe daqui, morava um pobre lenhador, Balbino, com sua mulher, Teresa.

Tinham sete filhos, mas nenhum em idade de ganhar a vida.

O menor deles fizera sete anos e, porque nascera pequenino, quase do tamanho de um dedo polegar, deram-lhe o nome de Pequeno Polegar.

Polegar era um menino esquisito. Tinha bom coração, era inteligente e ajuizado, e vivia aflito por não poder ajudar seus pais. Por esse motivo, andava triste, pensativo e calado, sentado quase sempre em um tamborete ao lado do fogão.

Aconteceu que, um dia, a fome ameaçou toda aquela região.

Os campos secaram, os animais pesteados morriam, e a desgraça da fome começou a rondar as casas.

Certa vez, o lenhador, voltando para casa com as mãos vazias, indagou:

— Como é, Teresa? Não se tem nada para comer? E os filhos?

Teresa mostrou as latas de mantimentos vazias, como vazios também estavam os armários.

O lenhador, andando de um lado para o outro, perguntava:

— Que fazer? Nossos filhos morrerão à míngua. Vamos, mulher! Vamos à mata! Arranjaremos raízes, frutas ou algum animal que nos mate a fome e a dos nossos filhos. Amanhã cedo, partiremos todos. Os meninos nos hão de ajudar, subindo nas árvores mais altas ou correndo atrás de alguma caça.

Pequeno Polegar, triste em seu cantinho, ouvia tudo, calado.

A mulher dizia ao marido:

— Tenho medo de levar os meninos à mata. Os lobos andam famintos, e, se uma alcateia nos alcança, morremos de uma vez.

— Sim, mulher, mas vê-los morrer à míngua, de braços cruzados, é impossível. Vamos amanhã de madrugada, de qualquer jeito.

Pequeno Polegar, que já ouvira tantas histórias de meninos perdidos na mata, ora por se distanciarem uns dos outros, pensou que devia arranjar um jeito de livrar a família de perigos.

Que fez?

Quando todos dormiam profundamente, Pequeno Polegar levantou-se, foi à beira de um regato onde as pedrinhas brancas apareciam, encheu os bolsos com elas e foi deitar-se novamente.

Pela madrugada, o pai chamou a mulher e os filhos e disse-lhes:

— Partamos! Cada um com sua sacola às costas.

Atividade rápida:

O que a fome provoca na vida da família?



Pequeno Polegar, preocupado com os irmãos, usa pedrinhas brancas para marcar o caminho e conseguir voltar para casa.

Sem demora, lá se foram todos a caminho da mata.

Pequeno Polegar, logo que se distanciou de casa, parou e jogou uma pedrinha no chão. Logo adiante, fez o mesmo.

O pai, notando as paradas do menino, pensou:

— Sempre esquisito este meu filho! Que será que está fazendo?

Depois perguntou-lhe:

— Pequeno Polegar, por que tanto olha para trás?

— Ah, meu pai, estou avistando o meu pombinho branco lá em cima do telhado.

— Ora, deixe de bobagem, meu filho, é reflexo do sol na chaminé.

E continuaram. Pequeno Polegar ia derrubando um pedregulho de espaço a espaço, para marcar o caminho por onde seguiam.

Chegaram, afinal, a uma floresta muito espessa.

— É impossível não se arranjarem frutas e caça para alguns dias — disseram os pais.

Reunindo os filhos ao redor de si, o pai lhes disse:

— Meninos, cada um procure encher sua sacola com frutas. Enquanto isso, eu e sua mãe tentaremos apanhar aves ou outras caças. Quando for hora de voltar, baterei na lata e venham sem tardar. A noite não nos pode apanhar na mata!

Os pais se distanciaram dos filhos, e estes, cada um para um lado, tentaram apanhar frutas de algumas árvores para levá-las para casa.

Pequeno Polegar não perdia de vista os irmãos e, quando algum lhe saía de perto, corria e subia a uma árvore, até saber onde se achava.

O sol começava a descambar para o ocidente, e o pai, com duas boas lebres às costas e algumas aves, tocou na lata para reunir os filhos.

O som seco e estridente da lata ressoou várias vezes pela mata, e os meninos não apareceram.

É que os próprios pais, andando à caça, não prestaram bem atenção no lugar por onde iam.

E, assim, se distanciaram dos filhos sem o perceber.

A mulher pôs-se a chorar aflita.

O pai insistia em bater na lata, mas o rumor da folhagem e o murmúrio de uma cascata misturavam-se com os sons.

Os meninos, vendo o dia cair, aplicavam o ouvido, procurando apanhar os sons esperados ou o chamado dos pais. Mas nada!

Quando perceberam que estavam perdidos na mata, começaram a gritar.

Pequeno Polegar, vendo o desespero dos irmãos, lembrou-se de que seu pai era velho lenhador e de que talvez acertasse o caminho de casa.

Consolou os irmãos e disse-lhes:

— Não tenham medo! Fiz como Joãozinho, que marcou o caminho da mata com pedrinhas brancas, e assim ele e Maria acertaram direitinho o caminho de casa. Vamos! Eu vou à frente. Sigam-me! Mas vamos depressa, porque a noite se aproxima.

Seguiram-no todos e, como andassem depressa, antes da noite cair chegaram a casa, que estava fechada e às escuras.

O coração de Pequeno Polegar batia aflito, enquanto ele perguntava a si mesmo:

— Será que nossos pais estão perdidos na mata e não acertaram o caminho?

Correu e, chegando antes dos irmãos, encostou o ouvido à porta e ouviu dizer lá dentro:

— Onde estarão meus filhos, meus pobres filhos! O meu pequenino Polegar, tão fraquinho, onde deve estar?

Pequeno Polegar não se conteve. Bateu na porta e disse:

— Estamos aqui, mamãe!

Teresa correu para abrir-lhes a porta e, abraçando-os, disse:

— Graças a Deus! Como estou satisfeita por estarem todos juntos, meus queridos filhos!

Balbino, que já estava disposto a sair em busca dos meninos, reuniu-se ao grupo.

Falando quase ao mesmo tempo, contaram aos pais o que sucedera.

Graças ao que tinham colhido no mato, passaram alguns dias tranquilos e felizes.

Atividade rápida:
Por que as pedrinhas foram importantes?



Na segunda ida à mata, Pequeno Polegar tenta marcar o caminho com bolotas, mas os esquilos comem tudo. Os irmãos se perdem e enfrentam medo, chuva, trovões e escuridão.

Não tardou muito, e novamente a fome começou a rondar aquela região. Balbino e sua mulher temiam voltar à mata, conhecendo de perto, como já conheciam, seus horrores.

Mas, sem migalha de alimento, o pai levantou-se depois de uma noite de tormentosa vigília e resolveu, naquela hora, sair para a mata.

— Vamos, mulher! Se não morrermos lá, morreremos aqui, pois não temos o que comer. Depois, vamos ficando mais fracos e não poderemos aguentar a caminhada. Apressemo-nos!

Teresa acordou as crianças e, sem demora, cada um com sua sacola às costas, foi seguindo o pai e a mãe, que levavam: ele, um machado; ela, um saco.

Pequeno Polegar ia atrás de todos, custando a pegar o passo apressado dos outros. Ia com as mãos nos bolsos, a pensar no que poderia fazer para marcar o caminho de casa.

Vendo à sua frente uma enorme árvore carregada de bolotas esbranquiçadas, Pequeno Polegar foi atirando-as de espaço a espaço, para marcar o caminho por onde seguiam, caso acontecesse, como da outra vez, de se perderem na mata.

Ninguém prestou atenção em Pequeno Polegar, porque iam apressados e aflitos.

Chegaram à mata em lugar mais espesso e mais escuro que da outra vez.

Ali a caça parecia mais fácil, porque um bando de veadinhos assustados se embrenhou mais além ao ruído de seus passos.

Havia pássaros em abundância.

As árvores pendiam de frutos, alguns desconhecidos, outros comuns e saborosos. Enquanto seus pais perseguiam uma veadinha, a que um deles já havia ferido na perna com uma bodocada, os meninos, ali juntos, animaram-se e fizeram montes de frutas, que iam comendo enquanto enchiam os bolsos e as sacolas.

Embora Pequeno Polegar tivesse marcado com a vista o lugar por onde seguiram seus pais, em vão os procuraram momentos depois. Mesmo assim, não desanimaram, e Pequeno Polegar estava certo de achar o rumo de casa, acompanhando as bolotas que havia atirado pelo caminho.

Mas ficou muito admirado, não podendo encontrar uma só, pois os esquilos haviam catado todas.

Aflitos, quanto mais caminhavam, mais se embrenhavam na floresta tenebrosa e se perdiam.

Era lua nova, e a noite estava escura como breu. O vento soprava e assobiava, fazendo estalar os ramos secos das árvores, que despencavam, produzindo um ruído rouco.

Os meninos estavam apavorados. Parecia-lhes ouvir de todo lado os uivos de lobos. Agarravam-se uns aos outros, tiritando de medo.

De repente, desabou uma grande chuva, acompanhada de raios e trovões. Ficaram gelados até os ossos, com as roupas ensopadas e coladas ao corpo.

Serenados os raios, Pequeno Polegar trepou numa árvore para ver se descobria algum abrigo.

Divisou, muito longe, uma luz como a de uma candeia. Guardou bem a direção da luz, desceu da árvore e puseram-se todos a correr.

Atividade rápida:
Que sentimentos aparecem nesse capítulo?



Os irmãos encontram uma casa estranha e pedem abrigo. Ali descobrem que estão na casa de um gigante perigoso.

Depois de muito andar, chegaram finalmente a uma casa muito esquisita, que tomava cores diferentes e, algumas vezes, desaparecia completamente da vista de todos.

Mas de que lhes valia o medo? De qualquer maneira, estavam em grande perigo. Por isso, Pequeno Polegar bateu na porta. Veio abri-la uma pobre mulher, perguntando o que queriam.

Pequeno Polegar contou-lhe a sua história e pediu pousada, por caridade, até a madrugada, apenas.

A boa mulher, vendo-os tão desamparados, afligiu-se e disse-lhes:

— Meus meninos, como há de ser? Vocês vieram bater na casa de um gigante que come crianças. Ele tem um faro terrível para carne humana. Fujam, meus meninos! Fujam!

— Que nos adianta fugir? Na floresta, seremos comidos por lobos. É preferível, então, que seja o gigante quem nos coma. E quem sabe se ele não vai ter dó de nós?

A pobre mulher deixou-os entrar. Aqueceu-os junto de um bom fogo, deu a cada menino um pedaço de cabrito assado e começou a conversar com eles.

De repente, ouviram quatro pancadas na porta. Era o gigante que chegava.

A mulher escondeu Polegar e seus irmãos dentro de uns jacás e correu para abrir a porta.

O gigante entrou e sentou-se numa cadeira. A sua respiração era tão forte que fazia um ruído igual ao de um motor de caminhão.

A mulher correu, tirou as botas do gigante e trouxe-lhe os chinelos.

Dali a pouco, o gigante se pôs à mesa para cear. Diante dele, estava um carneiro inteiro e um barril de vinho.

De vez em quando, olhando ao redor, o gigante farejava o ar e dizia:

— Mulher, aqui cheira a carne humana!

— Não, marido, é engano! Acabei de esfolar um veado. É o que cheira.

— Mulher, mulher! Deixe de enganar-me! Sinto cheiro de carne humana!

A mulher tremia, sem conseguir dar um passo do lugar onde estava.

Pequeno Polegar, olhando pelos buraquinhos do jacá, não despregava os olhos do gigante.

De repente, o gigante deu com os jacás amontoados num canto. Levantou-se e foi direto a eles.

— Ah, mulher! Então quer enganar-me? Cuidado, que eu a comerei também!

Abrindo um dos jacás, pegou um dos meninos pela perna:

— Oh! Tenho carne para um excelente assado. Vou aproveitar para festejar a vinda de três amigos, que serão nossos vizinhos.

E o gigante foi tirando dos jacás os meninos, um por um. Pálidos de terror, não podiam ficar de pé.

O gigante era o mais cruel dos gigantes e, longe de ter piedade deles, apanhou uma grande faca, que começou a amolar numa pedra, bem devagar.

A mulher, trêmula de dó, dizia-lhe mansamente:

— Marido, que vai você fazer a esta hora? Temos tanta carne no braseiro!

— Cale-se, mulher! Senão, é a você que eu ponho no espeto, dentro de meia hora.

Mas a mulher continuou:

— Olhe, marido, temos aves e caças diversas, um leitão e a metade de um porco. Deixe os meninos para amanhã.

— Tem razão, mulher. Trate-os bem: dê-lhes muito de comer e faça-os dormir em boas camas.

Mais satisfeita com a resolução do marido, a boa mulher tratou os meninos da melhor maneira que pôde.

Os meninos, embora esfomeados, não puderam comer, tanto medo tinham do que pudesse acontecer.

Atividade rápida:
A casa representa proteção ou perigo? Explique.


Pequeno Polegar percebe o perigo e usa sua inteligência para salvar os irmãos. Sua coragem não está na força física, mas na capacidade de pensar rapidamente.


O Pequeno Polegar não conseguira dormir.

Imaginou que o gigante, embriagado como estava, poderia, de uma hora para outra, resolver comê-los.

Que fez, então?

Levantou-se de mansinho, pé ante pé. Foi à cama das sete filhas do gigante. Tirou com bastante jeito as coroas de suas cabeças e, em lugar delas, colocou os gorros de seus irmãos. Depois, pôs na cabeça de cada um dos meninos as coroas das filhas do gigante.

A altas horas, acordou o gigante, alucinado.

Pegou a faca que estava à cabeceira e, cambaleando, foi até a cama dos meninos. Apalpou-lhes as cabeças e, percebendo as coroas, disse:

— Oh! Quase fiz um desastre! Estas são as minhas filhas! Estou com a vista tão transtornada que ia cometer o engano de matar as minhas próprias filhas, coitadinhas!

E foi o gigante, com mais fúria, para a outra cama. Apalpou as cabeças, sentiu os gorros e disse:

— Ah! Aqui estão os malandrinhos, que vou comer com o café da manhã.

Dizendo isso, meteu a faca, degolando uma por uma as sete filhas.

Tudo feito, foi deitar-se, ainda com as mãos pingando sangue.

Pequeno Polegar não havia perdido um só movimento do gigante.

Logo que começou a ouvir os seus roncos, chamou os irmãos e pediu que o seguissem, sem fazerem o menor ruído.

Os meninos, mais mortos do que vivos, subiram em umas malas e saltaram para o jardim por um respiradouro. Lá fora, desandaram a correr pelo mato adentro, sem saber para onde ir.

Aos primeiros clarões da madrugada, o gigante acordou e disse:

— Mulher! Vá cuidar dos meninos!

A mulher pensou que o marido lhe mandava tratar dos meninos e subiu, muito admirada da bondade do gigante.

Mal entrou no quarto, viu o chão inundado de sangue e suas filhas degoladas. Deu tal grito de horror que fez o gigante correr para acudir-lhe, ficando também ele surpreendido com o terrível espetáculo.

Vendo os gorrinhos nas cabeças das filhas, exclamou:

— Ah! Que fiz eu! Isto foi coisa daqueles malandros, daqueles miseráveis! Eles me pagarão... E é agora...

Gritou para a mulher, que estava fora de si:

— Dê-me depressa as botas de sete léguas, que os apanharei num minuto.

Como a mulher continuasse desmaiada, tirou ele mesmo as botas de um armário e calçou-as, esbravejando.

Depois de haver corrido de todos os lados, o gigante avistou os meninos, longe, a transpor um regato.

Entretanto, os meninos, vendo aquela sombra no ar como se fosse uma nuvem negra, perceberam o gigante que, com uma passada, ia de uma montanha à outra e atravessava um rio largo como se atravessasse um ribeirinho.

Pequeno Polegar olhou assustado para todos os lados, à procura de um esconderijo.

Viu uma caverna aberta numa rocha, onde o gigante não poderia entrar, por ser muito pequena. Entrou na caverna com seus irmãos e pediu-lhes silêncio.

Logo sentiram os passos do gigante sobre a caverna.

Sempre farejando o lugar por onde caminhava, o gigante disse:

— Andam por aqui. Sinto cheiro forte de carne humana.

Atividade rápida:
Como o personagem demonstra inteligência?



Pequeno Polegar consegue as botas mágicas e passa a ajudar sua família e outras pessoas. O menino pequeno torna-se símbolo de coragem, esperteza e solidariedade.

Os meninos, escondidinhos no fundo da gruta, mal respiravam para não fazerem barulho.

O gigante resolveu parar e descansar um pouco. Sentou-se na rocha, acomodou a cabeça sobre as pedras e caiu num profundo sono, pondo-se a roncar tão alto que chegava a amedrontar os passarinhos que tinham os ninhos nas árvores mais distantes.

Pequeno Polegar, que já havia acertado o caminho de casa, pediu aos irmãos que saíssem devagarinho da caverna e corressem sozinhos para casa.

Os irmãos saíram numa carreira louca, mas nas pontas dos pés.

Quando Polegar percebeu que seus irmãos estavam salvos, aproximou-se do gigante e escondeu-se na fenda de uma pedra. Pôde examinar bem as botas.

Tocou-as e ficou surpreendido ao vê-las escorrer e cair junto de seus pés. Tinham esse poder de sair ao menor contato com as mãos.

Pequeno Polegar sentiu-se curioso e ia pegá-las quando, oh! surpresa!, as botas foram diminuindo de tamanho.

Polegar as enfiou, e elas se ajustaram tão bem a seus pés, como se tivessem sido feitas sob medida para ele.

Pequeno Polegar sentiu-se leve como uma pluma. Ia dar uma passada que o levaria para casa, quando se lembrou da mulher do gigante, que o havia protegido com tanta bondade.

Resolveu libertá-la do terrível gigante.

De uma passada, ganhou a entrada da casa. Ouviu gritos agudos. Era uma quadrilha de ladrões que, sabendo do que acontecera, ia se aproveitar da ausência do gigante para assaltar a casa.

Amarraram a pobre mulher na porta e iam carregando os cofres com tudo que havia dentro.

Polegar, com um passo, estava dentro da casa e, com uma faca afiada, enfrentou os ladrões. Vendo-o dar uma passada de gigante no ar, julgaram que ele fosse algum mágico.

Largaram tudo e saíram em debandada.

Polegar acudiu à pobre mulher, que desmaiara com o susto. Desamarrou-a, deitou-a numa cama e tratou-a até que ela voltasse a si.

Vendo-o perto dela e reconhecendo que era Pequeno Polegar, seu salvador, perdoou-lhe tudo.

Não quis abandonar o gigante porque, apesar de antropófago, era seu marido.

Pequeno Polegar nada mais tinha a fazer.

De uma passada, galgou os terrenos de sua casa. Lá, todos o esperavam com grande aflição.

Vendo-o chegar com as botas de sete léguas, sentiram-se felizes, porque, com elas, não precisariam passar pelos perigos que haviam passado.

Dias depois, Pequeno Polegar recebeu de toda a população dos arredores uma bolsa de dinheiro, por ter livrado a terra de tão terríveis monstros, que eram as filhas do gigante.

Com suas botas de sete léguas, Pequeno Polegar procurava ajudar a todos que sofriam.

E uma grande paz e muita riqueza caíram sobre aquela região, antes tão infeliz.



Atividade rápida:

Se você tivesse botas de sete léguas, quem ajudaria?


12. Temas para reflexão

Para os anos iniciais

  • Coragem
  • União entre irmãos
  • Cuidado com a família
  • Esperteza
  • Medo
  • Solidariedade
  • Esperança

Para o Ensino Médio

  • Fome e desigualdade social
  • Vulnerabilidade infantil
  • Relações familiares em contextos de pobreza
  • O herói pequeno na literatura
  • Simbolismo nos contos tradicionais
  • Fantasia e crítica social
  • Inteligência como forma de sobrevivência

13. Sugestão de roteiro para aula

Aula 1 — Conhecendo a história

  • Conversa inicial.
  • Apresentação do título.
  • Leitura ou exibição do livrinho digital.
  • Registro das primeiras impressões.

Aula 2 — Compreensão e interpretação

  • Discussão sobre personagens e acontecimentos.
  • Atividades de compreensão.
  • Sequência dos fatos.

Aula 3 — Linguagens do projeto

  • Podcast.
  • Música.
  • Vídeo.
  • Ilustração ou dramatização.

Aula 4 — Produção

  • Anos iniciais: reconto, desenho ou livrinho coletivo.
  • Ensino Médio: análise crítica, debate ou texto argumentativo.

Aula 5 — Culminância

  • Exposição dos trabalhos.
  • Apresentação da música.
  • Roda de leitura.
  • Socialização das produções.

14. Avaliação

A avaliação poderá ser realizada de forma contínua, considerando:

  • participação nas rodas de conversa;
  • interesse pela história;
  • compreensão dos fatos narrados;
  • capacidade de recontar a narrativa;
  • criatividade nas produções;
  • envolvimento nas atividades;
  • organização das ideias;
  • oralidade;
  • leitura crítica, no caso do Ensino Médio;
  • produção textual adequada à proposta.

15. Culminância

A culminância pode acontecer por meio de:

  • exposição de desenhos;
  • mural com cenas da história;
  • apresentação da música;
  • exibição do livrinho digital;
  • roda de leitura;
  • dramatização;
  • seminário;
  • debate;
  • apresentação dos textos produzidos;
  • criação de um “Cantinho do Pequeno Polegar”.

16. Materiais para download

Baixe os materiais do projeto

🎥Livrinho digital: O Pequeno Polegar

👉Anos iniciais : https://www.youtube.com/watch?v=gniGXHyLuVY

      Anos Finais -   https://www.youtube.com/watch?v=3MDK-hCab9M 

🎙️ Podcast: O Pequeno Polegar:  

Anos iniciais até 8º ano ps://www.youtube.com/watch?v=EzCRX2jydhI

9º ano até o Ensino Médio

https://www.youtube.com/watch?v=IFjuGFDAGZk

👉Anos iniciais até o 8º ano:  https://www.youtube.com/watch?v=EzCRX2jydhI

🎵 Música: O Pequeno Polegar

 Versão 1 :!https://www.youtube.com/watch?v=1hbsgJAAYt

Versão 2: https://www.youtube.com/watch?v=FTWakNEisrw

🎬  video feito com  Slides:

👉 https://www.youtube.com/watch?v=TvnEHh2quBc

📚 Projeto em  PDF

📝  Projeto em Word

17. Fechamento para a postagem

Trabalhar O Pequeno Polegar é uma oportunidade de unir literatura, imaginação e reflexão. A história encanta pelo elemento maravilhoso, mas também provoca importantes discussões sobre medo, fome, pobreza, coragem e inteligência.

Nos anos iniciais, o conto contribui para a formação leitora e para o desenvolvimento da oralidade, da criatividade e da sensibilidade. No Ensino Médio, permite uma leitura mais crítica, relacionando literatura, sociedade e simbolismo.

Assim, o pequeno personagem mostra aos estudantes que a grandeza não está no tamanho, mas na coragem, na inteligência e na capacidade de ajudar o outro.


Assinatura

Histórias, aprendizagens e ideias para educar
Maria Aparecida de Almeida

Olavo Bilac em sala de aula: sequência didática com textos, leitura e interpretação

  Introdução A poesia é uma porta aberta para a imaginação, para a sensibilidade e para o encantamento. Por meio dos versos, as crianças ent...