quinta-feira, 7 de março de 2013

O Pequeno Polegar- Capítulo IV



                                             O pequeno polegar
                           Capítulo IV

          Depois de muito andar, chegaram finalmente
a uma casa muito esquisita e que tomava cores dife-
rentes , sendo algumas vezes desaparecia completa-
mente da vista de todos.
          Mas- que lhes valia o medo?De qualquer ma-
neira estavam em grande perigo, por isso, Pequeno
Polegar bateu na porta.Veio abri-la uma pobre mu-
lher, perguntando o que queriam.
          Pequeno Polegar contou- lhe a sua história ,
e pediu pousada , por caridade, até a madrugada ,
apenas.
          A boa mulher , vendo-os tão desamparados,
afligiu-se e disse- lhes:
          -Meus meninos, como há - de ser?Vocês vi-
eram bater na casa de um gigante que come crian-
ças. Ele tem um faro terrível para carne humana.
Fujam , meus meninos.Fujam!
          -Que nos adianta fugir?Na floresta , seremos
comidos por lobos.É preferível, então , que seja o
gigante quem nos coma.E quem sabe se ele não vai
ter dó de nós?
          A pobre mulher deixou-os entrar.Aqueceu-
os junto de um bom fogo, deu a cada menino um 
pedaço de cabrito assado e começou a conversar
com eles .De repente , ouviram quatro pancadas
na porta.Era o gigante que chegava.
         A mulher escondeu Polegar e seus irmãos
dentro de uns jacás e correu para abrir a porta.

          O gigante entrou e sentou- se numa cadeira .
A sua respiração era forte que fazia um ruído igual
ao de um motor de caminhão.A mulher correu , ti-
rou as botas do gigante e trouxe- lhes os chinelos.
Dali a pouco , o gigante se pôs à mesa para cear.
Diante dele,estava um carneiro inteiro e um bar-
ril de vinho.
          De vez em quando, olhando ao redor, o gi-
gante farejava o ar e dizia:
          -Mulher, aqui cheira carne a carne humana!
          -Não ,marido, é engano!Acabei de esfolar um veado.É o que cheira.
          Mulher,mulher!deixe de enganar-me!Sinto 
cheiro de carne humana!
          A mulher tremia, sem conseguir dar um passo
de lugar onde estava.Pequeno Polegar ,olhando ao
pelo buraquinhos do jacá, não despregava os olhos
do gigante.De repente , o gigante deu com os jacás
amontoados num canto.Levantou-se e foi direto a
eles.
          -Ah! mulher!então , quer enganar-me?Cuida-
do que eu a comerei também!
          Abrindo um dos jacás, pegou um dos meninos
pela perna:
          -Oh!tenho carne para um excelente assado.
Vou aproveitar para festejar a vinda de três amigos,
que serão nossos vizinhos.
          E o gigante foi tirando dos jacás os meninos,
um por um.Pálidos de terror, não podiam ficar de pé.
          O gigante era o mais cruel dos gigantes , e
longe de ter piedade deles, apanhou uma grande
faca que começou a amolar numa pedra, bem de-
vagar.A mulher,trêmula de dó, dizia- lhe mansa -
mente:
          Marido , que vai você fazer a esta hora?Temos tanta carne no braseiro!
          Cale-se , mulher !senão, é a você que eu po-
nho no espeto , dentro de meia hora.
          Mas a mulher continuou :
          -Olhe, marido, temos aves e caças diversas ,
um leitão e a metade de um porco.Deixe os meninos
para amanhã.

         -Tem razão, mulher.Trate-os bem: dê- lhes 
muito de comer e faça-os dormir em boas camas.
          Mais satisfeita com a resolução do marido,
a boa mulher tratou os meninos da melhor maneira
que pôde.
          Os meninos , embora esfomeados,não pude-
ram comer, tanto medo tinham do que pudesse acontecer .



          Afinal , o gigante , satisfeito, pôs- se a beber,
e bebeu mais doze copos do que de costume, tor  -
nando - se completamente tonto.A mulher obrigou-
o a ir deitar-se ,o que fez logo, caindo num pesado
sono.
          O gigante tinha sete filhas horríveis.Eram vermelhas como romãs, porque só comiam carne
crua.Tinham um dentes finos, muitos agudos e 
separados.Os narizes eram compridos e aduncos ,
e uns olhos redondos e cinzentos brilhavam com
um brilho esquisito.Usavam uma coroa de ouro
na cabeça, que não tiravam nem para dormir.Em-
bora muito novinhas ainda, cada uma já comia um
carneiro inteiro em cada refeição.Eram loucas por
carne humana.Dormiam todas as sete em uma cama 
grande.No mesmo quarto, havia outra cama igual ,
onde a mulher acomodou o Pequeno Polegar e seus
irmãos, depois de verificar que estavam todos bem
alimentados e bem quentinhos.
          Em seguida, a mulher do gigante apagou o
candeeiro e foi deitar-se.
          E o silêncio da noite encheu a casa do gigan-
te.






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