quarta-feira, 20 de maio de 2026

Folclore Brasileiro: Mitos, Tradições e Atividades de Sala de Aula

 



1. Identificação do projeto

Público-alvo:

Anos iniciais e finais do Ensino Fundamental e Ensino Médio.

Componentes curriculares envolvidos:
Língua Portuguesa, Arte, História, Geografia, Educação Física, Ensino Religioso e, no Ensino Médio, Linguagens e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.

Duração sugerida:
Uma semana, uma quinzena ou o mês de agosto, conforme o planejamento da escola.

Produto final:
Mostra cultural, mural, livrinhos, apresentações, vídeos, podcasts, slides, dramatizações, brincadeiras, exposição de comidas típicas e atividades em Word/PDF.


2. Apresentação

O projeto Folclore Brasileiro: Mitos, Tradições e Atividades de Sala de Aula tem como proposta valorizar a cultura popular brasileira por meio do estudo de lendas, mitos, cantigas, brincadeiras, adivinhas, parlendas, comidas típicas, festas populares e tradições transmitidas de geração em geração.

A proposta pode ser adaptada para diferentes etapas da Educação Básica, desde atividades lúdicas para os anos iniciais até pesquisas, debates e análises críticas para os anos finais e o Ensino Médio.


Podemos definir o folclore como um conjunto de mitos e lendas que as pessoas passam de geração para geração. Muitos nascem da pura imaginação das pessoas, principalmente dos moradores das regiões do interior do Brasil. Muitas destas histórias foram criadas para passar mensagens importantes ou apenas para assustar as pessoas. O folclore pode ser dividido em lendas e mitos. Muitos deles deram origem à festas populares, que ocorrem pelos quatro cantos do país.

As lendas são estórias contadas por pessoas e transmitidas oralmente através dos tempos. Misturam fatos reais e históricos com acontecimentos que são frutos da fantasia. As lendas procuraram dar explicação a acontecimentos misteriosos ou sobrenaturais.
Os mitos são narrativas que possuem um forte componente simbólico. Como os povos da antiguidade não conseguiam explicar os fenômenos da natureza, através de explicações científicas, criavam mitos com este objetivo: dar sentido as coisas do mundo. Os mitos também serviam como uma forma de passar conhecimentos e alertar as pessoas sobre perigos ou defeitos e qualidades do ser humano. Deuses, heróis e personagens sobrenaturais se misturam com fatos da realidade para dar sentido a vida e ao mundo.

Algumas lendas, mitos e contos folclóricos do Brasil:

Boitatá
Representada por uma cobra de fogo que protege as matas e os animais e tem a capacidade de perseguir e matar aqueles que desrespeitam a natureza. Acredita-se que este mito é de origem indígena e que seja um dos primeiros do folclore brasileiro. Foram encontrados relatos do boitatá em cartas do padre jesuíta José de Anchieta, em 1560. Na região nordeste, o boitatá é conhecido como "fogo que corre".

Boto
Acredita-se que a lenda do boto tenha surgido na região amazônica. Ele é representado por um homem jovem, bonito e charmoso que encanta mulheres em bailes e festas. Após a conquista, leva as jovens para a beira de um rio e as engravida. Antes de a madrugada chegar, ele mergulha nas águas do rio para transformar-se em um boto.

Curupira
Assim como o boitatá, o curupira também é um protetor das matas e dos animais silvestres. Representado por um anão de cabelos compridos e com os pés virados para trás. Persegue e mata todos que desrespeitam a natureza. Quando alguém desaparece nas matas, muitos habitantes do interior acreditam que é obra do curupira.

Lobisomem
Este mito aparece em várias regiões do mundo. Diz o mito que um homem foi atacado por um lobo numa noite de lua cheia e não morreu, porém desenvolveu a capacidade de transforma-se em lobo nas noites de lua cheia. Nestas noites, o lobisomem ataca todos aqueles que encontra pela frente. Somente um tiro de bala de prata em seu coração seria capaz de matá-lo.

Mãe-D'água
Encontramos na mitologia universal um personagem muito parecido com a mãe-d'água : a sereia. Este personagem tem o corpo metade de mulher e metade de peixe. Com seu canto atraente, consegue encantar os homens e levá-los para o fundo das águas.

Corpo-seco
É uma espécie de assombração que fica assustando as pessoas nas estradas. Em vida, era um homem que foi muito malvado e só pensava em fazer coisas ruins, chegando a prejudicar e maltratar a própria mãe. Após sua morte, foi rejeitado pela terra e teve que viver como uma alma penada.

Pisadeira
É uma velha de chinelos que aparece nas madrugadas para pisar na barriga das pessoas, provocando a falta de ar. Dizem que costuma aparecer quando as pessoas vão dormir de estômago muito cheio.

Mula-sem-cabeça
Surgido na região interior, conta que uma mulher teve um romance com um padre. Como castigo, em todas as noites de quinta para sexta-feira é transformada num animal quadrúpede que galopa e salta sem parar, enquanto solta fogo pelas narinas.

Mãe-de-ouro
Representada por uma bola de fogo que indica os locais onde se encontra jazidas de ouro. Também aparece em alguns mitos como sendo uma mulher luminosa que voa pelos ares. Em alguns locais do Brasil, toma a forma de uma mulher bonita que habita cavernas e após atrair homens casados, os faz largar suas famílias.

Saci-Pererê
O saci-pererê é representado por um menino negro que tem apenas uma perna. Sempre com seu cachimbo e com um gorro vermelho que lhe dá poderes mágicos. Vive aprontando travessuras e se diverte muito com isso. Adora espantar cavalos, queimar comida e acordar pessoas com gargalhadas.

Comadre Florzinha
É uma fada pequena que vive nas florestas do Brasil. Vaidosa e maliciosa possui cabelos compridos e enfeitados com flores coloridas. Vive para proteger a fauna e a flora. Junto com suas irmãs, vivem aplicando sustos e travessuras nos caçadores e pessoas que tentam desmatar a floresta.

Bicho Papão
Monstro grande, peludo, feio e comilão que assusta as crianças teimosas e desobedientes durante a noite. De acordo com o folclore, ele fica nos telhados das casas, esperando o momento certo de atacar. Esta lenda foi muito usada pelos pais do passado, como "recurso educativo" para ensinar as crianças, através do medo, a importância de respeitar e obedecer aos pais.

Curiosidades:

- É comemorado com eventos e festas, no dia 22 de Agosto, aqui no Brasil, o Dia do Folclore.

- Em 2005, foi criado do Dia do Saci, que deve ser comemorado em 31 de outubro. Festas folclóricas ocorrem nesta data em homenagem a este personagem. A data, recém criada, concorre com a forte influência norte-americana em nossa cultura, representanda pela festa do Hallowen  Dia das Bruxas.

- A palavra folclore é de origem inglesa. O termo "folk", em inglês, significa povo, enquanto "lore" significa cultura.

- Muitas festas populares, que ocorrem no mês de Agosto, possuem temas folclóricos como destaque e também fazem parte da cultura popular




          A palavra folclore foi criado pelo arqueólogo inglês William John Thoms no dia 22 de agosto de 1846  em uma carta enviada à revista Atheneum ,de Londres..Na publicação ,ele propunha a junção da palavras inglesas folk (povo) e lore(saber)-para mostrar que era sabedoria do povo.
          A expressão foi marcada internacionalmente em 1878 e definida como "conjunto das tradições ,conhecimentos e crenças de uma comunidade ,que são perpetuados por meio de lendas,canções e costumes ". 
          No Brasil , a Carta do Folclore  Brasileiro ,aprovada em 1951,define a palavra como o "conjunto das criações culturais de uma comunidade,baseado nas tradições expressas individual ou  coletivamente ,representativo de suas identidade social.

(Adaptação do texto da Revista Projetos Escolares Especial-Folclore)

                 Sugestões de atividades
1- Complete a ficha abaixo:


Nome do criador da palavra folclore-
Significado da palavra folclore-
Data da criação da palavra Folclore-
Nacionalidade da palavra Folclore-
Ano em que a expressão folclore foi reconhecida internacionalmente-
Ano da aprovação da Carta do Folclore Brasileiro-

2- Trabalho em grupo:
 Cinco ou seis grupos.Cada grupo será responsável por um tema do folclore.
 * Grupo 1:   Lendas do folclore
 * Grupo 2:  Cantigas de rodas
 * Grupo 3: Danças Folclóricas ou festas folclóricas
 * Grupo 4: Ditados populares
 * Grupo 5: Comidas típicas
 * Grupo 6 : Adivinhações  e parlendas
A forma de apresentação dos trabalhos podem ser escolhido pelos alunos.O importante é que usem a criatividade.Pode fazer cartazes,vídeos,apresentações das  músicas,encenações das lendas. Cada semana ou a cada aula pode ser apresentado um grupo.O folclore brasileiro é muito  rico e se o professor quiser dá para trabalhar  o mês inteiro.


Antiguidade- Vem de um tempo muito remoto.
Anonimato-Nunca se sabe quem fez isto ou aquilo.Não tem autor.
Constância- Sobrevive em todo  país e em cada região com seu toque típico apesar do avanço da tecnologia .
Tradição- São narradas oralmente pelas pessoas mais idosas ás crianças.
Espontaneidade: É um modo de sentir ,pensar e agir  que os membros da coletividade exprimem ou identificam como  seu , sem que isto sejam levados por influência direta de instituições estabelecidas.
Funcionalidade-O povo não conhece o ato gratuito ,tudo que faz tem um destino,preenche uma função ,revela o modo de ser ,a mentalidade de um grupo primitivo ou popular,exatamente pelas que cumpre .
Aceitação coletiva-Sem ela  nada se torna folclórico,esta aceitação faz com que o autor fique anônimo, e a obra passe a ser patrimônio de todos

          O folclore é também literatura,as inspirações do romantismo e muitas correntes do modernismo são tiradas do folclore.
          Nosso folclore também é uma fonte inesgotável para fazerem monumentos,decorações de jardins,parques,etc.
          É de valor integral na cultura , merece ser estudado e aproveitado sob todos os aspectos:intelectuais,artísticos,educacionais,técnicos,recreativos,assim o folclore favorece a aprendizagem e facilita o trabalho.
          Forma bons hábitos e atitudes, desperta sentimentos de emoção,entusiasmo e amor pelas coisas de nossa terra. Leva a conhecer os aspectos característicos de nosso povo e a preservar as nossas tradições.
          O folclore oferece um campo muito vasto para aquele que pesquisa a língua de um povo e a preservar as nossas tradições.


3. Justificativa

O folclore brasileiro representa a memória, a identidade e a diversidade cultural do povo. Suas manifestações aparecem nas histórias contadas pelos mais velhos, nas cantigas de roda, nas festas populares, nas brincadeiras, nas comidas típicas, nas crenças, nas danças e nas tradições regionais.

Trabalhar o folclore na escola permite que os estudantes reconheçam a importância da cultura popular, valorizem os saberes da comunidade, desenvolvam a oralidade, a leitura, a escrita, a pesquisa, a criatividade e o respeito às diferentes manifestações culturais.

Nos anos iniciais, o tema favorece a ludicidade, a escuta, a imaginação, o brincar e a expressão artística. Nos anos finais, possibilita o aprofundamento em leitura, interpretação, pesquisa, produção textual e estudo das regiões brasileiras. No Ensino Médio, permite uma abordagem mais crítica, relacionando folclore, identidade nacional, tradição oral, cultura popular, literatura, religiosidade, diversidade e patrimônio cultural.

4. Objetivo geral

Valorizar o folclore brasileiro como expressão da cultura popular, promovendo atividades de leitura, oralidade, pesquisa, produção textual, arte, música, brincadeiras, análise cultural e reflexão crítica, de acordo com as diferentes etapas da Educação Básica.


5. Objetivos específicos

Compreender o conceito de folclore e sua relação com a cultura popular brasileira.

Reconhecer mitos, lendas, personagens, festas, comidas, brincadeiras, cantigas, parlendas e adivinhas como manifestações folclóricas.

Valorizar a tradição oral e os saberes transmitidos entre gerações.

Identificar manifestações folclóricas presentes nas diferentes regiões do Brasil.

Desenvolver práticas de leitura, interpretação, escrita, escuta e oralidade.

Produzir fichas, cartazes, murais, livrinhos, mapas, vídeos, podcasts e apresentações.

Participar de brincadeiras, cantigas, dramatizações e atividades artísticas.

Refletir sobre identidade cultural, diversidade, religiosidade, preconceitos, estereótipos e patrimônio cultural.

Adaptar o estudo do folclore às diferentes faixas etárias, respeitando o nível de desenvolvimento dos estudantes.


2. Textos de estudo com atividades


Entre todas as aves, espalhou-se a notícia de uma festa no

Céu. Todas as aves compareceriam e começaram a fazer
inveja aos animais e outros bichos da terra incapazes de voo.
- Que não tem pena não vai poder ir a ao Céu – berrava a
Maritaca toda orgulhosa.
Imaginem quem foi dizer que ia também à festa... O Sapo-Boi,

que não querendo ficar pra trás, tratou logo de dizer:
- Eu também vou.
A Maritaca ficou surpresa:
- Como?! Sapo não voa.
- E precisa?
- Como você é ignorante. Fala pros cotovelos. Onde já se viu
sapo voar?
Pois bem, o Sapo-Boi disse que tinha sido convidado e que ia
sem dúvida nenhuma.

- Sou convidado de honra do São Pedro. Ele me disse que não
abre o portão do Céu enquanto eu não chegar.
Os bichos só faltaram morrer de rir e Maritaca, então, nem se
fala.
Disparou a falar mal do Sapo-Boi. Dizia que ele era pesado e
nem sabia dar uma corrida, seria capaz de aparecer naquelas
alturas.
- Sua língua, Dona Maritaca, não é feita de aço, mas ela corta
uma navalha.
Para não ter que brigar com a Maritaca, o Sapo-Boi saiu de
perto, resmungando pra si mesmo: Essa Maritaca é como
pernilongo, só cala o bico com um tapa.
O Sapo-Boi tinha seu plano. Estão rindo de mim, mas não
perdem por esperar. Duas palavras abrem qualquer porta:
puxe e empurre. Vou nesta festa nem que tenho que pregar
penas por todo o corpo.
Tenho uma idéia: vou procurar o Urubu. Posso descolar uma
carona. A esperteza é fazer isto com arte! Não há urubu que
não cobiça uma boa carniça. Basta-me oferecer pra ele as
carniças do brejo que ele me leva. São as pequenas coisas que
fazem as grandes diferenças – assim foi pensando o Sapo-Boi.
Na véspera da Festa do Céu, procurou o Urubu e deu uma
prosa boa divertindo muito o dono da casa. Prometeu mundo e
fundos pro carniceiro. Depois disse:
- Você vai à Festa no Céu.
- Vou sim. Todas as aves foram convidadas. Se você fosse uma
ave, teria sido também – disse o Urubu.

O Sapo-Boi que era muito vaidoso e orgulho até os cabelos e,
só pra não dar o braço a torcer, completou:
- Bom, camarada Urubu, quem é coxo parte cedo e eu vou
indo, porque o caminho é comprido. Tem que me apressar,
ainda vou me arrumar para ir a Festa no Céu.
O Urubu também ficou surpreso:
- Você vai mesmo?
- Se vou? Claro!
- De que jeito?
- Indo – respondeu o Sapo-Boi com sua bocarra escancarada,
todo confiante. - Até lá, camarada Urubu, sem falta!
Em vez de sair da casa o Urubu, o Sapo-Boi deu um pulo pela
janela do quarto do Urubu e vendo a viola, em cima da cama,
meteu-se dentro dela, encolhendo-se todo, ajuntando bem as
penas longas. Se você controla os pés, controla a mente. Ficou
quietinho: Aqui me ajeito. Vou ou não vou na Festa?! Sempre
tem um chinelo velho para um pé cansado.
O urubu, mais tarde, pegou na viola, amarrou-a a tira-colo e
bateu asas para o céu, vrru-rru-rrum... O Sapo-Boi ficou na
sua, bem amoitado no fundo da viola.
Chegando ao céu, o Urubu arriou a viola em um canto e foi
procurar as outras aves pra prosear.
O Sapo-Boi botou um olhão de fora e, vendo que estava
sozinho, ninguém pra xeretar, deu um pulo e ganhou a pista
da Festa, todo satisfeito.
Não queiram saber o espanto que as aves tiveram, vendo o
sapo pulando no céu!

Perguntaram e perguntaram curiosas:
- Como você chegou até aqui?
Mas o Sapo-Boi, esperto demais, só fazia conversa mole:
- Chegando, uai.
A Maritaca na acreditava no que via: tem carne escondida
debaixo desse angu. Em terra de cego, quem tem um olho é
rei, dois é deus e três é o diabo. Ainda descubro com esse
bocudo veio parar aqui.
A festa começou e o sapo tomou parte se exibindo o tempo
todo. Nem pro Urubu ele quis contar. Foi até arrogante:
- Eu não lhe disse que vinha? Cabra-macho não bebe água,
masca fumo e engole a baba.
Pela madrugada, sabendo que só podia voltar do mesmo jeito
da vinda, o Sapo-Boi foi-se esgueirando e correu para onde o
Urubu havia deixado a viola. Encontrou a viola e acomodou-se,
como da outra feita.
O sol ia saindo, acabou-se a festa e os convidados foram
voando, cada um para seu destino. O Urubu agarrou a sua
viola e tocou-se para a terra, vrru-rru-rrum...
Ia pelo meio do caminho, quando, numa curva, o sapo mexeuse
e o urubu, espiando para dentro do instrumento, viu o bicho
lá no escuro, todo curvado, feito uma bola. Só os enormes
olhos brilhando.
- Ah! camarada sapo! É assim que você vai à festa no Céu?
- Uma carona não faz mal a ninguém – respondeu o Sapo-Boi,
meio sem jeito.

- Então foi desse jeito que você veio?
- Coác! Usando um pouco minha inteligência, né, camarada.
O Urubu achou o Sapo-Boi muito folgado e, além do mais, ele
contou muito papo na festa. Me fez de bobo. Se tivesse ao
menos me contado. Merece um castigo – concluiu o Urubu.
- Vou te jogar lá embaixo – avisou pro Sapo-Boi.
- Cê tá louco?! – berrou o Sapo-Boi, escancarando o bocão.
O Urubu estava decidido em atirar o Sapo-Boi lá de cima.
- Pode escolher: quer cair no chão ou na água?
O Sapo-Boi desconfiou da proposta: conhecendo o urubu, ele
vai me pirraçar. Boca de mel, coração de fel. Vai me jogar
onde eu não escolher. Para quem está se afogando, jacaré é
tronco. Cachorro mordido de cobra tem medo até de lingüiça.
Então, o Sapo-Boi querendo ser mais esperto que o Urubu, foi
logo dizendo:
- Me joga no chão mesmo.
Urubu ficou surpreso com o pedido. Este sapo deve ter pirado.
- Tem certeza que isso mesmo que você quer?
- Claro, camarada Urubu – completou o Sapo-Boi, resmungo
pra si mesmo: O destino não é uma questão de sorte, é uma
questão de escolha.
E, naquelas alturas, o Urubu emborcou a viola. O sapo
despencou-se para baixo e veio zunindo. E rezava: - Coác! Se
eu desta escapar, nunca mais boto as patas nas alturas!

Nem converso demais. É melhor calar-se e deixar que as pessoas
pensem que você é tolo, do que falar e acabar com a dúvida.
E vendo as serras lá embaixo, berrou desesperado:
- Coác! Arreda pedras!
E as pedras não arredaram. O Sapo-Boi então pode concluir
antes de esborrachar nelas: A esperança é um urubu pintado
de verde.
Bateu em cima das pedras como um tomate maduro,
esparramando-se todo. Ficou em pedaços.
Conta-se, lá pras bandas do brejo, que Nossa Senhora, com
pena do infeliz sapo, juntou todos os pedaços do seu corpo
esparramado nas pedras e o sapo viveu de novo. Aprendeu
uma sábia lição: Nosso verdadeiro inimigo está em nós
mesmos. Não são os grandes planos que dão certo, são os
pequenos detalhes. Não cuidei dos detalhes.
- Por isso o sapo tem o couro todo cheio de remendos. A
primeira vítima da ignorância é o próprio ignorante – explica a
Maritaca, sempre com certa maldade nos olhos esverdeados
toda vez que conta essa história.
Fonte: Virtual Books)

Atividades: leitura, interpretação, reconto, dramatização, quadrinhos, livrinho.



Cultos e  orixás que fazem parte do folclore.

          Candomblé: É um culto africano ,trazido pelos escravos negros,na época do Brasil colonial.
          Umbanda- culto de origem africana ,trazido pelo negro escravo,varia conforme a região,porém conserva a sua estrutura.É geralmente chamado assim:
          *Umbanda-São Paulo
           * Macumba- Rio de Janeiro
          *Candomblé -Bahia
          *Batuque- Rio de Grande do Sul
          *Tambor de Nina- Maranhão
          *Xangô-Pernambuco,Paraíba e Alagoas
          *Babacuê- Pará
          Por meio de canto e dança,acompanhados por atabaques e outros instrumentos de percussão,procuram entrar em contato com suas divindades:orixá,no candomblé,e santos , na umbanda. 
          Os "santos" se incorporam às "filhas de Santo" pessoas que recebem as entidades,cumprimentam os presentes e transmitem conselhos.
           Os cultos geralmente acontecem em barracões chamados terreiros.Nas danças e santos que invocam entidades nota-se a influência da melodia e principalmente o ritmo de nossa música popular.
          Seus instrumentos têm também grande importância de nossa música.

                    Principais   Orixás
*Exu- uma espécie de mensageiro entre deuses e o homem:é identificado como o diabo.
*Ogum-deus do ferro:é identificado como Santo Antônio:sua cor é azul.
*Omulu-deus de todas as doenças,em especial da bexiga:é identificado como  Lázaro ou São Roque;cores preferidas: preta e vermelha.
*Oxossi-deus da caça;identificado como São Jorge;cores preferidas:verde e azul.
*Oxalá- o grande deus da criação ;identificado como senhor do Bonfim;sua cor é branco.
*Xangô- deus do trovão;identificado com São jerônimo;cores preferidas:vermelho e branco.
*Iansã-deusa  das tempestades;identifica como Santa Bárbara:cor preferida :vermelho
*Oxum- deusa das fontes ,identifica como nossa senhora das cadeias:amarelo é a sua cor.
*Obá-deusa dos rios;é a terceira esposa de Xangô.
*Iemanjá-rainha das águas e dos oceanos.É conhecida também por Nossa  Senhora da Conceição,Janaina,Maria princesa de Aioká,cor azul e branco transparente.Gosta muito de ganhar presentes.


3. Sugestões de atividades práticas




Mural e Livro do Folclore:


                     MURAL

Material:Fita adesiva,imagens de personagens folclóricos,tesoura com pontas  redondas.

                    MODO DE FAZER:
          Procure imagens de personagens folclóricos na internet, em livros ou revistas. Reproduza os desenhos em tamanho grande e recorte-os , dividindo-os em quadrinhos de mesmo tamanho para formar um quebra - cabeça.A cada dia, fixe um dos quadrados do quebra cabeça na parede da sala, até completar a imagem.Durante esse período, as os alunos devem tentar adivinhar qual é o personagem que está sendo construído no mural.

                                           LIVRO  DO FOLCLORE:
     
                    MATERIAL   NECESSÁRIO: Computador, livros de histórias,lendas e contos do folclore; e revistas com temas folclóricos,percevejo,cola branca,furador de papel e cartão ou color set de cores.

                                             MODO DE FAZER:

          Em uma roda de conversa ,faça uma sondagem dos conhecimentos prévios  dos alunos sobre o folclore, perguntando sobre brincadeiras, personagens.Peça para entrevistarem seus pais, avós e outras pessoas, para saberem quais histórias e brincadeiras que conhecem.
           Divida a turma em equipe, cada uma fica com um tema do folclore, eles deverão reunir materiais sobre  o seu tema.
           Peça aos alunos  que reúnam o material,cada grupo será responsável por uma página do livro do folclore.Solicite que cada equipe dobre uma folha de papel - cartão ou color set ao meio para formar uma página.Peça para preencherem a página utilizando diferentes técnicas, como colagem, desenho e pintura..Com o furador de papel , fure as páginas e posicione uma sobre a outra.Una as páginas com a percevejo,montando o livro.Permita que todos os alunos da sala conheçam o conteúdo do livro e disponobilize- o na  biblioteca na escola, incentivando que todos os educandos o consultem para conhecer o folclore.



Atividades de Arte.

Material: Cola branca;cola quente;Eva nas cores branca,rosa,preta e marrom;estilete;fio de náilon.garrafa PET de 600ml;lápis;papel camurça nas cores amarela e azul;papel-cartão de cores variadas;pincel chato; pote de sorvete de 2 litros;tesoura; e tinta guache nas cores brancas e marrom.

                   MODO DE FAZER:
          Para confeccionar o  boi -bumbá, reproduza o modo de fazer a seguir.
1- Misture a cola branca com a tinta guache marrom e pinte a garrafa PET,deixando sem tinta uma faixa de cerca de 5 cm de largura na base da garrafa.Aguarde secar e passe mais uma demão.
2- Misture a tinta guache marrom à branca,até chegar a um marrom bem claro.Então ,adicione um pouco de cola branca e pinte a faixa restante da garrafa,passando novamente duas demãos.
3- Passe o fio de náilon pela lateral da garrafa,em uma altura intermediária, e dê um nó,deixando sobra de fios para os dois lados.
4-Dobre a garrafa um pouco acima do náilon já preso e utilize as sobras de fio para amarrar o gargalo da garrafa,que será o pescoço do boi.Aperte bem, para que a garrafa não volte ao seu formato original.
5-Recorte dois pequenos círculos no EVA marrom para formar as narinas, e dois no branco,para formar os olhos.Fixe-os na garrafa com a cola quente.
6-Faça dois  círculos  menores no EVA preto e cole-os sobre os olhos .
7-Desenhe os chifres do boi no EVA branco e as orelhas no eva marrom.Use a cola quente para fixar os chifres na parte superior da cabeça e as orelhas nas laterais.
8-Corte tiras coloridas de 1x15 cm do papel crepom e cole-as nos chifres.
9-Use o estilete para fazer um círculo de 2,5cm de diâmetro na base do pote de sorvete.
10-Com a cola quente e o papel camurça azul  encape o pote ,deixando a abertura livre.
11-Para fazer o babado  da roupa do boi-bumbá ,recorte uma tira de 1,5cm de largura no papel camurça amarelo, picote um dos lados com a tesoura e, com a cola quente,fixe-a na borda inferior do pote.
12-Decore o restante do pote com papel cartão de cores variadas ,usando a cola branca.
13-Retire a tampa da garrafa e encaixe o gargalo no orifício do pote.
14-Para finalizar, rosqueie novamente a tampa da garrafa,fixando- a no pote.

                              Máscara  do Saci
Materiais : Água, bexiga,canetinhas,cola branca,copo descartável de 200ml, estilete, fita dupla face, folhas de  jornal antigo ,pincel, chato,retalhos de pano vermelho,de papéis coloridos e de lã,tesoura com ponta arredondadas,tinta guache nos tons marrom, preto e vermelho.

                               MODO DE FAZER:
1- Peça que os alunos encham uma bexiga de forma que ela fique do tamanho de seus rostos ,pois será a base para a máscara.Solicite que misture ,no copo plástico,cola com um pouco de água.Então , recortam os jornais em vários pedaços pequenos , fixam-nos no balão ,revestindo metade dele.Repetem este procedimento mais quatro vezes,para que a máscara fique firme.Eles aguardam a secagem e estouram a bexiga,formando uma meia-lua de jornal.Oriente-os a dar duas demãos de tinta marrom nela e a desenhar a boca e o nariz.Depois, ajude-os a cortar os olhos com o estilete.

2-Para o gorro do Saci, corte,no retalho de pano vermelho,um triângulo e peça que os alunos colem-no topo da máscara com a fita dupla.



          DICAS DE ATIVIDADES PARA O FOLCLORE

1-Pedir para os alunos criarem fichas dentro de assuntos do folclore ou quadros informativos.
a) Fichas de personagem do folclore:(Exemplo)
nome do personagem:
características  dos personagens:
localização de origem da lenda
resumo da lenda:

2- Pedir para os alunos sentarem em círculos   e contarem as lendas que conhecem com as suas palavras.(pode ser com outro assunto também, como parlendas, adivinhações,etc) .

3-Criar mapas com legendas localizando :
a) A origem de cada dança folclórica
b) A origem de cada lenda:
c)A localização de cada festa do folclore

4-Fazer livrinhos com os temas do folclore.

5- Criar vídeos com os alunos encenando as lendas.

6- Gravar os alunos cantando cantigas de roda;

7- Fazer livrinhos de  receita com as comidas que fazem parte do folclore.



Quem é o saci ?
O Saci-Pererê é um dos personagens mais conhecidos do folclore brasileiro. Possuí até um dia em sua homenagem: 31 de outubro. Provavelmente, surgiu entre povos indígenas da região Sul do Brasil, ainda durante o período colonial (possivelmente no final do século XVIII). Nesta época, era representado por um menino indígena de cor morena e com um rabo, que vivia aprontando travessuras na floresta.
Porém, ao migrar para o norte do país, o mito e o personagem sofreram modificações ao receberem influências da cultura africana. O Saci transformou-se num  jovem negro com apenas uma perna, pois, de acordo com o mito, havia perdido a outra numa luta de capoeira. Passou a ser representado usando um gorro vermelho e um cachimbo, típico da cultura africana. Até os dias atuais ele é representado desta forma. 
O comportamento é a marca registrada deste personagem folclórico. Muito divertido e brincalhão, o saci passa todo tempo aprontando travessuras na matas e nas casas. Assusta viajantes, esconde objetos domésticos, emite ruídos, assusta cavalos e bois no pasto etc. Apesar das brincadeiras, não pratica atitudes com o objetivo de prejudicar alguém ou fazer o mal. 
Diz o mito que ele se desloca dentro de redemoinhos de vento, e para captura-lo é necessário jogar uma peneira sobre ele. Após o feito, deve-se tirar o gorro e prender o saci dentro de uma garrafa. Somente desta forma ele irá obedecer seu “proprietário”. 
Mas, de acordo com o mito, o saci não é voltado apenas para brincadeiras. Ele é um importante conhecedor das ervas da floresta, da fabricação de chás e medicamentos feitos com plantas. Ele controla e guarda os segredos e todos estes conhecimentos. Aqueles que penetram nas florestas em busca destas ervas, devem, de acordo com a mitologia, pedir sua autorização. Caso contrário, se transformará em mais uma vítima de suas travessuras. 
A crença neste personagem ainda é muito forte na região interior do Brasil. Em volta das fogueiras, os mais velhos contam suas experiências com o saci aos mais novos. Através da cultura oral, o mito vai se perpetuando. Porém, o personagem chegou aos grandes centros urbanos através da literatura, da televisão e das histórias em quadrinhos.  
Quem primeiro retratou o personagem, de forma brilhante na literatura infantil, foi o escritor Monteiro Lobato. Nas histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo, o saci aparece constantemente. Ele vive aprontando com os personagens do sítio. A lenda se espalhou por todo o Brasil quando as histórias de Monteiro Lobato ganharam as telas da televisão, transformando-se em seriado, transmitido no começo da década de 1950. O saci também aparece em várias momentos das histórias em quadrinhos do personagem Chico Bento, de Maurício de Souza.
Dia do Saci
Com o objetivo de diminuir a importância da comemoração do Hallowen no Brasil, foi criado em caráter nacional, em 2005, o Dia do Saci ( 31 de outubro). Uma forma de valorizar mais o folclore nacional, diminuíndo a influência do cultura norte-americana em nosso país. 
Curiosidade:
- O Saci-Pererê é o mascote do time de futebol Sport Club Internacional de Porto Alegre. 



6. BNCC — Habilidades sugeridas

Anos iniciais do Ensino Fundamental

Língua Portuguesa

EF15LP01 — Identificar a função social de textos que circulam em diferentes campos da vida social.
EF15LP02 — Estabelecer expectativas em relação ao texto que vai ler, apoiando-se em conhecimentos prévios.
EF15LP03 — Localizar informações explícitas em textos.
EF15LP04 — Identificar o efeito de sentido produzido pelo uso de recursos expressivos.
EF15LP05 — Planejar, com ajuda do professor, o texto que será produzido.
EF15LP09 — Expressar-se oralmente com clareza, preocupando-se em ser compreendido.
EF15LP10 — Escutar com atenção falas de professores e colegas.
EF15LP13 — Identificar finalidades da interação oral em diferentes contextos.
EF35LP03 — Identificar a ideia central do texto.
EF35LP04 — Inferir informações implícitas nos textos lidos.
EF35LP25 — Criar narrativas ficcionais, com certa autonomia, utilizando detalhes descritivos.

Arte

EF15AR01 — Identificar e apreciar formas distintas das artes visuais tradicionais e contemporâneas.
EF15AR04 — Experimentar diferentes formas de expressão artística.
EF15AR13 — Identificar e apreciar criticamente diversas formas e gêneros de expressão musical.
EF15AR18 — Reconhecer e apreciar formas distintas de manifestações do teatro.

Educação Física

EF12EF01 — Experimentar e fruir diferentes brincadeiras e jogos da cultura popular.
EF12EF02 — Explicar, por meio de múltiplas linguagens, brincadeiras e jogos populares.
EF35EF01 — Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo.

História e Geografia

EF03HI04 — Identificar patrimônios históricos e culturais de sua cidade ou região.
EF04HI03 — Identificar transformações ocorridas na cidade ao longo do tempo.
EF04GE01 — Selecionar, em seus lugares de vivência, elementos de distintas culturas.
EF05GE02 — Identificar diferenças étnico-raciais, culturais e desigualdades sociais entre grupos.


Anos finais do Ensino Fundamental

Língua Portuguesa

EF69LP07 — Produzir textos em diferentes gêneros, considerando sua adequação ao contexto.
EF69LP13 — Engajar-se e contribuir com a busca de conclusões comuns relativas a temas de interesse coletivo.
EF69LP21 — Posicionar-se em relação a conteúdos veiculados em práticas não institucionalizadas de participação social.
EF69LP44 — Inferir a presença de valores sociais, culturais e humanos em textos literários.
EF69LP46 — Participar de práticas de compartilhamento de leitura e recepção de obras literárias.
EF69LP47 — Analisar, em textos narrativos ficcionais, formas de composição, personagens, enredo, tempo e espaço.
EF69LP51 — Engajar-se ativamente nos processos de planejamento, textualização, revisão e edição.

Arte

EF69AR01 — Pesquisar, apreciar e analisar formas distintas das artes visuais.
EF69AR09 — Pesquisar e analisar diferentes formas de expressão, representação e encenação da dança.
EF69AR16 — Analisar criticamente diferentes formas e gêneros de expressão musical.
EF69AR24 — Reconhecer e apreciar artistas e grupos de teatro brasileiros e estrangeiros.

Educação Física

EF67EF01 — Experimentar e fruir brincadeiras e jogos populares do Brasil e do mundo.
EF67EF02 — Planejar e utilizar estratégias para possibilitar a participação segura de todos em brincadeiras e jogos.
EF89EF11 — Identificar e discutir estereótipos e preconceitos relativos às práticas corporais.

História e Geografia

EF06HI05 — Descrever modificações da natureza e da paisagem realizadas por diferentes tipos de sociedade.
EF07HI12 — Identificar a distribuição territorial da população brasileira em diferentes épocas.
EF08HI14 — Discutir a noção de tutela dos grupos indígenas e a participação dos negros na sociedade brasileira.
EF06GE02 — Analisar modificações de paisagens por diferentes tipos de sociedade.
EF07GE01 — Avaliar, por meio de exemplos, ideias e estereótipos acerca das paisagens e da formação territorial do Brasil.
EF07GE02 — Analisar a influência dos fluxos econômicos e populacionais na formação socioeconômica e territorial do Brasil.

Ensino Religioso

EF06ER01 — Reconhecer o papel da tradição escrita na preservação de memórias e ensinamentos religiosos.
EF07ER01 — Reconhecer e respeitar práticas de comunicação com as divindades em distintas manifestações religiosas.
EF08ER02 — Analisar filosofias de vida, manifestações e tradições religiosas, destacando seus princípios éticos.


Ensino Médio

No Ensino Médio, a BNCC trabalha por áreas do conhecimento. Para este projeto, as áreas mais diretamente envolvidas são Linguagens e suas Tecnologias e Ciências Humanas e Sociais Aplicadas. A BNCC inclui o Ensino Médio como parte da Educação Básica e orienta o desenvolvimento integral dos estudantes, articulando competências e habilidades.

Linguagens e suas Tecnologias

EM13LGG101 — Compreender e analisar processos de produção e circulação de discursos nas diferentes linguagens.
EM13LGG102 — Analisar visões de mundo, conflitos de interesse, preconceitos e ideologias presentes nos discursos.
EM13LGG201 — Utilizar adequadamente as diversas linguagens em diferentes contextos.
EM13LGG301 — Participar de processos de produção individual e colaborativa em diferentes linguagens.
EM13LGG601 — Apropriar-se do patrimônio artístico e cultural de diferentes tempos e lugares.
EM13LGG602 — Fruir e apreciar manifestações artísticas e culturais.

Língua Portuguesa — Ensino Médio

EM13LP01 — Relacionar o texto ao contexto de produção e recepção.
EM13LP06 — Analisar efeitos de sentido decorrentes de escolhas linguísticas.
EM13LP15 — Planejar, produzir, revisar, editar e reescrever textos.
EM13LP20 — Compartilhar sentidos construídos na leitura/escuta de textos literários.
EM13LP46 — Participar de eventos de práticas de linguagem, considerando diferentes contextos culturais.

Ciências Humanas e Sociais Aplicadas

EM13CHS101 — Identificar, analisar e comparar diferentes fontes e narrativas expressas em diversas linguagens.
EM13CHS102 — Identificar, analisar e discutir as circunstâncias históricas, geográficas, políticas, econômicas, sociais, ambientais e culturais.
EM13CHS103 — Elaborar hipóteses, selecionar evidências e compor argumentos sobre processos sociais, culturais e históricos.
EM13CHS104 — Analisar objetos da cultura material e imaterial como suporte de conhecimentos, valores, crenças e práticas.
EM13CHS502 — Analisar situações da vida cotidiana, estilos de vida, valores e condutas, desnaturalizando desigualdades e preconceitos.


7. Competências gerais da BNCC relacionadas ao projeto

O projeto dialoga especialmente com as seguintes competências gerais:

Competência 1 — Conhecimento: valorização dos saberes historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e digital.

Competência 3 — Repertório cultural: valorização e fruição das diversas manifestações artísticas e culturais.

Competência 4 — Comunicação: utilização de diferentes linguagens — verbal, corporal, visual, sonora e digital.

Competência 5 — Cultura digital: produção de vídeos, podcasts, slides, livrinhos digitais e materiais interativos.

Competência 7 — Argumentação: análise crítica de manifestações culturais, fontes, narrativas e tradições.

Competência 9 — Empatia e cooperação: respeito à diversidade cultural, religiosa, regional e social.


8. Temas Contemporâneos Transversais

O projeto também permite trabalhar Temas Contemporâneos Transversais, especialmente diversidade cultural, educação para valorização do multiculturalismo, cidadania, direitos humanos e educação patrimonial. A abordagem dos temas contemporâneos busca contextualizar o que é ensinado e tornar a aprendizagem mais relevante para a atuação dos estudantes na sociedade.

Temas que podem aparecer no projeto:

Diversidade cultural.
Educação para as relações étnico-raciais.
Cultura indígena, africana e afro-brasileira.
Patrimônio cultural material e imaterial.
Respeito às tradições religiosas.
Memória, identidade e pertencimento.
Cultura digital e produção colaborativa.


9. Desenvolvimento do projeto

Etapa 1 — O que é folclore?

Objetivo da etapa:
Compreender o conceito de folclore como saber do povo e reconhecer sua presença na vida cotidiana.

Atividades sugeridas:
Roda de conversa sobre o que os alunos sabem sobre folclore.
Leitura do texto “O que é folclore?”.
Registro coletivo das ideias principais.
Produção de frase, parágrafo ou mapa mental sobre o tema.
Exibição de vídeo introdutório.

Para anos iniciais:
Desenho: “O que eu conheço do folclore?”
Roda de conversa com exemplos de lendas e brincadeiras.

Para anos finais:
Leitura e interpretação do texto.
Quadro com exemplos de lendas, festas, comidas, cantigas e brincadeiras.

Para Ensino Médio:
Discussão: folclore é apenas coisa do passado ou continua vivo na sociedade atual?

Espaços para encaixar:
Texto base: __________________________
Vídeo: __________________________
Podcast: __________________________
Atividade em PDF/Word: __________________________


Etapa 2 — A origem da palavra folclore

Objetivo da etapa:
Conhecer a origem da palavra folclore e compreender seu significado como “saber do povo”.

Atividades sugeridas:
Leitura do texto “De onde vem?”.
Ficha de compreensão.
Pesquisa sobre a palavra folk e lore.
Discussão sobre tradição oral e cultura popular.

Para anos iniciais:
Ficha simples com perguntas objetivas.

Para anos finais:
Pesquisa orientada sobre tradição oral.

Para Ensino Médio:
Análise do conceito de folclore, cultura popular e patrimônio cultural.

Espaços para encaixar:
Texto complementar: __________________________
Slide explicativo: __________________________
Ficha de atividade: __________________________


Etapa 3 — Mitos, lendas e personagens folclóricos

Objetivo da etapa:
Identificar personagens do folclore brasileiro, suas características, origens e significados culturais.

Atividades sugeridas:
Leitura sobre Saci, Curupira, Iara, Boto, Boitatá, Cuca, Lobisomem, Mula-sem-cabeça, Mãe-d’água, Corpo-seco, Pisadeira e outros.
Criação de fichas de personagens.
Montagem de mural com imagens.
Pesquisa sobre a origem regional de cada lenda.
Produção de pequenos textos descritivos.

Modelo de ficha:

Nome do personagem:
Características:
Região ou origem da lenda:
Resumo da história:
O que essa lenda representa?
Ilustração:

Para anos iniciais:
Desenho, pintura, recorte e colagem.

Para anos finais:
Ficha descritiva e apresentação oral.

Para Ensino Médio:
Análise crítica de representações, estereótipos e ressignificações dos mitos na cultura atual.

Espaços para encaixar:
Imagens dos personagens: __________________________
Fichas prontas: __________________________
Vídeo ou podcast sobre lendas: __________________________
Slides: __________________________


Etapa 4 — Conto popular: A Festa no Céu

Objetivo da etapa:
Ler, interpretar e recontar um conto popular, observando personagens, conflito, enredo, oralidade e ensinamentos presentes na narrativa.

Atividades sugeridas:
Leitura compartilhada do conto.
Interpretação oral e escrita.
Reconto coletivo.
Dramatização.
Produção de quadrinhos ou livrinho ilustrado.
Gravação de áudio com narração da história.

Para anos iniciais:
Reconto oral e desenhos das cenas principais.

Para anos finais:
Interpretação, análise dos personagens e produção de final alternativo.

Para Ensino Médio:
Análise da tradição oral, dos provérbios, da moralidade e da construção simbólica do conto.

Espaços para encaixar:
Texto adaptado: __________________________
Áudio/podcast: __________________________
Atividade de interpretação: __________________________
Livrinho: __________________________


Etapa 5 — Cantigas, parlendas e adivinhas

Objetivo da etapa:
Valorizar a oralidade, a musicalidade, a memória popular e os jogos de linguagem.

Atividades sugeridas:
Leitura e canto de cantigas de roda.
Roda de adivinhas.
Pesquisa com familiares sobre cantigas antigas.
Produção de livrinho de cantigas, parlendas e adivinhas.
Gravação dos alunos cantando ou recitando.

Para anos iniciais:
Cantigas, gestos, roda e ilustrações.

Para anos finais:
Pesquisa sobre origem, variações regionais e linguagem das cantigas.

Para Ensino Médio:
Análise crítica de letras tradicionais, permanências, mudanças e valores culturais presentes nas cantigas.

Espaços para encaixar:
Lista de cantigas: __________________________
Adivinhas: __________________________
Áudios: __________________________
Atividade em PDF/Word: __________________________


Etapa 6 — Brincadeiras tradicionais

Objetivo da etapa:
Reconhecer as brincadeiras populares como parte do patrimônio cultural e da convivência social.

Atividades sugeridas:
Vivência de brincadeiras: amarelinha, pular corda, cabra-cega, passa-anel, batata quente, estátua, cabo de guerra, boca de forno, lenço atrás e esconde-esconde.
Registro das regras das brincadeiras.
Entrevista com familiares.
Comparação entre brincadeiras antigas e brincadeiras atuais.

Para anos iniciais:
Vivência prática das brincadeiras.

Para anos finais:
Produção de manual de brincadeiras.

Para Ensino Médio:
Discussão sobre infância, cultura corporal, tecnologia e mudanças nas formas de brincar.

Espaços para encaixar:
Fotos das brincadeiras: __________________________
Ficha de entrevista: __________________________
Manual de brincadeiras: __________________________


Etapa 7 — Comidas típicas e regiões brasileiras

Objetivo da etapa:
Relacionar folclore, alimentação, cultura regional e diversidade brasileira.

Atividades sugeridas:
Pesquisa sobre comidas típicas das regiões brasileiras.
Construção de mapa gastronômico.
Produção de fichas de receitas.
Roda de conversa sobre comidas tradicionais das famílias.
Livrinho de receitas do folclore.

Para anos iniciais:
Desenho das comidas típicas e conversa sobre alimentos conhecidos.

Para anos finais:
Pesquisa por região brasileira.

Para Ensino Médio:
Discussão sobre alimentação, identidade cultural, território, desigualdade e patrimônio alimentar.

Espaços para encaixar:
Mapa do Brasil: __________________________
Receitas: __________________________
Livrinho de receitas: __________________________
Podcast sobre comidas típicas: __________________________


Etapa 8 — Festas populares e manifestações culturais

Objetivo da etapa:
Conhecer festas populares brasileiras e compreender sua relação com história, religiosidade, comunidade, música, dança e tradição.

Atividades sugeridas:
Pesquisa sobre festas populares.
Cartazes ou slides por grupo.
Apresentação oral.
Discussão sobre diversidade cultural e respeito religioso.
Registro das festas presentes na comunidade.

Para anos iniciais:
Desenhos, músicas e conversa sobre festas conhecidas.

Para anos finais:
Pesquisa em grupo sobre festas brasileiras.

Para Ensino Médio:
Debate sobre cultura popular, sincretismo, religiosidade, preconceito e patrimônio cultural.

Espaços para encaixar:
Slides: __________________________
Vídeo complementar: __________________________
Atividade de pesquisa: __________________________


Etapa 9 — Produções artísticas

Objetivo da etapa:
Expressar, por meio da arte, elementos do folclore brasileiro.

Atividades sugeridas:
Confecção de máscara do Saci.
Confecção do boi-bumbá.
Produção de mural.
Desenho, pintura, colagem e modelagem.
Dramatização de lendas.
Apresentação musical ou teatral.

Para anos iniciais:
Máscaras, desenhos e personagens.

Para anos finais:
Cartazes, maquetes, vídeos e apresentações.

Para Ensino Médio:
Produção de releituras artísticas e análise de como o folclore aparece na música, literatura, cinema, teatro e mídias digitais.

Espaços para encaixar:
Tutorial da máscara: __________________________
Tutorial do boi-bumbá: __________________________
Fotos da produção: __________________________
Vídeos dos alunos: __________________________


Etapa 10 — Pesquisa, tecnologia e produção digital

Objetivo da etapa:
Utilizar recursos digitais para registrar, organizar e divulgar aprendizagens sobre o folclore.

Atividades sugeridas:
Produção de podcast.
Criação de vídeos curtos.
Elaboração de slides.
Criação de quiz.
Montagem de livrinho digital.
Organização de material em Word e PDF.

Para anos iniciais:
Gravação de áudio com cantigas ou reconto.

Para anos finais:
Produção de slides, vídeos e quiz.

Para Ensino Médio:
Produção de podcast crítico, seminário digital, artigo de opinião ou ensaio curto.

Espaços para encaixar:
Podcast: __________________________
Vídeo: __________________________
Quiz: __________________________
Slides: __________________________
Word: __________________________
PDF: __________________________


10. Sugestões de produtos por etapa escolar

Anos iniciais

Livrinho ilustrado de lendas.
Mural dos personagens.
Roda de cantigas.
Máscaras folclóricas.
Brincadeiras tradicionais.
Livro de adivinhas.
Desenhos e colagens.

Anos finais

Fichas de personagens.
Mapas culturais.
Cartazes informativos.
Seminários simples.
Dramatizações.
Livro de receitas típicas.
Vídeos e podcasts curtos.

Ensino Médio

Seminários temáticos.
Artigos de opinião.
Podcasts críticos.
Debates sobre cultura popular.
Análise de estereótipos.
Pesquisa sobre patrimônio cultural.
Relação entre folclore, literatura, modernismo e identidade nacional.


11. Culminância

A culminância poderá ocorrer por meio de uma Mostra Cultural do Folclore Brasileiro, envolvendo exposição dos materiais produzidos pelos alunos e apresentação das atividades desenvolvidas durante o projeto.

Sugestões para a culminância:

Exposição de murais e cartazes.
Apresentação de cantigas.
Vivência de brincadeiras tradicionais.
Dramatização de lendas.
Mostra de livrinhos.
Exibição de vídeos e podcasts.
Apresentação de comidas típicas ou receitas pesquisadas.
Seminários dos anos finais e Ensino Médio.
Roda de conversa com famílias ou comunidade escolar.

Espaços para completar:

Data: __________________________
Local: __________________________
Turmas participantes: __________________________
Materiais expostos: __________________________
Apresentações previstas: __________________________


12. Avaliação

A avaliação será contínua, observando o envolvimento dos estudantes nas atividades propostas, a participação nas rodas de conversa, a realização das pesquisas, a criatividade nas produções, o respeito às manifestações culturais e a capacidade de relacionar o folclore brasileiro à identidade, à memória e à diversidade cultural do país.

Critérios de avaliação:

Participação nas atividades individuais e coletivas.
Interesse pelas leituras, pesquisas e discussões.
Clareza na oralidade e nas apresentações.
Organização dos registros escritos.
Criatividade nas produções artísticas e digitais.
Respeito às diferenças culturais e religiosas.
Compreensão do folclore como patrimônio cultural.
Capacidade de análise crítica, especialmente nos anos finais e Ensino Médio.


13. Recursos necessários

Textos impressos ou digitais.
Imagens de personagens folclóricos.
Livros, revistas e materiais de pesquisa.
Computador, celular, projetor ou TV.
Cartolina, papel cartão, color set, EVA, cola, tesoura, lápis de cor, tinta e materiais recicláveis.
Caixa de som para cantigas e podcasts.
Slides, vídeos, quiz, livrinhos digitais e atividades em Word/PDF.


14. Espaço para materiais complementares da postagem

🎧 Podcast: 

Podcast sobre o Folclore Brasileiro


🎥 Vídeos:

A magia do Folclore Brasileiro
  

,,

 Vídeos: livrinhos digitais

Vídeo: Ecossistema do Folclore Brasileiro



📊 Slides:


🧩 Quiz:

📄 Atividades em Word:

📕 Atividades em PDF:

📚 Livrinho digital:

Músicas  criadas dentro do tema Folclore:

Músicas criadas dentro do tema Folclore

As músicas abaixo foram criadas para enriquecer o trabalho com o tema folclore em sala de aula. Elas podem ser usadas na abertura do projeto, em rodas de conversa, atividades de escuta, apresentações, dramatizações ou na culminância.



Sugestões de uso:

Ouvir a música com a turma.
Conversar sobre os personagens e elementos do folclore presentes na letra.
Pedir que os alunos façam desenhos inspirados na música.
Criar uma coreografia ou apresentação.
Relacionar a música às lendas, brincadeiras, festas e tradições estudadas.

Links das músicas:

https://www.mureka.ai/es/song-detail/LpbXkSYSkHrXyd43KVmQaf?is_from_share=1&song_title=ciranda-de-roda&singer=maria-aparecida-de-almeida

https://www.mureka.ai/es/song-detail/5iXGVUvqH3FW6vcqy5DB4Z?is_from_share=1&song_title=ciranda-de-roda&singer=maria-aparecida-de-almeida

https://br.musicful.ai/song/51668359292784646/

https://ilovesong.ai/work/8626388-179bf2af-299b-4902-b237-ddc2de6217a8


15-Bate-papo com o professor

Este espaço foi pensado especialmente para os professores que desejam utilizar o projeto e o Caderno Pedagógico sobre o Folclore Brasileiro em sala de aula.

Aqui a letra da música que criei no site misucful:

O link da música está acima.

ENTREI NA RODA ROSEIRA

Letra : Maria Aparecida de Almeida

Ah! Eu entrei na roda , Na mão direita tem una roseira

Pra ver como se dança Na mão direita tem uma roseira

Entrei na contradança Que dá flor na primavera

Eu não sei dançar Que dá flor na primavera

Lá vai uma , lá vão duas Entrai na roda ,ó linda roseira

Lá vão três pela terceira Entrai na roda, ó linda roseira

Lá se vai o meu amor E abraçai a mais faceira

No vapor da cachoeira E abraçai a mais faceira

PIRULITO CANTIGAS DE NINAR

Pirulito que bate,bate Dorme ,nenê, que a cuca vai pegar

pirulito que já bateu; papai está na roça, mamãe no belém

quem gosta de mim é ela boi, boi, boi da cara preta,

Quem gosta dela sou eu Pega esta criança que tem medo de careta

Pirulito que bate,bate Bicho papão sai de cima do telhado

pirulito que já bateu Deixa o filhinho dormir sossegado.

A menina que eu amava, Papai foi à caça , mamãe volta já.

Coitadinha já morreu Jaburu é bicho feio

Que tem pena no joelho

Tutu marambá não venha mais cá.

Dorme,´o meu anjo lindo

Vai calmo dormindo,

quem vela dou eu,

Sonha com os anjos do céu.

 

Aqui você encontrará o material de apoio em PDF e Word, além de um slide explicativo e um podcast direcionado aos professores, com sugestões para planejar, adaptar e ampliar as atividades de acordo com a realidade da turma.

Caderno Pedagógico para download

📄  Caderno Pedagógico em PDF

Caderno Pedagógico sobre o Folclore Brasileiro.pdf


📝 Caderno Pedagógico em Word

Caderno Pedagógico sobre o Folclore Brasileiro.docx

Slides do Caderno Pedagógico — Gamma

https://gamma.app/docs/Caderno-Pedagogico-sobre-o-Folclore-Brasileiro-v05ldshdvmgg0f8

Slides do projeto para professores — Gamma

https://gamma.app/docs/Folclore-Brasileiro-Mitos-Tradicoes-e-Atividades-de-Sala-de-Aula-a8h5svw3nkqch3o

PowerPoint do projeto : Folclore-Brasileiro-Mitos-Tradicoes-e-Atividades-de-Sala-de-Aula.pptx

Slide explicativo para professores: Slide explicativo para professores




Podcast para professores





Observação ao professor

O caderno pedagógico foi organizado como material de apoio ao projeto, reunindo textos, lendas com atividades, parlendas, trava-línguas, provérbios, crendices, festas populares, brincadeiras e sugestões de trabalho. O professor poderá utilizar o material integralmente ou selecionar as partes mais adequadas aos objetivos da aula, ao ano de escolaridade e à realidade da turma.

16. Fechamento para a postagem

O folclore brasileiro é uma riqueza cultural que reúne histórias, lendas, mitos, brincadeiras, cantigas, comidas, festas, crenças e saberes transmitidos de geração em geração. Ao estudar personagens como o Saci-Pererê, o Curupira, a Iara, o Boto, o Boitatá e tantos outros, os estudantes entram em contato com a memória, a imaginação e a identidade do povo brasileiro.

O Saci-Pererê, por ser um dos personagens mais conhecidos do nosso folclore, também permite aproximar os alunos da literatura infantil brasileira. Sua presença nas histórias do Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, mostra como os personagens populares podem ganhar novas formas na literatura, na televisão, nas histórias em quadrinhos e em outras linguagens culturais.

Assim, este projeto pode ser um primeiro passo para novas propostas de leitura e pesquisa, ampliando o estudo do folclore para o universo da literatura brasileira e abrindo caminho para um futuro trabalho sobre Monteiro Lobato, sua obra, seus personagens, sua importância histórica e também as reflexões críticas que suas produções despertam na atualidade.


Histórias, aprendizagens e ideias para educar
✍️ Maria Aparecida de Almeida
Pedagoga | Especialista da Educação


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