sexta-feira, 29 de março de 2013

De repente uma estranha luz começou a iluminar o coração dos homens


                    De repente uma estranha luz começou
a iluminar o coração dos homens

          Passo a passo ia Jesus subindo o calvário com
dificuldade, levando a cruz às costas.Caminhava com dificuldade, esgotado pelos açoites e sofrimen-
tos infligidos durante a noite.
          Numa curva do caminho, uma mulher desfi-
gurada pela dor, correu os olhos pelo grupo aluci-
nado.Deu com Jesus , e um gemido escapou de seus
lábios, enquanto saia a seu encontro:
          -Meu Filho!
          -Minha ...Mãe!-respondeu Jesus com uma voz que já era um estertor.
          Vendo que Jesus não aguentava mais o peso
da cruz, o centurião mandou parar a marcha. Cha-
mou Simão,o Cirineu para ajudar a carregar a cruz.
          -Depressa!-gritaram o judeus.
          Continuaram a subir .De repente, outra mu -
lher cortou a multidão.
          Fechando os ouvidos aos palavrões da solda-
desca, aproximou-se de Jesus e enxugou-lhe a face
com uma toalha finíssima de linho e...-Oh! Vêde!
-gritou ela , enquanto suspendia a toalha, onde o 
suor e o sangue haviam deixado a estampa do ros-
to de Jesus.
          Os Judeus gritavam impacientes:
          -Adiante, adiante!
          Dimas, o bom ladrão. seguia também com sua
cruz às costas.Ia mudo de espanto e de dor, sabendo
que estavam matando um justo.
         Enquanto isso., o mau ladrão , atrás , prague-
java.
          Chegaram ao alto do calvário.
         Os soldados apressaram - se na crucificação.
         Despiram Jesus e o fizeram deitar sobre a cruz .Enormes cravos , batidos com violência, pelo
martelo dos brutos , deixaram suas mãos e seus pés
bem presos ao lenho.
          Ao mesmo tempo, foram crucificados o bom
e o mau ladrão.
          Os soluços de Maria se misturaram com os risos e o rumor das vozes.As cruzes foram levanta-
das e fincadas no chão.
          O mau ladrão continuava a praguejar , en-
quanto Dimas, olhando para Jesus , lhe dizia:
          - Senhor! Quando estiver no seu Reino, lem-
bre-se  de mim!
         - Dimas, na verdade te digo, que hoje mesmo
entrarás comigo no paraíso, respondeu-lhe Jesus.
          Aos poucos a multidão foi abandonando o 
calvário , onde ficaram Maria e algumas mulheres,
João e algumas outras pessoas.
          A voz de Jesus se ergueu , numa súplica:
          -Pai!Perdoai- lhes, porque não sabem o que
fazem!
          O sol brilhava, no alto, iluminando a velha
Jerusalém e seus arredores.Entretanto, densas trevas
envolviam o coração dos homens.
          Jesus , contemplando a Mãe que ia ficar de-
samparada e só , disse-lhe,olhando para João, o dis-
cípulo amado:
          -Mãe, ei í teu filho.
          Depois disse, olhando para João:
          -João, eis aí tua Mãe!
          Aos poucos, ia caindo a tarde, e o silêncio
aumentava.Ouvia-se o ruído das gotas de sangue
que pingava no chão árido.
         A fisionomia  de Jesus já apresentava um pa-
lor de cera.
         -Tenho sede !- disse ele.
          Os soldados ergueram até seus lábios uma 
esponja ensopada em vinagre.
          O silêncio ia-se tornando apavorante no al-
to e nos arredores do calvário.
          De repente, Jesus bradou em tão alta voz
algumas palavras que fizeram estremecer as pessoas
presentes.
         Logo depois,deixou cair a cabeça e exclamou:
         -Tudo está consumado!
         Olharam-no.Estava morto.
         Nessa hora, as montanhas tremeram e racha-
ram com estrépido, deixando rolar, pelos abismos,
grandes blocos de pedra, com um estrondo que re-
tumbava além.Os sepulcros se abriram e , de repen-
te, densas trevas envolveram a terra.
          Entretanto, naquela hora, uma estranha luz
começava a iluminar o coração dos homens.

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