sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Vermelha de Vergonha



          Ainda estou vermelha de vergonha, sinto o rosto queimar; Preciso me acalmar;Mas se alguém me acompanha vou minha história contar.
          Tudo começou quando ganhei de presente uma carteira diferente, Fiquei empolgada, queria enchê-la de trocados.



          Enquanto papai o carro lavava, eu o ajudava; Assim umas moedas sempre ganhava. E minha carteira estufava.
          De repente virou mania:
          Quanto mais tinha, mais eu queria.
          Por mais dinheiro querer, acabei por feio fazer.


          Um dia , com o lucas fui brincar, brinquedos havia  no quarto inteiro; Mas senti sede, e água fui tomar e vi na mesa muitas notas de dinheiro.
          Pense: se uma dessas eu levar minha carteira cheia vai ficar. Puxei uma e no bolso escondi e para casa corri.



          Ao chegar fui logo mostrando:
          - Veja o que a mãe do Lucas me deu!
          Mamãe olhou com espanto e minha trama percebeu.
          Por que será que a mãe da gente sempre sabe quando criança mente ?
          - Mentira tem perna curta, e tudo que se furta será logo descoberto, e deixará o esperto boquiaberto.



          Com a mãe do Lucas, mamãe foi conversar e num instante da verdade ficou a par; Da mentira se certificou!
          Mamãe chamou e bem séria disse assim:
          -Filha, o que não era seu você pegou e ainda mentiu para mim.

 

          Quando papai chegou veio falar comigo;
          Mas bravo não ficou. Foi conversa de amigo:
          _ Filha , nós somos do Senhor Jesus, por isso não podemos mentir e jamais pegar as coisas dos outros. Deus sempre nos dá tudo o que precisamos. A Bíblia nos diz que Jesus ama a verdade, e nós devemos amá-la também. Agora pegue o dinheiro e vá devolver.


          Eu tinha de ir; Não havia saída; A mentira eu ia admitir e uma bronca seria merecida.
          Toquei a campainha da casa do lucas, devolvi o dinheiro e pedi mil desculpas, mas nem bem terminei, saí correndo para não chorar.
          Aprendi a lição.
          Ainda estou vermelha de vergonha, sinto o rosto queimar; meu coração parece que apanha, mas já posso me acalmar.

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