domingo, 13 de dezembro de 2015

O cavalo descontente

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Sempre podemos encontrar motivos para nos sentirmos descontentes, se quisermos. Podemos, também, encontrar argumentos para nos considerarmos afortunados por estarmos vivos. Tudo depende da maneira como cada um vê a existência.
Era uma vez um cavalo que, em pleno inverno, desejava o regresso da primavera. De fato, ainda que agora descansasse tranquilamente no estábulo, via-se obrigado a comer palha seca.
- Ah, como sinto saudades de comer a erva fresca que nasce na primavera! dizia o pobre animal.
A primavera chegou e o cavalo teve sua erva fresca, mas começou a trabalhar bastante porque era época da colheita.
- Quando chegará o verão? Já estou farto de passar o dia inteiro puxando o arado! lamentava-se o cavalo.
Chegou o verão, mas o trabalho aumentou e o calor tornou-se muito forte.
- Oh, o outono! Estou ansioso pela chegada do outono! dizia mais uma vez o cavalo, convencido de que naquela estação terminariam seus males.
Mas no outono teve que carregar lenha para que seu dono estivesse preparado para enfrentar o inverno. E o cavalo não parava de queixar-se e de sofrer.
Quando o inverno chegou novamente, e o cavalo pode finalmente descansar, compreendeu que tinha sido fantasioso tentar fugir do momento presente e refugiar-se na quimera do futuro. Esta não é a melhor forma de encarar a realidade da vida e do trabalho.


É melhor descobrir o que a vida tem de bom momento a momento, vivendo o presente da melhor forma possível.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O castor Desportista- autor desconhecido

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O castorzinho tornou-se um grande comilão. Por mais que a sua mãe esconda os alimentos e as guloseimas, ele procura e remexe todos os armários até encontrar o quitute que procura.
- Mamãe, quer que eu morra de fome? Lamenta-se o castorzinho, enquanto fareja dissimuladamente a geladeira.
- Você acabou de fazer seu lanche e já está pensando em comer? E ainda por cima, acusa-me de deixá-lo morrer de fome! É o cúmulo! Exclama ela, contrariada.
- Ora, mamãe, eu só quero um pedacinho de bolo! Pede ele com doçura.
- Está bem, está bem! Dez de que me deixe trabalhar em paz! Rende-se a mãe já farta de tanta comédia.
O castorzinho vive comento. O seu estômago parece um baú sem fundo. Por mais que seu dono lhe dê comida, nunca é suficiente. Dessa forma, o castorzinho começa a engordar... Como é vaidoso, olha-se diariamente no espelho. Começa a ficar preocupado com as papadas que aparecem debaixo do focinho e com aqueles "pneus" ao redor da cintura.
Seu amigo coelhinho cruza com ele na rua e assusta-se com o seu aspecto.
- Puxa, castorzinho! Você parece uma baleia! Minha mãe, que gordo!
- Bom, não acho que seja tanto! Protesta o castorzinho vermelho de vergonha, por ver que nesse instante vão passando algumas garotas, que olham para ele.
- Em um mês, ponho você em forma, castorzinho! Promete o coelhinho. A ginástica é a melhor coisa para esses casos.
- Ah, é? Interessa-se o castorzinho, que, arrependido de sua gulodice, aceita imediatamente a proposta do amigo.
A partir desse dia, começa o intenso treinamento. Caminhadas, ciclismo, ginástica sueca e outros feitos heróicos. Mas o exercício desperta-lhe uma fome atroz. Em vez de perder peso, ele continua engordando, engordando...
Depois de muito pensar, o castorzinho compreende que fazer ginástica é muito bom. Mas ainda melhor é comer somente a quantidade necessária... E nada mais!

Documentário Dislexia