quinta-feira, 31 de julho de 2014

As aventuras de Pedro Malasartes -III

III
Malazarte encontrou uma ruma de excremento ainda fresca, no meio da estrada. Parou curvou-se e cobriu com seu próprio chapéu, ficando de cócoras, segurando as abas, como se guardasse uma preciosidade. Passou um homem, a cavalo, e parou, perguntando:

- Que está guardando aí?

- O mais bonito passarinho do mundo! Custou mas segurei-o

- E o que vai fazer?

- Esperar que passe um conhecido para vendê-lo ou mandar comprar uma gaiola.

- Quanto quer pelo passarinho?

- Vinte mil-réis!

- Está fechado. Tome o dinheiro, monte neste cavalo e vá buscar uma gaiola, ali na vila.

Apeou-se, Malazarte meteu o dinheiro no bolso, cavalgou o animal, picou-o nas esporas e desapareceu para sempre.

O dono do passarinho esperou, esperou e, perdendo a paciência ou cutucado pela curiosidade, passou a mão para segurar a mais linda ave do mundo, ficando com ela suja e nauseante, furioso pelo logro e sem poder castigar o astucioso larápio.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

As aventuras de Pedro Malasartes-II


As aventuras de Pedro Malasartes-II
Não podendo ficar sossegado, Malazarte largou a casa, indo correr mundo. Logo no primeiro dia encontrou um urubu com uma perna e uma asa quebradas, batendo no meio da estrada. Agarrou o urubu e meteu-o dentro de um saco, seguindo caminho. Ao anoitecer estava diante de uma casa grande e bonita, alpendrada. Pela janela viu uma mulher guardando vários pratos de comidas saborosas e garrafas de vinho. Bateu e pediu abrigo mas a mulher recusou, dizendo que não estava em casa o marido e ficava feio ter um homem de portas a dentro. Malazarte foi para debaixo de uma árvore e reparou na chegada de um rapaz ainda moço, recebido com agrados pela dona da casa que o levou imediatamente para jantar. Iam os dois começando a refeição quando o dono da casa apareceu montado num cavalo alazão. O rapaz pulou uma janela e fugiu. Malazarte deu tempo para o dono da casa mudar o traje e tornou a bater e pedir dormida. O dono apareceu e mandou-o entrar, lavar as mãos e ir jantar com ele.

A comida que apareceu era outra, bem pobre e malfeita. Malazarte, sempre com o urubu dentro do saco, deu com o pé, fazendo-o roncar, começou a falar, baixinho, como se estivesse discutindo.

- Com quem está falando? - Perguntou o dono da casa.

- Com esse urubu.

- Sim senhor, falando e adivinhando. Esse urubu é ensinado a adivinhar.

- E o que ele está adivinhando a agora?

- Está me dizendo que naquele armário há um peru assado, arroz de forno, bolo de milho e três garrafas de vinho.

- Não me diga ... Procura aí, mulher!

A mulher procurou e, fingindo-se assombrada pela surpresa, encontrou tudo quanto anunciara o urubu e trouxe os pratos e o vinho para a mesa. Comeram fartamente e o dono quis porque quis comprar o urubu. Pela manhã Malazarte, muito contrariado, aceitou o dinheiro alto e foi embora, deixando o urubu que nunca mais adivinhou cousa alguma.

domingo, 27 de julho de 2014

Pedro Malazartes e o fazendeiro

         
 Um casal de velhos possuía dois filhos homens, João e Pedro, este tão astucioso e vadio que o chamavam Pedro Malazarte. Como era gente pobre, o filho mais velho saiu para ganhar a vida e empregou-se numa fazenda onde o proprietário era rico e cheio de velhacarias, não pagando aos empregados porque fazia contratos impossíveis de cumprimento. João trabalhou quase um ano e voltou quase morto. O patrão tirara-lhe uma tira de couro desde o pescoço até o fim das costas e nada mais lhe dera. Pedro ficou furioso e saiu para vingar o irmão.

          Procurou o mesmo fazendeiro e pediu trabalho. O fazendeiro disse que o empregava com duas condições; não enjeitar serviços e do que primeiro ficasse zangado tirava o outro uma tira de couro. Pedro Malazarte aceitou.

          No primeiro dia foi trabalhar numa plantação de milho. O patrão mandou que uma cachorrinha o acompanhasse. Só podia voltar quando a cachorra voltasse para casa. Pedro meteu o braço no serviço até meio-dia. A cachorrinha deitada na sombra nem se mexia. Vendo que era combinação Malazarte largou uma paulada na cachorra que esta saiu ganindo e correu até o alpendre da casa. O rapaz voltou e almoçou. Pela tarde nem precisou bater na cachorra. Fez o gesto e o bicho voou no caminho.

          No outro dia o fazendeiro escolheu outra tarefa. Mandou-o limpar a roça de mandioca. Pedro arrancou toda plantação, deixando o terreno completamente limpo. Quando foi dizer ao patrão o que fizera este ficou feio.

- Zangou-se, meu amo?

- Não senhor, - respondeu o patrão.

          No outro dia disse que Pedro trouxera o carro de bois carregado de pau sem nós. Malazarte cortou quase todo o bananal, explicando que bananeira é pau que não tem nó. O patrão ficou frio:

- Zangou-se, meu amo?

- Não senhor.

No outro dia mandou-o levar o carro, com a junta de bois, para dentro de uma sala numa casinha perto, sem passar pela porta. E para melhor atrapalhar, fechou a porta e escondeu a chave. Malazarte agarrou um machado e fez o carro em pedaços, matou os bois, esquartejou-os e sacudiu, carnes e madeiras, pela janela, para dentro da sala. O patrão, quando viu, ficou preto:

- Zangou-se, meu amo?

- Não senhor.

          Mandou vender na feira um bando de porcos. Malazarte levou os porcos, cortou as caudas e vendeu-os todos por um bom preço. Voltando enterrou os rabinhos num lamaçal e chegou em casa gritando que a porcada esta atolada no lameiro. O patrão foi ver e deu o desespero. Malazarte sugeriu cavar com duas pás. Correu para casa e pediu à dona que lhe entregasse dois contos de réis. A velha não queria mas o rapaz para certificá-la, perguntava ao patrão por gestos se devia levar um ou dois, e mostrava os dedos. Ante aos gritos do amo, a velha entregou o dinheiro ao Pedro. Voltou para o lameiro e começou a puxar a cauda de cada porco que dizia estar enterrado. Ia ficando com todas na mão. O patrão ficou suando mas não deu mostras de zanga. E Pedro ainda negou que tivesse recebido dinheiro.

          Vendo que ficava pobre com aquele empregado, o fazendeiro resolveu matá-lo o mais depressa possível, de um modo que não o levasse à justiça. Disse que andava um ladrão rondando o curral e deviam vigiar, armados, para prender ou afugentar a tiros. A idéia era atirar em Malazarte e dizer que se tinha enganado, supondo-o um malfeitor. De noite o fazendeiro foi para o curral e Pedro devia substituí-lo ao primeiro cantar do galo. Quando o galo cantou, Malazarte acordou a velha e disse que o marido a esperava no curral, e que levasse a outra espingarda, porque ele, Pedro, ia fazer o cerco pelo outro lado. A velha apanhou a carabina e foi, sendo morta pelo fazendeiro com um tiro certo de que abatia, pelo vulto, o atrevido criado. Assim que a velha caiu, Pedro apareceu chorando e acusando o amo. Este, assombrado pagou muito dinheiro para não haver conhecimento da justiça e ofereceu ainda mais dinheiro se o Malazarte se fosse embora, sem mais outra proeza. O rapaz aceitou e voltou rico para a casa dos pais.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A árvore que dava dinheiro

A ÁRVORE QUE DAVA DINHEIRO
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Histórias de Pedro Malasartes
Vendo-se apertado com a falta de dinheiro e não querendo ter arenga com o dono da pensão,Malasarte saiu, naquela manhã, bem cedo, para ganhar a vida. Arranjou com o vendedor de mel de jataí um bocado de cera; trocou na mercearia de Seu Joaquim a única nota de dinheiro que lhe sobrara, por algumas de moedas de vintém e caiu na estrada. Caminhou por obra de uma légua ou mais, quando avistou uma árvore na beira da estrada. Chegando ao pé da árvore, parou e pôs-se a pregar os vinténs à folhagem com a cera que arranjara. 
Não demorou muito, deu de aparecer na estrada um boiadeiro que vinha tocando uns boizinhos para vender na vila. E como já ia levantando um solão esparramado, a cera ia derretendo e fazendo cair às moedas. Malasarte, fazendo festas, as apanhava. O boiadeiro acercou-se curioso, perguntou-lhe o que fazia, e Malasarte explicou:
— Esta árvore é deveras encantada, patrão. As suas frutas são moedas legítimas. Estou colhendo todas, porque vou me bandear pra outra terra e tô pensando em levar a árvore, apesar de todo o trabalho que vai me dar.
— Não me diga isto, sô!
— É o que eu lhe digo, patrão!
— Diacho! Se lhe vai dar tanto trabalho...
E o boiadeiro propôs comprar a árvore encantada. Malasarte, depois de muitas negaças, fechou negócio trocando a árvore pelos boizinhos; em seguida, bateu pé na estrada, vendendo-os na vila por um bom preço.

O boiadeiro mandou alguns de seus peões retirarem, com todo o cuidado, a árvore encantada e a replantou no pomar do seu sítio. Daqueles anos até hoje, está esperando ela dar moedas de vinténs.®Sérgio.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O conto do gato

          O conto do gato, que termina em um desenho de gato feito pelo próprio contador é uma brincadeira muito conhecida na Suécia. Dele existem outras versões, o que se aplica à poesia, à prosa e aos relatos folclóricos também se aplica aos contos desenhados. Com o passar dos anos, eles vão se modificando ao serem transmitidos de geração para geração. Mesmo que a essência permaneça a mesma, cada contador passa a contar e a desenhar a história a seu modo.

          Gustavsson ( 2000 ) ressalta que, o que fez o conto do gato se tornar tão popular foi a singeleza, simplicidade e o final surpreendente. A história deslancha com bastante naturalidade e o gato é fácil de ser desenhado, independentemente de se ter ou não jeito para desenho. Esse é o grande segredo dos contos que ganharam muita popularidade. Houveram várias edições diferentes de livros com este conto, inclusive mudança na história algumas vezes. Por exemplo, na Noruega ele recebe um título diferente: “o gato das velhinhas” que é uma tradução das tradições folclóricas norueguesas, onde houve alteração também dos protagonistas. Esta é uma coletânea sueca de contos desenhados traduzida para o português. Ela contém tanto as histórias tradicionais como muitas outras, recém criadas. Além de lhe dar a oportunidade de aprender e desenhar historinhas, a coletânea vai incentivar as pessoas a inventarem as suas próprias.
          Mas o livro não deve ser lido junto com a criança, pois nesse caso a magia do conto desaparecerá, uma vez que a criança irá saber de antemão o que vai acontecer. Gustavsson (2000) afirma que cada história deve ser contada sem o livro, assim o desenho poderá, aos poucos, ir tomando forma no papel. Assim, não precisa se sentir preso ao texto.

domingo, 20 de julho de 2014

Por que os cães vivem menos que as pessoas?. Aqui está a resposta (por uma criança de 6 anos): Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um cão irlandês de 13 anos de idade chamado Belker. A família do cão, Ron, sua esposa Lisa e seu pequeno Shane, eram muito ligados a Belker e esperavam por um milagre. Examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer. Eu disse à família que não poderia fazer nada por Belker, e me ofereci para realizar o procedimento de eutanásia em sua casa. No dia seguinte, eu senti a sensação familiar na minha garganta quando Belker foi cercado pela família. Shane parecia tão calmo, acariciando o cão pela última vez, e eu me perguntava se ele entendia o que estava acontecendo. Em poucos minutos, Belker caiu pacificamente dormindo para nunca mais acordar. O garotinho parecia aceitar a transição de Belker sem dificuldade. Sentamo-nos por um momento nos perguntando por que do infeliz fato de que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos. Shane, que tinha estado escutando atentamente, disse:'' Eu sei por quê.'' O que ele disse depois me espantou: Eu nunca tinha escutado uma explicação mais reconfortante que esta. Este momento mudou minha maneira de ver a vida. Ele disse:'' a gente vêm ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como amar aos outros o tempo todo e ser boa pessoa, né?'' '' Bem, como os cães já nascem sabendo como fazer tudo isso, eles não tem que ficar por tanto tempo como nós.'' O moral da história é: Se um cão fosse seu professor, você aprenderia coisas como: Quando teus entes queridos chegarem em casa, sempre corra para cumprimentá-los. Nunca deixe passar uma oportunidade de ir passear. Permita que a experiência do ar fresco e do vento, na sua cara, seja de puro êxtase. Tire cochilos. Alongue-se antes de se levantar. Corra, salte e brinque diariamente. Melhore a sua atenção e deixe as pessoas te tocar. Evite morder quando apenas um rosnado seria suficiente. Em dias quentes, deite-se de costas sobre a grama, com as pernas abertas. Em um clima muito quente, beba muita água e deite-se na sombra de uma árvore frondosa. Quando você estiver feliz, dance movendo todo o seu corpo. Delicie-se com a simples alegria de uma longa caminhada. Seja fiel. Nunca pretenda ser algo que no é. Se o que você quer, está enterrado... cavoque até encontrar. Quando alguém tenha um mal dia, fique em silêncio, sente-se próximo e suavemente faça-o sentir que está aí... ! Gerson Braschi Para reflexão! Por que os cães vivem menos que as pessoas?. Aqui está a resposta (por uma criança de 6 anos): Sendo um veterinário, fui chamado para examinar um cão irlandês de 13 anos de idade chamado Belker. A família do cão, Ron, sua esposa Lisa e seu pequeno Shane, eram muito ligados a Belker e esperavam por um milagre. Examinei Belker e descobri que ele estava morrendo de câncer. Eu disse à família que não poderia fazer nada por Belker, e me ofereci para realizar o procedimento de eutanásia em sua casa. No dia seguinte, eu senti a sensação familiar na minha garganta quando Belker foi cercado pela família. Shane parecia tão calmo, acariciando o cão pela última vez, e eu me perguntava se ele entendia o que estava acontecendo. Em poucos minutos, Belker caiu pacificamente dormindo para nunca mais acordar. O garotinho parecia aceitar a transição de Belker sem dificuldade. Sentamo-nos por um momento nos perguntando por que do infeliz fato de que a vida dos cães é mais curta do que a dos seres humanos. Shane, que tinha estado escutando atentamente, disse:'' Eu sei por quê.'' O que ele disse depois me espantou: Eu nunca tinha escutado uma explicação mais reconfortante que esta. Este momento mudou minha maneira de ver a vida. Ele disse:'' a gente vêm ao mundo para aprender a viver uma boa vida, como amar aos outros o tempo todo e ser boa pessoa, né?'' '' Bem, como os cães já nascem sabendo como fazer tudo isso, eles não tem que ficar por tanto tempo como nós.'' O moral da história é: Se um cão fosse seu professor, você aprenderia coisas como: Quando teus entes queridos chegarem em casa, sempre corra para cumprimentá-los. Nunca deixe passar uma oportunidade de ir passear. Permita que a experiência do ar fresco e do vento, na sua cara, seja de puro êxtase. Tire cochilos. Alongue-se antes de se levantar. Corra, salte e brinque diariamente. Melhore a sua atenção e deixe as pessoas te tocar. Evite morder quando apenas um rosnado seria suficiente. Em dias quentes, deite-se de costas sobre a grama, com as pernas abertas. Em um clima muito quente, beba muita água e deite-se na sombra de uma árvore frondosa. Quando você estiver feliz, dance movendo todo o seu corpo. Delicie-se com a simples alegria de uma longa caminhada. Seja fiel. Nunca pretenda ser algo que no é. Se o que você quer, está enterrado... cavoque até encontrar. Quando alguém tenha um mal dia, fique em silêncio, sente-se próximo e suavemente faça-o sentir que está aí... !

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Vídeos da música: Terra Planeta água


  • Planeta Água - Guilherme Arantes - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=oPwnAq2xMUg

    15/10/2008 - Vídeo enviado por vilmaquinteiro
    Música: Planeta Água Intérprete: Guilherme Arantes O video foi realizado pela profª Delzi para o trabalho ...
  • GUILHERME ARANTES "TERRA PLANETA ÁGUA" - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=hm-ZhDj24yI

    17/03/2009 - Vídeo enviado por Noemia Hime
    Guilherme Arantes, compositor e cantor desta música linda que fala da importância da água para nossa ...
  • Planeta água- Sandy e Júnior -com legendas - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=j4ftqCUzFCE

    02/10/2009 - Vídeo enviado por delzirezende
    Vídeo feito pela Profª Delzi para apresentação do Projeto Água - E. E. Profª Benedita de Rezende.
  • sábado, 12 de julho de 2014

    Maria vai com as outras- Sylvia Ortofh

                 Leiam esta história para seus alunos e crie atividades para ela. Pode ser criado uma pecinha também. Ela é ótima para ser trabalhada em sala de aula! Nas primeiras séries do Ensino Fundamental até o 6º ano.


                       Maria vai com as outras
                     Sylvia Ortofh                                                                 
    ERA UMA VEZ UMA OVELHA CHAMADA MARIA.
    ONDE AS OUTRAS OVELHAS IAM, MARIA IA TAMBÉM.
    AS OVELHAS IAM PRA BAIXO.
    MARIA IA PRA BAIXO.
    AS OVELHAS IAM PRA CIMA.
    MARIA IA PRA CIMA.
    MARIA IA SEMPRE COM AS OUTRAS.
    UM DIA, TODAS AS OVELHAS FORAM PARA O POLO SUL.
    MARIA FOI TAMBÉM.
    AI, QUE LUGAR FRIO!
    AS OVELHAS PEGARAM UMA GRIPE!!!
    MARIA PEGOU GRIPE TAMBÉM.
    ATCHIM!
    MARIA IA SEMPRE COM AS OUTRAS
    DEPOIS TODAS AS OVELHAS FORAM PARA O DESERTO.
    MARIA FOI TAMBÉM.
    AI, QUE LUGAR QUENTE!
    AS OVELHAS TIVERAM INSOLAÇÃO.
    MARIA TEVE INSOLAÇÃO TAMBÉM. UF! PUF!

    UM DIA, TODAS AS OVELHAS RESOLVERAM COMER SALADA DE JILÓ.
    MARIA DETESTAVA JILÓ.
    MAS, COMO TODAS AS OVELHAS COMIAM JILÓ, MARIA COMIA TAMBÉM.
    QUE HORROR!
    MARIA PENSOU, SUSPIROU, MAS CONTINUOU FAZENDO O QUE AS OUTRAS FAZIAM.

    ATÉ QUE AS OVELHAS RESOLVERAM PULAR DO ALTO DO CORCOVADO PRA DENTRO DA LAGOA.
    TODAS AS OVELHAS PULARAM.
    PULAVA UMA OVELHA,
    NÃO CAIA NA LAGOA, CAIA NA PEDRA,
    QUEBRAVA O PÉ E CHORAVA: MÉ!
    PULAVA OUTRA OVELHA,
    NÃO CAIA NA LAGOA, CAIA NA PEDRA,
    QUEBRAVA O PÉ E GRITAVA: MÉ!
    E ASSIM QUARENTA E DUAS OVELHAS PULARAM, QUEBRARAM O PÉ, CHORANDO:  MÉ ! MÉ! MÉ!

    CHEGOU A VEZ DE MARIA PULAR.

    ELA DEU UMA REQUEBRADA,
    ENTROU NUM RESTAURANTE E COMEU UMA FEIJOADA.
    AGORA, MÉ , MARIA VAI PARA ONDE CAMINHA O SEU PÉ!

                                                                                                       SYLVIA ORTHOF

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