segunda-feira, 30 de junho de 2014

O gato de Botas


Adaptado do conto de Charles Perrault


  

    Um moleiro, que tinha três filhos, repartindo à hora da morte seus
únicos bens, deu ao primogênito o moinho; ao segundo, o seu burro;
e ao mais moço apenas um gato.       Este último ficou muito descontente
 com a parte que lhe coube da   herança, mas o gato lhe disse:
— Meu querido amo, compra-me um par de botas e um saco e,
em breve, te provarei que sou de mais utilidade que um moinho ou
um asno.
    Assim, pois, o rapaz converteu todo o dinheiro que possuía num lindo par de botas e num saco para o seu gatinho. Este calçou as botas e,
pondo o saco às costas,encaminhou- se para um sítio onde havia uma coelheira. Quando ali chegou, abriu o saco, meteu-lhe uma porção de
farelo miúdo e deitou-se no chão fingindo-se morto.
Excitado pelo cheiro do farelo, o coelho saiu de seu esconderijo
e dirigiu-se para o saco. O gato apanhou-o logo e levou-o ao rei,
dizendo-lhe:
— Senhor, o nobre marquês de Carabás mandou que lhe
entregasse este coelho. Guisado com cebolinhas será um prato delicioso.
— Coelho?! — exclamou o rei. — Que bom! Gosto muito de coelho, mas o
cozinheiro não consegue nunca apanhar nenhum.Dize ao teu amo
nenhum. Dize ao teu amo que eu lhe mando os meus mais sinceros
agradecimentos.
    No dia seguinte, o gatinho apanhou duas perdizes e levou-as ao
rei como presente do marquês de Carabás. O rei ficou tão contente
que mandou logo preparar a sua carruagem e, acompanhado pela
princesa, sua filha, dirigiu-se para a casa do nobre súdito que lhe tinha
enviado tão preciosas lembranças.
    O gato foi logo ter com o amo:
— Vem já comigo, que te vou indicar um lugar, no rio, onde poderás
tomar um bom banho.
    O gato conduziu-o a um ponto por onde devia passar a carruagem
real, disse-lhe que se despisse, que escondesse a roupa debaixo de
uma pedra e se lançasse à água. Acabava o moço de desaparecer no
rio quando chegaram o rei e a princesa.
— Socorro! Socorro! — gritou o bichano.
— Que aconteceu? — perguntou o rei.
— Os ladrões roubaram a roupa do nobre marquês de Carabás!
— disse o gato. — Meu amo está dentro da água e sentirá câimbras.
    O rei mandou imediatamente uns servos ao palácio; voltaram daí a
pouco com um magnífico vestuário feito para o próprio rei, quando
jovem.
    O dono do gato vestiu-o e ficou tão bonito que a princesa, assim
que o viu, dele se enamorou. O rei também ficou encantado e
murmurou:
— Eu era exatamente assim, nos meus tempos de moço.
O gato estava radiante com o êxito do seu plano; e, correndo à
frente da carruagem, chegou a uns campos e disse aos lavradores:
— O rei está chegando; se não lhes disserem que todos estes
campos pertencem ao marquês de Carabás, faço-os triturar como
carne para almôndegas.
    De forma que, quando o rei perguntou de quem eram aquelas searas, os lavradores responderam-
lhe:
— Do muito nobre marquês de Carabás.
— Com a breca! — disse o rei ao filho mais novo do moleiro. - Que lindas
propriedades tens tu!
    O moço sorriu perturbado, e o rei murmurou ao ouvido da filha:
— Eu também era assim, nos meus tempos de moço.
Mais adiante, o gato encontrou uns camponeses ceifando trigo e
lhes fez a mesma ameaça:
— Se não disserem que todo este trigo pertence ao marquês
de Carabás, faço picadinho de vocês.
    Assim, quando chegou a carruagem real e o rei perguntou de quem era aquele trigo,responderam:
—Do mui nobre marquês de Carabás.
O rei ficou muito entusiasmado e disse ao moço:
— Ó marquês! Tens muitas propriedades!
    O gato continuava a correr à frente da carruagem; atravessando um espesso bosque, chegou à porta
de um magnífico palácio, no qual
vivia um ogro que era o verdadeiro dono dos campos semeados. O
gatinho bateu à porta e disse ao ogro que a abriu:
— Meu querido ogro, tenho ouvido por aí umas histórias a teu respeito.
Dize-me lá: é certo que te podes transformar no que quiseres?
— Certíssimo — respondeu o ogro, e transformou-se num leão.
— Isso não vale nada — disse o gatinho. - Qualquer um pode inchar
e aparecer maior do que realmente é. Toda a arte está em se tornar
menor. Poderias, por exemplo, transformar-te em rato?
— É fácil — respondeu o ogro, e transformou-se num rato.
    O gatinho deitou-lhe logo as unhas, comeu-o e desceu logo a abrir a porta, pois naquele
 momento chegava a carruagem real. E disse:
— Bem vindo seja, senhor, ao palácio do marquês de Carabás.
— Olá! — disse o rei — que formoso palácio tens tu! Peço-te a fineza de
 ajudar a princesa a descer da carruagem.
O rapaz, timidamente, ofereceu o braço à princesa e o rei
murmurou-lhe ao ouvido:
— Eu também era assim tímido, nos meus tempos de moço.
    Entretanto, o gatinho meteu-se na cozinha e mandou preparar um
esplêndido almoço, pondo na mesa os melhores vinhos que havia na
adega; e quando o rei, a princesa e o amo entraram na sala de
jantar e se sentaram à mesa, tudo estava pronto.
Depois do magnífico almoço, o rei voltou-se para o rapaz e
disse-lhe:
— Jovem, és tão tímido como eu era nos meus tempos de moço.
Mas percebo que gostas muito da princesa, assim como ela gosta de
ti. Por que não a pedes em casamento?
    Então, o moço pediu a mão da princesa, e o casamento foi
celebrado com a maior pompa. O gato assistiu, calçando um novo par
de botas com cordões encarnados e bordados a ouro e preciosos
diamantes.
    E daí em diante, passaram a viver muito felizes. E se o gato às
vezes ainda se metia a correr atrás dos ratos, era apenas por
divertimento; porque absolutamente não mais precisava de ratos
para matar a fome...



   

terça-feira, 24 de junho de 2014

Aladim e a lâmpada maravilhosa



          Há muitos séculos, vivia um jovem e sonhador, chamado Aladim. O maior sonho de Aladim era um dia se casar com a filha do sultão, a princesa Esmeralda, que morava com seu pai num rico palácio.Nesse mesmo palácio vivia o malvado e ganancioso califa, que queria tomar o lugar de Sultão.


          Um dia, o Califa bolou um plano e hipno-
tizou o sultão. Assim, roubou seu diamante má-
gico e, com a ajuda deste descobriu onde estava
a lâmpada maravilhosa!Para obter tal tesouro, o Califa precisava de Aladim, jovem que tinha um bom coração-coisa que o feiticeiro não tinha!Ordenou, então, que Aladim fosse preso
e disfarçado de mendigo, o califa foi visitá-lo na
prisão.
          -Se você vier comigo, o tiro agora da prisão- disse o Califa.- Vamos conquistar um tesouro!Você só precisa, pegar uma lâmpada valiosa. Eu sei onde ela está, prometo-lhe bela
recompensa.Para se livrar da prisão, Aladim aceitou a proposta. 


          Os dois se dirigiram ao lugar conhecido como a caverna do Deus Tigre. Ao entrar na caverna, Aladim encontrou um tapete mágico.
Voando com ele, avistou vários tesouros e a bendita lâmpada.Pegou-a nas mãos e, como estava muito suja, começou a esfregá-la. De
repente, algo aconteceu.
          -Aqui estou, meu mestre!-Disse um gênio
que saiu da lâmpada.- Faça seu pedido!
          Aladim desejou ser um príncipe e foi prontamente atendido.Depois disso,sua vontade
era conhecer a princesa Esmeralda.


          Aladim mudou seu nome, para não ser descoberto pelo Califa, Esmeralda e Aladim se conheceram e se apaixonaram. Dias depois , marcaram seu casamento . Porém , o Califa descobriu que o príncipe era Aladim, quando,
vasculhando as suas roupas, encontrou a lâm-
pada no meio delas
          O sultão e a Princesa Esmeralda tiveram que se render ao malvado, o qual se tornou muito poderoso com a lâmpada mágica nas mãos. Aladim foi em busca do tapete mágico e pediu que o levasse de volta ao palácio.
          Quando o Califa viu Aladim e ordenou:
           -Gênio, me transforme num feiticeiro muito poderoso.


          O esperto Aladim o desafiou:
          -Você ainda não será mais poderoso do que o gênio da lâmpada.
          -Pois que eu seja o gênio mais poderoso do mundo!- ordenou o Califa.
          Nesse momento, Aladim pegou a lâmpada
e aprisionou o Califa dentro dela.

  

          Aladim e Esmeralda, enfim, puderam se casar. Realizaram a festa mais bonita de todos os tempos.
          Aladim fez, então seu último pedido:
          -Gênio, quero que você seja livre!
          E assim todos viveram livres e felizes para sempre.



sexta-feira, 20 de junho de 2014

A princesa e o sapo



          No tempo em que os bichos  falavam, uma bela e vaidosa princesa vivia em um reino muito distante.Certo dia, quando brincava com
uma bola de ouro,a princesa deixou cair dentro
de um lago.Pensando que jamais conseguiria
recuperar a sua bola, se pôs a chorar.


          -Não chore, bela princesa. Posso resgatar
a bola se você quiser- disse um sapo.
          -Você faria isso por mim?-perguntou a 
princesa.
          -Claro que sim.Mas em troca,quero um beijo seu!


          Sem outra opção , a princesa concordou.
Em poucos segundos mergulhou no lago, apa-
nhou a bola e levou-a até os pés da jovem.Toda
feliz, a princesa pegou a bola e correu de volta
para o castelo.
          -Princesa, você precisa cumprir a sua 
palavra!-Gritou o sapo.
          Mas ela não deu importância.


          O sapo então passou a seguir a princesa
por todos os lugares.No almoço, pedia um pouco da comida da princesa.Quando ela se 
deitava para dormir, o sapo queria comparti-
lhar da sua cama.


          Percebendo que sua filha estava triste e
abatida, o rei mandou que atirassem o sapo impertinente de volta ao lago.Antes que o pe-
gassem, porém, o sapo disse diante da corte:
          -Oh, rei, estou apenas cobrando uma promessa.
          -De que está falando, sapo?Seja breve!
-Esbravejou o rei.


          A princesa, sua filha, prometeu-me um
beijo se eu conseguisse recuperar a sua bola de
estimação, que caiu no lago.Entretanto, quando
apanhei a bola,ela saiu correndo e não cumpriu
a sua parte do trato.


          O rei, disse a sua filha que uma promessa
real jamais deveria ser quebrada. A jovem começou a chorar e, arrependida, falou ao sapo
que cumpriria a sua palavra.Delicadamente,
tomou o sapo em suas mãos, fechou os olhos,
criou coragem e o beijou.


          Diante dos olhos de todos, o sapo se tornou um belo príncipe de vestes muito nobres. O príncipe contou que uma bruxa o 
havia transformado em sapo e que o feitiço só 
poderia ser quebrado com o beijo de uma prin-
cesa. Por este motivo, fora tão insistente.
          Os dois jovens, então. apaixonaram e se casaram em uma festa que durou muitos dias.

domingo, 15 de junho de 2014

Mensagem de aniversário


 Hoje este blog está completando dois anos. Não podia deixar de postar umas mensagens de aniversário.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

A bela e a fera

Era uma vez um comerciante que morava com sua filha.




Uma moça tão bonita que seu nome era Bela.




Voltando de uma viagem, o mercador viu um castelo com um lindo jardim cheio de flores. Resolveu levar uma rosa para Bela.


Quando ele colheu a rosa daquele jardim, uma Fera apareceu e disse:
- Você não devia mexer no meu jardim, por isso vai ser meu prisioneiro!



O comerciante respondeu:
- Perdão senhor, era um presente para minha filha!
Mas a Fera não queria saber, estava furiosa.


O mercador então pediu para a Fera deixar ele se despedir de sua filha.



Chegando em sua casa chorou, porque sua filha ficaria sozinha no mundo.
Bela então disse:

- Papai, deixe me ir com você, quero falar com a fera.
- Não adianta, minha filha! Disse o comerciante.





Mas Bela tanto insistiu que o pai levou-a com ele.

Chegando no castelo, Bela disse para a Fera:
- Deixe meu pai ir embora, ele está velho e doente, eu fico no lugar dele.


A Fera concordou e o pai de Bela muito triste foi embora.
Mais tarde . . .
Alguns dias depois...


Os dias passavam no castelo. E a Fera, mesmo muito feia, era boa e gentil com Bela.









Liam livros juntos, almoçavam e jantavam juntos.

Conversavam

 no jardim,


brincavam



Bela, ensinou a Fera, que os passarinhos, só estavam ali, para alegrar sua vida.














E numa das noites bailaram no castelo.







Até os objetos do castelo se animavam também!







De tão amigos, a Fera deixou Bela ir visitar seu pai.


Algumas horas depois . . .



Quando Bela voltou, encontrou a Fera muito doente.



Bela assustada disse:
- Fera, não morra, estou aqui! Eu te amo!

E beijou o rosto da Fera.







No mesmo instante, começou na Fera uma transformação.
A Fera deixou de existir e em seu lugar surgiu um lindo príncipe.






O príncipe contou para Bela que uma bruxa o enfeitiçou e ele só voltaria ao normal com um beijo de amor.









Quebrado o encanto, o príncipe e a Bela se casaram e foram felizes para sempre.








E assim, puderam se lembrar de todos os momentos que passaram juntos.


O coala sujo- autor desconhecido

Tudo é uma questão de costume, mas tomar banho era algo superior às forças daquele coala. A água e o sabão aterrorizavam-no e ninguém cons...