quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Halloween no Brasil

Halloween no Brasil: como conciliar duas culturas na sala de aula?
Prós e contras de celebrar o Dia das Bruxas no Brasil


Thais Romanelli
No dia 31 de outubro algumas escolas brasileiras celebram o Halloween. As crianças, principalmente do ensino infantil, vestem fantasias de bruxas, vampiros, fantasmas e outros monstros para comemorar... Comemorar exatamente o quê? A festa, que é popular nos Estados Unidos, chegou às crianças brasileiras por meio de programas televisivos. Os fãs dos Padrinhos Mágicos, LazyTown, Ben 10 e Barney cultivam a brincadeira do “doces ou travessuras?” nas salas de aulas, muitas vezes sem critérios. Em que situação o Halloween pode ser utilizado dentro da escola? Até que ponto é interessante para as crianças participarem de uma manifestação cultural estrangeira?.

Comemorar apenas por comemorar, além de, muitas vezes, ocupar o tempo de aulas realmente importantes não acrescenta nada na formação das crianças. Não adianta celebrar uma data na escola que não represente nada para a realidade do estudante. “É preciso explicar como a festa surgiu e contextualizá-la para que os alunos criem uma identificação. Só assim a comemoração fará sentido”, diz a professora de inglês do Colégio Augusto Laranja, Cristina Malville Alonso, que trabalha o processo durante todo o mês de Outubro com seus alunos de 4 a 6 anos. Com a ajuda de fotos, vídeos e outros materiais didáticos, ela resgata a história original da data e de seus personagens. As crianças descobrem que a origem do Halloween remete às crenças celtas. (Para quem não sabe, este povo da Irlanda acreditava que, no último dia do verão no hemisfério norte, os espíritos saíam do cemitério para tomar conta dos corpos dos vivos. Aterrorizante, a comemoração pagã, foi condenada na Europa, passando a ser conhecida como Dia das Bruxas. Graças à imigração dos irlandeses para a América, o Halloween se tornou uma data especial nos Estados Unidos. .

Halloween ou Dia do Saci 
Limitar a comemoração à disciplina de inglês pode ser uma boa alternativa, bem como introduzir, de maneira sutil, a questão da influência de outras culturas graças à imigração e à globalização. Vale também mostrar às crianças as diferenças culturais entre os vários países e até, quem sabe, discutir o choque cultural.

Voltar as atenções no mês de outubro para o Dia das Bruxas é realmente um problema. É preciso ter cuidado e lembrar às crianças que, originalmente, esta data não faz parte da nossa história e tradição. Pensando nisso, o Governo do Estado de São Paulo decretou, em 2005, o Dia do Saci, o mesmo dia 31 de outubro. Coincidência? Sem dúvida não, a iniciativa foi uma forma de valorizar a cultura brasileira e tentar coibir a americanização - já que, no imaginário do Brasil, o Saci é um símbolo.

Integrar o inglês com as demais disciplinas, proporcionando discussões que vão além da comemoração do Halloween é uma boa maneira de não enaltecer a data de forma prejudicial. É interessante estudar inicialmente a própria cultura, para depois conhecer as demais. Realizar um projeto sobre o folclore brasileiro aproxima as crianças da cultura brasileira e ajuda a introduzir a questão da americanização. Foi o que fez a professora Cristina: "“Trabalhamos muito com interdisciplinaridade e grandes projetos, o mês de agosto é dedicado ao folclore. Com a ajuda de livros sobre lendas colocamos os alunos frente a frente com uma coisa extremamente brasileira e assim os preparamos para conhecer novas culturas””, diz.

E as escolas bilíngues, como devem se posicionar? 
Como o próprio nome já diz, a escola faz os alunos aprenderem simultaneamente duas línguas, no limite, duas culturas. Priorizando na maioria das vezes o português e o inglês, durante todo o processo de aprendizado é importante que nenhuma das duas seja esquecida, em momento algum. Assim, vale comemorar tanto tradições brasileiras, como as norte-americanas, lembrando sempre de contextualizar e proporcionar novos aprendizados aos alunos. “O contato com outras culturas é importante para a formação de todas as crianças, mas, principalmente, para as que vivem em escolas bilíngues”, afirma Adília Torres Cristófaro, coordenadora do Augusto Laranja, unidade Campo Belo, que em 2009 adotará o método das duas línguas no método de ensino.

Artigo retirado de: http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/hallow

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Um pouco de História

Especiais
 



Prova Brasil 2013 terá Ciências Naturais e Humanas


Exclusivo: Prova Brasil 2013 terá Ciências Naturais e Humanas

Ilustração. Crédito: Vilmar Oliveira

As novas disciplinas serão cobradas pela primeira vez, mas, a dois meses da aplicação da prova, o Inep ainda não divulgou as matrizes de referência dos conteúdos avaliados

Elisangela Fernandes (elisangela.fernandes@fvc.org.br)
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Saiba mais sobre a Prova Brasil 2013
Agora é oficial: a Prova Brasil 2013 avaliará Ciências Humanas e Ciências da Natureza. Serão 26 questões de cada uma das novas áreas, além das tradicionais de Língua Portuguesa e Matemática. A informação foi confirmada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) com exclusividade à reportagem de GESTÃO ESCOLAR, a somente dois meses da realização do exame (entre os dias 11 e 21 de novembro). Apenas os alunos do 9º ano do Ensino Fundamental e do 3º ano do Ensino Médio serão avaliados em Ciências (estes últimos serão avaliados pelo Saeb - Sistema de Avaliação da Educação Básica).

Em abril, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, havia anunciado na Câmara dos Deputados a inclusão de "Ciências" na Prova Brasil. Em julho, uma portaria no Diário Oficial informava a aplicação de questões de Ciências, mas não trazia a explicação de que o exame incluiria tanto as áreas de Exatas e Biológicas quanto a de Humanas, algo que só agora foi anunciado. Apesar do curto prazo entre o primeiro anúncio extraoficial da prova e sua realização, o Inep não entende que o prazo seja apertado. "Os pressupostos teórico-metodológicos que garantem a validade e a comparabilidade dos resultados foram seguidos, de forma a garantir que possam ser comparáveis com as edições futuras", afirma a assessoria.

Participarão todas as escolas do país com pelo menos 20 alunos em cada turma nas séries avaliadas. "A importância de ser censitária [aplicada a todas as escolas] se justifica pela necessidade da produção de indicadores por escola", explica o Instituto.

Diretores, coordenadores, professores e alunos não sabem o que será cobrado nas provas das novas áreas, pois o Inep ainda não divulgou as matrizes de referência, que indicam quais conteúdos serão de fato avaliados. De acordo com o Inep, a elaboração das matrizes contou a mobilização da "Sociedade Brasileira no Ensino de Ciências, além de especialistas de área, técnicos do Instituto, e representações do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) e Ministério da Educação (MEC)".

Conhecer as matrizes é importante para identificar o que será cobrado na prova e para nortear a elaboração das questões da avaliação. O Inep afirma que as questões já foram produzidas no primeiro semestre de 2013 - e que, por uma questão de sigilo, o tamanho do banco não será divulgado. As escolas receberão uma cartilha explicativa sobre a aplicação e as mudanças no exame. Porém, não será disponibilizado nenhum exemplo de questão das novas áreas. Segundo o órgão, isso ocorrerá porque "as avaliações têm como objetivo medir a eficiência dos sistemas de ensino, nestes termos não há porque realizar treinamentos com os alunos. A intenção é diagnosticar para aprimorar o processo de aprendizado".

A novidade, segundo um especialista
A equipe de GESTÃO ESCOLAR conversou com Ocimar Munhoz Alavarse, professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), sobre a inclusão de novas áreas na Prova Brasil. Na época, a informação sobre a cobrança de Ciências Humanas e Naturais ainda não tinha sido divulgada. 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

A Lenda do Labirinto

O Labirinto e o Minotauro 
          Havia um labirinto na antiga Grécia, na ilha de Creta. Esse labirinto foi criado com o intuito de abrigar umas das feras do mundo antigo chamada Minotauro: uma criatura que tem corpo de homem, cabeça de touro e dentes de leão, os quais usa para devorar todos que se aproximam.

           Conta-se que o rei de Atenas, Egeu, fez um acordo com o rei Minos para que não invadissem sua amada cidade; de sete em sete anos o rei Egeu deveria enviar à ilha de Creta sete rapazes e sete moças para que a cidade de Atenas permanecesse intacta, pois a frota marítima de Minos era numerosa e terrível.

           Mas aconteceu que Teseu, filho do rei, se apresentou para embarcar junto às 14 pessoas oferecidas em sacrifício, porém, com o intuito de matar o Minotauro. O rei Egeu insistiu para que seu filho não embarcasse em tão desesperada missão, mas Teseu estava irredutível; por fim, seu pai concordou com seus planos; Teseu faz a viagem até a ilha de Creta, e consegue convencer o rei Minos a aceitar o acordo de libertar Atenas dessa obrigação caso ele conseguisse matar o Minotauro.

          Na noite anterior, Ariadne, filha de Minos, vai até o quarto de Teseu e lhe dá de presente um punhal e um carretel de fio de ouro, dizendo-lhe “Ainda que você tenha força para matar o monstro, precisará achar o caminho para fora do Labirinto. São tantas curvas e desvios escuros, tantas passagens falsas e vias sem saídas, nem mesmo meu pai conhece todos os segredos. Se está determinado a levar adiante esse plano, leve isso.”

        - Logo que entrar no Labirinto – ela disse -, amarre a ponta do fio numa pedra e segure com firmeza o carretel todo o tempo. Quando quiser sair, o fio será seu guia.

          - Por que está fazendo isso ? Estará em grande perigo, se seu pai descobrir.

          - Sim – Ariadne respondeu lentamente mas se eu nada fizer, você e seus amigos estarão em perigo ainda maior.

          E Teseu descobriu que a amava.

          Na manhã seguinte, Teseu foi levado ao labirinto. Tão logo os guardas o deixaram, atou a ponta do fio a uma pedra aguçada e se pôs a andar devagar, segurando firmemente o precioso carretel. Avançou pelo corredor mais largo, do qual saíam outros à esquerda e à direita, até chegar a uma parede. Voltou sobre seus passos e tentou outra passagem, e mais outra, parando a cada passo para tentar ouvir o monstro. Atravessou muitas passagens escuras e tortuosas, voltando às vezes a lugares por onde já passara, mas adentrando cada vez mais o Labirinto. Finalmente chegou a um salão cheio de pilhas de ossos. O monstro estava próximo.

          Sentou-se, quieto, e ouviu ao longe um ruído abafado, como o eco de um rugido. Levantou-se e prestou atenção. O som estava mais perto e mais alto, não rouco como o bufar de um touro; era um ruído mais estridente, mais fino. Teseu abaixou-se rapidamente e apanhou um punhado de terra do chão do Labirinto, empunhando com a outra mão o punhal.

          O bufar do Minotauro se aproximava cada vez mais. Já se ouvia o barulho dos pés, ecoando pesados no chão. Um rugido, uma bufada e silêncio. Teseu recuou para o canto mais escuro de uma via estreita e se agachou. Seu coração batia forte. Veio o Minotauro. Percebendo a figura agachada, deu um rugido alto e avançou diretamente para ele. Teseu pulou e, desviando para o lado, atirou um punhado de terra nos olhos da besta.

          O Minotauro urrou de dor. Com as mãos monstruosas esfregou os olhos, bramindo em confusão. Sacudiu fortemente a cabeçorra, rodopiou, estendendo as mãos para encontrar a parede. Estava totalmente cego. Teseu agarrou o punhal, esgueirou-se por trás do monstro e desfechou-lhe um golpe rápido nas pernas. O Minotauro veio ao chão com um urro e um estrondo, mordendo o chão com os dentes de leão, debatendo-se, as mãos dilacerando o ar. Teseu esperou a chance e, quando as mãos em garra pararam de se agitar, enfiou três vezes a lâmina afiado do punhal no coração do Minotauro. O corpo se contorceu no ar e caiu, quieto.

          Teseu ajoelhou-se para agradecer aos deuses e, ao terminar a prece, pegou o punhal e cortou fora a cabeça do Minotauro. Segurando a cabeça degolada, pôs-se a seguir o fio para fora do Labirinto. Parecia que nunca mais conseguiria sair daquelas passagens escuras e sinistras. Teria o cordão se partido em algum lugar e ele, afinal, estava perdido ? Seguiu ansiosamente até chegar à entrada, onde deixou-se cair exaurido pela luta e caminhada.

          - Não sei que milagre o fez sair vivo do Labirinto – disse Minos, ao ver a cabeça do monstro. – Manterei minha palavra. você e seus companheiros estão livres. Agora haverá paz entre seu povo e o meu. Boa viagem.

          Teseu sabia que devia a vida e a libertação de sua terra à coragem de Ariadne, e sabia que não partiria sem ela. Alguns dizem que pediu sua mão ao rei, que concedeu com prazer. Outros afirmam que ela escapuliu para o navio no último minuto antes da partida sem o conhecimento do pai. Seja como for, os amantes estavam juntos quando a âncora foi levantada e o navio partiu de Creta.

Mas esse final feliz se mistura à tragédia, como acontece em muitas histórias. Pois o capitão do barco não sabia que deveria içar velas brancas para anunciar a vitória de Teseu e o rei Egeu que, do alto de um penhasco perscrutava aflito as águas, viu as velas negras surgirem no horizonte. Seu coração se partiu e ele despencou do alto do penhasco em pleno mar, que hoje se chama mar Egeu.

Adaptado de Andrew Lang. Retirado de “O Livro das Virtudes” – William J. Bennett

O coala sujo- autor desconhecido

Tudo é uma questão de costume, mas tomar banho era algo superior às forças daquele coala. A água e o sabão aterrorizavam-no e ninguém cons...