domingo, 31 de março de 2013

A galinha da tia Micaela






                           A galinha de Tia Micaela

          Era noite de mutirão.
          Doze ou quinze homens trabalhavam ao re-
dor de enorme lampiões.
          Na cozinha, tia Micaela tirava as primeiras
fornadas de broas de fubá, e o cheiro de café enchia
as salas até as varandas.
          O vozerio dos moços misturava-se com o es-
talido seco das palhinhas dos cestos que as mulheres
teciam num canto.
          No meio deste movimento, Joaquim Sara le-
vou as mãos ao bolso, apalpou-o, olhou o chão ao 
redor de se e exclamou:
          -Meu relógio!Perdi o meu relógio.Ainda há
pouco, uns dez minutos, estava aqui no meu bolso.
          Todos se levantaram e puseram-se a procurar
no chão, entre as palhinhas, em cima das mesas.
          Alguns olhavam para Colatino, conhecido como mentiroso e desonesto.Impossível achar o la-
drão!
         Mas lá veio tia Micaela com uma galinha sob
sua blusa.
          Era uma galinha preta, de olhos vivos e bri-
lhantes que lançavam reflexos vermelhos à luz trê-
mula dos lampiões.
          Tia Micaela pachorrentamente pegou um tamborete e foi assentar-se no canto mais escuro da
sala.
          Colocando a galinha no colo, pediu que todas
as pessoas presentes fizessem fila e que, uma após a
outra ,passassem a mão nas costas da galinha.
          Todos , calados, olhavam uns para os outros,
como se quisessem indagar por que a galinha havia
de apontar o ladrão.Dar-se-ia o caso de a galinha
estar enfeitiçada e de se pôr a cantar quando sentis-
se sobre as suas costas mão do ladrão?
          Começou o desfile.
          Cada um, ao pôr a mão sobre a galinha, para-
va de respirar, com medo de que ela viesse a gritar.
          Chegou a vez do Colatino.
          Pálido e trêmulo ,Colatino fez o mesmo que os outros.
          Mas nada!
          Nem para ele, nem para ninguém a galinha
abrira o bico.
          Afinal , a tia Micaela pôs a galinha no cesti-
nho e, pachorrentamente, foi buscar uma candeia.
           Voltou e, chamando outra vez um por um,
começou a examinar a palma das mãos.
          Todas estavam pretas, menos a de Colatino
que revelou, assim, sua falta.
          Tia Micaela havia passado nas costas da gali-
nha fuligem engordurada, para que cada mão se tor-
nasse preta ao passar sobre ela.
          Colatino, que não tinha a consciência em paz,
fingiu apenas passar a mão não tocou nas penas da 
galinha.
          Ah!Quem pensa esconde uma falta?

sexta-feira, 29 de março de 2013

De repente uma estranha luz começou a iluminar o coração dos homens


                    De repente uma estranha luz começou
a iluminar o coração dos homens

          Passo a passo ia Jesus subindo o calvário com
dificuldade, levando a cruz às costas.Caminhava com dificuldade, esgotado pelos açoites e sofrimen-
tos infligidos durante a noite.
          Numa curva do caminho, uma mulher desfi-
gurada pela dor, correu os olhos pelo grupo aluci-
nado.Deu com Jesus , e um gemido escapou de seus
lábios, enquanto saia a seu encontro:
          -Meu Filho!
          -Minha ...Mãe!-respondeu Jesus com uma voz que já era um estertor.
          Vendo que Jesus não aguentava mais o peso
da cruz, o centurião mandou parar a marcha. Cha-
mou Simão,o Cirineu para ajudar a carregar a cruz.
          -Depressa!-gritaram o judeus.
          Continuaram a subir .De repente, outra mu -
lher cortou a multidão.
          Fechando os ouvidos aos palavrões da solda-
desca, aproximou-se de Jesus e enxugou-lhe a face
com uma toalha finíssima de linho e...-Oh! Vêde!
-gritou ela , enquanto suspendia a toalha, onde o 
suor e o sangue haviam deixado a estampa do ros-
to de Jesus.
          Os Judeus gritavam impacientes:
          -Adiante, adiante!
          Dimas, o bom ladrão. seguia também com sua
cruz às costas.Ia mudo de espanto e de dor, sabendo
que estavam matando um justo.
         Enquanto isso., o mau ladrão , atrás , prague-
java.
          Chegaram ao alto do calvário.
         Os soldados apressaram - se na crucificação.
         Despiram Jesus e o fizeram deitar sobre a cruz .Enormes cravos , batidos com violência, pelo
martelo dos brutos , deixaram suas mãos e seus pés
bem presos ao lenho.
          Ao mesmo tempo, foram crucificados o bom
e o mau ladrão.
          Os soluços de Maria se misturaram com os risos e o rumor das vozes.As cruzes foram levanta-
das e fincadas no chão.
          O mau ladrão continuava a praguejar , en-
quanto Dimas, olhando para Jesus , lhe dizia:
          - Senhor! Quando estiver no seu Reino, lem-
bre-se  de mim!
         - Dimas, na verdade te digo, que hoje mesmo
entrarás comigo no paraíso, respondeu-lhe Jesus.
          Aos poucos a multidão foi abandonando o 
calvário , onde ficaram Maria e algumas mulheres,
João e algumas outras pessoas.
          A voz de Jesus se ergueu , numa súplica:
          -Pai!Perdoai- lhes, porque não sabem o que
fazem!
          O sol brilhava, no alto, iluminando a velha
Jerusalém e seus arredores.Entretanto, densas trevas
envolviam o coração dos homens.
          Jesus , contemplando a Mãe que ia ficar de-
samparada e só , disse-lhe,olhando para João, o dis-
cípulo amado:
          -Mãe, ei í teu filho.
          Depois disse, olhando para João:
          -João, eis aí tua Mãe!
          Aos poucos, ia caindo a tarde, e o silêncio
aumentava.Ouvia-se o ruído das gotas de sangue
que pingava no chão árido.
         A fisionomia  de Jesus já apresentava um pa-
lor de cera.
         -Tenho sede !- disse ele.
          Os soldados ergueram até seus lábios uma 
esponja ensopada em vinagre.
          O silêncio ia-se tornando apavorante no al-
to e nos arredores do calvário.
          De repente, Jesus bradou em tão alta voz
algumas palavras que fizeram estremecer as pessoas
presentes.
         Logo depois,deixou cair a cabeça e exclamou:
         -Tudo está consumado!
         Olharam-no.Estava morto.
         Nessa hora, as montanhas tremeram e racha-
ram com estrépido, deixando rolar, pelos abismos,
grandes blocos de pedra, com um estrondo que re-
tumbava além.Os sepulcros se abriram e , de repen-
te, densas trevas envolveram a terra.
          Entretanto, naquela hora, uma estranha luz
começava a iluminar o coração dos homens.

terça-feira, 26 de março de 2013

O cabrito e o Lobo-Trindade Coelho



                                           O cabrito e o lobo
                             Trindade Coelho

          Era uma vez um cabrito que tinha perdido num monte.Não sei onde, salta-lhe um lobo para
devorar e ele volta-se para o lobo e diz-lhe assim:
          -Senhor lobo!Já sei que me vai comer!Mas
se faz  o favor , eu gostaria muito de uma morte
alegre!
          Diz-lhe o lobo:
         -Qual?
          Torna o cabrito.
          -Gostaria muito de morrer e dançar!
          O lobo, por lhe fazer a vontade , pega numa flauta e pões-se a tocar, e o cabrito entra logo a bai-
lar.Mas uns cães que andavam perto,ouviram a flau-
ta e vieram a correr, e o lobo largou logo a fugir com medo dos cães!
          -Bem feito!-dizia ele então.Não posso de ma-
garefe, para que me meti eu ser flautista?!

1- Qual o título da história?

2-Quem são os personagens principais?

3-Qual o nome do autor da história?

4-Qual a moral da história?

5- Retire do texto:
a) 2 frases em que aparecem o ponto de exclamação
b)1 frase que tenha ponto final
c)2 frases em que aparece o travessão
d)2 frases que tenha dois pontos

6) Quando usamos os sinais de pontuação abaixo:
: ______________________________________
. ______________________________________
! ______________________________________
?_______________________________________
- ______________________________________

7- Retire do texto palavras que são substantivo pró-
prio:

8- Marque a resposta certa:
Trindade Coelho é um substantivo:
(  ) Comum   (  ) próprio

9- Separe as sílabas e classifique quanto o número
de sílabas e sílaba tônica;
Cabrito-
Lobo-
medo-
flautista
então-
alegre-
fábula-

quinta-feira, 21 de março de 2013

O sapo tonto



O  Sapo  tonto
Numa aldeia muito pequena, perdida para lá dos vales e montes, existe uma árvore centenária que serve de refúgio secreto a uma família de sapos. 
Os Alegrias, como são conhecidos pelos vizinhos, levam os dias de inverno soalheiro escondidos no refúgio secreto, mas sempre, sempre a cantarem. Cruac! Cruac! Cruac! 
Ora canta um, ora canta outro, outras vezes cantam em coro, e às vezes até cantam à desgarrada. Uma orquestra digna de se tirar o chapéu.
Quando cai a noite, reúnem-se no seu espaço secreto para dialogar, e distribuir as tarefas, pertencendo aos sapos o horário noturno. De repente, todos fizeram silêncio. O sapo mestre acabara de chegar.

- Boa noite! - Disse o mestre.

- Boa noite, mestre sapo! - Disseram todos em coro. É assim que é tratado entre todos.  Ele organiza toda a vida familiar, aconselha, transmite opiniões.  Conclusão: ele é o patriarca da família Alegria.

- Ora vamos lá ver qual a ordem de trabalhos que tenho para vocês. - Disse o mestre, apresentando a ordem de trabalhos desse mesmo dia. - Esta noite tu vais para ali. Tu vais para aqui. Vocês os dois para acolá - E assim sucessivamente as tarefas iam sendo distribuídas. Até que chegou a vez de o sapo Déo saber qual seria a sua tarefa. Ele era o mais pequenino da família Alegria, muito irrequieto, tinha um ar pomposo e muito autoritário. - Déo, vais passar a ronda à horta do senhor Joaquim. Caiu-lhe uma praga de lagartas na horta que estão a destruir as suas couves. - Disse o mestre. 

- Eu? Não quero ir! Não gosto de andar de noite e para além do mais não vejo bem. - Ainda ele não tinha acabado a frase, e já o mestre lhe respondia.

- Isso são só desculpas! – Já te disse várias vezes que não podes andar de dia, mas tu és teimoso e tonto! - Ralhou o mestre com ele.

Muito contrariado, lá foi o sapo Déo para o serviço que lhe tinha sido destinado. Estava uma noite negra e muito fria. Somente se ouviam os ralos e os mochos cantando a canção da época, que já toda a vizinhança conhecia de cor e salteado.

Chegado à horta do senhor Joaquim, lá se encontravam as célebres couves que a partir daquela noite ele tinha que limpar dos bicharocos.
Língua fora, língua dentro, ia comendo as lagartas e todo o tipo de bichinhos que fora encontrando. Com tanto bicho que comeu, não tardou a ficar cheio e com sono, e pensou para com ele: “hoje não vou regressar a casa, faço a cama debaixo desta folha de couve e vou esperar que o dia desponte, para saber a razão de não ser permitido andar de dia.” Pensando isto, o sapo Déo adormeceu.
Passaram as duas horas da madrugada. Entretanto, o sino da aldeia tocou as quatro badaladas, e todos os sapos regressaram ao refúgio secreto. O último a entrar fechou a porta, mas nem sinal do sapo Déo.


- Algum de vós viu o sapo Déo? – Perguntou o mestre.

- Não! - Disseram uns.

- Eu vi-o lá muito longe! – Respondeu outro.

- Talvez ele esteja perdido. – Disse um dos sapos.

-Talvez! - Disse o mestre depois de um curto silêncio. Por precaução, vamos à procura dele.

Tornaram a sair. Organizaram-se dois a dois e iniciaram as buscas. Procuraram na ribeira, pois tinham encontrado algumas pegadas que se dirigiam para a água, não estivesse ele a afogar.

Foi falso alarme. Um dos pares de sapos subiu uma  das muitas árvores, pois o Déo poderia estar preso num ramo de alguma árvore. Um outro grupo foi até à horta, e da entrada gritaram pelo seu nome. - DEEOOO! DEEOOO! Estás aí? - Não obtiveram resposta, pelo que todos regressaram ao refúgio.

- O que terá sido feito dele? – Interrogaram uns.

- Qual a razão de o mestre ter ordenado a ida do sapo Déo até à horta do senhor Joaquim? – Interrogaram outros.

- Por hoje já chega. Vamos descansar, e amanhã retomaremos as buscas. Não podemos esquecer que a madrugada já vai longa, e não tarda para que o sol apareça, o que para nós não é nada bom, pois não convém ficarmos expostos ao Sol. - Após o mestre terminar o seu diálogo, não houve mais palpites. Cada um enrolou-se no seu cobertor, e dos sonhos fizeram a almofada.

Entretanto, na horta do senhor Joaquim, o sapo Déo dormia um sono profundo. O sol aquecia e convidava para um baile de insetos em redor das couves. Bzzzz era o som mais ouvido naquele local. Um inseto mais atrevido pousou em cima do Déo, acabando por acordá-lo.

- É lá! Tira-te de cima de mim! – Disse o Déo zangado. Ao abrir os olhos ficou confuso e encantado ao mesmo tempo.

- Ah! Ah! Mas onde é que eu estou? Com tanta flor, tudo tão colorido, bonito e  brilhante? Será que estou no paraíso? - De repente, o sapo Déo recordou a noite anterior, mas não ficou assustado. - É hoje! É hoje que vou explorar tudo à minha maneira, sem ter alguém que me chateie. - Disse o sapo Déo pulando de felicidade. Dito isto, lá foi ele subindo e descendo árvores para conseguir ver mais além. Ora cheirava uma flor aqui, arrancava uma pétala ali, e com o passar do tempo começou a sentir algum cansaço, mas não fez caso. O que lembrou ele de fazer? Subiu para cima de uma árvore, e aí ficou o dia todo ao sol. Umas vezes de peito para cima, outras vezes de costas para baixo. O que importava era aproveitar aquele momento.

- Mais logo, quando chegar ao pé dos meus colegas, vou contar-lhes as minhas aventuras! De certeza que eles nem vão acreditar! Ficarão vermelhos de inveja! - Pensava ele para consigo mesmo.

No entanto, nem ele imaginava que quem ficaria vermelho era ele. Chegado o fim da tarde, e já farto de estar ao sol, estava na hora de voltar ao refúgio, mas começou a sentir-se muito inchado, cheio de bolhas, com muita dificuldade em andar e qual não foi o seu espanto! Tinha mudado de cor! Estava vermelho!
O sapo Déo ficou muito assustado. Tentou chegar o mais rápido possível ao refúgio mas a pele estava tão seca e arreganhada, que por cada salto que tentava dar parecia-lhe que o seu corpo ia partir.

- Isto não é normal! Mas o que é que eu tenho? Só pode ter sido alguma praga que o mestre me rogou! - Ia dizendo ele para consigo mesmo no caminho de regresso.

Já o sol começava a pensar em ir dormir, quando o Déo chegou ao refúgio secreto. Uma vez lá dentro, todos deram pulos de alegria.

- Mestre! – Gritaram todos num grande alvoroço. – O Déo apareceu!

- Mas que barulho é este? O que é que se passa? – Perguntou o mestre, ao mesmo tempo que encara com o sapo Déo. O mesmo ficou pasmado! - Mas como é que tu vens? O que é que te aconteceu? Parece que foste picado por um enxame de abelhas! Onde é que tu te meteste? – Perguntou-lhe o mestre. A surpresa foi tão grande por parte de todos, que o Déo nem sabia como responder a tanta questão.

- Pois... Adormeci e quando acordei já era de dia. Como vi tudo tão bonito aproveitei para passear e apanhar sol, mas sem dar por nada fiquei neste estado! Estou muito arrependido com o meu comportamento! Deixei-me ir atrás do meu autoritarismo e não soube ouvir a palavra do mestre. Peço-lhe perdão pela minha atitude! - Dito isto, Déo desata a chorar desalmadamente.

- Agora não há tempo para arrependimentos! - Disse-lhe o mestre. – O que tu aí tens é um grande escaldão! Avisei-te várias vezes, mas tu nunca me deste atenção! Agora tens aí o resultado! Sofres na tua própria pele o peso da tua atitude! - O mestre olhou para todos os sapos ali presentes. - Espero que sirva de lição para todos. Mas agora não há tempo a perder! Levem o vosso amigo para o quarto e ajudem-no a deitar, e assim que a noite chegar, alguns de vós devem ir ao vale para colherem folhas do cato de aloé vera.

- Folhas de aloé vera?! O que é isso? Para que servem? - Questionou repentinamente um sapo. - O patriarca, já mais calmo, respondeu-lhe muito pausadamente.

- Sabes meu filho, já vou com um século de vida, e os meus antepassados tudo me ensinaram, e eu tento passar para vocês as lições que recebi deles! Mas às vezes depende da vossa abertura para aprender. – O mestre continuou a explicação - A folha do cato depois de aberta ao meio deita um líquido que em contacto com a pele do Déo vai refrescar e sarar aquelas bolhas.

- E vai deixá-lo bonito como ele era? – Tornou-lhe a perguntar um dos presentes.

- Sim, meu filho! Vai ficar bonito duas vezes.

- Hum! Agora não estou a perceber! – Alvitrou o sapo.

- Mas eu explico-te! – Respondeu-lhe o mestre – Vai ficar bonito por fora e por dentro, porque é com as asneiras que se aprende, e o Déo aprendeu que não deve desprezar os conselhos de quem sabe mais.

- Agora percebi! Obrigado pela explicação! – O sapo curioso agradeceu ao mestre e saltou de alegria para os seus afazeres.

Passadas algumas semanas e já com o Déo totalmente recomposto, tudo voltou ao normal. O sapo Déo não parecia o mesmo! Tornou-se um sapo responsável e era ele agora que muitas vezes aconselhava os outros.

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Escrito Por: Rosa Rodrigues
Ilustrações: Rosa Rodrigues


segunda-feira, 18 de março de 2013

A origem da páscoa


A Origem da Páscoa – Um evento único

A origem da Páscoa está relacionada com a cerimônia da Páscoa judaica no Antigo Testamento. Estudiosos cristãos acreditam que o Antigo Testamento seja Cristo oculto, enquanto que o Novo Testamento seja Cristo revelado. Vamos examinar os elementos da Páscoa à luz da vida de Cristo. Por tradição, o cordeiro a ser sacrificado durante a páscoa era escolhido quatro dias antes do sacrifício. Jesus teve sua entrada em Jerusalém quatro dias antes de ser crucificado. O cordeiro geralmente era morto às 3 horas da tarde durante a Páscoa. Jesus falou as palavras "está consumado" e morreu na cruz às 3 horas A origem da Páscoa, como um feriado cristão, pode ser encontrada nas páginas das Escrituras. Mateus, Marcos, Lucas e João, todos discípulos de Jesus, oferecem suas narrativas exclusivas como testemunhas oculares da crucificação e ressurreição de Jesus Cristo. É esse evento culminante do Cristianismo que celebramos no Domingo de Páscoa todo ano.
A Origem da Páscoa – A ressurreição de Jesus Cristo
A origem da Páscoa na verdade começou como parte da Páscoa judaica, quando Cristo foi crucificado e ressuscitou durante a semana de Páscoa. Os cristãos acreditam que Cristo seja, na verdade, o Cordeiro da Páscoa mencionado no livro de Êxodo, pois Ele tornou-se o perfeito sacrifício pelos pecados da humanidade. Os judeus que escolheram seguir a Cristo honraram esse dia nos anos seguintes, mas à medida que o Cristianismo se espalhou pelas nações ímpias, a celebração da Páscoa foi gradualmente combinada com tradições pagãs. As celebrações de hoje em dia são o resultado dessa influência. Ao mesmo tempo, a Páscoa é geralmente o único dia em que muitas pessoas vão à igreja e são apresentadas às boas novas da salvação de Jesus Cristo.

A Origem da Páscoa – Cristo revelado na Páscoa Judaica(esse momento é conhecido como a sexta-feira da paixão, mas muitos estudiosos bíblicos acreditam que a crucificação ocorreu em uma quarta-feira ou quinta-feira). A Festa dos Pães Ázimos começava ao pôr-do-sol. Um dos sacrifícios envolvia a Oferta dos Cereais, representando os primeiros frutos da colheita. Jesus, de acordo com o Apóstolo Paulo, tornou-se a primícia dos que ressuscitaram dos mortos (1 Coríntios 15:20). Durante a ceia da Páscoa, três matzás (pães ázimos) eram colocados juntos. Os cristãos enxergam esses três matzás como representantes do Pai, Filho e Espírito Santo. O matzá do meio é quebrado, como Cristo disse na Última Ceia: "Isto é o meu corpo que é por vós". O matzá do meio também é quebrado e perfurado, assim como Jesus durante Sua crucificação e assim como profetizado em Isaías 53:5, Salmo 22:16 e Zacarias 12:10. Esse matzá é então coberto com um pano branco e escondido, assim como Cristo foi coberto com um pano e colocado no túmulo.
A Origem da Páscoa – As narrativas bíblicas

A Páscoa (também conhecida como o Dia da Ressurreição) é o evento sobre o qual a fé Cristã se estabelece. Paulo, uma vez um líder judeu hostil aos cristãos, converteu-se quando teve um encontro com Jesus na Estrada de Damasco (Atos 9). Como uma testemunha ocular de Cristo, Paulo deixou bem claro que sem a ressurreição, não há qualquer base para a fé Cristã: Ora, se prega que Cristo foi ressuscitado dentre os mortos, como dizem alguns entre vós que não há ressurreição de mortos?Mas se não há ressurreição de mortos, também Cristo não foi ressuscitado. E, se Cristo não foi ressuscitado, logo é vã a nossa pregação, e também é vã a vossa fé. (1 Coríntios 15:12-29) Quando Cristo nasceu, Ele realizou várias profecias do Antigo Testamento sobre o Messias. Durante o tempo da crucificação, ressurreição e ascensão, Ele cumpriu mais de 300 profecias. Esses números já são por si só uma evidência incrível de que Jesus Cristo era o Messias prometido. É por um bom motivo que os cristãos consideram a Páscoa como um evento muito especial. Durante a igreja primitiva, a maioria dos cristãos eram judeus convertidos. Porque Cristo foi crucificado e ressuscitou durante a época da Páscoa, a celebração judaica da ressurreição de Cristo acontecia durante a celebração anual de sua libertação da escravidão no Egito. Judeus cristãos (também conhecidos como Judeus Messiânicos) consideram a Páscoa como um símbolo de quando Cristo libertou da penalidade do pecado (através de Sua morte na cruz) e da morte (através de Sua ressurreição dos mortos) todos os que creem.
A Origem da Páscoa – O que a Ressurreição significa para você?
Origem da Páscoa? Pode um homem que clama ser Deus e então ressuscita dos mortos ser Deus em forma humana? Ele é alguém que você deva seguir? C.S. Lewis se fez essas três perguntas e concluiu que há apenas três possibilidades. Jesus Cristo clamava ser Deus. Portanto, dizer que Ele era apenas um "bom homem" ou "bom mestre" é chamá-lO de mentiroso. Qualquer pessoa sensata que afirma ser Deus, mas não é, acaba sendo um maluco – um lunático! Se Cristo não era um mentiroso ou lunático, então há apenas uma conclusão possível – Ele tem que ser o Senhor! Se Ele é o Senhor, o que o dia da Ressurreição significa para você?

domingo, 17 de março de 2013

O significado dos símbolos da páscoa


Coelho da páscoa: simboliza a fertilidade e a esperança de vida nova.
coelho da páscoa 

Ovos de Páscoa: assim como o coelho, o simbolismo dos ovos está relacionado com uma nova vida e com a fertilidade.
ovos de páscoa

Cordeiro: Moisés sacrificou um cordeiro em homenagem e agradecimento à Deus pela libertação dos hebreus da escravidão no Egito. Também simboliza, do ponto de vista cristão, Jesus Cristo, que foi crucificado para libertar os homens de seus pecados.

Sinos: são eles que anunciam, nas igrejas católicas, a ressureição de Cristo no domingo de Páscoa.
sinos de Páscoa

Círio Pascal: é uma vela acessa com as letras gregas "alfa" e "ômega" (início e fim). A luz da vela representa a ressureição de Cristo.
círio pascal

Colomba pascal: criado na Itália, é um pão doce em formato de pomba. A pomba simboliza a paz de Cristo e também a presença do Espírito Santo.
colomba pascal


Pão e vinho: simbolizam o corpo e o sangue de Cristo. Jesus repartiu o pão e o vinho com seus discípulos na Última Ceia (Santa Ceia).
pão e vinho

quinta-feira, 14 de março de 2013

O Pequeno Polegar-Capítulo VI-Final

                                     O  Pequeno Polegar
                      Capítulo VI -  Final



          Os meninos , escondidinhos no fundo da gru-
ta , mal respiravam para não fazerem barulho.
          O gigante resolveu parar e descansar um pou-
co.Sentou-se na rocha , acomodou a cabeça sobre
as pedras e caiu num profundo sono, pondo-se a 
roncar tão alto que chegava a amedrontar os pas-
sarinhos que tinham os ninhos nas árvores mais dis-
tantes.
          Pequeno Polegar, que já havia acertado com
o caminho de casa, pediu aos irmãos que saíssem 
devagarinho da caverna e corressem sozinhos para
casa. 
          Os irmãos  saíram numa carreira louca, mas
nas pontas dos pés.
          Quando Polegar percebeu que seus irmãos
estavam salvos, aproximou -se do gigante e escon-
deu-se na fenda de uma pedra,Pode examinar bem 
as botas.
          Tocou-as .Ficou surpreendido vendo-as es-
correr e cair junto de seus pés.Tinham esse poder
de saírem ao menor contato com as mãos.
          Pequeno Polegar sentiu-se curioso e, ia pe-
gá-las , quando- oh! surpresa!-as botas foram di-
minuindo de tamanho.Polegar as enfiou e se ajusta-
ram tão bem a seus pés, como se tivessem sido fei-
tas sob medidas para ele.



          Pequeno Polegar sentiu-se leve como uma pluma .Ia dar uma passada que o levaria a casa,
quando se lembrou da mulher do gigante, que o 
havia protegido com tanta bondade.
          Resolveu libertá-la do terrível gigante.De 
uma passada ganhou a entrada da casa.Ouviu gri-
tos agudos.Era uma quadrilha de ladrões, que sa-
bendo do que acontecera, ia-se aproveitar da au-
sência do gigante para assaltar a casa.Amarraram 
a pobre mulher na porta e iam carregando os co-
fres com tudo que havia dentro.
          Polegar com um passo estava dentro de casa
e, com uma faca afiada, enfrentou os ladrões que, 
vendo-o dar uma passada de gigante no ar, julga-
ram que ele fosse algum mágico.
          Largaram tudo e saíram em debandada.
          Polegar acudiu á pobre mulher, que desma-
iara com o susto.Desamarrou-a, deitou-a numa ca-
ma e tratou-a até que ela voltasse a si.
          Vendo-a perto dela, e , reconhecendo que era
o Pequeno Polegar seu salvador, perdoou-lhe tudo.
Não quis abandonar o gigante ,porque , apesar de antorpófago , era se marido .
          Pequeno Polegar nada mais tinha a fazer.
          De uma passada , galgou os terrenos de sua 
casa.Lá os esperavam todos , com grande aflição.
Vendo-o chegar com as botas de sete léguas, sen-
tiram- se felizes, porque, com ela, não precisavam
passar os perigos que haviam passado.
          Dias depois, Pequeno Polegar recebia de to-
da a população dos arredores uma bolsa de dinhei-
ro, por ter livrado a terra de tão terríveis monstros
que eram as filhas do gigante.
          Com sua bota de sete léguas, Pequeno Pole-
gar procurava  ajudar a todos que sofriam.
          E uma grande paz e muita riqueza caíram 
sobre aquela região, antes tão infeliz.

domingo, 10 de março de 2013

O Pequeno Polegar- Capítulo V

                                       O Pequeno Polegar
                         Capítulo  V
          O Pequeno Polegar não conseguira dormir. 
Imaginou que o gigante , embriagado como estava,
poderia duma hora para outra, resolver comê-los.
          Que fez, então?Levantou-se de mansinho, pé
ante pé.Foi à cama das sete filhas do gigante.Tirou com bastante jeito as coroas de suas cabeças e em 
delas colocou os gorros dos seus irmãos , colocou
na cabeça de cada um dos meninos as coroas das
filhas do gigante.
          A altas horas, acordou o gigante alucinado.
Pegou a faca que estava à cabeceira e, cambalean-
do, foi até a cama dos meninos.Apalpou-lhes as ca-
beças e, percebendo as coroas,disse:
          -Oh!quase fiz um desastre! Estas são as minhas filhas!Estou com a tão transtornada que ia 
cometer o engano de matar as minhas próprias fi-
lhas, coitadinhas!
         E vai o gigante com mais fúria para a outra
cama.Apalpa as cabeças, sente o gorro e diz:
          -Ah!aqui estão os malandrinhos, que vou co-
mer com o café da manhã.
          Dizendo issi, meteu a faca , degolando uma 
por uma as setes filhas.
          Tudo feito, foi deitar -se, ainda com as mãos
pingando sangue.
          Pequeno Polegar não havia perdido um mo-
vimento do gigante.
          Logo que começou a ouvir os seus roncos, 
chamou seus irmãos e pediu que o seguissem, sem 
fazerem o menor ruído.Os meninos , mais mortos
do que vivos, subiram numas malas e saltaram para
o jardim por um respiradouro.Lá fora, desandaram
a correr pelo mato adentro, sem saber para onde ir.
          Aos primeiros clarões da madrugada, o gigante acordou e disse:



          -Mulher ! Vá cuidar dos meninos!
          A mulher pensou que o marido lhe mandava
tratar dos meninos e subiu, muito admirada da bon-
dade  do gigante.Mal entrou no quarto, viu o chão
inundado de sangue e suas filhas degoladas.Deu tal
grito de horror que fez o gigante correr para acudir-
lhe , ficando também ele surpreendido com o terrí-
vel espetáculo.Vendo os gorrinhos nas cabeças das
filhas, exclamou:
          -Ah! que fiz eu!Isto foi coisa daqueles ma-
landros, daqueles miseráveis!Eles me pagarão...E é
agora...
          Gritou para a mulher que estava fora de si:
          Dê me depressa as botas sete léguas que os
apanharei num minuto.
          Como a mulher continuasse desmaiada, tirou
ele mesmo as botas de um armário e calçou-as, esbravejando.

          Depois de haver corrido de todos os lados, o gigante avistou os meninos longe ,  transpor um re-
gato.Entretanto, os meninos ,vendo aquela sombra
no ar como se fosse uma nuvem negra, perceberam
o gigante que, com uma passada, ia de montanha à
outra e atravessava um rio,largo, como se atraves-
sasse um ribeirinho.
           Pequeno Polegar olhou assustado para todos
os lados à procura de um esconderijo.Viu uma ca-
verna aberta numa rocha onde o gigante não pode-
ria entrar , por ser muito pequena.Entrou na caver-
na com seus irmãos e pediu-lhes silêncio.Logo sen-
tiram os passos do gigante sobre a caverna.
          Sempre farejando o lugar por onde caminha-
va o gigante disse:
          -Andam por aqui, sinto cheiro forte de carne humana.

quinta-feira, 7 de março de 2013

O Pequeno Polegar- Capítulo IV



                                             O pequeno polegar
                           Capítulo IV

          Depois de muito andar, chegaram finalmente
a uma casa muito esquisita e que tomava cores dife-
rentes , sendo algumas vezes desaparecia completa-
mente da vista de todos.
          Mas- que lhes valia o medo?De qualquer ma-
neira estavam em grande perigo, por isso, Pequeno
Polegar bateu na porta.Veio abri-la uma pobre mu-
lher, perguntando o que queriam.
          Pequeno Polegar contou- lhe a sua história ,
e pediu pousada , por caridade, até a madrugada ,
apenas.
          A boa mulher , vendo-os tão desamparados,
afligiu-se e disse- lhes:
          -Meus meninos, como há - de ser?Vocês vi-
eram bater na casa de um gigante que come crian-
ças. Ele tem um faro terrível para carne humana.
Fujam , meus meninos.Fujam!
          -Que nos adianta fugir?Na floresta , seremos
comidos por lobos.É preferível, então , que seja o
gigante quem nos coma.E quem sabe se ele não vai
ter dó de nós?
          A pobre mulher deixou-os entrar.Aqueceu-
os junto de um bom fogo, deu a cada menino um 
pedaço de cabrito assado e começou a conversar
com eles .De repente , ouviram quatro pancadas
na porta.Era o gigante que chegava.
         A mulher escondeu Polegar e seus irmãos
dentro de uns jacás e correu para abrir a porta.

          O gigante entrou e sentou- se numa cadeira .
A sua respiração era forte que fazia um ruído igual
ao de um motor de caminhão.A mulher correu , ti-
rou as botas do gigante e trouxe- lhes os chinelos.
Dali a pouco , o gigante se pôs à mesa para cear.
Diante dele,estava um carneiro inteiro e um bar-
ril de vinho.
          De vez em quando, olhando ao redor, o gi-
gante farejava o ar e dizia:
          -Mulher, aqui cheira carne a carne humana!
          -Não ,marido, é engano!Acabei de esfolar um veado.É o que cheira.
          Mulher,mulher!deixe de enganar-me!Sinto 
cheiro de carne humana!
          A mulher tremia, sem conseguir dar um passo
de lugar onde estava.Pequeno Polegar ,olhando ao
pelo buraquinhos do jacá, não despregava os olhos
do gigante.De repente , o gigante deu com os jacás
amontoados num canto.Levantou-se e foi direto a
eles.
          -Ah! mulher!então , quer enganar-me?Cuida-
do que eu a comerei também!
          Abrindo um dos jacás, pegou um dos meninos
pela perna:
          -Oh!tenho carne para um excelente assado.
Vou aproveitar para festejar a vinda de três amigos,
que serão nossos vizinhos.
          E o gigante foi tirando dos jacás os meninos,
um por um.Pálidos de terror, não podiam ficar de pé.
          O gigante era o mais cruel dos gigantes , e
longe de ter piedade deles, apanhou uma grande
faca que começou a amolar numa pedra, bem de-
vagar.A mulher,trêmula de dó, dizia- lhe mansa -
mente:
          Marido , que vai você fazer a esta hora?Temos tanta carne no braseiro!
          Cale-se , mulher !senão, é a você que eu po-
nho no espeto , dentro de meia hora.
          Mas a mulher continuou :
          -Olhe, marido, temos aves e caças diversas ,
um leitão e a metade de um porco.Deixe os meninos
para amanhã.

         -Tem razão, mulher.Trate-os bem: dê- lhes 
muito de comer e faça-os dormir em boas camas.
          Mais satisfeita com a resolução do marido,
a boa mulher tratou os meninos da melhor maneira
que pôde.
          Os meninos , embora esfomeados,não pude-
ram comer, tanto medo tinham do que pudesse acontecer .



          Afinal , o gigante , satisfeito, pôs- se a beber,
e bebeu mais doze copos do que de costume, tor  -
nando - se completamente tonto.A mulher obrigou-
o a ir deitar-se ,o que fez logo, caindo num pesado
sono.
          O gigante tinha sete filhas horríveis.Eram vermelhas como romãs, porque só comiam carne
crua.Tinham um dentes finos, muitos agudos e 
separados.Os narizes eram compridos e aduncos ,
e uns olhos redondos e cinzentos brilhavam com
um brilho esquisito.Usavam uma coroa de ouro
na cabeça, que não tiravam nem para dormir.Em-
bora muito novinhas ainda, cada uma já comia um
carneiro inteiro em cada refeição.Eram loucas por
carne humana.Dormiam todas as sete em uma cama 
grande.No mesmo quarto, havia outra cama igual ,
onde a mulher acomodou o Pequeno Polegar e seus
irmãos, depois de verificar que estavam todos bem
alimentados e bem quentinhos.
          Em seguida, a mulher do gigante apagou o
candeeiro e foi deitar-se.
          E o silêncio da noite encheu a casa do gigan-
te.






Projeto Monteiro Lobato para crianças e adolescentes: fábulas, imaginação e formação leitora

  1. Apresentação Este projeto foi elaborado para trabalhar a obra de Monteiro Lobato com crianças e adolescentes, contemplando turmas dos ...