terça-feira, 26 de maio de 2026

Projeto A Gata Borralheira para os anos iniciais: leitura, imaginação e valores

 




1. Introdução

A história A Gata Borralheira faz parte do universo dos contos clássicos que atravessam gerações e continuam encantando crianças e adultos. Nesta proposta, a narrativa é trabalhada de forma lúdica e pedagógica, valorizando a leitura, a oralidade, a escuta, a imaginação e a reflexão sobre atitudes humanas.

Nesta versão, a personagem principal se chama Maria, uma menina bondosa que enfrenta dificuldades após a morte da mãe e a chegada da madrasta Ricardina e de suas filhas. Mesmo vivendo momentos de tristeza e injustiça, Maria conserva a bondade no coração e recebe a ajuda da Fada Belmira, sua madrinha, que a conduz ao baile do príncipe Fernando. A história apresenta elementos clássicos como a transformação mágica, o baile, a meia-noite e o sapatinho de cristal.


2. Justificativa

Os contos clássicos são importantes na formação leitora das crianças porque despertam a imaginação, ampliam o vocabulário, favorecem a escuta atenta e ajudam os alunos a refletirem sobre sentimentos, escolhas e valores.

A história A Gata Borralheira permite trabalhar temas como bondade, esperança, respeito, empatia, justiça, perseverança e superação. Além disso, a proposta pode ser enriquecida com recursos multimodais, como livrinho digital, música, podcast, imagens e atividades de interpretação.


3. Público-alvo

Anos iniciais do Ensino Fundamental

Sugestão de aplicação:
2º ao 5º ano, com adaptações conforme a turma.


4. Objetivo geral

Promover o desenvolvimento da leitura, da escuta, da oralidade, da interpretação textual e da imaginação por meio da história A Gata Borralheira, articulando literatura, música, podcast, produção artística e reflexão sobre valores.


5. Objetivos específicos

  • Desenvolver o gosto pela leitura de contos clássicos.
  • Estimular a escuta atenta por meio da narração em podcast.
  • Identificar personagens, espaço, tempo e principais acontecimentos da narrativa.
  • Reconhecer sentimentos e atitudes presentes na história.
  • Refletir sobre bondade, respeito, empatia e justiça.
  • Ampliar o vocabulário e a compreensão textual.
  • Produzir desenhos, frases, reconto oral ou escrito.
  • Relacionar texto, imagem, música e áudio como formas diferentes de contar uma história.

6. Habilidades da BNCC

Língua Portuguesa

EF15LP01 — Identificar a função social de textos que circulam em campos da vida social dos quais participa cotidianamente.

EF15LP02 — Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler, apoiando-se em conhecimentos prévios sobre as condições de produção e recepção.

EF15LP03 — Localizar informações explícitas em textos.

EF15LP04 — Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos gráfico-visuais em textos multissemióticos.

EF15LP05 — Planejar, com a ajuda do professor, o texto que será produzido, considerando a situação comunicativa.

EF15LP09 — Expressar-se em situações de intercâmbio oral com clareza, preocupando-se em ser compreendido pelo interlocutor.

EF15LP10 — Escutar, com atenção, falas de professores e colegas.

EF15LP15 — Reconhecer que os textos literários fazem parte do mundo do imaginário e apresentam dimensão lúdica, de encantamento.

EF15LP16 — Ler e compreender, em colaboração com os colegas e com a ajuda do professor, textos narrativos de maior porte, como contos.


7. Conteúdos trabalhados

  • Conto clássico.
  • Leitura e escuta de narrativa.
  • Personagens principais e secundários.
  • Sequência dos acontecimentos.
  • Espaço e tempo da história.
  • Valores presentes na narrativa.
  • Oralidade e reconto.
  • Produção artística.
  • Relação entre texto, imagem, música e podcast.

8. Recursos utilizados

  • Texto da história A Gata Borralheira.
  • Livrinho digital criado no Canva.
  • Música criada para a história.
  • Podcast narrativo.
  • Imagens em estilo de livro antigo.
  • Projetor, televisão ou computador.
  • Caderno, lápis de cor, folha impressa ou atividade digital.

9. Livrinho digital

Livrinho: A Gata Borralheira

Para tornar a leitura mais encantadora, foi criado um livrinho digital inspirado na história A Gata Borralheira. O material apresenta a narrativa de forma visual, com ilustrações em estilo de conto antigo, aproximando os alunos do universo dos livros clássicos.

O livrinho pode ser utilizado antes da leitura integral, como apresentação da história, ou depois, como retomada dos principais acontecimentos.

🎞️ Assista ao livrinho digital:



10. Música criada para a história

Canção da Gata Borralheira

A proposta também conta com uma música inspirada na história A Gata Borralheira. A canção pode ser utilizada para sensibilizar os alunos, introduzir o conto ou encerrar a atividade de forma lúdica e afetiva.

A música valoriza o clima de encantamento da narrativa e pode ajudar as crianças a se envolverem com a história por meio da melodia, da repetição e do refrão.

🎵 Ouça a música:



11. Podcast: Contando a história — A Gata Borralheira

O podcast apresenta a história em formato narrativo, com linguagem acessível e envolvente para as crianças. Ele pode ser usado como recurso de escuta, interpretação oral e retomada da narrativa.

Com duração aproximada de 9 minutos e 52 segundos, o áudio permite que os alunos acompanhem a história com atenção, desenvolvendo a escuta, a imaginação e a compreensão dos acontecimentos.

🎧 Ouça o podcast:





12. Desenvolvimento da proposta

1º momento — Conversa inicial

Antes da leitura, iniciar uma roda de conversa com perguntas como:

  • Você conhece a história da Gata Borralheira?
  • Já ouviu falar em Cinderela?
  • O que você imagina quando escuta a expressão “conto de fadas”?
  • Que personagens costumam aparecer nesse tipo de história?
  • Você acha que uma pessoa bondosa sempre é reconhecida?

2º momento — Apresentação do livrinho digital

Exibir o livrinho digital para a turma, observando as imagens, o título, os personagens e o clima da narrativa.

Durante a apresentação, o professor pode fazer pausas para perguntar:

  • Quem aparece nesta cena?
  • Como Maria parece estar se sentindo?
  • O que mudou na vida dela?
  • Que elemento mágico apareceu na história?
  • O que vocês acham que vai acontecer depois?

3º momento — Leitura da história

Realizar a leitura do texto A Gata Borralheira, podendo ser feita pelo professor, em leitura compartilhada ou em trechos selecionados.

 

 Capítulo I: 

          Há muitos anos, num palácio muito rico, uma rainha, sentindo-se às portas da morte, chamou sua única filha e disse-lhe:
         -Minha filha, sinto que vou morrer,seja sempre boa e caridosa, para que Deus a ajude.
          Acabando de dizer estas palavras morreu.
          A menina , que se chamava Maria, chorou muito a falta da mãe.A promessa de velar por ela, todavia consolou muito a pobre menina.
          Passado algum tempo, o pai de Maria casou-se com uma senhora muito bela, Ricardina, que tinha duas filhas, lindas de  rosto, mas perversas de coração.
          A vida de Maria tornou-se um tormento, desde aquele dia.
          As moças trocaram seus lindos vestidos e sapatos por outros grosseiros e feios.
          Maria era obrigada a fazer os mais rudes trabalhos, desde o romper da aurora até o 
 anoitecer. Acendia o fogo, lavava a roupa, cozinhava, fazia outros serviços caseiros.Nem cama tinha a pobrezinha, que dormia num canto do fogão, no borralho, lugar em que as gatinhas gostavam de dormir.Daí lhe veio o nome de Gata Borralheira.
          Entretanto, Maria recordava-se das últimas palavras de sua mãe e continuava boa e caridosa. Nas horas mais tristes de sua vida, ia chorar junto ao túmulo de sua mãe.
                   Num dia desses , em que soluçava sem consolo , apareceu- lhe uma linda moça que lhe disse:




         -Maria, sou a fada Belmira, sua Madrinha. Continua a ser boa e, de hoje em diante, aparecerei sempre para a consolar.Coragem, Maria! 
Deus protege os bons.
          A fada desapareceu.

 

                                     Capítulo II


          Maria continuava sua triste vida, quando , um dia, chegou ao palácio um emissário do rei Fernando, convidando-a e às filhas de Ricardina para uma festa em que seria escolhida a esposa para seu filho, o príncipe Fernando.
         As duas moças ficaram contentíssimas com o convite, esperançosas de que uma delas seria a   escolhida.
          Puseram a arrumar-se.Abriram baús de onde tiraram riquíssimos vestidos de seda. Despejavam seus cofres sobre a mesa para escolher a joia que assentasse bem com os vestidos.
          Os melhores cabelereiraos e manicures foram chamados, e , o dia inteirinho, as moças passaram preparando- se.
          Gata Borralheira ajudava-as em tudo.Passava os vestidos e as fitas, escovava-lhes os sapatos , ajudava- as a pentear- se e enfeitava - as o mais que podia.
          Vendo lágrimas nos olhos de Maria, Ricardina disse-lhe.
          Ah! Também você queria ir ao baile?Ora essa! Era o que faltava!O príncipe formoso dançar com  a Gata Borralheira !
          Deram todos uma risada!
          Mas Ricardina disse:
          -Está bem! Se conseguir separar os grãos de feijão , que estão misturado com as lentilhas na despensa, poderá ir.
          Gata Borralheira, mais do que depressa, correu para a despensa, e que viu? Um saco de feijão misturado com outro de lentilhas!
          Não desanimou, porém, Chegou a janela e gritou:


                       Capítulo III: 

          -Passarinhos! Passarinhos! Pombinhas! Andorinhas, minhas amigas!Venham todos!
Venham ajudar-me a separar o feijão das lentilhas.
          Duas pombinhas brancas apareceram na janela da cozinha, chegaram depois as andorinhas e todos os passarinhos.Num instante, fizeram a separação dos grãos.
          Muito contente, Gata Borralheira chamou Ricardina para mostrar que tudo estava pronto, de obter licença para ir ao baile.
          Ricardina admirou- se da rapidez com que Gata Borralheira cumpriu a tarefa.
           -De qualquer maneira, você não poderá ir ao baile Maria.Não há tempo! As meninas levaram dias em arranjos.Seria uma vergonha, levar você mal arrumada.
          Virando-lhe as costas.Ricardina e suas filhas saíram para tomar a carruagem que esperava à porta, para levar ao palácio rei Fernando.
 

 


Capítulo IV

Gata Borralheira voltou para o seu cantinho no borralho e pôs - se a chorar.
          De repente ouviu um ruído e - oh! surpresa! - a Fada Belmira, na sua frente, dizia-lhe:
         -Eu sei porque você chora. Maria.Quer ir ao  baile, não é? Olhe! vá depressa ao quintal e traga -me abóbora.

      A gata borralheira  foi diretamente à aboboreira.Apanhou uma abóbora e levou-a à sua

madrinha, sem saber o que teria ela com o baile.
         Num instante,Gata Borralheira levantava as pedras e apanhava as lagartixas inquietas numa garrafa que levou à sua madrinha.
          A fada Belmira tirou as pevides da abóbora e foi marcando nela a boléia, as janelas e as portas. Falta-me ainda uma coisa,Maria!Veja se arranja alguns ratos.

        



           Maria foi a dispensa onde apanhou dois, ainda vivos , da ratoeira em que acabavam de cair.
          Levando a abóbora e a garrafa com as lagartixas, desceu até os portões de entrada.
          Aí, ao toque mágico da varinha - oh! maravilha! A abóbora se transformou numa 
vilha!- a abóbora se transformou numa carruagem dourada, belíssima. As lafartixas , em belos
cavalos brancos de narinas vermelhas e crinas longas; os ratos eram elegantes cocheiros, vestidos com uniformes pretos de frisos e botões dourados.
           -Agora, Maria, traga-me três sapos que estão cochilando à beira do repuxo.
          Gata Borralheira correu e voltou com os sapos que piscavam dentro de uma cestinha de arame. Tocados pela varinha da Fada Belmira, transformaram-se em lacaios de roupas de veludo e sapatos pretos de fivelas douradas que se puseram junto da porta da carruagem tão
corretos, como se nunca houvessem feito outra coisa na vida.
          Gata Borralheira estava tão confusa com todas aquelas coisas maravilhosas que acabavam de acontecer, quando viu seus vestidos se transformarem outros belíssimos, do
do mais rico tecido , semeandos de pedrarias que brilhavam de mil cores.
Seus tamancos transformaram-se em sapatinhos de Cristal, riquíssimos.Toda ela se transformara na mais bela moça que se pode imaginar.

Capítulo V:


Antes de tomar a carruagem, a fada lhe recomendou:
          -Menina, antes da última pancada da meia - noite , corra para carruagem.Senão, os seus vestidos bonitos se tornarão nos seus trapos de todo dia e  a carruagem se transformará em
abóbora, os cocheiros em ratos, os lacaios em sapos, os cavalos brancos em lagartixas.
          Gata Borralheira prometeu à madrinha tudo, tudo e, sorrindo de felicidade, partiu para o
 palácio.



Capítulo VI:

O príncipe Fernando , a quem foram avisar de que acabava de chegar uma princesa desconhecida, muito formosa, correu para recebê-la.Conduziu- a ao ao salão de baile.
Fez-se um grande silêncio na hora  em que entraram no salão, pois todos ficaram 
admirados com a beleza e a graça da princesa desconhecida. Só se ouvia um murmúrio
 confuso.
         -Que beleza! O príncipe Fernando, durante todo o baile, não procurou mais ninguém.



         Entretida, Gata Borralheira esqueceu-se do tempo.
          De repente, olhou o relógio grande da sala que marcava 15 minutos para meia - noite.
          Escapou e, descendo rapidamente as escadas, alcançou a porta.Tomou a carruagem e partiu.
          O príncipe procurou a fugitiva , sem perceber a maneira como escapara.




Capítulo VII

          Gata Borralheira, ao chegar à casa , antes mesmo de  abrir a porta, ouviu as badaladas da meia- noite e, por encanto, tudo voltou ao que era antes e cada coisa ao seu lugar. A carruagem virou abóbora que foi para junto da aboboreira.Lacaios, cavalos e cocheiros Voltaram a sua primeira forma, cada um em seu lugar, como 
 como antes. Ela própria se viu em trapos.
          Sentou-se, então, no borralho e começou a recordar- se do que se passara.
          De repente , bateram na porta.   
          Borralheira correu para abri-la.Eram as duas irmãs e Ricardina, que chegavam . Uma delas, foi logo dizendo:
           -Ah! Borralheira! Apareceu no baile uma princesa , linda, riquíssima vestida.Parecia mais
uma fada do que uma princesa.
O príncipe Fernando ficou de tal maneira impressionado, que não dançou mais, depois que ela
 partiu.
          Borralheira mal se continha de alegria, mas calou-se , com medo que desconfiassem de alguma coisa.
           Dias após , houve outro baile, e, logo que as duas moças partiram com sua mãe,
 Borralheira , sentada no canto do fogão ,esperava a madrinha .
Eis que ela aparece e transforma os vestidos de Borralheira em outros ainda mais lindo do que os do primeiro baile



Carruagens, lacaios, cocheiros e cavalos, a uma palavra da fada e a um golpe de varinha condão, puseram-se à porta, prontos para conduzirem ao palácio.
          Embora prometesse à madrinha que estaria de volta antes da meia- noite, ao entrar na carruagem, ouviu a recomendação:
          -Cuidado,Maria!Preste atenção no relógio. Olhe que poderá ter uma decepção!
          Maria prometeu tudo e partiu, atirando - lhe beijos da porta da carruagem.
          Durante o baile, Gata Borralheira encantava a todos pela beleza  , pela graça e pela riqueza  de seu vestido.
           Num certo momento , sentou-se entre duas rmãs que se admiraram de que a princesa as chamasse pelo nome. Mas estavam longe de desconfiar que pudesse ser a Gata 
 Gata Borralheira a lindíssima jovem.
          O príncipe não se afastava dela um minuto, com medo de que escapasse , como no baile  anterior.
          Gata Borralheira distraiu-se, e por isso, levou um grande susto ao ouvir a prmeira 
 badalada  da meia- noite.Correndo mais depressa do que uma corça, atrevessou o salão.
 Desceu as escadarias e, na pressa, deixou cair um pé de sapato na escada.
         O príncipe , que corria atrás, abaixou- se para apanhar o sapatinho.



Capítulo Final 

          Foi a sorte de Gata Borralheira! Enquanto isso chegou a porta do palácio e,aí que decepção! carruagem, lacaios, cocheiros e cavalos, tudo havia desaparecido.
Suas vestes, na mesma hora se transformaram nas mesmas rotas e velhas que usava
antes do toque da varinha mágica.
          Resfolegante de susto e pressa, saiu Gata Borralheira pelos caminhos desertos e escuros, até sua casa.
          O príncipe , que corria atrás dela, indagou aos guardas se não haviam visto sair uma princesa.
          -Uma princesa , não. - responderam-lhe. Vimos uma pobre menina de tamancos e de vestidos rotos que não sabemos como conseguir entrar.
           O príncipe  Fernando não conseguiu dormir a noite e, cedo, despertou seus cortesãos para que fossem de casa em casa experimentar o sapatinho de cristal em todas  as moças do lugar , porque resolvera  casar-se com aquela a quem o sapatinho servisse.

         De porta em porta, desde a manhã até a tarde, os cortesãos experimentavam o sapato em todas as moças dignas de ser esposa do príncipe.
          Voltaram desanimados, à noite, mas o príncípe  pediu-lhes que esperimentasse  o 

sapatinho também nas camponesas e nas criadas, porque era certo que havia de

servir em algum pé. Ele próprio saiu acompanhando os cotesãos que experimentavam o sapatinho em todas as moças, fossem pobres, fossem ricas.

Bateram à porta da casa de Gata Borralheira, pediram que chamasse a criada. Deram uma  risada, achando absurdo a ideia de vie a Gata Borralheira experimentar o sapatinho de Cristal.

Porque o príncipe insistisse, chamaram-na, então. Mas, que admiração! Gata Borralheira surgiu à porta tão linda como nunca se  apresentasse antes.
          O príncipe olhou - a encantado. Gata Borralheira nem precisou experimentar o sapatinho de cristal, porque já estava com o outro pé.
Assim vestida, belíssima, Gata Borralheira  partiu para o palácio com o príncipe Fernando, para  ser apresentada aos soberanos, seus pais, como a escolhida para sua esposa. 

           As filhas de Ricardina compreenderam que a felicidade de Gata Borralheira era o prêmio da sua grande bondade.
          Resolveram ser boas e dizem que mais tarde, também se casaram com ricos príncipes, casamentos arranjados por Gata Borralheira.
          E foram muito felizes

4º momento — Escuta do podcast

Depois da leitura, apresentar o podcast para a turma. A escuta pode ser feita de uma só vez ou em partes, dependendo da idade dos alunos.

Após o podcast, conversar com os alunos:

  • Qual parte da história você mais gostou?
  • Qual personagem chamou mais sua atenção?
  • Por que Maria era chamada de Gata Borralheira?
  • O que a Fada Belmira fez por ela?
  • Qual foi a importância do sapatinho de cristal?

5º momento — Música da história

Apresentar a música criada para a história. Os alunos podem ouvir, cantar o refrão, bater palmas no ritmo ou comentar quais partes da letra lembram a narrativa.

Sugestões de exploração:

  • Identificar palavras da música que aparecem na história.
  • Conversar sobre o sentimento transmitido pela canção.
  • Relacionar a música com as cenas do livrinho.
  • Criar uma ilustração inspirada na música.

14. Atividades sugeridas

Atividade 1 — Compreensão da história

  1. Quem é a personagem principal da história?
  2. Por que Maria recebeu o nome de Gata Borralheira?
  3. Quem era Ricardina?
  4. Quem ajudou Maria a ir ao baile?
  5. O que aconteceu à meia-noite?
  6. O que Maria perdeu ao fugir do baile?
  7. Como o príncipe encontrou Maria?
  8. Que mensagem a história transmite?

Atividade 2 — Ordem dos acontecimentos

Numere os acontecimentos de acordo com a ordem da história:

( ) Maria vai ao baile com a ajuda da Fada Belmira.
( ) A mãe de Maria morre e lhe pede que seja boa.
( ) O príncipe procura a dona do sapatinho de cristal.
( ) Maria passa a viver no borralho.
( ) O sapatinho serve em Maria.
( ) Ricardina impede Maria de ir ao baile.
( ) Maria foge ao ouvir as badaladas da meia-noite.


Atividade 3 — Personagens da história

Complete o quadro:

PersonagemComo era?O que fez na história?
Maria / Gata Borralheira
Ricardina
Fada Belmira
Príncipe Fernando
Filhas de Ricardina

Atividade 4 — Roda de conversa sobre valores

Conversar com a turma:

  • Maria sofreu injustiças. Como ela reagiu?
  • Ricardina e suas filhas foram corretas com Maria?
  • O que significa ser bondoso?
  • Ser bondoso é o mesmo que aceitar tudo calado?
  • Como podemos tratar melhor as pessoas em casa e na escola?

Atividade 5 — Produção artística

Escolha uma cena da história e faça uma ilustração:

  • Maria no borralho.
  • A Fada Belmira aparecendo.
  • A carruagem mágica.
  • O baile no palácio.
  • O sapatinho de cristal.
  • O final feliz.

Depois, escreva uma frase sobre a cena desenhada.


Atividade 6 — Reconto oral ou escrito

Peça aos alunos que recontem a história com suas próprias palavras.

  • Reconto oral em roda.
  • Reconto escrito em duplas.
  • Reconto por meio de desenhos.
  • Reconto em quadrinhos.
  • Reconto gravado em áudio.

13. Produção final

Como culminância do projeto, os alunos poderão produzir:

  • Um desenho coletivo da história.
  • Um mural com as cenas principais.
  • Um pequeno livrinho da turma.
  • Um reconto ilustrado.
  • Uma dramatização simples.
  • Uma roda de leitura com música e podcast.

14. Avaliação

A avaliação poderá considerar:

  • Participação nas rodas de conversa.
  • Atenção durante a leitura e a escuta do podcast.
  • Compreensão dos principais acontecimentos.
  • Capacidade de identificar personagens e valores da história.
  • Produção oral, escrita ou artística.
  • Envolvimento nas atividades propostas.

15. Materiais para download

Baixe os materiais do projeto

📄 Versão para impressão — PDF

📝 Versão editável — Word

🎞️ Livrinho digital — A Gata Borralheira

🎵 Música criada para a história

🎧 Podcast: Contando a história — A Gata Borralheira


16. Fechamento

A história A Gata Borralheira continua encantando porque fala de sentimentos que atravessam o tempo: tristeza, esperança, injustiça, bondade e transformação. Ao trabalhar esse conto com as crianças, o professor possibilita momentos de leitura, escuta, imaginação e reflexão sobre atitudes importantes para a convivência.

Mais do que um conto de fadas, a narrativa convida os alunos a pensarem sobre o valor da bondade, da paciência, da empatia e da esperança.


17. Assinatura da postagem

Histórias, aprendizagens e ideias para educar
Por Maria Aparecida de Almeida



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