Este blog foi criado com o objetivo de postar a minha experiência como profissional da educação. Professora, pedagoga, psicopedagoga.
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
Branca de Neve-Capítulo V-Final
Branca de Neve
Capítulo V - Final
Passaram- se meses.Passaram anos.Branca de
Neve permaneceu linda, com as faces muito brancas
e os lábios rubros.Os anõezinhos pediram a todos os anõezinhos da terra que descobrissem o Elixir Ma-
ravilhoso, contra os sete males, o único meio de fa-
zer Branca de Neve retornar à vida.
Mas nada!
Um dia , porém, o filho de um rei rico e po-
deroso perdeu-se numa caçada.Andando aqui e ali,
foi dar à gruta de uma das montanhas.Entrou. Deu
com o esquife e ficou maravilhado com a beleza de
Branca de Neve.Ficou sabendo, pelos anõezinhos ,
a história de sua vida. O príncipe disse aos anões:
-Tenho na côrte um bruxo que de lá não sai,
mas possui toda sorte de drogas mágicas.Levemos
Branca de Neve até lá e experimentemos uma por
uma daquelas drogas.Quem sabe se não encontra-
remos com ele o elixir contra os sete males?
Os anõezinhos , animados com esta ideia , re-
solveram levar o esquife de Branca de Neve ao pa-
lácio do rei, pai do jovem príncipe.
Fez - se o cortejo . Os anõezinhos puseram -
se na frente com suas lanterninhas.No meio, ia o es-
quife, conduzido por guardas do príncipe e , atrás ,
seguia o príncipe, rodeado de suas matilha de cães
de caça.
Caminharam, caminharam.Não havia ainda transposto as sete montanhas, quando um guarda
tropeçou numa raiz. Com o choque, o esquife sa-
cudiu -se , e o pedaço de maçã dos sete males ,
que ficara preso na garganta de Branca de Neve,
saltou.
Imediatamente Branca de Neve abriu os olhos.
-Oh! Meu Deus!Onde estou eu?!-disse ela.
Todos se acercaram do esquife de Branca de
Neve.
Vendo os anõezinhos sorrindo de satisfação,
Branca de Neve tranquilizou- se.O príncipe, encan-
tado com a beleza e a doçura da princesa, disse-lhe:
-Estamos a caminho do palácio de meu pai!
Agora,vai deixar a casinha dos anões, para ser a
esposa do príncipe herdeiro do mais rico reino da
terra.
Branca de Neve ficou sabendo , então, o que
se passara.Voltaram à casa dos anõezinhos, enquan-
to esperavam a carruagem, para conduzi-los ao pa-
lácio.
O casamento foi marcado poucos dias depois,
para que os anõezinhos a ele pudessem assistir.
Naquela hora , a rainha cruel, pondo- se em
frente do espelho, perguntava-lhe:
"Dizei-me , espelhinho, quem tem mais bele-
za?
E o espelho respondia- lhe:
"Aqui vós sois a mais bela, com certeza!
Mas a noiva do príncipe do reino vizinho possui mais beleza."
A rainha não compreendera bem as palavras
do seu espelho.Ainda preocupada com o que acaba-
ra de ouvir, recebeu uma mensagem do Rei Augus-
to, do reino vizinho, que a convidava para os feste-
jos de casamento de seu filho, Príncipe Rolando.
Afinal, ia conhecer aquela que era a mais lin-
da da Terra.
A rainha vestiu- se maravilhosamente e par-
tiu com sua comitiva.
Ao entrar no salão, preparado para as festas
do casamento, reconheceu a noiva- Branca de Neve
- riquíssima vestida e ostentando na cabeça a coroa
deslumbrante de rainha.Olhou- a :Branca de Neve
estava bela, muito bela!
A rainha cruel quedou- se um momento a
contemplá - la.A fisionomia de Branca de Neve era
serena e doce como a dos anjos.
Branca de Neve viu-a , reconheceu-a e sorriu-lhe . Já havia perdoado à rainha todos os
males sofridos.
Entretanto, a rainha sentiu-se nesta hora tão
mesquinha, tão má que, pela primeira vez em sua
vida, sentiu lágrimas nos olhos e chorou.
Aproximou-se, depois, de Branca de Neve,
com os olhos vermelhos e inchados de tanto cho-
rar, e disse- lhe docemente:
-Perdoe-me , Branca de Neve, sim?
-Oh!Já lhe perdoei!-disse Branca de Neve.
E tirando do seu pescoço um riquíssimo co-
lar de pérolas, colocou-o no pescoço da rainha sua
madrasta.Esta comovida, tirou sua pulseira de bri-
lhantes e colocou-a em Branca de Neve, abraçando-
a ternamente.
Desceu as escadas.Tomou sua carruagem e
voltou sozinha para o seu palácio.
Dizem que nunca mais saiu e se tornou boa,
muito boa.
Por sua vez, Branca de Neve viveu muitos
anos muito feliz.Nunca mais deixou de estimar seus
anõezinhos que a haviam aconselhado e protegido
na hora da desgraça, e que continuavam a aconse -
lhá -la e protegê- la na hora da felicidade.
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