quarta-feira, 6 de maio de 2026

Aprender matemática brincando: jogos lúdicos para sala de aula

1- Introdução:

A matemática pode se tornar muito mais significativa quando os alunos aprendem brincando.
Os jogos matemáticos despertam o interesse das crianças, incentivam a participação e ajudam no desenvolvimento do raciocínio lógico de forma dinâmica e prazerosa.

Nesta proposta pedagógica, apresentamos alguns jogos simples e criativos para trabalhar multiplicação, divisão, concentração e cálculo mental nos anos iniciais do Ensino Fundamental.


Jogos de Matemática




🎲 1. Dominó da Multiplicação

Materiais

  • Peças de madeira ou papelão;
  • Operações matemáticas;
  • Respostas correspondentes.

Como jogar

Cada peça possui uma operação de um lado e uma resposta do outro.
Os alunos devem encaixar corretamente as operações e resultados, como em um dominó tradicional.

O que os alunos desenvolvem?

  • Concentração;
  • Cálculo mental;
  • Raciocínio lógico;
  • Interação em grupo.

Resultados observados

Os alunos ficaram motivados e participaram com entusiasmo das atividades envolvendo tabuada.


 Material: pequenos pedaços de madeira, nele contido operações de adição, subtração, multiplicação e divisão, composto por 28 peças, cada peça possui de um lado a pergunta e do outro a resposta. Por exemplo: 48 | 3x5 
Desenvolvimento: A partir da primeira peça que é colocada na mesa por um dos componentes desenvolve-se o jogo. Esta atividade expande a capacidade de concentração o raciocínio a interação e cálculos. 
Resultado alcançado com esse jogo: Os alunos trabalharam com tabuada e concentração, foram motivados e entusiasmados a encontrar a resposta. Eles gostaram e divertiram muito.



🌽 2. Bingo das Multiplicações

Materiais

  • Cartelas de bingo;
  • Grãos de milho;
  • Operações matemáticas.

Como funciona?

A professora sorteia uma multiplicação e escreve no quadro.
Os alunos resolvem a conta e procuram o resultado em suas cartelas.

Habilidades desenvolvidas

  • Rapidez de raciocínio;
  • Atenção;
  • Socialização;
  • Memorização da tabuada.


Material: cartelas de bingo, cartolina com as multiplicações, giz, milho. 
Desenvolvimento: cada aluno recebe uma cartela de bingo, enquanto a professora retira de uma caixa um pedaço de cartolina, com a multiplicação e a escreve com giz no quadro, o aluno faz a multiplicação, se necessário a escreve, se em sua cartela tiver o resultado da multiplicação ele marca com um grão de milho. O vencedor recebe um prêmio. 
Resultados alcançados com esse jogo: Rapidez de raciocínio, raciocínio lógico, socialização. 2.3 Jogo Caça à Resposta Certa Material: Perguntas anexadas no mural da sala de aula (tabuada) Desenvolvimento: Os alunos em duas equipes, cada componente da equipe recebe uma pergunta e caça uma resposta correta e anexa ao lado, ganha a equipe que fizer mais pontos.




🕵️ 3. Caça à Resposta Certa

Materiais

  • Perguntas fixadas no mural;
  • Respostas espalhadas pela sala.

Desenvolvimento

Divididos em equipes, os alunos precisam encontrar a resposta correta para cada operação matemática.

Objetivos

  • Trabalho em equipe;
  • Agilidade;
  • Associação entre cálculo e resultado.

Material: Perguntas anexadas no mural da sala de aula (tabuada)
 Desenvolvimento: Os alunos em duas equipes, cada componente da equipe recebe uma pergunta e caça uma resposta correta e anexa ao lado, ganha a equipe que fizer mais pontos.




🌀 4. Twister Matemático

Materiais

  • Tabuleiro colorido;
  • Resultados das multiplicações.

Como brincar?

Os alunos recebem comandos como:

  • mão direita no 6×9;
  • pé esquerdo no 2×7.

Eles precisam localizar a resposta correta no tabuleiro.

O que a atividade trabalha?

  • Tabuada;
  • Coordenação motora;
  • Lateralidade;
  • Espírito de equipe.

Essa costuma ser uma das atividades mais animadas da aula


Material: Tabuleiro colorido com respostas das multiplicações matemáticas envolvendo a tabuada; 
Desenvolvimento: Em duplas, onde um componente irá participar no tabuleiro e outro irá ajudar o colega, auxiliando na resposta. As perguntas serão da seguinte forma: → mão direita no 6x9 → mão esquerda no 4x5 → pé direito no 3x9 → pé esquerdo no 2x7 O aluno irá girar o corpo em direção às respostas e dessa forma, irá aprender a tabuada de uma forma lúdica. Tem por objetivo trabalhar a tabuada de uma forma lúdica, e indiretamente noções de lateralidade, coordenação motora, espírito competitivo e trabalho em equipe respectivamente nas atividades propostas. 
Resultados alcançados: Os objetivos foram alcançados, os alunos gostaram da atividade como tudo o que envolve atividades variadas e mais agitadas. 



🚩 5. Trilha do Resto

Materiais

  • Trilha impressa;
  • Peões;
  • Dado.

Desenvolvimento

O aluno lança o dado e faz uma divisão utilizando o número da casa em que está.
O resto da divisão indica quantas casas ele poderá avançar.

Habilidades desenvolvidas

  • Divisão;
  • Interpretação;
  • Estratégia;
  • Atenção.

 Material: Trilhas xerocadas, peões para movimentação, dado. 

Desenvolvimento: Os alunos em duplas ou trios, distribui-se o material aos alunos, cada jogador coloca seu peão na primeira casa da trilha. O primeiro jogador lança o dado e divide o número da casa em que se encontra pelo valor tirado no dado. O resto dessa divisão será o número de casas que o jogador terá de avançar na trilha. Se a divisão for exata, isto é, não tiver resto, o jogador não andará nenhuma casa. Se errar a divisão, perderá a vez. Ganha o jogo quem primeiro chegar ao final da trilha.

6-Jogo  — Trilha da Adição



Objetivo do jogo

O jogo tem como objetivo trabalhar a adição de forma lúdica, ajudando os alunos a resolver operações matemáticas por meio de desafios progressivos. A atividade também estimula o raciocínio lógico, a atenção, a participação em grupo e a troca de estratégias entre os colegas.

Material necessário

  • Uma trilha com casas coloridas;
  • Um dado;
  • Cartas com operações de adição;
  • Três conjuntos de cartas, organizados por nível de dificuldade:
    • Verde: nível fácil;
    • Vermelho: nível médio;
    • Amarelo: nível difícil;
  • Quatro marcadores coloridos.

Como jogar

Cada jogador escolhe um marcador e o coloca na casa de SAÍDA. Em seguida, os participantes decidem quem iniciará a partida.

Na sua vez, o jogador lança o dado e avança o número de casas indicado. Ao parar em uma casa colorida, deverá pegar uma carta da mesma cor e resolver a operação de adição apresentada.

Se acertar, permanece na casa onde parou. Se errar, volta duas casas. Vence o jogo quem chegar primeiro ao final da trilha.

Possibilidades pedagógicas

Durante o jogo, o professor pode incentivar os alunos a explicar como chegaram ao resultado, comparar diferentes estratégias de cálculo e observar as dificuldades apresentadas pela turma.

Também é possível adaptar as cartas conforme o nível dos alunos, usando operações mais simples para crianças em fase inicial e desafios maiores para turmas que já dominam melhor a adição.

Perguntas para estimular os alunos

  • Como você pensou para resolver essa operação?
  • Existe outro jeito de chegar ao mesmo resultado?
  • Qual carta você achou mais fácil? Por quê?
  • Qual operação foi mais desafiadora?
  • O que acontece quando precisamos voltar casas no jogo?

Fechamento da atividade

A trilha da adição transforma o estudo das operações em uma experiência divertida e participativa. Ao jogar, os alunos aprendem, testam hipóteses, corrigem erros e desenvolvem mais segurança no cálculo matemático.

Eu colocaria essa atividade depois dos outros jogos, como mais uma opção dentro da postagem. E no post antigo que só tem esse jogo, você pode fazer uma destas duas coisas: apagar, redirecionar mentalmente com um link para o post novo, ou transformar em uma versão bem completa da própria trilha. Mas, para fortalecer o blog, eu prefiro unificar no post “Aprender Matemática Brincando”.


7-Matemática Humana



Objetivo da atividade

A atividade Matemática Humana tem como objetivo trabalhar a adição e a subtração de forma concreta, utilizando os próprios alunos como representação dos números e das quantidades.

Essa proposta favorece a participação, o movimento, a interação entre os colegas e a compreensão das operações matemáticas de maneira lúdica.

Indicação

A atividade é mais indicada para trabalhar:

  • Adição;
  • Subtração;
  • Composição e decomposição de números;
  • Noção de quantidade;
  • Raciocínio lógico.

Para multiplicação e divisão, a proposta pode ser adaptada, mas exige mais cuidado na organização, pois essas operações envolvem agrupamentos e repartições mais complexas.

Como organizar

O professor pode numerar os alunos de 0 a 9, utilizando crachás, cartões ou etiquetas. Caso a turma tenha mais de dez alunos, os números poderão se repetir, o que também ajuda na realização de diferentes operações.

Outra possibilidade é separar os alunos em grupos, de acordo com a operação que será trabalhada. Nesse caso, a atividade se aproxima do uso de materiais concretos, como palitos, tampinhas ou fichas, mas com a participação dos próprios estudantes.

Como realizar

O professor apresenta uma operação simples para a turma, por exemplo:

2 + 1 = ?

Em seguida, chama dois alunos para representar o número 2 e mais um aluno para representar o número 1.

A turma observa a formação do grupo e responde:

2 + 1 = 3

Depois, o professor pode repetir a atividade com outras operações, aumentando ou diminuindo o nível de dificuldade conforme o desenvolvimento dos alunos.

Exemplos de operações

  • 1 + 2 = 3
  • 3 + 2 = 5
  • 5 - 2 = 3
  • 4 - 1 = 3
  • 6 + 3 = 9
  • 8 - 4 = 4

Cuidados importantes

Para que a atividade não vire bagunça, é importante combinar algumas regras antes de começar:

  • Esperar a vez de participar;
  • Ouvir a orientação do professor;
  • Permanecer no lugar indicado;
  • Respeitar os colegas;
  • Participar com atenção;
  • Voltar ao lugar após representar a operação.

Perguntas para estimular o raciocínio

  • Quantos alunos estavam no grupo no início?
  • Quantos alunos chegaram depois?
  • Quantos ficaram ao todo?
  • Se alguns alunos saírem do grupo, quantos restam?
  • Como podemos representar essa operação no quadro?
  • Existe outro jeito de resolver essa conta?

Fechamento da atividade

A Matemática Humana transforma o corpo e o movimento em recursos de aprendizagem. Ao representar as operações com os próprios colegas, os alunos visualizam melhor as quantidades, compreendem o sentido da adição e da subtração e participam de uma experiência matemática mais concreta, divertida e significativa.


8-A Galinha do Vizinho: aprendendo os números com parlenda



Tema

Construção dos números por meio da parlenda “A galinha do vizinho”.

Objetivos

  • Relacionar o numeral ao símbolo numérico, à escrita por extenso e à representação por desenho;
  • Desenvolver o conceito de número e o raciocínio lógico-matemático por meio do lúdico;
  • Compreender a relação entre número e quantidade;
  • Reconhecer a presença dos números em diferentes situações do dia a dia;
  • Estimular a oralidade, a escuta, a leitura e a participação coletiva.

Encaminhamento metodológico

A atividade tem como proposta ensinar os números de 1 a 10 por meio da parlenda “A galinha do vizinho”.

Inicialmente, o professor pode conversar com os alunos sobre o significado da palavra parlenda, explicando que se trata de um texto curto, geralmente rimado, presente na cultura popular e muito utilizado em brincadeiras infantis.

Em seguida, apresenta-se a parlenda para a turma, explorando a leitura, a oralidade, o ritmo e a repetição dos versos. A cada trecho da parlenda, os alunos são convidados a observar a sequência numérica presente na expressão:

“bota um, bota dois, bota três…”

Essa sequência ajuda a criança a perceber a ordem crescente dos números e a compreender que cada número representa uma quantidade.

Desenvolvimento da atividade

Após a leitura e exploração oral da parlenda, o professor pode propor a construção coletiva de um portfólio ilustrado com os números de 1 a 10.

Em cada página ou cartaz, o número pode ser representado de três formas:

  • Pelo símbolo numérico: 1, 2, 3, 4…
  • Pela escrita por extenso: um, dois, três, quatro…
  • Por desenhos representando a quantidade de ovos correspondente a cada número.

Por exemplo:

Número 3
Três
Desenho de três ovos.

Dessa forma, os alunos relacionam número, escrita e quantidade, construindo gradualmente o conceito de número de maneira concreta, visual e significativa.

Possibilidades de exploração

A atividade também permite trabalhar diferentes linguagens, como:

  • Linguagem oral, por meio da recitação da parlenda;
  • Linguagem escrita, com o registro dos números por extenso;
  • Linguagem visual, por meio dos desenhos;
  • Matemática, com a sequência numérica e a relação número/quantidade;
  • Cultura popular, por meio do contato com a parlenda.

Avaliação

A avaliação pode acontecer durante todo o desenvolvimento da atividade, observando:

  • A participação dos alunos;
  • A interação no coletivo;
  • O reconhecimento dos números;
  • A relação entre número e quantidade;
  • A oralidade durante a recitação da parlenda;
  • O envolvimento na construção do portfólio.

Sugestão de ampliação

Se possível, o professor pode apresentar um vídeo da parlenda “A galinha do vizinho”, favorecendo uma experiência mais musical, visual e lúdica.

Após o vídeo, a turma pode cantar a parlenda, dramatizar a galinha botando os ovos ou montar uma sequência com cartões numerados e desenhos de ovos.

Fechamento da atividade

A parlenda “A galinha do vizinho” é um recurso simples, afetivo e muito rico para trabalhar a construção dos números na infância. Por meio da repetição, do ritmo, da oralidade e da ilustração, os alunos aprendem a contar, reconhecem a sequência numérica e estabelecem relações entre número, escrita e quantidade.

Essa proposta mostra que a Matemática pode ser aprendida de forma leve, criativa e próxima do universo infantil.

9-Jogos de Matemática: atividades lúdicas para aprender brincando

Jogo Antecessor e Sucessor: atividade lúdica para trabalhar sequência numérica e raciocínio matemático.

Jogo: Antecessor e Sucessor

Objetivo:
Trabalhar a sequência numérica, a identificação do número que vem antes e depois, o raciocínio lógico e a atenção.

Como jogar:
O professor apresenta números em cartões, fichas ou no quadro. Os estudantes devem indicar o antecessor e o sucessor de cada número, podendo responder oralmente, registrar no caderno ou participar em forma de desafio.

Variação:
A atividade pode ser feita em duplas, grupos ou como jogo de perguntas rápidas. Também pode ser adaptada com números maiores, dezenas, centenas ou sequências numéricas.

Habilidades desenvolvidas:

  • reconhecimento da sequência numérica;
  • comparação de números;
  • raciocínio matemático;
  • atenção e participação;
  • aprendizagem por meio do jogo.


8-Link: Para o Quiz


10-FECHAMENTO:

Aprender matemática pode ser divertido quando a sala de aula se transforma em um espaço de descoberta, movimento e participação.
Os jogos matemáticos ajudam os alunos a desenvolverem autonomia, raciocínio lógico e confiança para resolver desafios do cotidiano.

Mais do que decorar contas, as crianças aprendem brincando — e isso torna o aprendizado muito mais significativo.

Para ampliar o trabalho com Matemática e literatura, veja também a proposta: Atividade para aula de matemática: Os três porquinhos.

Link da postagem Atividade para aula de matemático: Os três porquinhos

https://almeidanabiblioteca.blogspot.com/2018/02/atividade-para-aula-de-matematica-os.html

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Histórias, aprendizagens e ideias para educar

✍️ Maria Aparecida de Almeida
Pedagoga | Especialista da Educação

Compartilhando práticas pedagógicas significativas, alinhadas à BNCC, para inspirar o trabalho docente e fortalecer a aprendizagem.


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