quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

A gata Borralheira-Capítulo I

                                                       A gata Borralheira

                                 Capítulo I

  
          Há muitos anos, num palácio muito rico, uma 
rainha, sentindo-se às portas da morte, chamou sua
única filha e disse-lhe:
          -Minha filha, sinto que vou morrer,seja sempre boa e caridosa, para que Deus a ajude.
          Acabando de dizer estas palavras morreu.
          A menina , que se chamava Maria, chorou
muito a falta da mãe.A promessa de velar por ela,
todavia consolou muito a pobre menina.
          Passado algum tempo, o pai de Maria casou-se com uma senhora muito bela, Ricardina, que tinha duas filhas, lindas de  rosto, mas perversas
de coração.
          A vida de Maria tornou-se um tormento, 
desde aquele dia.
          As moças trocaram seus lindos vestidos e
sapatos por outros grosseiros e feios.
          Maria era obrigada a fazer os mais rudes
trabalhos, desde o romper da aurora até o anoi-
tecer .Acendia o fogo, lavava a roupa, cozinhava,
fazia outros seviços caseiros.Nem cama tinha a 
pobrezinha, que dormia num canto do fogão, no
borralho, lugar em que as gatinhas gostavam de 
dormir.Daí lhe veio o nome de Gata Borralheira.
          Entretanto, Maria recordava-se das últimas
palavras de sua mãe e continuava boa e caridosa.
          Nas horas mais tristes de sua vida, ia chorar
junto ao túmulo de sua mãe.
         Num dia desses , em que soluçava sem consolo , apareceu- lhe uma linda moça que lhe
disse:
         -Maria, sou a fada Belmira, sua Madrinha.
Continua a ser boa e, de hoje em diante, aparecerei
sempre para a consolar.Coragem, Maria! Sempre
Deus protege os bons.
          A fada desapareceu.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Chapeuzinho Vermelho



                      Era uma vez uma menina conhecida como Chapeuzinho Vermelho.Um dia sua mãe pediu que
ela levasse uma cesta de doces para sua vovó que 
morava do outro lado do bosque.



          Caminhando pelo bosque ,a menina encon-
trou o lobo .
          -Onde vai Chapeuzinho Vermelho?Perguntou
o lobo.
          -Vou a casa da vovó levar uma cesta de doces, respondeu Chapeuzinho.



          Muito bem boa menina! Por que não leva flo-
res também.
          Enquanto Chapeuzinho colhia flores,o lobo correu para a casa da vovó.



          Bateu a porta e imitando a voz de Chapeuzinho Vermelho, pediu para entrar.













          Assim entrou deu um pulo e devorou a vovó
inteirinha.Depois , colocou a touca, os óculos e se
cobriu, esperando Chapeuzinho.



          Quando Chapeuzinho chegou, o lobo pediu 
para ela chegar mais perto.
          -Vovó , que orelhas grandes! disse Chapeuzi-
nho.
          É para te ouvir melhor disse o lobo.



         - Que olhos enormes, vovó!
          -É pra te ver melhor!
          -Que nariz comprido!
          -É pra te cheirar melhor!
         -E essa boca vovozinha? Que grande!
          - É  pra te devorar!
   
    Então o lobo pulou da
cama e correu para pe-
gar Chapeuzinho Verme-
lho.        













           Um caçador que passava perto da casa ouviu 
o barulho e foi ver o que era.


  
          O lobo tentou fugir, mas o caçador atirou e matou o lobo.

          Chapeuzinho apareceu e disse que o lobo ha-
via engolido a vovó.O caçador abriu a barriga do 
lobo e tirou a vovó sã  e salva.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Branca de Neve-Capítulo V-Final


                                                            Branca de Neve
                            Capítulo V - Final

          Passaram- se meses.Passaram anos.Branca de
Neve permaneceu linda, com as faces muito brancas
e os lábios rubros.Os anõezinhos pediram a todos os anõezinhos da terra que descobrissem o Elixir Ma-
ravilhoso, contra os sete males, o único meio de fa-
zer Branca de Neve retornar à vida.
          Mas nada!
          Um dia , porém, o filho de um rei rico e po-
deroso perdeu-se numa caçada.Andando aqui e ali,
foi dar à gruta de uma das montanhas.Entrou. Deu
com o esquife e ficou maravilhado com a beleza de
Branca de Neve.Ficou sabendo, pelos anõezinhos ,
a história de sua vida. O príncipe disse aos anões:
          -Tenho na côrte um bruxo que de lá não sai,
mas possui toda sorte de drogas mágicas.Levemos
Branca de Neve até lá e experimentemos uma por
uma daquelas drogas.Quem sabe se não encontra-
remos com ele o elixir contra os sete males?
          Os anõezinhos , animados com esta ideia , re-
solveram levar o esquife de Branca de Neve ao pa-
lácio do rei, pai do jovem príncipe.
          Fez - se o cortejo . Os anõezinhos puseram -
se na frente com suas lanterninhas.No meio, ia o es-
quife, conduzido por guardas do príncipe e , atrás ,
seguia o príncipe, rodeado de suas matilha de cães
de caça.
          Caminharam, caminharam.Não havia ainda transposto as sete montanhas, quando um guarda
tropeçou numa raiz. Com o choque, o esquife sa-
cudiu -se , e o pedaço de maçã dos sete males , 
que ficara preso na garganta de Branca de Neve,
saltou.
          Imediatamente Branca de Neve abriu os olhos.

          -Oh! Meu Deus!Onde estou eu?!-disse ela.
          Todos se acercaram do esquife de Branca de

Neve.
          Vendo os anõezinhos sorrindo de satisfação,
Branca de Neve tranquilizou- se.O príncipe, encan-

tado com a beleza e a doçura da princesa, disse-lhe:
          -Estamos a caminho do palácio de meu pai!
Agora,vai deixar a casinha dos anões, para ser a 
esposa do príncipe herdeiro do mais rico reino da
terra.
          Branca de Neve ficou sabendo , então, o que
se passara.Voltaram à casa dos anõezinhos, enquan-
to esperavam a carruagem, para conduzi-los ao pa-
lácio.
          O casamento foi marcado poucos dias depois,
para que os anõezinhos a ele pudessem assistir.

          Naquela hora , a rainha cruel, pondo- se em

frente do espelho, perguntava-lhe:
          "Dizei-me , espelhinho, quem tem mais bele-
za?
          E o espelho respondia- lhe:
          "Aqui vós sois a mais bela, com certeza!
          Mas a noiva do príncipe do reino vizinho possui mais beleza."
          A rainha não compreendera bem as palavras
do seu espelho.Ainda preocupada com o que acaba-
ra de ouvir, recebeu uma mensagem do Rei Augus-
to, do reino vizinho, que a convidava para os feste-
jos de casamento de seu filho, Príncipe Rolando.
          Afinal, ia conhecer aquela que era a mais lin-
da da Terra.
          A rainha vestiu- se maravilhosamente e par-
tiu com sua comitiva.
          Ao entrar no salão, preparado para as festas
do casamento, reconheceu a noiva- Branca de Neve
- riquíssima vestida e ostentando na cabeça a coroa
deslumbrante de rainha.Olhou- a :Branca de Neve
estava bela, muito bela!
          A rainha cruel quedou- se um momento a 
contemplá - la.A fisionomia de Branca de Neve era
serena e doce como a dos anjos.

          Branca de Neve viu-a , reconheceu-a e sorriu-lhe . Já havia perdoado à rainha todos os
males sofridos.
          Entretanto, a rainha sentiu-se nesta hora tão
mesquinha, tão má que, pela primeira vez em sua
vida, sentiu lágrimas nos olhos e chorou.
          Aproximou-se, depois, de Branca de Neve,
com os olhos vermelhos e inchados de tanto cho-
rar, e disse- lhe docemente:
          -Perdoe-me , Branca de Neve, sim?
          -Oh!Já lhe perdoei!-disse Branca de Neve.
          E tirando do seu pescoço um riquíssimo co-
lar de pérolas, colocou-o no pescoço da rainha sua
madrasta.Esta comovida, tirou sua pulseira de bri-
lhantes e colocou-a em Branca de Neve, abraçando-
a ternamente.
          Desceu as escadas.Tomou sua carruagem e 
voltou sozinha para o seu palácio.
          Dizem que nunca mais saiu e se tornou boa,
muito boa.
          Por sua vez, Branca de Neve viveu muitos
anos muito feliz.Nunca mais deixou de estimar seus
anõezinhos que a haviam aconselhado e protegido
na hora da desgraça, e que continuavam a aconse -
lhá -la e protegê- la na hora da felicidade.


terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Branca de Neve- capítulo IV

                                           Branca de Neve

                          Capítulo   IV



          A tarde caía.
          Os anõezinhos não tardaram a chegar. Encon-casa fechada, escura e silenciosa.Arrombaram a 
porta e deram com Branca de Neve caída debaixo
da janela.
          Como soubessem o segredo da bruxaria, per-
ceberam o pó amarelado espalhado no chão,  des-
confiaram do que podia ser e fizeram Branca de
Neve engolir algumas gotas de licor .Lentamente,
Branca de Neve foi retornando à vida, mas pouco se lembrou do acontecido, para contar aos anõezi-
nhos
          -Fique certa de que a mercadora não é outra
pessoa, senão a sua inimiga, a pérfida rainha.Tome cuidado!Ela é terrível feiticeira!

          Era noite profunda, quando a rainha chegou
ao palácio.
           Entrou nos seus aposentos e, antes mesmo de
tirar os disfarces de mercadora, sentou-se em frente
ao espelho e perguntou-lhe :
          "Dizei-me espelhinho,com toda franqueza:
         Quem é ,neste mundo , que tem mais beleza?"
          O espelho respondeu - lhe com uma voz pau-
sada e grossa:
          "Aqui vós sois a mais bela , com certeza!
          Mas longe, longe , na casa dos anões,Branca
de Neve é que tem mais beleza!"
          -Ah!Sei muitas outras coisas de que ninguém 
sabe.Hão -de ver! hão de ver! disse ela.Desceu rapidamente as escadas , abriu seu gabinete e, reme-
xendo nos seus guardados de bruxa e feiticeira, tirou de lá uma maçã de prodigioso poder. Por fim,
disfarçou-se o mais que pode, e, tomando uma cesta
e um bastão, partiu a caminho da casa dos anões, sem mesmo temer a noite com seus pavores.
          A manhã surgia, quando a rainha transpôs as
setes montanhas. Desceu a encosta e avistou anõezi-
nhos que se sumiam à distância, cantando alegres ,
no seu caminho para mina.



          A rainha-bruxa correu e bateu na porta da ca-
sinha dos anões, perguntando:
          -Frutas!Quem compra frutas?
          -Não!Não compramos frutas!respondeu Branca de Neve,lá de dentro.
          -Não não tenho dinheiro!
          -Não é preciso, menina!Vejo que você não
tem mesmo dinheiro para comprá- las!Não faz mal!
Deixo- lhe uma aqui de cortesia. E entregou uma maçã para Branca de Neve. muito

          Branca de Neve, que gostava  muito de maçã 
disse:
          -Oh!tão bonita! Há quanto tempo não vejo uma maçã como esta!
          Dizendo isto,Branca de Neve deu uma dentada na maçã na mesma hora, caiu desmaiada.
          Ao chegar à casa, a malvada rainha correu para o espelho , e perguntou- lhe aflita:
         "Dizei-me espelhinho, com toda a presteza:
          Quem é, neste mundo, que tem mais beleza?"
          O eselho , afinal , respondeu-lhe:
          "Rainha, sois a mais bela com certeza!"
         A rainha deu  uma gargalhada que ressoou pelos corredores do palácio.
          Ah! até que enfim!
          Aquela hora os anõezinhos voltavam da mina.

           Escurecia. De longe, perceberam a casinha
escura.Apressaram os passos e chegaram logo.Bate-
ram na porta e, não obtendo resposta, arrombaram-
na.Branca de Neve estava estendida no chão, des-
maiada.
          Ficaram desconsolados.Trouxeram-lhe o licor mágico e outras drogas contra as piores fei-
tiçarias .Tudo em vão Branca de Neve continuava
fria e inaminada.
          Bem sabiam .Devia ser o efeito da maçã dos
sete males.Onde encontrar o Elixir maravilhoso,
que era o único recurso contra tal feitiçaria?Que
fazer?
          Branca de Neve, estendida na cama parecia
dormir.Choravam-na os anõezinhos,seus amigos, os
passarinhos,coelhinhos e veadinhos da floresta.
           Os anões, inconsoláveis, mandaram fazer uma caixão de cristal , onde colocaram e no qual
fizeram inscrever as seguintes palavras:
         "Aqui dorme uma princesa real,que só será
despertada pelo  Elixir Maravilhoso contra os 
sete males."
          O esquife foi colocado na gruta das sete montanhas, e os anões o vigiavam, dia e noite, ora
uns, ora outros.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Branca de Neve- Capítulo III



                                               Branca de Neve
      
                         Capítulo  III

          No dia seguinte, Branca de Neve, ao desper-
tar, viu os sete anõezinhos, que não conhecia. Teve
medo.Disseram- lhe, porém que nada receasse e que
lhes contasse sua história.
          Branca de Neve contou- lhes o que lhe havia
acontecido, sem desconfiar do motivo por que dei- 
xaram na floresta. Os anõezinhos, porém , adivinha-
ram tudo , e disseram-lhe:
          -Fique conosco, Branca de Neve.
         
          -Sim, obrigada,anõezinhos .Fico , sim.Cuida-
rei da casinha de vocês, farei a comida, arranjarei a
roupa,tecerei suas meias, e tudo hei- de cuidar, mui-
to direitinho. 
          Os anõezinhos despediram- se de Branca de 
Neve e saíram para a montanha.
           O dia inteirinho Branca de Neve passou em 
arrumações.Preparou a comida, pôs a mesa e, à 
noite, quando os anõezinhos chegaram, estava tudo
pronto, tudo arrumadinho, e a comida bem gostosa.
          Assim, Branca de Neve vivia entre os anões.

          Mas um dia, a rainha, lá no seu castelo,pondo
-se diante do espelho , interrogou-o :
          "Dizei - me espelhinho , com toda a franque-
za:
         Quem é ,que  neste mundo tem mais beleza?"
         O espelho respondeu com sua voz alta e gros-
sa:
         "Aqui, sois vós a mais bela, com certeza!
         Mas, longe, nas montanhas entre os anões,
Branca de Neve está que tem mais beleza ".
         A rainha assustou-se com essa resposta,e num
momento, planejou mil coisas, para se ver livre da
menina.Desceu as escadarias, entrou  no seu gabine-
te fechou-se lá, horas a fio.Quando saiu ,levava uma
caixa verde com um conteúdo misterioso.

          Entrou nos seu aposentos, disfarçou-se rapi  -
damente em velha mercadora  partiu a caminho da
casa dos anões.Ao transpor as sete montanhas , avis-
tou numa encosta verde , a casinha que procurava ,
rodeada de árvores altas.
          Apressou o passo e chegou . Bateu na porta,
gritando:
          - Querem comprar objetos bonitos?
          Os anõezinhos haviam proibido a Branca de 
Neve de abrir a porta a quem quer que fosse pois
tinham certeza de a rainha cruel vir perseguí- la.
          -Veja esta cadeia de ouro e esta pulseira!-dis-
se a pérfida mercadora , metendo a cabeça pela  ja-
nela da sala, onde Branca de Neve tecia um pé de
meia.
          -Veja este formoso colar!Quer experimentá-
lo?
          Sem esperar a resposta, a mercadora jogou
sobre Branca de Neve o conteúdo da caixinha ver-
de, um pó mágico, que tinha o poder de transformar
a menina em um pássaro cantor.
          Branca de Neve levantou-se bruscamente :
ainda assim, foi atingida por um pouco de pó.
           Estremeceu e caiu.
          A rainha retrou-se apressadamente.Galgou as
setes montanhas e embrenhou-se na mata.
          Um pássaro , batendo as asas , cantou triste e
sonoramente.
          Supondo que fosse o efeito de sua magia que
transformara Branca de Neve naquele pássaro que cantava, enchendo a mata de sons maviosos, a rai-
nha respirou aliviada.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Branca de Neve- Capítulo II







      


Branca de Neve
Capítulo II

Branca de Neve custou a perceber que ficara
abandonada no meio da mata pavorosa. Correu,
correu sem reparar onde pisava,apavorada com o menor ruído.Os animais ferozes passavam por ela e 
se afastavam - se , sem lhe fazer mal.Ia  correndo  ,
resolvida a não parar nunca, quando avistou, já ao
escurecer,uma casinha pequenina,muito pequenina.



Todos os trastes eram pequeninos.  A mesinha 
mesinha estava posta, sete pratinhos,sete copinhos ,
sete  talherzinhos , sobre uma toalha muito branca .
Branca de Neve comeu um pouco de cada pratinho,
bebeu um pouco de cada copinho e, depois, foi dei-
tar-se numa das caminhas que estavam nos quartos.




Fez sua oração e adormeceu logo.Os donos da
casinha eram os sete pequeninos mineiros, os anões
da montanha.Chegaram aquela hora, cada um com sua lanternazinha acessa . Perceberam, ao entrar ,
que alguém havia estado ali.Começaram a correr a 
casa e deram com Branca de Neve deitada na cama
de um deles .Reuniram-se todos em torno do leito ,
onde Branca de Neve dormia, e , levantando as lan-
ternazinhas  contemplavam , com muda surpresa , a
linda menina.Desconfiados dos motivos que a leva-
ram ali, afastaram-se pé ante pé, sem fazer barulho.


quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Branca de Neve-Capítulo I



                                     Branca  de Neve

                                I

           Longe , muito longe daqui,vivia uma rainha
muito bela e boa que, para ser completamente feliz,
só precisava de uma coisa: ter filhos.
          Numa tarde fria de inverno, a rainha bordava
num bastidor de ébano, junto de uma janela.Tempos
em tempo, olhava, pela janela aberta,os campos, as 
árvores e as montanhas, tudo branco branco de neve.Distraída , espetou o dedo, e uma paquenina
gota de sangue brotou.
           -Ah! quem me dera ter uma filha tão branca
como a neve, cujos cabelos fossem pretos e lábios 
vermelhos vermelhos como este sangue.
          Não tardou muito , e os desejos da rainha foram satisfeitos.Nasceu - lhe um linda menina, como imaginara.Tinha as faces brancas como a neve, cabelos pretos e lábios vermelhos como o sangue. Chamaram-lhe de Branca de Neve.
          Infelizmente, a rainha morreu, poucos dias
depois de nascida a menina.
         Passado algum tempo, o rei casou-se com uma 
mulher de grande beleza, mas muito orgulhosa, e dizem um pouco bruxa e um pouco feiticeira.
Costumava fechar-se no seu quarto, onde nunca ninguém pusera os pés, para perguntar a seu espelho
mágico:

          Dizei - me, espelhinho, com toda franqueza:
          Quem é, neste mundo, que tem mais beleza?
          O espelho sempre lhe respondi da mesma maneira, sem mentir.
          Rainha, sois a mais bela, com certeza!
          Entretanto , Branca de Neve crescera.Ficava
cada dia mais linda.
          Sentando-se a orgulhosa rainha, uma noite,
diante do espelho mágico, perguntou-lhe, como 
costumava fazer:
          -Dizei-me, espelhinho, co  toda franqueza:
          Que é, neste mundo, que tem mais beleza?
          O espelho , desta vez, respondeu-lhe:
          Não, não sois a mais bela, Branca de Neve tem mais beleza!
          A rainha irou-se ao extremo, ao ouvir essas 
palavras de seu espelho, principalmente porque ele
falava a verdade.Passou a noite atormentada e , afinal , no dia seguinte, não se contendo de inveja,
chamou uma das aias da menina e disse-lhe:
         -Amanhã , ao amanhecer, vá e companhia de
meu fiel escudeiro, Ambrósio ,à Floresta dos Mistérios .Leve com você Branca de Neve.Deixe- a
perto do rio de águas turvas que sai de uma grota de
uma das setes montanhas.Ao beber a água, a menina 
se transformará numa veadinha, porque as águas
desse rio foram há pouco encantadas pelo Mágico-
Mor.
          A aia retirou-se em prantos, porque sabia que 
as ordens da rainha só podiam ser cumpridas, quaisquer que fossem. Levantou-se cedo e foi despertar Branca de Neve que dormia profunda-
mente num leito macio de rendas e cambraia. Parou
um pouco junto ao leito a contemplá- la, enquanto
disfarçava as lágrimas.
         Voltando-se para a imagem da Virgem Maria,
que estava a cabeceira da mesinha, pediu-lhe com fervor que acompanhasse os passos da princesinha.
         Branca de Neve, sem desconfiar de tão perversa intenção, vestiu-se alegremente e partiu 
para floresta.A manhã estava bela. A floresta a en-
cantava com as borboletas que voavam por toda a
parte e os passarinhos que gorjeavam, fazendo um
verdadeiro concerto de vozes.Mas os criados da 
rainha se distanciaram cada vez da água fatídica,
desviando- a para a encosta da montanha, do lado
oposto ao rio de águas turvas,Num certo momento,
vendo a menina bem entretida, voltaram, deixando-a sozinha a brincar com um filhote de coelho.



segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

O Brasil Atual- Letra: Messias Simão Telecesqui


                                                       Brasil  Atual
                            Letra: Messias Simão Telecesqui
                            Música: Johnny Boy Chaves

          No ano de 85
          Regime Militar se acaba
          Tancredo Neves eleito morreu
          Sarney assume a parada

          Nova constituição aprovada
          Liberdade partidária
          Direito de greve irrestrito
          Ganhos pra classe operária.






          Cria o Plano Cruzado
          "Tudo pelo Social"
          Eleições sempre diretas
          Democracia é total

          Em 90 vem o Collor
          Com as privatizações
          A poupança é confiscada
          São seus planos e ações.  


          Essa história   é  da hora
          Essa história   é  legal
          E desde 85
          Já é o Brasil atual

          Plano Color afundando
          Denuncias de corrupção
          Caras- pintadas nas ruas
          Exigem moralização


          Oposição pede impeachment
          A sociedade faz pressão 
          Collor não tem saída,
          Renúncia foi a solução

          O vice Itamar que assume
         " Fusquinha volta triunfal"
          Com apoio do congresso
          Institui o Plano Real


          
           


          Essa história   é  da hora
          Essa história   é  legal
          E desde 85
          Já é o Brasil atual

          E em 95
          Fernando Henrique  é eleito
          Privatizações continuam
          Neoliberalismo em ação
          Reformas na constituição
          Garantem a reeleição.



          Essa história   é  da hora
          Essa história   é  legal
          E desde 85
          Já é o Brasil atual

domingo, 6 de janeiro de 2013

Regime Militar-Letra: Messias Simão Telecesqui



                                             Regime Militar
                           Letra: Messias Simão Telecesqui
                           Música: Johnny Boy Chaves

          É o regime militar
          Agosto, 61
          Jânio Quadros renuncia
          E o vice João Goulart
          Assume porque queria
          Mas o congresso exige
          Quer o parlamentarismo
          Trabalhadores, estudantes
          Sindicatos agitados

          Então com apoio da elite
          Militares decidiram
          Deram o famoso golpe
          E o poder assumiram

          Este é 31 de março
          Do ano de 64
          Sindicatos são extintos
          Passa a valer a censura       

 
                   O regime militar
          Tenho certeza, não minto
          Começa em 64
          Termina em 85

          Com o governo militar
          Vem o capital estrangeiro
          É o milagre econômico
          Classe média na fartura
          Tricampeão da copa
          Brasil ninguém segura


          Vêm as crises
          E o regime começa a ser abalado
           Alternativa é o álcool
          pois o  petróleo fica caro
          O povo sai ás ruas
         Pedindo diretas - já!


          E tudo foi se acabar no ano de 85
          Tancredo Neves eleito
          O povo então aplaudiu
          Mas morreu antes da hora
          José Sarney assumiu


            O regime militar
          Tenho certeza, não minto
          Começa em 64
          Termina em 85

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Periódo Getulista

   
                                               Período  Getulista 
                          Letra:Messias Simão Telecesqui
                          Música:Johnny Boy Chaves

          Não me fale de mineiro
          Muito menos de paulista
          É um gaúcho quem manda
          No período getulista

          Getúlio toma o poder
          Em 1930
          Com apoio da Aliança Liberal,
          República Velha termina

          Barões do café desprezados
          Promovem a revolução
          E são logo derrotados
          País tem nova constituição

          Separação dos poderes
          Criação do salário mínimo
          Jornada de oito horas,
          Férias, voto feminino

          E os comunistas conspiram
          Queremos tomar o poder
          Reprimidos por Getúlio
          Que Plano Cohen vai fazer

          Refrão
          É o golpe do Estado Novo
          E início da ditadura
          Fim dos partidos políticos
          Implantação da Censura

          Com capital americano
          Nasce a indústria do aço
          Mas o poder da Getúlio
          Começa a ser questionado

          Queremos democracia
           Povo e elite se reúnem
           Getúlio Vargas deposto,
          Judiciário em 45 assume

          Com o governo transitório
           Eleições são marcadas
           Partidos entram em acordo
           Nova constituição aprovada

          Com eleições diretas
          Dutra vai governar
          Mas em 51  
          Getúlio irá voltar


          Refrão
          É o golpe do Estado Novo
          E início da ditadura
          Fim dos partidos políticos
          Implantação da Censura

O coala sujo- autor desconhecido

Tudo é uma questão de costume, mas tomar banho era algo superior às forças daquele coala. A água e o sabão aterrorizavam-no e ninguém cons...