Amor Materno
Malba Tahan
Um rapaz , chamado Ivã, saiu certa vez, pelo
mundo em busca de aventuras.Depois de viajar al-
guns dias, foi parar nas proximidades de uma pe-
quenina aldeia quase abandonada.O frio era intenso
e a neve caía em abundância.
Avistou Ivã uma mancha escura junto da es -
trada. Verificou tratar-se de um velho viajante que
ali caíra vencido pela fome e pela fadiga.
Ivã,que era dotado de bons sentimentos,pro-
curou auxiliar o infeliz .Levou -o ao ombro para
uma choupana que havia perto , e , prestando os so-
corros necessários,conseguiu salvar ainda o pobre
velho.
-"Onde vais meu filho?"-perguntou-lhe o an-
cião que era, aliás, um grande feiticeiro.
Ivã contou ao velho que saíra pelo mundo le-
vado pela ambição de ganhar dinheiro.
-"Foste bom para mim.Quero prestar-te um
auxílio.Vou ensinar-te a descobrir um tesouro"- dis-
se o velho.
E, graças às indicações do falso "mouyik" conseguiu Ivã chegar até uma gruta onde se achava
oculto, no meio das pedras, um incalculável tesou-
ro.
Era uma riqueza tão grande ,que, o faria o homem mais rico da terra.Ivã tomou de uma gran-
de caixa e encheu-a de pedras preciosas.
-"Que tencionas fazer com essa caixa?"-Per-
guntou-lhe o mago.
-"Vou levá-la para aldeia onde nasci"-respon-
deu o rapaz.
-Quero entregá-la à minha mãe, pois só assim
pagarei o que ela fez por mim."
-"Vejamos se chega"-disse o velho.
E, abrindo a caixa, despejou no chão as ge -
mas e pedrarias que dentro dela se achavam.
Separando um punhado de pérolas, disse:
-"Com estes brilhantes pagarás os trabalhos
que ela teve durante a tua infância; as horas de fadi-
ga que sofreu para preparar a tua roupa e o teu aga-
salho."
Amontoando rubis, esmeraldas e todas as ou-
tras pedras restantes, acrescentou:
-Com estas pagarás os cuidados que ela teve
velando por ti, e evitando todo mal que te pudesse
ferir".
E o velho ajuntou:
-"E, como vês, ó jovem, o tesouro que levas
não chega.Já separei todas as pedras e falta pagar
ainda as angústias que tua mãe sofreu quando esta-
vas enfermo, o carinho que te dispensou, as espe -
ranças que em ti depositou...
E essa dedicação não há tesouro qur possa
pagar."
E concluiu:
-"Cuida de tua mãe de modo que nada lhe possa faltar.Sê para ela dedicado, bom e obediente.
Mas não julgues que poderás pagar, algum dia, o que lhe deves, pois é uma dívida tão grande ,que
nem mesmo todos os tesouros da terra a poderiam resgatar."
Atividades relacionadas ao texto :
1-Marque com um x as opções corretas:
a)Ivã saiu para o mundo:
( )para trabalhar.
( )a procura de um tesouro.
( )em busca de aventuras.
( )em busca de sua mãe.
b)Ivã recolheu muitas pedras preciosas numa caixa:
( )para vender
( )para pagar suas dívidas.
( ) para presentear sua mãe.
2-Responda as questões abaixo:
a) Que outro título você daria ao texto?
b)Que recompensa o velho deu a Ivã?
c)Por que o tesouro não deu para pagar a mãe de
Ivã?
3-Complete as questões abaixo:
A-Amor materno é amor de.................
Frio matinal é.................................
Horas de fatigantes é ..................
momentos angustiantes é momentos de................
B-O que cada pedra pagaria:
* pérolas- .............................
*brilhantes- ..........................
*rubis, esmeraldas...........................
C-Procure no dicionário:
incalculável- .............................
intenso-.....................................
abundância- .............................
vigília-.......................................
fadiga-...........................................
velar-................................................
angústia- ......................................
4- Escreva frases com as palavras abaixo:
a) Frio intenso e neve
................................................................
b)ambição e tesouro
..................................................................
c)amor materno e dedicação
..................................................
5- Pontue o texto abaixo :
-Ivã porque era dotado de bons sentimentos auxiliou o ancião
6- Quando usamos os sinais abaixo:
(.).................................
(:)...............................
(,)..............................
(!).............................
(-)............................
Este blog foi criado com o objetivo de postar a minha experiência como profissional da educação. Professora, pedagoga, psicopedagoga.
terça-feira, 30 de abril de 2013
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Amor materno
Amor Materno
Mãe ontem
hoje
sempre
"Mãe é como árvore, já repararam?"
"Mãe , nome tão pequeno e grande
como a vida toda".
Porque a vida começa com a mãe...
Mãe ontem
hoje
sempre
"Mãe é como árvore, já repararam?"
"Mãe , nome tão pequeno e grande
como a vida toda".
Porque a vida começa com a mãe...
domingo, 21 de abril de 2013
Reportagem sobre Tiradentes.
Sumiço da cabeça de Tiradentes até hoje intriga moradoresEla foi exposta na praça principal da antiga Vila Rica. Muitos ainda creem que um dia vão desenterrar a relíquia
Publicação: 21/04/2013 06:00 Atualização: 21/04/2013 07:32
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| Francisco de Paula acredita que em seu terreno foi enterrado o crânio, do qual ouviu falar ainda menino e que não se cansa de procurar |
Ouro Preto – A casa da Rua Conselheiro Quintiliano, antiga Rua das Lajes, tem 300 anos e é tão antiga quanto Vila Rica, nome primitivo da cidade que é patrimônio cultural da humanidade, título concedido pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco). Ali nasceu e foi criado Francisco de Paula Mendes, de 81 anos, solteiro, o Tito, grande conhecedor das histórias e lendas de Ouro Preto. “O alicerce é todo de pedra, meu pai comprou a residência em 1902”, gaba-se Tito, contemplando ao longe, da janela da sala, a Igreja de Santa Efigênia, construída pelos escravos no século 18. Simpático ao apresentar os cômodos e o quintal, Tito vai se lembrando de seus episódios preferidos. O sumiço da cabeça de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes (1746-1792), é um deles. “Desde pequeno, ouço dizerem que ela foi enterrada aqui. Já cavaquei o terreno todo e nunca encontrei nada”, revela o aposentado ainda com esperança de achar vestígios do herói da Inconfidência Mineira, de quem até hoje não se sabe a verdadeira face, passados 221 de sua morte.
O relógio ainda não marcava 7h, na quarta-feira, quando Tito, enxada no ombro, desceu a escada e foi ao quintal. “Tenho uma pequena horta, cultivo cebolinha, quiabo, abóbora, plantas para fazer chá... Veja os pés de goiabeira! Estou sempre mexendo na terra”, afirma o ex-empregado do setor de mineração e da prefeitura. Mais uma vez, como ocorre há décadas, o homem de porte franzino capina e remexe o terreiro. Mais uma vez, nenhum osso surgiu. Só raízes e tocos. “Minha porta vive cheia de visitantes, não é de hoje que os cicerones (guias) tocam a campainha como se este lugar fosse turístico. Há muitos casos envolvendo Tiradentes. Dizem que a cabeça teria sido colocada numa caixa de couro e enterrada. Ouro Preto é uma cidade cheia de lendas”, revela, com um sorriso enigmático.
O relógio ainda não marcava 7h, na quarta-feira, quando Tito, enxada no ombro, desceu a escada e foi ao quintal. “Tenho uma pequena horta, cultivo cebolinha, quiabo, abóbora, plantas para fazer chá... Veja os pés de goiabeira! Estou sempre mexendo na terra”, afirma o ex-empregado do setor de mineração e da prefeitura. Mais uma vez, como ocorre há décadas, o homem de porte franzino capina e remexe o terreiro. Mais uma vez, nenhum osso surgiu. Só raízes e tocos. “Minha porta vive cheia de visitantes, não é de hoje que os cicerones (guias) tocam a campainha como se este lugar fosse turístico. Há muitos casos envolvendo Tiradentes. Dizem que a cabeça teria sido colocada numa caixa de couro e enterrada. Ouro Preto é uma cidade cheia de lendas”, revela, com um sorriso enigmático.
Saiba mais...
Conheça a história dos irmãos que reivindicam o título de parentes do mártir Tiradentes Escritos encontrados em casarão em Pitangui sustentam que a cabeça de Tiradentes foi furtada Local onde cabeça de Tiradentes foi exposta é uma incógnita Perna direita de Tiradentes foi exposta em Conselheiro Lafaiete Até hoje não se conhece o verdadeiro rosto de TiradentesAutor do livro A Inconfidência Mineira: uma síntese factual, e integrante do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, Márcio Jardim explica que não há qualquer prova sobre a localização da cabeça de Joaquim José da Silva Xavier. “O corpo foi dividido em quatro partes: o tronco em duas, e as pernas. A ordem era que a cabeça ficasse fincada no alto de um poste, no centro da praça principal de Vila Rica, até que o tempo a consumisse.” Há registro de que a cabeça ainda estava no local, sob o olhar público, quando houve uma “cerimônia de regozijo” pelo fracasso do movimento inconfidente, na sala da Câmara – na época, os vereadores ocupavam uma sala no segundo andar do prédio, ainda em construção, do atual Museu da Inconfidência.
“Não se sabe ao certo quanto tempo a cabeça teria ficado no lugar”, explica o historiador, que dá algumas pistas. “Naqueles tempos, deixar um cadáver insepulto era uma calamidade, algo contra a humanidade. Havia muitos padres em Vila Rica e pode ser que eles tenham sepultado a cabeça do mártir. Outra possibilidade é que algum piedoso tenha retirado a cabeça de Tiradentes, então da irmandade da Santa Casa de Misericórdia. Mas não há nada de certo sobre isso”, destaca Jardim.
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Vídeos em homenagem ao dia do índio
Dia do Índio - YouTube
20/04/2008 - Vídeo enviado por Juliana FreitasYou need Adobe Flash Player to watch this video. ..... Dia do índio no C.E.R "Leila Lúcia" em Américo ...
terça-feira, 16 de abril de 2013
Marília de Dirceu- Lira II- Parte II- Tomaz Antônio Gonzaga.
Lira II
Pintam, Marília, os Poetas
A um menino vendado,
Com uma aljava de setas,
Arco empunhado na mão;
Ligeiras asas nos ombros,
O tenro corpo despido,
E de Amor, ou de Cupido
São os nomes, que lhe dão.
Porém eu, Marília, nego,
Que assim seja Amor; pois ele
Nem é moço, nem é cego,
Nem setas, nem asas tem.
Ora pois, eu vou formar-lhe
Um retrato mais perfeito,
Que ele já feriu meu peito;
Por isso o conheço bem.
Os seus compridos cabelos,
Que sobre as costas ondeiam,
São que os de Apolo mais belos;
Mas de loura cor não são.
Têm a cor da negra noite;
E com o branco do rosto
Fazem, Marília, um composto
Da mais formosa união.
Tem redonda, e lisa testa,
Arqueadas sobrancelhas;
A voz meiga, a vista honesta,
E seus olhos são uns sóis.
Aqui vence Amor ao Céu,
Que no dia luminoso
O Céu tem um Sol formoso,
E o travesso Amor tem dois.
Na sua face mimosa,
Marília, estão misturadas
Dos rubins mais preciosos
Os seus beiços são formados;
Os seus dentes delicados
São pedaços de marfim.
Mal vi seu rosto perfeito
Dei logo um suspiro, e ele
Conheceu haver-me feito
Estrago no coração.
Punha em mim os olhos, quando
Entendia eu não olhava:
Vendo o que via, baixava
A modesta vista ao chão.
Chamei-lhe um dia formoso:
Ele, ouvindo os seus louvores,
Com um gesto desdenhoso
Se sorriu, e não falou.
Pintei-lhe outra vez o estado,
Em que estava esta alma posta;
Não me deu também resposta,
Constrangeu-se, e suspirou.
Conheço os sinais, e logo
Animado de esperança,
Purpúreas folhas de rosa,
Brancas folhas de jasmim.
Busco dar um desafogo
Ao cansado coração.
Pego em teus dedos nevados,
E querendo dar-lhe um beijo,
Cobriu-se todo de pejo,
E fugiu-me com a mão.
Tu, Marília, agora vendo
De Amor o lindo retrato,
Contigo estarás dizendo,
Que é este o retrato teu.
Sim, Marília, a cópia é tua,
Que Cupido é Deus suposto:
Se há Cupido, é só teu rosto,
Que ele foi quem me venceu.
touro.
O próprio Deus da Guerra desumano
Não viveu de amor ileso;
Quis a Vênus, e foi preso
Na rede, que lhe armou o Deus Vulcano.
Mas sendo amor igual para os viventes,
Tem mais desculpa, ou menos esta chama:
Amar formosos rostos acredita,
Amar os feios de algum modo infama.
Que lê que Jove amou, não lê nem topa,
Que ele amou vulgar donzela:
Lê que amou a Dânae bela,
segunda-feira, 15 de abril de 2013
Marília de Dirceu- Parte I -Lira I- Tomaz Antônio Gonzaga
Marília de Dirceu
PARTE I - Lira I
Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’ expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os pastores, que habitam este monte,
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Mas tendo tantos dotes da ventura,
Só apreço lhes dou, gentil Pastora,
Depois que teu afeto me segura,
Que queres do que tenho ser senhora.
É bom, minha Marília, é bom ser dono
De um rebanho, que cubra monte, e prado;
Porém, gentil Pastora, o teu agrado
Vale mais q’um rebanho, e mais q’um trono.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Os teus olhos espalham luz divina,
A quem a luz do Sol em vão se atreve:
Papoula, ou rosa delicada, e fina,
Te cobre as faces, que são cor de neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
Teu lindo corpo bálsamos vapora.
Ah! Não, não fez o Céu, gentil Pastora,
Para glória de Amor igual tesouro.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Leve-me a sementeira muito embora
O rio sobre os campos levantado:
Acabe, acabe a peste matadora,
Sem deixar uma rês, o nédio gado.
Já destes bens, Marília, não preciso:
Nem me cega a paixão, que o mundo arrasta;
Para viver feliz, Marília, basta
Que os olhos movas, e me dês um riso.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Irás a divertir-te na floresta,
Sustentada, Marília, no meu braço;
Ali descansarei a quente sesta,
Dormindo um leve sono em teu regaço:
Enquanto a luta jogam os Pastores,
E emparelhados correm nas campinas,
Toucarei teus cabelos de boninas,
Nos troncos gravarei os teus louvores.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Depois de nos ferir a mão da morte,
Ou seja neste monte, ou noutra serra,
Nossos corpos terão, terão a sorte
De consumir os dois a mesma terra.
Na campa, rodeada de ciprestes,
Lerão estas palavras os Pastores:
"Quem quiser ser feliz nos seus amores,
Siga os exemplos, que nos deram estes."
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, d’ expressões grosseiro,
Dos frios gelos, e dos sóis queimado.
Tenho próprio casal, e nele assisto;
Dá-me vinho, legume, fruta, azeite;
Das brancas ovelhinhas tiro o leite,
E mais as finas lãs, de que me visto.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Eu vi o meu semblante numa fonte,
Dos anos inda não está cortado:
Os pastores, que habitam este monte,
Com tal destreza toco a sanfoninha,
Que inveja até me tem o próprio Alceste:
Ao som dela concerto a voz celeste;
Nem canto letra, que não seja minha,
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Mas tendo tantos dotes da ventura,
Só apreço lhes dou, gentil Pastora,
Depois que teu afeto me segura,
Que queres do que tenho ser senhora.
É bom, minha Marília, é bom ser dono
De um rebanho, que cubra monte, e prado;
Porém, gentil Pastora, o teu agrado
Vale mais q’um rebanho, e mais q’um trono.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Os teus olhos espalham luz divina,
A quem a luz do Sol em vão se atreve:
Papoula, ou rosa delicada, e fina,
Te cobre as faces, que são cor de neve.
Os teus cabelos são uns fios d’ouro;
Teu lindo corpo bálsamos vapora.
Ah! Não, não fez o Céu, gentil Pastora,
Para glória de Amor igual tesouro.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Leve-me a sementeira muito embora
O rio sobre os campos levantado:
Acabe, acabe a peste matadora,
Sem deixar uma rês, o nédio gado.
Já destes bens, Marília, não preciso:
Nem me cega a paixão, que o mundo arrasta;
Para viver feliz, Marília, basta
Que os olhos movas, e me dês um riso.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Irás a divertir-te na floresta,
Sustentada, Marília, no meu braço;
Ali descansarei a quente sesta,
Dormindo um leve sono em teu regaço:
Enquanto a luta jogam os Pastores,
E emparelhados correm nas campinas,
Toucarei teus cabelos de boninas,
Nos troncos gravarei os teus louvores.
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela!
Depois de nos ferir a mão da morte,
Ou seja neste monte, ou noutra serra,
Nossos corpos terão, terão a sorte
De consumir os dois a mesma terra.
Na campa, rodeada de ciprestes,
Lerão estas palavras os Pastores:
"Quem quiser ser feliz nos seus amores,
Siga os exemplos, que nos deram estes."
Graças, Marília bela,
Graças à minha Estrela
domingo, 14 de abril de 2013
Histórias Infantis- Desenhos completo
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sábado, 13 de abril de 2013
Um herói; Tiradentes- Capítulo IX- Final
Um herói :Tiradentes
Capítulo IX
Vejam vocês , como a vida desse homem é
bonita e como a sua alma foi igual: em Minas No-
vas, aos vinte anos, deitou o braço num patrão de
escravos que martirizava um pobre preto, e foi pre-
so , perdendo todos os seus bens; em Vila Rica,
quando tinha quarenta anos, não se conformou com
o sofrimento de seu povo, revoltou-se e perdeu a vi-
da.
Vocês acham por acaso que o patrão de escravos de Minas Novas continuou a espancar os
seus escravos como vinha fazendo, depois da surra
que o moço Tiradentes lhe deu?Pensam vocês que
governo português continuou a dar o mesmo trata-
mento que vinha aos brasileiros depois da Inconfi-
dência?Não pensem assim.Garanto a vocês que o
patrão de escravos se lembrou da pancadaria que
levou, todas às vezes que teve de levantar o braço
contra um escravo.Por sua vez , é de levantar o bra-
ço contra um escravo.Por sua vez,é certo que o
governo português , a partir da Inconfidência, co-
meçou a tratar o Brasil de maneira melhor e mais
humana.
E sabem o que mais ?
O povo brasileiro começou a sentir que era
preciso lutar para tornar independente este grande
país que é nossa Pátria.
E os brasileiros tornaram o Brasil indepen-
dente.
Só pelo trabalho, só pelo desenvolvimento
da indústria, da agricultura, do comércio , só pela
valorização do homem brasileiro, é que nosso po-
vo acabará de fazer a independência do Brasil.
Todos nós precisamos de aprender a lição
de Tiradentes: trabalhar pelo Brasil, e, se for preci-
so morrer pelo Brasil.
( Um Herói: Tiradentes, texto extraído do livro "As
mais Belas Histórias- Páginas 50 até 57)
sexta-feira, 12 de abril de 2013
Um herói: Tiradentes-Capítulo VIII
Um herói : Tiradentes
Capítulo VIII
Então, Joaquim José começou a trabalhar pa-
ra livrar o Brasil.Procurou os militares, os advoga-
dos, os sacerdotes, os capitalistas, todos quantos
podiam compreender a dureza daquela vida.Em
Vila Rica, Mariana, São João d' El -Rei, no Rio
de Janeiro,ia abrindo os olhos dos brasileiros para
que revoltassem.
O Brasil era uma terra fértil e rica: podia vi-
ver por si.Os Brasileiros eram inteligentes e traba-
lhadores: deviam governar-se por si.
Vocês sabem o que aconteceu?
Dentro de pouco tempo, o governo soube do
que se passava,prendeu os que conspiravam , e vo-
cês sabem o resto- Tiradentes foi enforcado.
Pensam vocês que ele se acovardou?Nada. Disse toda verdade na cara de seus juizes, contando
porque os brasileiros se haviam revoltado e chamou
para si toda a responsabilidade da conspiração.Ele
foi a melhor testemunha contra si próprio.
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Um herói; Tiradentes- Capítulo VII
Capítulo VIII
Por esse tempo, O Brasil, e principalmente
Minas Gerais, cruzava uma hora difícil.A extração de ouro caíra muito, e o governo português ator-
mentava o povo, aumentando os impostos, impe -
dindo-o de criar indústria, não o deixando desen-
volver-se.Ele próprio, Tiradentes, parara sua carrei-
ra, apesar de seu esforço, e os protegidos iam pas-
sando por cima dele.
O povo mineiro não suportava mais.
Escutando o clamor de seu povo, Joaquim re-
solveu fazer o que fez Minas Novas: o povo brasi-
leiro era um outro escravo negro que o patrão impi-
edoso martirizava brutalmente.
terça-feira, 9 de abril de 2013
Um herói :Tiradentes- Capítulo VI
Um herói Tiradentes:
Capítulo VI
Pobre, tendo perdido tudo, que havia de fa-
zer?
-Vou fazer carreira militar-disse ele.Assento
praça e contínuo a correr mundo.Para isso não é
preciso dinheiro.
Todas as vezes que aparecia um caso perigo-
so, que exigia bravura, esperteza e honestidade, já
se sabia: Tiradentes era chamado para o barulho.
Nas horas vagas continuava a estudar a sua
odontologia, a sua medicina , o seu direito, lendo e
sacudindo as pessoas.Além disso, mineirava, plan-
tava, fazia negócios.
segunda-feira, 8 de abril de 2013
Um herói: Tiradentes- Capítulo V
Um herói: Tiradentes
Capítulo V
Um belo dia, chegava ele a Minas Novas, no
caminho da Bahia.
Imaginem vocês em que meteu ele! Um pa-
trão castigava estupidamente um escravo,e ele com-
padecido, lhe pediu que não o fizesse.
Palavras puxa palavra, o moço Tiradentes, que tinha uns vinte anos, deitou o braço no patrão,
em defesa de um pobre negro que não conhecia
Tiradentes foi preso e acabou perdendo a sua
tropa com as despesas da justiça.
Ele era em moço o que fora quando criança:
bom e bravo.Não tolerava a ruindade, amparava os
fracos e não tinha medo de nada nem de ninguém.
domingo, 7 de abril de 2013
Um herói:Tiradentes- Capítulo IV
Um herói: Tiradentes- capítulo IV
Joaquim José perdeu a mãe aos nove anos e o
pai aos quinze.Que havia de fazer?Precisava de agenciar a sua vida e não gostava de ficar parado.
Desejava ver o mundo , correr terra ,conhecer lu-
gares mais adiantados.
Ficou na fazenda algum tempo ,até que dei-
xasse os irmãos arrumados, mas depois, juntando
uns cobres, comprou uma tropa de animais e resol-
veu fazer transportes e negociar.Levaria produtos
de sua terra para outros lugares, principalmente
Vila Rica e Rio de Janeiro, e, assim viajaria muito
e ganharia dinheiro.
Dessa maneira, correu e percorreu a nossa terra, palmo a palmo, levando e trazendo coisas,
notícias , idéias.
Conversas com os lavradores, mineradores,
negociantes, operários de todos os ofícios que en-
contrava na sua caminhada, e, como era inteligente,
aprendeu muitas coisas.
sexta-feira, 5 de abril de 2013
Um herói: Tiradentes- Capítulo III
Um herói: Tiradentes
Capítulo III
Naquele tempo,não havia escolas superiores
em nosso país, a não ser para formar sacerdotes, e
o pequeno Joaquim José , que não queria ser padre,
resolveu aprender por si as coisas que queria.
Observou como os dentistas trabalhavam, comprou livros, praticou e fez-se dentista.
O seu padrinho era médico.Pois bem.Joa-
quim José desandou frequentar a casa do padrinho,
lendo os livros dele, discutindo com ele e, dentro
em pouco, estava curando tão bem como ele.
-Compadre Domingos, dizia o médico, que
se chamava Sebastião Ferreira Leitão- o meu afi-
lhado vai longe.O diabo do pequenino advinha
coisas que eu não sei.
-Tem razão,Doutor- respondeu-lhe, certa vez
Domingos.Ele merecia bem seguir uma carreira ,
mas não posso dispensá-lo.Ele é a alma da fazenda.
Entende de mineração, trabalha na carpintaria, faz-
se de ferreiro,amansa cavalo bravo.Não podemos
passar sem ele. Os próprios escravos o adoram, por
que cuida deles com carinho. Por causa dele, os meus escravos nunca são castigados.E os seus ir -
mãos pequeninos?Eles lhes serve de mãe, pois subs-
titui a mãe que Deus levou.
quinta-feira, 4 de abril de 2013
Um herói: Tiradentes- Capítulo II
Capítulo II
Joaquim José da Silva Xavier era o nome to-
do menino e, como se vê , devia ser um diabrete vi-
vo e incansável .Não parava um momento.Muito curioso, queria aprender tudo.Muito metediço, não
havia coisa que não se metesse.Muito ativo, não sa-
bia o que era preguiça.Onde quer estivesse,havia
discussão e movimento,porque sabia agitar o seu
mundo.
Criança ainda, era ele o que resolvia as prin-
cipais dificuldades da fazenda.Fazer uma conta de-
pressa, escrever uma carta, dar um recado, pegar
um cavalo arisco, consertar uma fechadura, tapar
uma goteira, apanhar lenha, tudo fazia com desem-
baraço e boa vontade.
Era bom , e todos gostavam dele,principal-
mente os humildes.
Um dia, como um escravo chorasse de dor
de dente , disse-lhe:
-Deixe estar que eu lhe tiro esse malvado.
Dito e feito.Tirou-lhe o dente com uma habi-
lidade grande.
Dente aqui, dente ali, acabou por aprender
melhor a arte do que o dentista da terra, e, por isso,
dentro de pouco tempo, todo mundo passou a cha-
má-lo Tiradentes.
quarta-feira, 3 de abril de 2013
Um herói: Tiradentes-Capítulo I
Um herói: Tiradentes
I
Um dia , já faz duzentos anos, D.Antônia dis-
se a Seu Domingos:
-Domingos, que é de Joaquim?
D. Antônia era mulher de seu Domingos.Ti-
nham eles uma fazenda em São João d'El Rei, na
Capitania de Minas Gerais,e nela viviam com seus
filhos.Eram sete:cinco meninos e duas meninas.Os
dois mais velhos estudavam para padre.O quarto
chamava-se Joaquim José.
-Domingos, que é de Joaquim?
O seu Domingos estava acostumado a ouvir
aquela pergunta,porque a mulher lhe fazia muitas
vezes no dia, desde que o pequeno Joaquim José
começou a andar e pôde dar as suas voltas.
- Domingos, que é de Joaquim?
O seu Domingos , que examinava uns miné-
rios, respondeu-lhe impaciente:
-Onde há de estar?Rodando por aí.Já o vi
ajudando a ferrar cavalos; depois trabucou com o
carpinteiro no conserto do carro; esteve no palhei-
ro, lendo o livro que o padrinho lhe trouxe:por úl-
timo , estava com os escravos na mineração...
segunda-feira, 1 de abril de 2013
Pinóquio- Vídeo do You tube
Pinóquio - YouTube
12/05/2011 - Vídeo enviado por mundotodolivroEste desenho animado é parte integrante de alguns produtos da editora Todolivro. Consulte nosso site ...- Mais vídeos para pinóquio »
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