O Pequeno Polegar
Capítulo VI - Final
Os meninos , escondidinhos no fundo da gru-
ta , mal respiravam para não fazerem barulho.
O gigante resolveu parar e descansar um pou-
co.Sentou-se na rocha , acomodou a cabeça sobre
as pedras e caiu num profundo sono, pondo-se a
roncar tão alto que chegava a amedrontar os pas-
sarinhos que tinham os ninhos nas árvores mais dis-
tantes.
Pequeno Polegar, que já havia acertado com
o caminho de casa, pediu aos irmãos que saíssem
devagarinho da caverna e corressem sozinhos para
casa.
Os irmãos saíram numa carreira louca, mas
nas pontas dos pés.
Quando Polegar percebeu que seus irmãos
estavam salvos, aproximou -se do gigante e escon-
deu-se na fenda de uma pedra,Pode examinar bem
as botas.
Tocou-as .Ficou surpreendido vendo-as es-
correr e cair junto de seus pés.Tinham esse poder
de saírem ao menor contato com as mãos.
Pequeno Polegar sentiu-se curioso e, ia pe-
gá-las , quando- oh! surpresa!-as botas foram di-
minuindo de tamanho.Polegar as enfiou e se ajusta-
ram tão bem a seus pés, como se tivessem sido fei-
tas sob medidas para ele.
Pequeno Polegar sentiu-se leve como uma pluma .Ia dar uma passada que o levaria a casa,
quando se lembrou da mulher do gigante, que o
havia protegido com tanta bondade.
Resolveu libertá-la do terrível gigante.De
uma passada ganhou a entrada da casa.Ouviu gri-
tos agudos.Era uma quadrilha de ladrões, que sa-
bendo do que acontecera, ia-se aproveitar da au-
sência do gigante para assaltar a casa.Amarraram
a pobre mulher na porta e iam carregando os co-
fres com tudo que havia dentro.
Polegar com um passo estava dentro de casa
e, com uma faca afiada, enfrentou os ladrões que,
vendo-o dar uma passada de gigante no ar, julga-
ram que ele fosse algum mágico.
Largaram tudo e saíram em debandada.
Polegar acudiu á pobre mulher, que desma-
iara com o susto.Desamarrou-a, deitou-a numa ca-
ma e tratou-a até que ela voltasse a si.
Vendo-a perto dela, e , reconhecendo que era
o Pequeno Polegar seu salvador, perdoou-lhe tudo.
Não quis abandonar o gigante ,porque , apesar de antorpófago , era se marido .
Pequeno Polegar nada mais tinha a fazer.
De uma passada , galgou os terrenos de sua
casa.Lá os esperavam todos , com grande aflição.
Vendo-o chegar com as botas de sete léguas, sen-
tiram- se felizes, porque, com ela, não precisavam
passar os perigos que haviam passado.
Dias depois, Pequeno Polegar recebia de to-
da a população dos arredores uma bolsa de dinhei-
ro, por ter livrado a terra de tão terríveis monstros
que eram as filhas do gigante.
Com sua bota de sete léguas, Pequeno Pole-
gar procurava ajudar a todos que sofriam.
E uma grande paz e muita riqueza caíram
sobre aquela região, antes tão infeliz.
Este blog foi criado com o objetivo de postar a minha experiência como profissional da educação. Professora, pedagoga, psicopedagoga.
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