terça-feira, 25 de outubro de 2016

Descritores de Matemática que são avaliados na Prova Brasil

Descritores de matemática
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5º ano
I- Espaço e forma:
D1- Identificar a localização e movimentação de objeto em mapas, croquis e outras representações gráficas.
 D2 Identificar propriedades comuns e diferenças entre poliedros e corpos redondos, relacionando figuras tridimensionais com suas planificações.
 D3 Identificar propriedades comuns e diferenças entre figuras bidimensionais pelo número de lados, pelos tipos de ângulos.
 D4 Identificar quadriláteros observando as posições relativas entre seus lados (paralelos, concorrentes, perpendiculares).
 D5 Reconhecer a conservação ou modificação de medidas dos lados, do perímetro, da área em ampliação e/ou redução de figuras poligonais usando malhas quadriculadas.
II - Grandezas e medidas:
D6 -Estimar a medida de grandezas utilizando unidades de medida convencionais ou não .
D7- Resolver problemas significativos utilizando unidades de medida padronizadas como km/m/cm/mm, kg/g/mg, l/ml.
 D8 Estabelecer relações entre unidades de medida de tempo-
 D9- Estabelecer relações entre o horário de início e término e/ou o intervalo da duração de um evento ou acontecimento.
 D10- Num problema, estabelecer trocas entre cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro em função de seus valores.
 D11- Resolver problema envolvendo o cálculo do perímetro de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas.
 D12- Resolver problema envolvendo o cálculo ou a estimativa de áreas de figuras planas, desenhadas em malhas quadriculadas.
III - Números e operações/Álgebra e funções:
D13- Reconhecer e utilizar características do sistema de numeração decimal, tais como agrupamentos e trocas na base 10 e princípio do valor posicional.
 D14- Identificar a localização de números naturais na reta numérica.
 D15- Reconhecer a decomposição de números naturais nas suas diversas ordens.
 D16- Reconhecer a composição e a decomposição de números naturais em sua forma polinomial. D17- Calcular o resultado de uma adição ou subtração de números naturais.
 D18- Calcular o resultado de uma multiplicação ou divisão de números naturais.
 D19- Resolver problema com números naturais, envolvendo diferentes significados da adição ou subtração: juntar, alteração de um estado inicial (positiva ou negativa), comparação e mais de uma transformação (positiva ou negativa) D20 Resolver problema com números naturais, envolvendo diferentes significados da multiplicação ou divisão: multiplicação comparativa, ideia de proporcionalidade, configuração retangular e combinatória.
 D21- Identificar diferentes representações de um mesmo número racional.
D22- Identificar a localização de números racionais representados na forma decimal na reta numérica.
 D23 Resolver problema utilizando a escrita decimal de cédulas e moedas do sistema monetário brasileiro.
 D24- Identificar fração como representação que pode estar associada a diferentes significados   D25- Resolver problema com números racionais expressos na forma decimal envolvendo diferentes significados da adição ou subtração.
 D26- Resolver problema envolvendo noções de porcentagem (25%, 50%, 100%).
IV - Tratamento da informação:
D27- Ler informações e dados apresentados em tabelas.
D28- Ler informações e dados apresentados em gráficos (particularmente em gráficos de colunas).
Descritores de Matemática para a 8ª série/ 9º ano
I - Espaço e forma
D1- Identificar a localização e movimentação de objeto em mapas, croquis e outras representações gráficas.
 D2- Identificar propriedades comuns e diferenças entre figuras bidimensionais e tridimensionais, relacionando-as com suas planificações.
D3- Identificar propriedades de triângulos pela comparação de medidas de lados e ângulos.
 D4- Identificar relação entre quadriláteros por meio de suas propriedades.
 D5- Reconhecer a conservação ou modificação de medidas dos lados, do perímetro, da área em ampliação e/ou redução de figuras poligonais usando malhas quadriculadas.
 D6- Reconhecer ângulos como mudança de direção ou giros, identificando ângulos retos e não retos.
 D7- Reconhecer que as imagens de uma figura construída por uma transformação homotética são semelhantes, identificando propriedades e/ou medidas que se modificam ou não se alteram.
 D8- Resolver problema utilizando a propriedade dos polígonos (soma de seus ângulos internos, número de diagonais, cálculo da medida de cada ângulo interno nos polígonos regulares).
 D9- Interpretar informações apresentadas por meio de coordenadas cartesianas.
 D10- Utilizar relações métricas do triângulo retângulo para resolver problemas significativos   D11 Reconhecer círculo e circunferência, seus elementos e algumas de suas relações.
II - Grandezas e medidas:
D12- Resolver problema envolvendo o cálculo de perímetro de figuras planas.
D13- Resolver problema envolvendo o cálculo de área de figuras planas.
 D14- Resolver problema envolvendo noções de volume.
 D15 Resolver problema envolvendo relações entre diferentes unidades de medida
III - Números e operações/Álgebra e funções:
D16- Identificar a localização de números inteiros na reta numérica.
 D17- Identificar a localização de números racionais na reta numérica.
 D18- Efetuar cálculos com números inteiros envolvendo as operações (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação).
 D19- Resolver problema com números naturais envolvendo diferentes significados das operações (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação).
 D20- Resolver problema com números inteiros envolvendo as operações (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação).
 D21- Reconhecer as diferentes representações de um número racional.
 D22- Identificar fração como representação que pode estar associada a diferentes significados.
 D23- Identificar frações equivalentes.
 D24- Reconhecer as representações decimais dos números racionais como uma extensão do sistema de numeração decimal, identificando a existência de "ordens", como décimos, centésimos e milésimos.
 D25- Efetuar cálculos que envolvam operações com números racionais (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação).
 D26- Resolver problema com números racionais que envolvam as operações (adição, subtração, multiplicação, divisão e potenciação).
 D27- Efetuar cálculos simples com valores aproximados de radicais.
 D28- Resolver problema que envolva porcentagem.
 D29- Resolver problema que envolva variações proporcionais, diretas ou inversas entre grandezas.
D30 - Calcular o valor numérico de uma expressão algébrica.
 D31- Resolver problema que envolva equação de segundo grau.
 D32- Identificar a expressão algébrica que expressa uma regularidade observada em sequências de números ou figuras (padrões).
 D33- Identificar uma equação ou uma inequação de primeiro grau que expressa um problema. D34- Identificar um sistema de equações do primeiro grau que expressa um problema.
 D35- Identificar a relação entre as representações algébrica e geométrica de um sistema de equações de primeiro grau.
IV - Tratamento da informação:
D36 -Resolver problema envolvendo informações apresentadas em tabelas e/ou gráficos.
 D37- Associar informações apresentadas em listas e/ou tabelas simples aos gráficos que as representam e vice-versa.
 Descritores de Matemática/Saeb – 3º ano do ensino médio
Descritores I. Espaço e Forma D1 - Identificar figuras semelhantes mediante o reconhecimento de relações de proporcionalidade.
D2 – Reconhecer aplicações das relações métricas do triângulo retângulo em um problema que envolva figuras planas ou espaciais.
 D3 – Relacionar diferentes poliedros ou corpos redondos com suas planificações ou vistas.
 D4 – Identificar a relação entre o número de vértices, faces e/ou arestas de poliedros expressa em um problema.
 D5 – Resolver problema que envolva razões trigonométricas no triângulo retângulo (seno, co-seno, tangente).
 D6 – Identificar a localização de pontos no plano cartesiano.
D7 – Interpretar geometricamente os coeficientes da equação de uma reta.
 D8 – Identificar a equação de uma reta apresentada a partir de dois pontos dados ou de um ponto e sua inclinação. D9 – Relacionar a determinação do ponto de interseção de duas ou mais retas com a resolução de um sistema de equações com duas incógnitas.

 D10 – Reconhecer entre as equações de 2o grau com duas incógnitas, as que representam circunferências.

sábado, 23 de julho de 2016

Bia e Toni, as baleias- Coleção no fundo do mar



            Bia mora com sua família nas águas geladas do Pólo norte. Ela vive com seus pais e seu irmão, Toni. Os dois são inseparáveis e formam uma grande dupla.Eles adoram brincar na superfície da água ...
-Ah, este é fácil. Agora olhe o que eu aprendi.
-Respondi Toni com uma grande pirueta.
Quando Bia e Toni precisam respirar, sobem a superfície da água. Eles lançam um grande jato de água, que parecem um chafariz.
Bia e Toni estão aprendendo a caçar
 para se alimentar.
Mais tarde serão grandes caçadores. Por enquanto possuem muitos amigos como golfinhos e outras baleias.



Um dia estavam brincando quando viram um grande barco:
 - Cuidado Bia!
 São humanos, querem nos caçar!
- Vamos embora daqui! - Disse Bia.
O barco continuou ali por vários dias, e os dois curiosos começaram a chegar cada vez mais perto. 
Que sorte! Eram pesquisadores.
Toni e Bia começaram a brincar com aquelas pessoas.
-Que legal, agora também somos amigos de humanos!
-Comemorou Bia, com várias piruetas.







quinta-feira, 16 de junho de 2016

Um grande cavalheiro- autor desconhecido

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Houve um grande reboliço em Madrigueira do Claro, uma cidade habitada por coelhos. Um grande cavalheiro viria morar ali. Ao que parecia, era muito rico e famoso em todo o mundo!
Finalmente, numa manhã de primavera, chegou à cidade o novo vizinho. Todos ficaram admirados de seu traje elegante e da distinção de seus gestos. Na verdade era um grande cavalheiro!
Durante algum tempo, trataram o recém-chegado como um rei.
Ele deixava-se adorar , sem falar mais do que o necessário.
Foi então que aconteceu uma catástrofe. As chuvas intensas tinham causado uma inundação que prejudicara algumas tocas. Organizou-se, então, uma coleta de donativos entre os habitantes. Todos deram a sua contribuição, exceto o "grande cavalheiro", que se negou a doar um único centavo.
A decepção foi enorme entre os vizinhos da aldeia. A partir daquele dia, o rico avarento foi tratado com a maior indiferença. Deixaram-no em tal isolamento, que ele resolveu ir embora.
Começou a afastar-se dali, enquanto os vizinhos estavam reunidos em um prado próximo, para tratar dos assuntos da comunidade. Então, o cavalheiro percebeu que estava saindo fumaça de várias tocas. A cidade estava em chamas!
Rápido como um relâmpago, ele interveio. Conseguiu apagar o fogo em meia hora. Quando souberam da notícia, os vizinhos ficaram muito agradecidos. Mais ainda: quando ouviram as confissões daquele que pensavam ser um grande cavalheiro, concederam-lhe o seu perdão.


Na verdade, ele não era rico. Tinha-se feito passar por uma pessoa de posses para assegurar a amizade de todos. A boa ação que ele praticara é que lhe valeu uma amizade sincera e o reconhecimento dos moradores daquela cidade.

terça-feira, 31 de maio de 2016

Os ratinhos desobedientes- autor desconhecido

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O ratinho e a ratinha eram dois irmãos que viviam com sua mãe numa toca, em uma fazenda. Ali estavam quentes e resguardados, a salvo das inclemências do tempo. Sua mamãe dava-lhes todo alimento de que necessitavam e não tinham nada com que se preocupar.
Nenhum dos dois gostava quando a sua mãezinha os mandava dormir, e obedeciam sempre contrariados. Numa bela noite, saíram à procura de seus amigos; as estrelas brilhavam no céu e era muito agradável estar ao ar livre!
Por mais voltas que dessem, não encontraram nenhum de seus amigos; esses, é claro, dormiam um soninho descansado.
Continuaram andando, andando, até perceber que se tinham afastado muito de sua casa; não conheciam a paisagem que os rodeava. Sentiram medo porque o vento começou a uivar e a escuridão tornava-se ameaçadora.
Abraçaram-se um ao outro, e, de repente, ouviram um ruído. Estremeceram espantados. Seria um gato? O tempo parecia ter parado e o responsável pelos ruídos aproximava-se pouco a pouco. Começaram a bater os dentes de medo, incapazes de fazer qualquer movimento. Sentiam que tinha chegado a sua última hora, já que certamente se tratava do seu mais aguerrido inimigo: o gato.
Mas, afinal, tudo acabou bem. A mãe saíra à procura deles e tinha sido ela quem havia feito o barulho. Os dois ratinhos regressaram a casa muito contentes. Haviam passado um mau bocado e não voltariam a repetir a façanha. Não há nada como a nossa casa. Não acha que tenho razão, amiguinho?

quinta-feira, 28 de abril de 2016

O Ouriço e o jogo de cabra - cega

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Todos nós temos as nossas limitações, querido leitor, e o ouriço também tinha a sua. Você já pode imaginar qual era: aqueles terríveis espinhos, capazes de ferir qualquer um.
Bem, aconteceu que o jogo da Cabra-cega havia virado mania entre os alunos. Todos queriam brincar durante o recreio.
Pois certa vez em que estavam brincando, o castorzinho, que tinha os olhos vendados, teve o azar de tocar no ouriço e levou umas tremendas picadas de seus espinhos. Da pata do castorzinho corria muito sangue e o ouriço sentiu-se muito culpado.
- Já se vê que não posso participar da brincadeira! Disse, muito aborrecido.
Seus colegas não conseguiam consolá-lo e ele ficou fora. O jogo continuava. Agora era a vez do crocodilo Ter seus olhos vendados e ele, trapalhão como sempre, pisou num pedaço de vidro e fez um corte na pata esquerda. O pior é que ainda havia numerosos cacos de vidro encravados em sua pata.
Por mais que todos procurassem uma pinça para tentar retirá-los, não conseguiram encontrar. Foi então que o ouriço num momento de inspiração, arrancou dois espinhos e com eles fez uma ótima pinça.
Então, o crocodilo sugeriu que brincassem de outra coisa, porque fazia questão de que seu "médico" também participasse. Todos concordaram em inventar uma brincadeira em que o ouriço pudesse participar também. Bem que ele merecia.

segunda-feira, 11 de abril de 2016

Fábula da Formiga e a liderança- autor desconhecido

 
Todos os dias, a formiga chegava cedinho ao escritório e dava duro no trabalho. Era produtiva e feliz.
Seu líder, o gerente marimbondo estranhou a formiga trabalhar sem supervisão. Se ela era produtiva sem supervisão, seria ainda mais se fosse supervisionada. E colocou uma barata, que preparava belíssimos relatórios e tinha muita experiência, como sua supervisora.
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A primeira preocupação da barata foi a de padronizar o horário de entrada e saída da formiga. Logo, a barata precisou de uma secretária para ajudar a preparar os relatórios e contratou também uma aranha para organizar os arquivos e controlar as ligações telefônicas.
O marimbondo ficou encantado com os relatórios da barata e pediu também gráficos com indicadores e análise das tendências que eram mostrados nas reuniões.
A barata, então, contratou uma mosca, e comprou um computador com impressora colorida.
Logo, a formiga produtiva e feliz, começou a ficar perdida no meio de toda aquela movimentação de papéis e reuniões!
O marimbondo concluiu então que era o momento de criar a função de gestor para a área onde a formiga produtiva e feliz, trabalhava.
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O cargo foi dado a uma cigarra, que mandou colocar carpete no seu escritório e comprar uma cadeira especial. A nova gestora cigarra logo precisou de um computador e de uma assistente (sua assistente na empresa anterior) para ajudá-la a preparar um plano estratégico de melhorias e um controle do orçamento para a área onde trabalhava a formiga, que já não cantarolava mais e cada dia se tornava mais triste.
A cigarra, então, convenceu o gerente marimbondo, que era preciso fazer um estudo de clima. Mas, o marimbondo, ao rever as cifras, se deu conta de que a unidade na qual a formiga trabalhava já não rendia como antes e contratou a coruja, uma prestigiada consultora, muito famosa, para que fizesse um diagnóstico da situação.
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A coruja permaneceu três meses nos escritórios e emitiu um volumoso relatório, com vários volumes que concluía: “há muita gente nesta empresa”.
Foi então que o Líder marimbondo decidiu demitir a formiga, claro, porque ela andava muito desmotivada e aborrecida.
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terça-feira, 15 de março de 2016

Os burros espertos-autor desconhecido

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Dizem que os burros são tolos. Mas não devemos acreditar totalmente nisso. Essa história nos mostra que nem sempre é assim.
Um lavrador tinha dois burros. Para que não fugissem, resolveu amarrá-los em uma só corda, cada um em uma extremidade. Depois de algum tempo, os dois começaram a sentir fome. A comida estava perto. Grandes montes de feno estavam ao alcance de sua visão. Os dois tentaram chegar até eles. A corda era muito curta e, puxando cada qual para o seu lado, nenhum dos dois conseguia alcançar o seu monte de feno. Então compreenderam que o melhor era sentar e dialogar. Talvez juntos conseguissem encontrar uma solução.
Assim o fizeram. Durante um bom tempo, estiveram a dar voltas ao assunto, sem conseguir encontrar um jeito de chegar ao feno. Por fim, disse um deles:
- Vamos ver! Nós dois estamos com fome. A corda que nos une é muito curta e não podemos ir cada um para o seu lado. Por que não vamos juntos para o primeiro monte de feno? Assim, ambos poderíamos comer dele e depois provar o segundo. Dessa forma, comeríamos a quantidade habitual.
- Boa ideia! admitiu seu companheiro.
Pondo em prática a sugestão, banquetearam-se ambos, apesar da corda com que haviam sido amarrados. Mostraram, dessa forma, que os burros não são tão burros quanto parecem.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

O tempo cura tudo- autor desconhecido



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Era uma vez um passarinho que morava num ninho no alto de uma mangueira. Quando a mamãe passarinha saía cedinho para procurar alimento, falava:
- Ó filhinho, não saia do ninho. Você ainda é um filhotinho, pode cair lá embaixo e se machucar.
Mas o passarinho morria de vontade de dar as suas voadinhas, experimentar as suas asinhas cheias de peninhas. Experimentou uma vez. Experimentou a segunda. Quando experimentou a terceira, caiu e quebrou uma asa. Saiu, andando pelo chão, arrastando a asa, procurando uma ajudinha.
- Ó minha amiga vaquinha, conserte a minha asinha, que eu quebrei dando uma voadinha.
A vaquinha, muito mal-humorada, disse que não entendia de asas. O passarinho continuou o seu caminho, arrastando a sua asinha quebrada. Até que encontrou um cavalo e pediu ajuda de novo, coitadinho.
- Ó meu amigo cavalinho, conserte a minha asinha, que eu quebrei dando uma voadinha.
O cavalo relinchou e disse que não consertava asas. Não era veterinário.
E lá se foi o passarinho andando, pedindo ajuda a todo mundo que encontrava, ouvindo sempre o mesmo. Até que encontrou um rio, muito transparente, e parou para beber água.
- Ó meu amigo riozinho, conserte a minha asinha, que eu quebrei dando uma voadinha! E o rio de águas claras cantarolou:
- Bote aqui a sua asinha bote aqui no leito meu e depois não vá dizer que você se arrependeu.
E com todo cuidado, enfaixou a asinha do amiguinho, sorrindo dizendo:
- Dê um tempo ao tempo, fique quieto uns dias no seu ninho, meu passarinho!
E foi o que o passarinho fez.
Voltou para o seu ninho e deixou o tempo passar, bem quietinho.
O tempo passou.
Ele sarou e aprendeu a voar bem direitinho.
E no seu primeiro vôo sozinho, levou uma flor para o seu amigo riozinho. Ele agradeceu com um sorriso claro.
- O tempo cura tudo. É só dar tempo ao tempo, amigo passarinho.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

A periquita tagarela- autor desconhecido



Os periquitos têm fama de tagarelas. Mas Periquita deixava as outras mudas, com o seu falatório incessante. Era capaz de ficar vinte e quatro horas falando sem parar. Quem tivesse a desgraça de ser escolhido como vítima ouvinte, não escapava dela tão cedo. Ao fim de algum tempo, o pobre infeliz estava zonzo de tanta conversa fiada em seus ouvidos.
- Temos de fazer alguma coisa para nos livrar-nos do tormento que a Periquitita nos causa, propôs a zebra.
-  Isso é muito fácil! Exclamou Lemurito, que por alguma razão era considerado o melhor de sua turma. Vamos oferecer-lhe um espelho. Assim ela poderá falar consigo mesma a toda hora. Ela fica tão empolgada com a conversa, que nem vai perceber que está falando sozinha!
O truque deu resultado. Lá ficou a Periquitita, no meio de uma clareira do bosque, falando... falando... com a sua própria imagem refletida no espelho.
Já estava assim havia três dias. Não há nada que a deixe mais entusiasmada do que um ouvinte que nunca responda nada. Se continuasse assim mais uma semana, correria o risco de ficar esgotada.
Mas, que se há de fazer?

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