sábado, 20 de dezembro de 2014

Histórias de Natal- A vela de Natal

                                                      A Vela de Natal

Era uma vez um pobre sapateiro que vivia numa cabana, na encruzilhada de um caminho, perto de um pequeno e humilde povoado. Como era um homem bom e queria ajudar os viajantes, que à noite por ali passavam, deixava na janela da sua casa, uma vela acesa todas as noites, de modo a guiá-los. E apesar da doença e a fome, nunca deixou de acender a sua vela. Veio então uma grande guerra, e todos os jovens partiram, deixando a cidade ainda mais pobre e triste. As pessoas do povoado ao verem a persistência daquele pobre sapateiro, que continuava a viver a sua vida cheio de esperança e bondade, decidiram imitá-lo e, naquela noite, que era a véspera de Natal, todos acederam uma vela em suas casas, iluminando todo o povoado. À meia-noite, os sinos da igreja começaram a tocar, anunciando a boa notícia: a guerra tinha acabado e os jovens regressavam às suas casas! Todos gritaram: “É um milagre! É o milagre das velas!”. A partir daquele dia, acender uma vela tornou-se tradição em quase todos os povos, na véspera de Natal.


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

História de Natal- árvore de natal


  
        A árvore de Natal surgiu na Europa, mais precisamente na Alemanha durante a Idade Média. Certo dia o alemão Martinho Lutero padre e professor de Teologia, andava calmamente por uma florestas repleta de pinheiros, olhou para céu e o viu coberto de centenas de estrelas brilhantes. Martinho Lutero ficou tão encantado que decidiu pegar um pinheiro e colocar enfeites de Natal, em celebração ao nascimento do Menino Jesus. Muitos enfeites podem ser colocados na árvore de natal, desde bolas coloridas, bonecos feitos de madeira e a ponteira  forma de estrela guia,a estrela que guiou os reis magos até o local de nascimento de Jesus.
          Há muitas outras versões sobre a história da árvore de natal, porém esta é a mais conhecida e difundida entre as crianças cristãs de todo o mundo!

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terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O sonho de Pai Natal

         
           O Pai Natal estava a sonhar um lindo sonho, do qual não queria acordar. Era véspera de Natal e todos estavam felizes!
Ninguém estava sozinho! Todos tinham família, e uma casa onde estar, com a mesa pronta para a ceia de natal e com comida para todos. Não havia pobreza, nem ódio, nem guerras. Todos eram amigos, não havia brigas, palavrões nem má educação, e o Pai Natal via como todos eram carinhosos uns com os outros. As pessoas que se encontravam nas ruas, a caminho de casa, cantarolavam alegremente músicas de natal, levando as últimas prendas para colocar debaixo do pinheiro. Nem cão nem gato estavam sozinhos nesta noite fria. Todos tinham um lugar aconchegado onde ficar.
E o Pai Natal não conseguia deixar de sorrir, de tanta felicidade ao ver o mundo cheio de paz, amor e harmonia!
          Mas o Pai Natal acordou e viu que tudo não passara de um sonho maravilhoso, e ficou triste. Só algumas pessoas no mundo eram felizes, capazes de celebrar o natal em alegria, paz e comunhão com os seus, de terem um lar, comida, roupa e amor.
          Então o Pai Natal pensou: Terei de continuar a ajudar crianças e adultos a ter um Natal Feliz!
Vou preparar as renas e o meu trenó, para enchê-lo com prendas e distribui-las esta noite, de modo a que, pelo menos uma vez por ano, haja alegria no coração de todos nós!.
          E assim o Pai Natal continua, ano após ano, a cumprir a sua tarefa, até que um dia possa ver o seu lindo sonho concretizado.

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domingo, 7 de dezembro de 2014

Histórias de Natal- A história São Nicolau-2ª parte

       
          A imagem que temos, hoje em dia, do Pai Natal é a de um homem velhinho e simpático, de aspecto gorducho, barba branca e vestido de vermelho, que conduz um trenó puxado por renas, que esta carregado de prendas e voa, através dos céus, na véspera de Natal, para distribuir as prendas de natal. O Pai Natal passa por cada uma das casas de todas as crianças bem comportadas, entrando pela chaminé, e depositando os presentes nas árvores de Natal ou meias penduradas na lareira.           Esta imagem, tal como hoje a vemos, teve origem num poema de Clement Clark More, um ministro episcopal, intitulado de “Um relato da visita de S. Nicolau”, que este escreveu para as suas filhas. Este poema foi publicado por uma senhora chamada Harriet Butler, que tomou conhecimento do poema através dos filhos de More e o levou ao editor do Jornal Troy Sentinel, em Nova Iorque, publicando-o no Natal de 1823, sem fazer referência ao seu autor. Só em 1844 é que Clement C. More reclamou a autoria desse poema.
          Hoje em dia, na época do Natal, é costume as crianças, de vários pontos do mundo, escreverem uma carta ao S. Nicolau, agora conhecido como Pai natal, onde registam as suas prendas preferidas. Nesta época, também se decora a árvore de Natal e se enfeita a casa com outras decorações natalícias. Também são enviados postais desejando Boas Festas aos amigos e familiares.
          Atualmente, Há quem atribuía à época de Natal um significado meramente consumista. Outros, vêem o Pai Natal como o espírito da bondade, da oferta. Os cristãos associam-no à lenda do antigo santo, representando a generosidade para com o outro.

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Histórias de Natal- História de São Nicolau-1ªparte

         
           Nicolau, filho de cristãos abastados, nasceu na segunda metade do século III, em Patara, uma cidade portuária muito movimentada.
          Conta-se que foi desde muito cedo que Nicolau se mostrou generoso. Uma das histórias mais conhecidas relata a de um comerciante falido que tinha três filhas e que, perante a sua precária situação, não tendo dote para casar bem as suas filhas, estava tentado a prostituí-las.                    Quando Nicolau soube disso, passou junto da casa do comerciante e atirou um saco de ouro e prata pela janela aberta, que caiu junto da lareira, perto de umas meias que estavam a secar. Assim, o comerciante pôde preparar o enxoval da filha mais velha e casá-la. Nicolau fez o mesmo para as outras duas filhas do comerciante, assim que estas atingiram a maturidade.
          Quando os pais de Nicolau morreram, o tio aconselhou-o a viajar até à Terra Santa. Durante a viagem, deu-se uma violenta tempestade que acalmou rapidamente assim que Nicolau começou a rezar (foi por isso que tornou também o padroeiro dos marinheiros e dos mercadores). Ao voltar de viagem, decidiu ir morar para Myra (sudoeste da Ásia menor), doando todos os seus bens e vivendo na pobreza.
           Quando o bispo de Myra da altura morreu, os anciões da cidade não sabiam quem nomear para bispo, colocando a decisão na vontade de Deus. Na noite seguinte, o ancião mais velho sonhou com Deus que lhe disse que o primeiro homem a entrar na igreja no dia seguinte, seria o novo bispo de Myra. Nicolau costumava levantar-se cedo para lá rezar e foi assim que, sendo o primeiro homem a entrar na igreja naquele dia, se tornou bispo de Myra.
          S. Nicolau faleceu a 6 de Dezembro de 342 (meados do século IV) e os seus restos mortais foram levados, em 1807, para a cidade de Bari, em Itália. É actualmente um dos santos mais populares entre os cristãos.
S. Nicolau tornou-se numa tradição em toda a Europa. É conhecido como figura lendária que distribui prendas na época do Natal. Originalmente, a festa de S. Nicolau era celebrada a 6 de Dezembro, com a entrega de presentes. Quando a tradição de S. Nicolau prevaleceu, apesar de ser retirada pela igreja católica do calendário oficial em 1969, ficou associado pelos cristãos ao dia de Natal (25 de Dezembro)

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segunda-feira, 7 de julho de 2014

O asno e seu condutor

O Asno e o seu Condutor 

xxxxUm Asno, conduzido por seu dono, descia por uma estreita trilha na encosta de uma montanha, quando de repente, cismou que deveria escolher seu próprio caminho. 
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Ele acabara de ver seu estábulo no sopé da montanha, e para ele, a descida mais rápida e sensata, seria pela encosta do precipício. Decidido, se joga no abismo, quando seu dono o segura com toda sua força pela cauda, tentando puxá-lo de volta. Mas o teimoso animal, faz birra e puxa com mais força ainda. 
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xxxx
"Muito bem," disse-lhe o condutor, "siga seu próprio caminho animal cabeça dura, e veja por si mesmo aonde este irá te conduzir." 
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Dito isso, soltou sua cauda, e o tolo Asno se precipitou montanha abaixo. 

Autor: Esopo
Moral da História: 
Aqueles que não dão ouvidos aos gentis conselhos dos mais sábios, logo se encontrarão na estrada do infortúnio.

terça-feira, 24 de junho de 2014

Aladim e a lâmpada maravilhosa



          Há muitos séculos, vivia um jovem e sonhador, chamado Aladim. O maior sonho de Aladim era um dia se casar com a filha do sultão, a princesa Esmeralda, que morava com seu pai num rico palácio.Nesse mesmo palácio vivia o malvado e ganancioso califa, que queria tomar o lugar de Sultão.


          Um dia, o Califa bolou um plano e hipno-
tizou o sultão. Assim, roubou seu diamante má-
gico e, com a ajuda deste descobriu onde estava
a lâmpada maravilhosa!Para obter tal tesouro, o Califa precisava de Aladim, jovem que tinha um bom coração-coisa que o feiticeiro não tinha!Ordenou, então, que Aladim fosse preso
e disfarçado de mendigo, o califa foi visitá-lo na
prisão.
          -Se você vier comigo, o tiro agora da prisão- disse o Califa.- Vamos conquistar um tesouro!Você só precisa, pegar uma lâmpada valiosa. Eu sei onde ela está, prometo-lhe bela
recompensa.Para se livrar da prisão, Aladim aceitou a proposta. 


          Os dois se dirigiram ao lugar conhecido como a caverna do Deus Tigre. Ao entrar na caverna, Aladim encontrou um tapete mágico.
Voando com ele, avistou vários tesouros e a bendita lâmpada.Pegou-a nas mãos e, como estava muito suja, começou a esfregá-la. De
repente, algo aconteceu.
          -Aqui estou, meu mestre!-Disse um gênio
que saiu da lâmpada.- Faça seu pedido!
          Aladim desejou ser um príncipe e foi prontamente atendido.Depois disso,sua vontade
era conhecer a princesa Esmeralda.


          Aladim mudou seu nome, para não ser descoberto pelo Califa, Esmeralda e Aladim se conheceram e se apaixonaram. Dias depois , marcaram seu casamento . Porém , o Califa descobriu que o príncipe era Aladim, quando,
vasculhando as suas roupas, encontrou a lâm-
pada no meio delas
          O sultão e a Princesa Esmeralda tiveram que se render ao malvado, o qual se tornou muito poderoso com a lâmpada mágica nas mãos. Aladim foi em busca do tapete mágico e pediu que o levasse de volta ao palácio.
          Quando o Califa viu Aladim e ordenou:
           -Gênio, me transforme num feiticeiro muito poderoso.


          O esperto Aladim o desafiou:
          -Você ainda não será mais poderoso do que o gênio da lâmpada.
          -Pois que eu seja o gênio mais poderoso do mundo!- ordenou o Califa.
          Nesse momento, Aladim pegou a lâmpada
e aprisionou o Califa dentro dela.

  

          Aladim e Esmeralda, enfim, puderam se casar. Realizaram a festa mais bonita de todos os tempos.
          Aladim fez, então seu último pedido:
          -Gênio, quero que você seja livre!
          E assim todos viveram livres e felizes para sempre.



sexta-feira, 20 de junho de 2014

A princesa e o sapo



          No tempo em que os bichos  falavam, uma bela e vaidosa princesa vivia em um reino muito distante.Certo dia, quando brincava com
uma bola de ouro,a princesa deixou cair dentro
de um lago.Pensando que jamais conseguiria
recuperar a sua bola, se pôs a chorar.


          -Não chore, bela princesa. Posso resgatar
a bola se você quiser- disse um sapo.
          -Você faria isso por mim?-perguntou a 
princesa.
          -Claro que sim.Mas em troca,quero um beijo seu!


          Sem outra opção , a princesa concordou.
Em poucos segundos mergulhou no lago, apa-
nhou a bola e levou-a até os pés da jovem.Toda
feliz, a princesa pegou a bola e correu de volta
para o castelo.
          -Princesa, você precisa cumprir a sua 
palavra!-Gritou o sapo.
          Mas ela não deu importância.


          O sapo então passou a seguir a princesa
por todos os lugares.No almoço, pedia um pouco da comida da princesa.Quando ela se 
deitava para dormir, o sapo queria comparti-
lhar da sua cama.


          Percebendo que sua filha estava triste e
abatida, o rei mandou que atirassem o sapo impertinente de volta ao lago.Antes que o pe-
gassem, porém, o sapo disse diante da corte:
          -Oh, rei, estou apenas cobrando uma promessa.
          -De que está falando, sapo?Seja breve!
-Esbravejou o rei.


          A princesa, sua filha, prometeu-me um
beijo se eu conseguisse recuperar a sua bola de
estimação, que caiu no lago.Entretanto, quando
apanhei a bola,ela saiu correndo e não cumpriu
a sua parte do trato.


          O rei, disse a sua filha que uma promessa
real jamais deveria ser quebrada. A jovem começou a chorar e, arrependida, falou ao sapo
que cumpriria a sua palavra.Delicadamente,
tomou o sapo em suas mãos, fechou os olhos,
criou coragem e o beijou.


          Diante dos olhos de todos, o sapo se tornou um belo príncipe de vestes muito nobres. O príncipe contou que uma bruxa o 
havia transformado em sapo e que o feitiço só 
poderia ser quebrado com o beijo de uma prin-
cesa. Por este motivo, fora tão insistente.
          Os dois jovens, então. apaixonaram e se casaram em uma festa que durou muitos dias.

domingo, 25 de maio de 2014

A raposa e o galo

           Empoleirado em um alto galho de árvore, o galo estava de sentinela, vigiando o campo para ver se não havia perigo para as galinhas e os pintinhos que ciscavam o solo à procura de minhocas.

          A raposa, que passava por ali, logo os viu e imaginou o maravilhoso almoço que teria se comesse um deles.
Quando viu o galo de vigia, a raposa logo inventou uma historinha para enganá-lo.
- Amigo galo, pode ficar sossegado. Não precisa cantar para avisar às galinhas e os pintinhos que estou chegando. Eu vim em paz.

          O galo, desconfiado, perguntou:
- O que aconteceu? As raposas sempre foram nossas inimigas. Nossos amigos são os patos, os coelhos e os cachorros. Que é isso agora?

          Mas a espertalhona continuou: 
- Caro amigo, esse tempo já passou! Todos os bichos fizeram as pazes e estão convivendo em harmonia. Não somos mais inimigos. Para provar o que digo, desça daí para que eu possa lhe dar um grande abraço!

“O que a raposa queria, na verdade, era impedir que o galo voasse para longe. Se ele descesse até onde ela estava, seria fácil dar-lhe um bote.”

          Mas o galo não era bobo. Desconfiado das intenções da raposa, ele lhe perguntou: - Você tem certeza de que os bichos são todos amigos agora? Isso quer dizer que você não tem mais medo dos cães de caça?

- Claro que não! - confirmou a raposa.

          Então o galo disse: - Ainda bem! Porque, daqui de cima estou avistando um bando que vem correndo para cá. Mas, como você disse, não há perigo, não é mesmo?

- O que?! - gritou a raposa, apavorada.

- São os seus amigos! Não precisa fugir, cara raposa. Os cães estão vindo para lhe dar um grande abraço, como esse que você quer me dar.

          Mas a raposa, tremendo de medo, fugiu em disparada, antes que os cães chegassem.

Moral da história... "Muitas vezes, quem quer enganar acaba sendo enganado."

Fábula de Jean de La Fontaine

terça-feira, 6 de maio de 2014

A origem do Vestido Branco das Noivas

Rainha Vitória se casou de branco e ditou moda!

Pra quem está pensando no vestido de casamento, cor, modelo e tudo mais, tenho uma história pra contar…
Desde o início, os vestidos de noiva sempre foram coloridos, vermelhos, amarelos, até mesmo pretos. O importante, era que o modelo fosse luxuoso, mostrando as posses da família da noiva!
O tempo passou e dizem que algumas rainhas resolveram se casar de branco, mas a que mais gosto de acreditar é na Rainha Vitória. Acreditem, ela se casou por amor, por ser Rainha, pediu seu príncipe em casamento e desfilou um vestido maravilhosamente branco, em 1840!!!
Quem se casava por amor? Ninguém se casava de branco!!!! Ela reinou com Albert durante 20 anos, após a morte dele aos 42 anos, ela continuou governando a Inglaterra, porém se vestiu de preto em luto, todos os dias de sua vida. Ao amanhecer, arrumava a roupa de seu falecido marido, como fazia quando ele era vivo, até 91 anos de idade, que foi a idade em que ela faleceu e deixou o trono!!!
http://www.blacktie.com.br/blog/wp-content/uploads/2012/05/the_young_victoria28-e1268327264937.jpg
Cena do filme “A jovem Rainha Vitória”.
É uma linda história de amor, vale a pena assistir o filme!
Desde então, o vestido branco é usado pelas noivas e acabou por se tornar dentre vários significados, símbolo de pureza.

Fonte: www.blacktie.com.br/.../rainha-vitoria-se-casou-de-branco-e-ditou-moda

quinta-feira, 1 de maio de 2014

O Burrinho Equilibrista

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          O Burrinho Equilibrista
                     
                Universo Livros
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          Burrinho andava muito triste.Ele trabalhava duro, enquanto os outros animais se
divertiam.Seu amigo coelhinho o confortava, dizendo:
          -Pelo menos você não é perseguido pelos
caçadores.


          A noite, burrinho desabafava com sua amiga vaca:
          -Sinto-me injustiçado pela fama de burro
que os burros têm.


          Numa manhã, alguns animais lhe conta-
ram uma novidade:
          -Está chegando um grande circo à aldeia,
burrinho!-disse o ratinho.
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          Naquele mesmo dia, burrinho recebeu a
visita de um macaco do circo, que o convidou
para trabalhar lá:
          -Venha comigo.Você será o famoso mister
burrinho, o equilibrista.
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          Encantado, burrinho resolveu aceitar.No
circo, depois de conhecer novos companheiros, ele começou a aprender seu novo ofício.

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           Em pouco tempo, mister burrinho tornou-se a maior atração do circo e arrancava
calorosos aplausos da platéia.Porém, ele não
estava feliz, pois sentia muita falta de seus ami-
gos do bosque.
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          Burrinho vivia preso ao circo e estava
cansado de repetir sempre as mesmas tarefas,
indo de um lugar a outro, sem parar.Até que
um dia ele recebeu uma carta.
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          Era de seu antigo patrão, que pedia para
ele voltar.Feliz, burrinho resolveu aceitar.
          -Passarinho, voltarei para o bosque e terei muitas coisas para contar a meus amigos!

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Rodando, rodando... Stella Carr

                   Rodando, rodando...

          -Sou de grande utilidade.
          Abro estradas e avenidas,
          dentro e fora da cidade.
          Nos campos vou preparar,
          as terras pra semear.

          Sou forte e valente,
          ando pra trás e para frente,
          basta saber me guiar.
          Trabalho, seja onde for.
          Quem sou eu? Sou o...

   

          TRATOR!

          -Eu sou rápida e ligeira.
          Com duas rodas somente,
          dois pedais e uma corrente,
          basta uma acelerada
          e eu saio em disparada!

          Entro em qualquer cantinho,
          dou voltas pelo caminho;
          por mais piruetas que eu faça,
          não solto nunca fumaça.
          Só não posso parar quieta,
          pois sou uma...


          BICICLETA!

          -Sou pequeno, mas valente.
          Eu subo qualquer ladeira,
          só sou meio diferente:
          e o motor na traseira.

          Se quiser dar um passeio,
          você pode aproveitar;
          e o meu tanque já está cheio
          e eu sou muito familiar!
          Abra a porta com jeitinho,
          entre e sente no...


          CARRINHO!

          -Sou forte, como um gigante;
          vou cavando e carregando,
          terra e pedras num instante.
          faço o trabalho de cem,
          numa hora, muito bem!

          Uso na demolição,
          meus dentes de tubarão;
          Eu sou a ...


          ESCAVADEIRA!

          -Eu sou muito conhecida,
          venço sempre na corrida.
          Sou mesmo um curtição!
          Nunca me viu em ação?

          Se a garotada-Upa!
          sobe na minha garupa,
          dou partida de primeira,
          fazendo um barulheira.
          Sou a predileta:
           Eu sou a...


          MOTOCICLETA!

          -Montada num caminhão,
          ajudo na construção.
          Misturo num só momento,
          pedras, água e cimento.

          Ajudei a construir
          um viaduto bem grandão:
          -O famoso "Minhocão",
          O meu nome é...


          BETONEIRA!

          -Sou um astro, um artista.
          Só numa competição,
          eu junto uma multidão!
          Não basta ser motorista,
          pra me guiar na corrida;
          tem que ser um campeão!

          Sou tão rápido na pista,
          que assim dou a partida
          já sumo da sua vista.
          Só fica o barulho-ZZZUUMMM
          Eu sou o...


          FÓRMULA UM!

          -Se tem alguém  em perigo,
          pode chamar, que é comigo!
          Se um incêndio começar,
          eu vou correndo apagar...

          Com a sirene apitando,
          pelas ruas buzinando,
          vou pedindo pra passar:
          -Sai da frente, que é urgente!
          Tenho que chegar primeiro,
          Sou o ...


          CARRO DE BOMBEIRO!

          No deserto posso andar
          e uma selva atravessar.
          Como um camelo, eu aguento;
          não me assusta chuva ou vento!
          Rodo dentro d'água até,
          sem medo de jacaré.

          Se é difícil o caminho,
          pulo mais que um macaquinho!
          Tenho o "casco" mais possante
          que a tartaruga gigante.
          Sou um aventureiro:
          sou o...

     
           JIPE BRASILEIRO!

          -Sou o baixinho famoso.
          o brinquedo mais gostoso;
         pra curtir, não tem idade.
         Meu motor é verdade!

         -Oi, garotada, atenção!
         Senta aqui e se segura,
         Cuidado com a contra-a-mão!
         Tem muito grandão barbudo,
          que agora daria tudo,
          pra entrar e tomar parte.
          Eu sou o pequeno...


          KART!

          -Sobre os trilhos, todo dia,
          quem me guia, na verdade,
          é o fio da eletricidade.
          Se a energia faltar,
          não consigo mais andar!

          Para descer, passageiro,
          toque minha campainha,
          que eu dou uma paradinha.
          Sou barulhento, não acha?
          Estou precisando de graxa.
          Só não sei direito onde!
          É que sou um velho...
 

          BONDE!

          Pra viajar, antigamente, eu levava muita
gente!
          Arrastando meu vagões, eu ligava as esta-
ções.
          Lá da curva apitando... Piuii! Piuii!Piuii!
          Eu chegava avisando:Estou aqui!Estou
aqui!
          Muito carvão da caldeira, ia deixando a
fileira de fumaça pela estrada.
           Inventaram o motor,
           ninguém mais me deu valor.
           Sou a velha e enferrujada...


          LOCOMOTIVA  A   VAPOR!

(Extraído do livro:Rodando, rodando... Stella
Carr-Editora GROW.)

Projeto Monteiro Lobato para crianças e adolescentes: fábulas, imaginação e formação leitora

  1. Apresentação Este projeto foi elaborado para trabalhar a obra de Monteiro Lobato com crianças e adolescentes, contemplando turmas dos ...