Contar histórias: uma arte, uma prática pedagógica e um ofício
1- INTRODUÇÃODesde criança, sempre gostei de contar histórias. Com o tempo, essa prática foi se tornando parte da minha trajetória na educação, especialmente nas atividades realizadas na escola e na biblioteca. Em uma das experiências, caracterizada como Sinhá Olímpia, contei uma das histórias da peça Fábulas Cantadas, aproximando os alunos do universo da oralidade, da imaginação e da literatura.
Desde criança, sempre gostei de contar histórias. Com o tempo, essa prática foi se tornando parte da minha trajetória na educação, especialmente nas atividades realizadas na escola e na biblioteca. Em uma das experiências, caracterizada como Sinhá Olímpia, contei uma das histórias da peça Fábulas Cantadas, aproximando os alunos do universo da oralidade, da imaginação e da literatura.
2-O contador de histórias e sua importância
Contar histórias é uma prática muito antiga. Antes mesmo da escrita, os conhecimentos, as tradições, as crenças e os ensinamentos eram transmitidos oralmente de geração em geração.
Na escola, essa prática continua tendo grande importância, pois aproxima os alunos da leitura, desperta a imaginação, amplia o vocabulário, desenvolve a escuta, favorece a oralidade e contribui para a formação de leitores.
Contar histórias é uma prática muito antiga. Antes mesmo da escrita, os conhecimentos, as tradições, as crenças e os ensinamentos eram transmitidos oralmente de geração em geração.
Na escola, essa prática continua tendo grande importância, pois aproxima os alunos da leitura, desperta a imaginação, amplia o vocabulário, desenvolve a escuta, favorece a oralidade e contribui para a formação de leitores.
3-Contar histórias é mais do que ler em voz alta
O contador de histórias precisa envolver o público. Para isso, pode utilizar diferentes recursos, como:
- entonação de voz;
- expressões faciais;
- gestos;
- fantoches;
- objetos;
- músicas;
- figurinos;
- dramatizações;
- mudanças de postura corporal;
- interação com os ouvintes.
Mais do que decorar um texto, o contador precisa compreender a história, sentir sua mensagem e saber conduzir a narrativa de acordo com a faixa etária e o interesse do público.
O contador de histórias precisa envolver o público. Para isso, pode utilizar diferentes recursos, como:
- entonação de voz;
- expressões faciais;
- gestos;
- fantoches;
- objetos;
- músicas;
- figurinos;
- dramatizações;
- mudanças de postura corporal;
- interação com os ouvintes.
Mais do que decorar um texto, o contador precisa compreender a história, sentir sua mensagem e saber conduzir a narrativa de acordo com a faixa etária e o interesse do público.
3-Cuidados ao contar histórias para crianças
Ao contar histórias para crianças, é importante observar o público para o qual a narrativa será apresentada. A idade dos ouvintes, o ambiente, o tamanho do grupo e o tipo de história escolhida fazem muita diferença na forma de narrar.
A contação de histórias exige uma comunicação diferente de uma conversa comum. Quando falamos para um grupo de crianças, precisamos cuidar da voz, da pronúncia, do ritmo, da expressão corporal e da clareza das palavras.
A voz deve ser clara e bem projetada, sem ser baixa demais, para que todos consigam ouvir, e sem ser alta demais, para não incomodar os ouvintes. O volume precisa ser adequado ao espaço, considerando a distância entre o contador e as crianças, o tamanho da sala, a acústica do ambiente e os possíveis ruídos externos.
Outro cuidado importante é a dicção. As palavras precisam ser pronunciadas com atenção, respeitando as sílabas, as pausas e o sentido do texto. Quando a fala é muito rápida ou as palavras são “emendadas”, a criança pode perder parte da história. Por isso, é importante dar pequenos intervalos entre as frases e respeitar os sinais de pontuação.
O ritmo da narração também contribui para a compreensão e para o encantamento. Em alguns momentos, a fala pode ser mais rápida, transmitindo surpresa, medo, alegria ou urgência. Em outros, pode ser mais lenta, criando suspense, calma, ternura ou reflexão. Essa variação ajuda a dar vida à narrativa.
O vocabulário deve ser adequado à faixa etária das crianças. Isso não significa empobrecer a linguagem, mas escolher palavras compreensíveis e, quando necessário, explicar novos termos de maneira simples, dentro do contexto da história. O contador de histórias não deve menosprezar a inteligência da criança, mas também precisa respeitar seu nível de compreensão.
Contar histórias é mais do que falar bem: é interpretar. O contador precisa sentir a história, envolver-se com ela e transmiti-la com emoção. A expressão do rosto, os gestos, o olhar, a postura e os movimentos do corpo ajudam a comunicar sentimentos como alegria, tristeza, medo, surpresa, coragem e encantamento.
O corpo também fala durante a contação. O contador pode se movimentar, mudar a postura, aproximar-se do público, representar personagens e criar diferentes vozes. Um personagem assustador, por exemplo, pode ter voz mais grave, movimentos mais lentos e postura mais firme. Já um personagem alegre pode ser representado com voz leve, expressão sorridente e gestos mais soltos.
Além da voz e do corpo, muitos recursos podem enriquecer a narrativa, como livros, gravuras, fantoches, dedoches, teatro de sombras, objetos, dobraduras, músicas, efeitos sonoros, maquetes, marionetes e dramatizações. Esses recursos devem ser usados com intencionalidade, para favorecer a atenção, a imaginação e a participação das crianças.
Também é importante que o contador observe outras pessoas contando histórias. Essa observação ajuda a perceber diferentes formas de narrar, identificar boas estratégias e construir, aos poucos, um estilo próprio.
Cada contador de histórias desenvolve sua maneira de narrar. O essencial é conhecer bem a história, preparar-se com antecedência, respeitar o público infantil e contar com sensibilidade, criatividade e encantamento.
Ao contar histórias para crianças, é importante observar o público para o qual a narrativa será apresentada. A idade dos ouvintes, o ambiente, o tamanho do grupo e o tipo de história escolhida fazem muita diferença na forma de narrar.
A contação de histórias exige uma comunicação diferente de uma conversa comum. Quando falamos para um grupo de crianças, precisamos cuidar da voz, da pronúncia, do ritmo, da expressão corporal e da clareza das palavras.
A voz deve ser clara e bem projetada, sem ser baixa demais, para que todos consigam ouvir, e sem ser alta demais, para não incomodar os ouvintes. O volume precisa ser adequado ao espaço, considerando a distância entre o contador e as crianças, o tamanho da sala, a acústica do ambiente e os possíveis ruídos externos.
Outro cuidado importante é a dicção. As palavras precisam ser pronunciadas com atenção, respeitando as sílabas, as pausas e o sentido do texto. Quando a fala é muito rápida ou as palavras são “emendadas”, a criança pode perder parte da história. Por isso, é importante dar pequenos intervalos entre as frases e respeitar os sinais de pontuação.
O ritmo da narração também contribui para a compreensão e para o encantamento. Em alguns momentos, a fala pode ser mais rápida, transmitindo surpresa, medo, alegria ou urgência. Em outros, pode ser mais lenta, criando suspense, calma, ternura ou reflexão. Essa variação ajuda a dar vida à narrativa.
O vocabulário deve ser adequado à faixa etária das crianças. Isso não significa empobrecer a linguagem, mas escolher palavras compreensíveis e, quando necessário, explicar novos termos de maneira simples, dentro do contexto da história. O contador de histórias não deve menosprezar a inteligência da criança, mas também precisa respeitar seu nível de compreensão.
Contar histórias é mais do que falar bem: é interpretar. O contador precisa sentir a história, envolver-se com ela e transmiti-la com emoção. A expressão do rosto, os gestos, o olhar, a postura e os movimentos do corpo ajudam a comunicar sentimentos como alegria, tristeza, medo, surpresa, coragem e encantamento.
O corpo também fala durante a contação. O contador pode se movimentar, mudar a postura, aproximar-se do público, representar personagens e criar diferentes vozes. Um personagem assustador, por exemplo, pode ter voz mais grave, movimentos mais lentos e postura mais firme. Já um personagem alegre pode ser representado com voz leve, expressão sorridente e gestos mais soltos.
Além da voz e do corpo, muitos recursos podem enriquecer a narrativa, como livros, gravuras, fantoches, dedoches, teatro de sombras, objetos, dobraduras, músicas, efeitos sonoros, maquetes, marionetes e dramatizações. Esses recursos devem ser usados com intencionalidade, para favorecer a atenção, a imaginação e a participação das crianças.
Também é importante que o contador observe outras pessoas contando histórias. Essa observação ajuda a perceber diferentes formas de narrar, identificar boas estratégias e construir, aos poucos, um estilo próprio.
Cada contador de histórias desenvolve sua maneira de narrar. O essencial é conhecer bem a história, preparar-se com antecedência, respeitar o público infantil e contar com sensibilidade, criatividade e encantamento.
Sugestões de recursos para a contação
- Livro literário;
- Gravuras;
- Fantoches e dedoches;
- Objetos relacionados à história;
- Música ou cantigas;
- Efeitos sonoros;
- Teatro de sombras;
- Dramatização;
- Expressões faciais e corporais;
- Participação das crianças em momentos combinados da narrativa.
- Livro literário;
- Gravuras;
- Fantoches e dedoches;
- Objetos relacionados à história;
- Música ou cantigas;
- Efeitos sonoros;
- Teatro de sombras;
- Dramatização;
- Expressões faciais e corporais;
- Participação das crianças em momentos combinados da narrativa.
Para refletir
Uma boa contação de histórias não depende apenas da voz, mas da entrega de quem narra. Quando o contador vive a história, as crianças percebem, se envolvem e entram no universo da imaginação. Por isso, contar histórias é também um gesto de afeto, presença e mediação de leitura.
Uma boa contação de histórias não depende apenas da voz, mas da entrega de quem narra. Quando o contador vive a história, as crianças percebem, se envolvem e entram no universo da imaginação. Por isso, contar histórias é também um gesto de afeto, presença e mediação de leitura.
4-A contação de histórias na escola
No ambiente escolar, a contação de histórias pode ser realizada por professores, pedagogos, bibliotecários, mediadores de leitura e demais profissionais da educação.
Essa prática pode acontecer em diferentes espaços:
- sala de aula;
- biblioteca escolar;
- sala de leitura;
- pátio;
- projetos literários;
- eventos culturais;
- feiras de leitura;
- apresentações teatrais;
- rodas de conversa.
Quando bem planejada, a contação de histórias deixa de ser apenas um momento de entretenimento e passa a ser uma poderosa estratégia pedagógica.
No ambiente escolar, a contação de histórias pode ser realizada por professores, pedagogos, bibliotecários, mediadores de leitura e demais profissionais da educação.
Essa prática pode acontecer em diferentes espaços:
- sala de aula;
- biblioteca escolar;
- sala de leitura;
- pátio;
- projetos literários;
- eventos culturais;
- feiras de leitura;
- apresentações teatrais;
- rodas de conversa.
Quando bem planejada, a contação de histórias deixa de ser apenas um momento de entretenimento e passa a ser uma poderosa estratégia pedagógica.
5-Benefícios para os alunos
Ouvir histórias pode contribuir para:
- despertar o gosto pela leitura;
- desenvolver a imaginação;
- ampliar a linguagem oral;
- favorecer a atenção e a escuta;
- estimular a criatividade;
- desenvolver a sensibilidade;
- fortalecer a memória;
- incentivar a expressão de sentimentos;
- promover reflexões sobre valores, convivência e comportamento.
Muitas crianças, depois de ouvirem uma história, sentem vontade de recontá-la, desenhá-la, dramatizá-la ou procurar o livro para ler. Esse movimento mostra como a oralidade pode abrir caminhos para a leitura e para a escrita.
Ouvir histórias pode contribuir para:
- despertar o gosto pela leitura;
- desenvolver a imaginação;
- ampliar a linguagem oral;
- favorecer a atenção e a escuta;
- estimular a criatividade;
- desenvolver a sensibilidade;
- fortalecer a memória;
- incentivar a expressão de sentimentos;
- promover reflexões sobre valores, convivência e comportamento.
Muitas crianças, depois de ouvirem uma história, sentem vontade de recontá-la, desenhá-la, dramatizá-la ou procurar o livro para ler. Esse movimento mostra como a oralidade pode abrir caminhos para a leitura e para a escrita.
6-O contador de histórias como profissional
Embora muitas vezes a contação de histórias seja realizada por professores e bibliotecários no contexto escolar, também existem profissionais que atuam especificamente como contadores de histórias.
Esses profissionais podem trabalhar em:
- escolas;
- bibliotecas;
- centros culturais;
- hospitais;
- livrarias;
- eventos literários;
- teatros;
- festas infantis;
- projetos sociais;
- formações de professores.
Para atuar nessa área, é importante buscar formação, estudar técnicas de narração, expressão corporal, voz, literatura infantil, mediação de leitura e adequação das histórias ao público.
Embora muitas vezes a contação de histórias seja realizada por professores e bibliotecários no contexto escolar, também existem profissionais que atuam especificamente como contadores de histórias.
Esses profissionais podem trabalhar em:
- escolas;
- bibliotecas;
- centros culturais;
- hospitais;
- livrarias;
- eventos literários;
- teatros;
- festas infantis;
- projetos sociais;
- formações de professores.
Para atuar nessa área, é importante buscar formação, estudar técnicas de narração, expressão corporal, voz, literatura infantil, mediação de leitura e adequação das histórias ao público.
7-Minha experiência com a contação de histórias
Em uma das experiências realizadas na escola, caracterizei-me como Sinhá Olímpia para contar uma das histórias da peça Fábulas Cantadas. A proposta uniu literatura, música, teatro e oralidade, criando um momento de encantamento para os alunos.
A contação de histórias mostrou, mais uma vez, que quando a narrativa ganha voz, corpo e emoção, ela aproxima os estudantes da leitura e transforma o espaço escolar em um lugar de imaginação e aprendizagem.
Em uma das experiências realizadas na escola, caracterizei-me como Sinhá Olímpia para contar uma das histórias da peça Fábulas Cantadas. A proposta uniu literatura, música, teatro e oralidade, criando um momento de encantamento para os alunos.
A contação de histórias mostrou, mais uma vez, que quando a narrativa ganha voz, corpo e emoção, ela aproxima os estudantes da leitura e transforma o espaço escolar em um lugar de imaginação e aprendizagem.
8-Fechamento
Contar histórias é preservar memórias, despertar emoções e abrir portas para o conhecimento. Na escola, essa prática fortalece o vínculo com a leitura e mostra que a literatura pode ser vivida de muitas formas: pela voz, pelo corpo, pela escuta, pela imaginação e pela partilha.
Contar histórias é preservar memórias, despertar emoções e abrir portas para o conhecimento. Na escola, essa prática fortalece o vínculo com a leitura e mostra que a literatura pode ser vivida de muitas formas: pela voz, pelo corpo, pela escuta, pela imaginação e pela partilha.
9-Contar histórias: uma arte que encanta e educa
Registro de uma atividade de contação de histórias realizada na escola, com caracterização de Sinhá Olímpia, em apresentação inspirada na peça Fábulas Cantadas.
Histórias, aprendizagens e ideias para educar✍️
Maria Aparecida de Almeida
Pedagoga | Especialista da Educação
Compartilhando práticas pedagógicas significativas,
alinhadas à BNCC, para inspirar o trabalho docente e fortalecer a aprendizagem.
Compartilhando práticas pedagógicas significativas,
alinhadas à BNCC, para inspirar o trabalho docente e fortalecer a aprendizagem.
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