quinta-feira, 14 de março de 2013

O Pequeno Polegar-Capítulo VI-Final

                                     O  Pequeno Polegar
                      Capítulo VI -  Final



          Os meninos , escondidinhos no fundo da gru-
ta , mal respiravam para não fazerem barulho.
          O gigante resolveu parar e descansar um pou-
co.Sentou-se na rocha , acomodou a cabeça sobre
as pedras e caiu num profundo sono, pondo-se a 
roncar tão alto que chegava a amedrontar os pas-
sarinhos que tinham os ninhos nas árvores mais dis-
tantes.
          Pequeno Polegar, que já havia acertado com
o caminho de casa, pediu aos irmãos que saíssem 
devagarinho da caverna e corressem sozinhos para
casa. 
          Os irmãos  saíram numa carreira louca, mas
nas pontas dos pés.
          Quando Polegar percebeu que seus irmãos
estavam salvos, aproximou -se do gigante e escon-
deu-se na fenda de uma pedra,Pode examinar bem 
as botas.
          Tocou-as .Ficou surpreendido vendo-as es-
correr e cair junto de seus pés.Tinham esse poder
de saírem ao menor contato com as mãos.
          Pequeno Polegar sentiu-se curioso e, ia pe-
gá-las , quando- oh! surpresa!-as botas foram di-
minuindo de tamanho.Polegar as enfiou e se ajusta-
ram tão bem a seus pés, como se tivessem sido fei-
tas sob medidas para ele.



          Pequeno Polegar sentiu-se leve como uma pluma .Ia dar uma passada que o levaria a casa,
quando se lembrou da mulher do gigante, que o 
havia protegido com tanta bondade.
          Resolveu libertá-la do terrível gigante.De 
uma passada ganhou a entrada da casa.Ouviu gri-
tos agudos.Era uma quadrilha de ladrões, que sa-
bendo do que acontecera, ia-se aproveitar da au-
sência do gigante para assaltar a casa.Amarraram 
a pobre mulher na porta e iam carregando os co-
fres com tudo que havia dentro.
          Polegar com um passo estava dentro de casa
e, com uma faca afiada, enfrentou os ladrões que, 
vendo-o dar uma passada de gigante no ar, julga-
ram que ele fosse algum mágico.
          Largaram tudo e saíram em debandada.
          Polegar acudiu á pobre mulher, que desma-
iara com o susto.Desamarrou-a, deitou-a numa ca-
ma e tratou-a até que ela voltasse a si.
          Vendo-a perto dela, e , reconhecendo que era
o Pequeno Polegar seu salvador, perdoou-lhe tudo.
Não quis abandonar o gigante ,porque , apesar de antorpófago , era se marido .
          Pequeno Polegar nada mais tinha a fazer.
          De uma passada , galgou os terrenos de sua 
casa.Lá os esperavam todos , com grande aflição.
Vendo-o chegar com as botas de sete léguas, sen-
tiram- se felizes, porque, com ela, não precisavam
passar os perigos que haviam passado.
          Dias depois, Pequeno Polegar recebia de to-
da a população dos arredores uma bolsa de dinhei-
ro, por ter livrado a terra de tão terríveis monstros
que eram as filhas do gigante.
          Com sua bota de sete léguas, Pequeno Pole-
gar procurava  ajudar a todos que sofriam.
          E uma grande paz e muita riqueza caíram 
sobre aquela região, antes tão infeliz.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Os bandidos- autor desconhecido

Miau, Quac, Muu e Béé eram quatro amigos que gostavam de brincar de bandido e mocinho. Passavam horas brincando. Parecia que estavam inter...