quinta-feira, 24 de setembro de 2015

O abuso de confiança- autor desconhecido


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A abelha e a formiga sentiam um grande carinho uma pela outra. Além disso, que coincidência: a primeira gostava dos alimentos que sua amiga armazenava durante o verão; e a formiga era louca pelo mel produzido pela abelha. Isso dava lugar a uma intensa troca de presentes entre as duas.
Numa ocasião, a abelha saiu de viagem e deixou as chaves de sua casa com a formiga. Passados alguns dias esta sentiu a tentação de entrar na casa da amiga e servir-se de um pouco de mel. Mas conteve-se na última hora.
- Oh, não! Fazer isso seria um abuso de confiança, uma coisa indigna de nossa amizade, pensou ela.
Meses depois, foi a vez da formiga ver-se obrigada a deixar seu lar por algum tempo. Naturalmente deixou as chaves com sua amiga íntima. No dia seguinte, a abelha entrou na casa da formiga, enquanto dizia:
- Bah! Tenho a certeza de que quando lhe deixei as chaves de minha casa, ela deve ter assaltado a minha despensa. E fez isso com muita arte, pois desde que cheguei, por mais que procure, não consigo achar as marcas do roubo. Agora é a minha vez e farei um grande banquete à sua custa!
Qual das duas é verdadeiramente digna de amizade, amigo?

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

A senha por favor- autor desconhecido

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Aconteceu nos EUA. Um garotinho de 8 anos foi abordado por um estranho na saída da escola: o estranho disse que a mãe tinha pedido para buscá-lo, pois ela estava atrasada.
O menino disse: OK, qual a senha?
As pessoas ao redor olharam para o estranho e este se afastou rapidamente.
A mãe, prudente, havia criado uma senha para que o filho soubesse quando ela estava por trás de qualquer ordem.
Esse "segredo" pode evitar roubos, sequestros e outras violências cometidas contra as crianças.
A segurança pode estar numa palavra, num número ou numa frase.
Autor desconhecido.

domingo, 13 de setembro de 2015

A tartaruga e a águia- autor desconhecido

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A tartaruga passava o tempo a lamentar-se por ser lenta e desajeitada. Como gostava de fazer comparações, adorava a beleza e a ligeireza com que se moviam as aves. Não se conformava com a sua sorte e chegava a ficar muito triste.
- Que chatice ter que me arrastar pelo solo, passo a passo e com esforço! Ah! Se eu pudesse voar, nem que fosse apenas uma vez! dizia ele repetidamente, dia após dia.
Finalmente, num dia de outono, conseguiu convencer a águia a levá-la para um passeio pelas alturas. Suavemente e com grande majestade, a águia e a tartaruga elevaram-se no céu, naquela tarde. O animalzinho transbordava de felicidade, ao ver lá embaixo, tão longe, a terra e seus habitantes.
- Ah, que maravilha! Como estou feliz! Que inveja não devem sentir as outras tartarugas vendo-me voar tão alto! Realmente, sou uma tartaruga única! exclamava ela, com a voz tremida pela emoção.
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Mas tanto se cansou a águia de ouvir seus vaidosos argumentos, que decidiu soltá-la. A orgulhosa tartaruga caiu como uma pedra, desde milhares de metros de altura, desfazendo-se em cacos ao chegar no chão.
Algumas tartarugas que viram que viram sua vizinha cair, exclamaram cheias de pena:
- Pobrezinha! Estava tão segura aqui em baixo, na terra, e teve que procurar as alturas para perder-se.


Dura lição para quem se empenha em ir contra sua própria natureza. Não é melhor cada um conformar-se com aquilo que é?

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A regata- Ana Tomazeli

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O grande dia se aproximava…
Era o dia da grande aventura. Todos os insetos daquele jardim estavam ansiosos para a regata de folhas secas pela fonte. Formiguinhas, besourinhos, joaninhas, borboletas, estavam todos lá.
Tica, uma formiguinha muito ativa que por ali morava não poderia ficar de fora. Ficou preparando tudo com muito cuidado pois estava sempre muito preocupada com suas performances. A medida em que o grande dia ia se aproximando, mais preocupada com sua folha e equipamentos ela ficava. Ela mesma havia preparado sua folha para a navegação porém sempre sentia que algum inseto mal intencionado poderia fazer algum tipo de sabotagem a sua folhinha. Sendo assim, resolveu, por precaução, preparar duas folhas. Se algum inseto tentasse qualquer sabotagem, ela teria outra folha para sair em sua regata. Quanto mais o grande dia se aproximava, mais ansiosa e preocupada com o que poderia lhe acontecer ela ficava. Ela era uma formiguinha muito esperta e como possuia duas folhas para a regata, foi tentar praticar um pouquinho antes do acontecimento. Pegou todos seus objetos necessários para essa aventura porém acabou por esquece-los dentro da outra folha que ficou as margens da fonte.
Quando Tica percebeu já estava no meio da fonte e sem seus apetrechos. Um sentimento de medo e dúvida sobre o que havia acontecido tomou conta de seu pequeno corpinho e seus olhos se encheram de lágrimas ao olhar para aquele cantinho onde seus apetrechos deveriam estar. E você deve estar se perguntando para quê tanto alarde? O problema era que naquele mesmo dia seria a grande regata e se não conseguisse chegar a tempo de pegar seus equipamentos que estavam na sua outra folha? E se alguém tivesse escondido todos os seus equipamentos na outra folha de propósito? Com seus olhinhos fixos naquele cantinho da folha onde deveriam estar seus equipamentos, Tica, em meio a seu desespero, ouviu uma voz que vinha de cima:
"Olhe para mim", disse um pernilongo amigo, "não fique preocupada, foi você mesma quem deixou seus equipamentos lá na outra folhinha. Eu pude ver tudo daqui de cima. Fique confiante de que conseguirá."
Por um estante, ela até se aliviou, mas foi só olhar para aquele cantinho vazio na folha para seu desespero voltar. Foi quando se lembrou da última regata na qual sem querer caiu da sua folha tendo que nadar bravamente e com segurança para que conseguisse se desviar das outras folhas e dos outros insetos e chegar a outra margem da fonte. Repleta com a sensação de coragem e segurança dessa lembrança, deu suas costas para aquele cantinho, colocou suas patinhas na água e começou a remar. Naturalmente em pouco tempo chegou a outra margem da fonte bem a tempo para a regata. Pulou dentro de sua outra folhinha, nem pensou em suas habituais desconfianças, pois sabia que mesmo que algo desse errado teria suas fortes patinhas para ajudá-la a vencer qualquer obstáculo. Ao fim da regata, tentou imaginar como seria sua próxima regata, e se sentiu feliz e segura pois se qualquer imprevisto ocorresse, já saberia o que fazer.


Autora: Ana Tomazeli anatomazeli@uol.com.br

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

A Ovelha Negra- autor desconhecido

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Era uma vez uma ovelhinha diferente das suas irmãs de rebanho: era negra. Por isso, era desprezada e sofria todo tipo de maus tratos. As outras lhe davam mordidas, patadas; procuravam colocá-la em último lugar no rebanho. Quando estavam num prado pastando, o rebanho inteiro tentava não deixar que a ovelhinha negra provasse uma ervazinha sequer. Dessa forma, sua existência era horrível.
Farta de tanto desprezo, a ovelhinha negra afastou-se do rebanho. Durante muito tempo vagou sem rumo pelo bosque. Quando anoiteceu, exausta, a ovelhinha deitou-se, sem perceber, em um monte de farinha, onde dormiu.
Ao raiar o dia, acordou e viu, cheia de surpresa, que se havia transformado em uma ovelha muito branca, imaculada. Voltou então ao seu rebanho, onde foi muito bem recebida e proclamada rainha, pela sua bela aparência.
Naquela ocasião, estava sendo anunciada a visita do príncipe dos cordeiros, que vinha em busca de uma esposa.
O príncipe foi recebido no rebanho com grandes honras. Enquanto ele observava as ovelhas que formavam o rebanho, desabou uma violenta tempestade. A chuva dissolveu a farinha que cobria o pêlo negro de nossa ovelhinha, e ela recuperou sua cor natural.
Quando a viu, o príncipe resolveu que seria a escolhida. As outras ovelhas perguntaram por quê.
- É diferente das outras. E isso, para mim, é suficiente.
Assim, a ovelhinha negra tornou-se princesa e teve, finalmente, o destino justo que merecia.

Documentário Dislexia