quarta-feira, 23 de julho de 2014

O conto do gato

          O conto do gato, que termina em um desenho de gato feito pelo próprio contador é uma brincadeira muito conhecida na Suécia. Dele existem outras versões, o que se aplica à poesia, à prosa e aos relatos folclóricos também se aplica aos contos desenhados. Com o passar dos anos, eles vão se modificando ao serem transmitidos de geração para geração. Mesmo que a essência permaneça a mesma, cada contador passa a contar e a desenhar a história a seu modo.

          Gustavsson ( 2000 ) ressalta que, o que fez o conto do gato se tornar tão popular foi a singeleza, simplicidade e o final surpreendente. A história deslancha com bastante naturalidade e o gato é fácil de ser desenhado, independentemente de se ter ou não jeito para desenho. Esse é o grande segredo dos contos que ganharam muita popularidade. Houveram várias edições diferentes de livros com este conto, inclusive mudança na história algumas vezes. Por exemplo, na Noruega ele recebe um título diferente: “o gato das velhinhas” que é uma tradução das tradições folclóricas norueguesas, onde houve alteração também dos protagonistas. Esta é uma coletânea sueca de contos desenhados traduzida para o português. Ela contém tanto as histórias tradicionais como muitas outras, recém criadas. Além de lhe dar a oportunidade de aprender e desenhar historinhas, a coletânea vai incentivar as pessoas a inventarem as suas próprias.
          Mas o livro não deve ser lido junto com a criança, pois nesse caso a magia do conto desaparecerá, uma vez que a criança irá saber de antemão o que vai acontecer. Gustavsson (2000) afirma que cada história deve ser contada sem o livro, assim o desenho poderá, aos poucos, ir tomando forma no papel. Assim, não precisa se sentir preso ao texto.

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