sexta-feira, 30 de novembro de 2012

É da nossa Conta


Depois de São Paulo, Brasília, Curitiba, Fortaleza e Salvador, é a vez de Belém e Teresina dizerem não ao trabalho infantil em ação de lançamento da campanha É da nossa conta! Trabalho Infantil e Adolescente

Créditos: Viração
Layane Silva, Danielle Reis, Ana Paula Rodrigues e Robson Oliveira, adolescentes e jovens comunicadores de Belém*
Vânia Correia, educomunicadora da Viração
Na última quarta-feira (28), a campanha É da nossa conta! Trabalho Infantil e Adolescente chegou ao fim de seu circuito de sete lançamentos pelo Brasil. Após passar pelas cidades de São Paulo (SP), Brasília (DF), Curitiba (PR), Fortaleza (CE) e Salvador (BA), a campanha desembarcou em Belém (PA) e Teresina (PI), simultaneamente.
As organizações parceiras da campanha na articulação das ações de lançamento locais, Cedeca Emaús, em Belém, e Ação Social Arquidiocesana, em Teresina, mobilizaram um grupo de cerca de 30 adolescentes que foram, cada um em sua cidade, os protagonistas das ações. Ambas as articulações locais tiveram o apoio e coordenação da Viração Educomunicação, responsável pela produção de conteúdo adolescente e jovem para a campanha.
Os adolescentes do Movimento República de Emaús, de Belém, descrevem sua participação nos dias anteriores à ação: “No primeiro dia planejamos nossa formação, visitamos escolas para apresentar uma peça sobre abuso sexual e falamos também de trabalho infantil. O segundo dia foi de formação e organização do lançamento. A educadora Elis propôs diversas dinâmicas e facilitou a formação de uma forma animada conjuntamente com grupo.”
Em Teresina, as atividades envolveram adolescentes do Projeto Canguru. “Durante a oficina de formação com os adolescentes, pudemos conversar sobre o tema, apresentar a campanha e possibilitar o contato com os materiais”, relata a educomunicadora da Viração, Vânia Correia.

Créditos: Viração
Para ajudar na divulgação da ação em Teresina, Vânia Correia participou de uma entrevista, na manhã terça-feira (27), na Rádio Pioneira, uma das mais ouvidas na cidade. Por cerca de meia hora, pode falar sobre a campanha, convidar para o lançamento, divulgar o site da campanha e discutir questões relacionadas ao trabalho infantil.
É chegado o dia da ação de lançamento nas duas cidades. Em Belém, rostos pintados, jornal humano a postos, letras de músicas compostas especialmente para a ação, os adolescentes paraenses estavam prontos. O lançamento contou com rodas de capoeira, roda de conversa com crianças e adolescentes da comunidade de Bengui na Escola Cidade Emaús, andança pelas ruas da comunidade com distribuição dos materiais da campanha e muita interação.
Em Teresina, a ação aconteceu em frente à Escola Estadual Darcy Ribeiro, na zona leste da cidade. Animados, os adolescentes chegaram devidamente trajados com camisetas da campanha para ajudar a montar os kits com os materiais que seriam distribuídos. Pintaram os rostos e penduraram faixas e cartazes produzidos no dia anterior. Música ao vivo, artista com perna de pau, malabares e muita alegria foram combinados com a distribuição de mais de 3600 peças da campanha, abordagens e entrevistas sobre o combate ao trabalho infantil. A panfletagem e intervenções aconteceram em frente à escola, em pontos de ônibus, comércios e semáforos da avenida.
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Créditos: Viração

Para a coordenadora do Projeto Canguru, Lucineide Pinheiro, o envolvimento dos adolescentes foi o aspecto mais importante da intervenção. “A campanha traz a possibilidade de que o próprio adolescente possa difundir a temática. Além disso, ela trouxe o conhecimento necessário sobre o tema para que eles possam se tornar em agentes multiplicadores do conteúdo”, avalia.
“Para nós adolescentes da região norte, este tipo de ação é muito importante, pois nos expressamos de forma dinâmica, aprendemos e ensinamos, ganhamos e damos experiências. A região tem um Índice muito grande de trabalho infantil. Então, sair nas ruas, nas escolas, com uma maneira jovem e dinâmica, chama a atenção e abre os olhos da sociedade que convive com esta exploração infantil pouco notada e muito comum nas comunidades. Hoje foi apenas o começo de uma das batalhas por esta nobre causa. Temos por certo que muitas outras virão. Somos soldados e nossa grande arma e o ECA para melhorar nossa nação. Já é hora de dizer não ao trabalho infantil, defendendo as crianças e garantindo a infância e o futuro do Brasil”, relata jovem do Movimento República de Emaús.
Para encerrar à moda nordestina o grupo de Teresina participou de uma apresentação musical e pôde cantar e dançar para celebrar o sucesso do lançamento e o legado de luta contra o trabalho infantil que a campanha deixa na cidade. O adolescente Mateus Levi Araújo, 13, comemorou os resultados da ação. “Me senti muito feliz por ter participado e pode ajudar a conscientizar as pessoas”, diz.
*Adolescentes e jovens integrantes do Movimento republica de Emaús, de Belém (PA)

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Grécia-Letra:Messias Simão Telecesqui

      Encontrei em uma banca de revista cd de História chamado Coleção Vestibular-Aprender agora é show. E as músicas e o texto eu trabalhei em sala de aula.Vou postar a partir de hoje as letras
destas músicas




 GRÉCIA
Letra:Messias Simão Telecesqui
Música: Jonny Boy Chaves

Na Península Balcânica,
Formada pelos helenos
E foi invadida por Jônios
Aqueus, eólios e dórios

Está escrita em poemas
A origem de sua história
De autoria de Homero ,
São a Iliada e a Odisséia

A Grécia , pro seu governo.
Cidades - estados tinha
Atenas era democrata
Esparta na oligarquia

Direitos políticos na Grécia,
Somente para os cidadãos
Escravos eram para o trabalho,
Mulheres , pra reprodução

Grécia dá samba
Isso é coisa antiga
Civilização
Que marcou a nossa vida

Por falta de terras na Grécia,
Novas áreas, ocupadas
Mais cidades, fundadas
E guerras foram geradas

E a expansão gera um choque
Entre os gregos e persas
Vencendo as Guerras Médicas
Atenas é a grande potência

Imperialismo ateniense
Contrariando Esparta
Guerra do Peloponeso 
Que enfraquece a Grécia

É a vez de Alexandre , O Grande,
Rei da Macedônia
Que invade a Grécia e domina
O mundo sem cerimônia
Da Grécia veio o teatro,
Também a democracia
Presente a cultura grega
Até na filosofia.


                     Grécia dá samba
                     Isso é coisa antiga
                     Civilização
                     Que marcou a nossa vida

Sugestões de atividades:
1-Localize em um mapa Mundi :
A) Península Balcânica     b) Grécia         C) Atenas

2-A Grécia foi formada por vários povos entre eles:

_______________,_______________e_________

3- Pesquise no dicionário as seguintes palavras:
a)  democracia              b)Oligarquia

4-Marque a certa:
a) Governo Oligarquia :   (  ) Atenas  (  )Esparta
b) Governo Democrata:   (  ) Atenas   (  )Esparta

5) Pesquise sobre:
a) O tipo de governo da Grécia Hoje.
b)As obras de Homero: Iliada e Odisséia.
c) Guerras Médicas
d) Guerra dos Peloponeso
e) Alexandre, o Grande
f)Cidades -estados

6-Explique o verso abaixo:
"Direitos políticos na Grécia,
 Somente para os cidadãos
 Escravos eram para o trabalho,
 Mulheres, pra reprodução"

7- O que queriam os gregos com as Guerras Médicas e Guerra do Peloponeso?

8- Qual a influência da Grécia em nossa Cultura?











quarta-feira, 21 de novembro de 2012

As férias do carroceiro



Era uma vez, um carraceiro(*)
Que precisava de passear,
Recomendou-lhe o senhor doutor
Depois de um grande susto o carraceiro apanhar.

Deu voltas e mais voltas,
Não sabia como fazer.
Dinheiro não tinha, 
Como iria ele espairecer?

Logo encontrou uma vaca
Que se prontificou a ajudá-lo, e que lhe disse:
"Levo-te a passear, mas vai-te sair bem caro!"

Como não tinha soluções, o carraceiro começou a chorar.
 "Pobre coitado que eu sou. Ninguém me pode ajudar! Preciso de umas férias para me curar."

Ouvindo estes lamentos,
A vaca ficou a pensar,
Sugeriu-lhe um trabalho 
Na troca de o passear.


"Que trabalho será esse?"
Pensou o carraceiro,
"Que me fará ir de férias 
Sem ter que largar dinheiro!"

"Vou-te explicar devagar
O trabalho que terás que fazer.
Memoriza-o depressa,
Pois não há tempo a perder."

"Subirás para cima de mim
O meu lombo terás que limpar.
Comerás todos os bichinhos
Que me andam a incomodar."

Ouvindo a sugestão da vaca
O carraceiro bateu asas de alegria. 
"Cá vou eu de férias!
Adeus amigos! Até qualquer dia."




Lá foram numa aventura
Por esses campos fora.
Cantaram, riram e bailaram
Até ao romper da aurora.

Visitaram montes, vales,
Serras, rios e ribeiras.
Amigos novos fizeram;
Passaram outras fronteiras.

Chegado o fim do passeio
Ficaram grandes amigos.
Curado ficou o carraceiro
À boleia de outros herbívoros.

Tal não foi o remédio
Que nunca mais largou.
Ainda hoje se vê pelos campos
A receita que o senhor doutor passou.





SOBRE O TEXTO

ESCRITO POR:    Rosa Rodrigues (Autor Convidado)
REVISÃO LINGUÍSTICA:    Jorge Rodrigues
ILUSTRAÇÕES:     Rosa Rodrigues
IMAGENS:      Pedro Salgado
APLICADO NOVO ACORDO ORTOGRÁFICO DA LÍNGUA PORTUGUESA

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NOTAS IMPORTANTES
(*) Carraceiro corresponde à designação popular - não conhecida no dicionário da Língua Portuguesa -  para  Garça - Boieira. O Sentir as Letras ponderou a sua utilização. 

20 de novembro-Dia dos direitos internacionais das crianças


Dia dos Direitos Internacionais das Crianças.                                                        20 de Novembro


Em 20 de Novembro de 1959, a ONU fez a Declaração dos Direitos da Criança, com 10 artigos:

1- A criança deve ter condições para se desenvolver física, mental, moral, espiritual e socialmente, com liberdade e dignidade.
2- A criança tem direito a um nome e uma nacionalidade, desde o seu nascimento.

3- A criança tem direito à alimentação, lazer, moradia e serviços médicos adequados.
4- A criança deve crescer amparada pelos pais e sob sua responsabilidade, num ambiente de afecto e de segurança.

5- A criança prejudicada física ou mentalmente deve receber tratamento, educação e cuidados especiais.

6- A criança tem direito a educação gratuita e obrigatória, ao menos nas etapas elementares.

7- A criança, em todas as circunstâncias, deve estar entre os primeiros a receber protecção e socorro.

8- A criança deve ser protegida contra toda forma de abandono e exploração. Não deverá trabalhar antes de uma idade adequada.
9- As crianças devem ser protegidas contra prática de discriminação racial, religiosa, ou de qualquer índole.
10- A criança deve ser educada num espírito de compreensão, tolerância, amizade, fraternidade e paz entre os povos.
Mas passado meio século, estes direitos continuam a não ser respeitados. 

Amar-Carlos Drumond Andrade


Amar – Carlos Drummond de Andrade (com vídeos)


Amar – Carlos Drummond de Andrade (com vídeos)
Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o cru,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho,
 e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa,
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.
Carlos Drummond de Andrade )
(Poema digitado e conferido por mim mesmo em 17 de novembro de 2012, publicado em  Antologia Poética – 12a edição - Rio de Janeiro: José Olympio, 1978, ps. 163 e 164)  
Leia mais Drummond

Nossa Escola foi destaque no blog da Educação



Vários ritmos, diferentes aprendizados

21/11/2012

Durante este ano, mais de 800 alunos dos ensinos fundamental e médio da Escola Estadual Professor Joaquim Nunes, em Caratinga, foram apresentados aos mais diferentes ritmos musicais. Hip Hop, MPB e Sertanejo foram alguns dos ritmos que encantaram os estudantes.
Na sala de aula, os alunos estudaram o histórico dos ritmos, o contexto social da época, seus  percussores, entre outros. Os alunos também utilizaram capas de discos antigos e recortaram gravuras que retratassem os ritmos, tudo para que eles pudessem conhecer mais a fundo a história da música, ressalta a vice-diretora da escola, Helena Sandra Cunha e Souza. “Queríamos apresentar para os alunos outros ritmos musicais para expandir o conhecimento deles”.

Durante a culminância do projeto, todas as salas foram enfeitadas. Foto: Arquivo escola
Para a aluna do 9º ano do ensino fundamental, Alexandra Rodrigues Dias Barroso, o projeto Ritmos na Escola’ foi uma oportunidade de apresentar para os estudantes novos conhecimentos. “Com o projeto aprendi mais sobre o Hip Hop, que foi o ritmo que minha turma pegou. O projeto foi muito legal, porque muita gente tinha preconceito em relação a alguns ritmos musicais e teve a oportunidade de conhecer coisas diferentes e ter a mente aberta”, conta.  A culminância da iniciativa contou com apresentações de dança de todos os ritmos.

Todos os ritmos foram apresentados para os estudantes. Foto: Arquivo Escola
Não é só por meio do ‘Ritmos na Escola’, que a música está presente na escola. Na hora do recreio, os diferentes estilos musicais estão presentes. Já nas salas de aula, com a ajuda dos professores o ensino fica mais agradável. “A professora de Inglês, por exemplo, trabalha muitas músicas em suas aulas”, destaca a vice-diretora da escola, Helena Sandra Cunha e Souza.
Município: Caratinga/ Superintendência Regional de Ensino de Caratinga
Postado em: Escola é Manchete — geaninenogueira @ 13:23

2 Comentários »

  1. Parabenizo a todos os alunos, professores, funcionarios e comunidade escolar, pelo empenho e dedicacao que contribuiram grandemente para o sucesso de mais este projeto da escola.
    É desta forma – unidos: escola & comunidade – que fortaleceremos cada vez mais a missao da escola de educar para a vida!
    ABRACO!
    Sebastiao Pedra
    Comment by Sebastiao Pedra — 21/11/2012 @ 14:00
  2. FIQUEI IMPRESSIONADO AO VER COMO A MÚSICA ENVOLVE O SER HUMANO. PARABÉNS A TODOS OS ALUNOS.
    Comment by PROFESSOR — 21/11/2012 @ 15:00
  3. Parabéns alunos e professores da Escola Estadual Joaquim Nunes.A Biblioteca Juarez Gomes Sá que pertence a escola citada acima também fez parte deste projeto.Em nosso blog: Bibliotecajuarezgomesdesaneec.blogspot.com foi publicado
    os assuntos que os alunos estavam pesquisando, fotos da feira e compartilhandomos também no facebook da Biblioteca Juarez Gomes de Sá, no twitter bibliotecaneec e no orkut. visitem nossas páginas!
    Comment by Maria Aparecida de Almeida — 21/11/2012 @ 17:52

Trabalho infantil não está relacionado apenas à pobreza


Trabalho infantil não está relacionado apenas à pobreza, dizem especialistas

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Com informações da Agência BrasilRepórter: Carolina Sarres e Edição: Carolina Pimentel  

Créditos: Antonio Rosa
A pobreza não é mais um dos principais motivos pelos quais crianças e adolescentes entram no mercado de trabalho. O desejo de comprar equipamentos eletrônicos, roupas e atividades de lazer tem estimulado a exploração do trabalho infantil. A afirmação é das autoridades que participaram do Seminário Trabalho Infantil, Aprendizagem e Justiça do Trabalho, de 9 a 11 de novembro, em Brasília (DF). A situação é resultado do crescimento econômico do país, desacompanhado da distribuição de renda e igualdade de oportunidades, conforme os especialistas. Os dados que fundamentam a conclusão são do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - que mostrou que 40% das crianças e adolescentes no mercado de trabalho não estão na linha de pobreza.
Segundo o oficial de projetos da Organização Internacional do Trabalho (OIT), Renato Mendes, enquanto o Estado não oferecer plenas condições de inclusão social, o jovem continuará tendo o mercado de trabalho informal e precário como opção. "Se o país quer entrar de vez na globalização, precisa de desenvolvimento local e sustentável", disse Mendes.  Mendes lembra que existem 12 prioridades nesse âmbito - em referência ao Dia Nacional de Combate ao Trabalho Infantil, 12 de junho. Entre elas: a municipalização de políticas públicas e a implementação de medidas para a transição entre a escola e o trabalho, além de creches para crianças até 6 anos, escola integral, cursos profissionalizantes e obrigatoriedade do ensino médio completo para jovens.  


Saúde e trabalho infantil
Outro ponto debatido foi a interpretação do trabalho infantil como questão de saúde pública. Na idade adulta, quando seriam produtivos, muitas crianças e adolescentes não terão condições de trabalhar de forma eficiente - tanto por razões físicas quanto mentais. Para a auditora fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego, em Natal (RN), Marinalva Cardoso Dantas, deve-se combater a ideia de que o trabalho dignifica a criança e que a impede de ficar nas ruas e ter acesso a atividades criminosas.

Em junho de 2013, o Brasil sediará a Conferência Internacional sobre Trabalho Infantil. A secretária executiva do Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil (FNPeti), Isa de Oliveira, informou que geralmente as reuniões devem ser precedidas por amplo processo democrático, com consultas públicas estaduais e municipais, o que, segundo ela, não está sendo feito.

Ação nacional
Se você tem desejo de contribuir com o fim da exploração de crianças e adolescentes no país, um dos caminhos é participar junto conosco da Campanha É da nossa conta! Trabalho infantil e adolescente. A ação tem o objetivo de dar visibilidade ao tema no território nacional pautando a agenda nas redes sociais. Clique aqui e descubra qual a melhor forma de participar

Revistas Brasil , costumes e lendas

       Esta revista eu utilizei no projeto: A Cultura Afro-Brasileira-fascículos 1, 5 ,6.

          *Fascículo-1 -Os baianos do  litoral do sertão- O Rio São Francisco:"O Velho Chico",Carranca de proa, o sertão seco,vaquejada,cangaço, cangaceiro,capoeira,berimbau, cerâmica 
para usar e enfeitar , o afoxé carnaval. Candomblé.



* Fascículo 5- Africanos, os pernambucanos, a casa
da farinha, o frevo, o temo da Zabumba ,  o maracatu, os caboclinhos, vendedores ambulantes das ruas de Recife, o apanhador de coco , mestre Vitalino Pereira Dos Santos, os beatos.


 * Fascículo-6 - Os paulistas , congado, fandango e 
fandangueiro, João Paulino e Maria Angu, tecnicas tradicionais, umbanda, engenhos primitivos.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

História do Afoxé


História do Afoxé

Os escravos negros começaram a ser trazidos da África para o Brasil a partir de 1530 para trabalhar na lavoura, pois os índios cativos eram eficientes na extração do pau-brasil, mas não na atividade agrícola. Eles eram vendidos em escala crescente por traficantes portugueses, com lucro para ambos os lados. O preço alto do escravo africano era amortizado pelo tempo de cinco a dez anos de trabalho forçado e nos séculos XVII e XVIII, eles eram a grande massa trabalhadora da agricultura, da mineração e das atividades econômicas urbanas. Este comércio de escravos negros entre a África e o Brasil ocorreu ao longo do período colonial e até a primeira metade do século XIX.

Dominado por portugueses, espanhóis, ingleses e holandeses, o tráfico existiu desde o século XV e cresceu junto com a economia colonial no Brasil. Entre 1550 e 1850 chegaram ao país cerca de 3,5 milhões de cativos trazidos do continente africano, especialmente de Guiné, da Costa do Marfim, de Mali, do Congo, de Angola, de Moçambique e de Benin. Em 1800, cerca de 2/3 da população do país - 3 milhões de habitantes - era formada por negros e mulatos, escravos ou libertos. A inserção da população negra na sociedade se dá pelo trabalho favorecendo, dessa maneira, a convivência familiar, social e cultural. A miscigenação avança com um número cada vez maior de mulatos.

Os negros trouxeram consigo a sua própria religião candomblé e umbanda que cultua os orixás, deuses das nações africanas de língua iorubá dotados de sentimentos humanos, como ciúme e vaidade. Esta era praticada primeiramente dentro das senzalas com cantos, danças e batuques tocados ao som de atabaques (deste batuque nasceu o samba). Depois com a proibição dos senhores portugueses que consideravam o candomblé e a umbanda como feitiçaria, eles passaram a praticar sua religião em segredo dentro das matas durante a noite.

Mesmo com a perseguição da polícia o candomblé resistiu, até que na virada do século XX nasceu uma religiosidade popular em torno das irmandades fundadas pela Igreja Católica e pelos terreiros de umbanda e candomblé, que para sobreviver à perseguição, os adeptos passaram a associar os orixás aos santos católicos, no chamado sincretismo religioso. Por exemplo, Iansã é associada a Santa Bárbara; Iemanjá a Nossa Senhora da Conceição, etc. As perseguições sofridas pelo candomblé prejudicam até hoje a estimativa sobre o seu número de adeptos. Parte dos que freqüentam os cerca de 20 mil terreiros espalhados pelo país ainda hoje afirma ser católica.

Segundo o IBGE, apenas 0,4% da população (cerca de 650 mil pessoas) declarava em 1991, seguir cultos afro-brasileiros, mas a Federação Nacional de Tradição e Cultura Afro-brasileira (Fenatrab) calcula que 70 milhões de pessoas, quase a metade da população do país, têm ligação com o candomblé ou com a umbanda. No Brasil, a religião cultua apenas 16 dos mais de 200 orixás existentes na África Ocidental. Uma das festas mais conhecidas do candomblé brasileiro é a de Iemanjá, orixá feminino considerado a rainha dos mares e oceanos. Durante a comemoração - que na Bahia acontece dia 2 de fevereiro e no Rio de Janeiro na noite de 31 de dezembro -, oferendas são levadas ao mar, onde, de acordo com a tradição, Iemanjá aparece envolta em espumas para recebê-las. A Lavagem do Bonfim, em Salvador (BA), é um dos exemplos da fusão religiosa entre o catolicismo e o candomblé.

O Senhor do Bonfim, homenageado no dia 11 de janeiro, é identificado como Oxalá. Os fiéis percorrem, em cortejo, um trajeto que começa no largo da Conceição e termina na Igreja de Nosso Senhor do Bonfim. No local é realizada a lavagem simbólica das escadarias da igreja, com água perfumada e flores. Mãe Menininha do Gantuá foi uma das principais responsáveis pela difusão do candomblé no Brasil. Sediada em Salvador na Casa Branca foi a mais famosa Mãe de Santo do país. Assim como o samba (ritmo popular brasileiro) as escolas de samba que desfilam durante o carnaval no Brasil derivam da cultura negra.

A primeira manifestação carnavalesca em forma de bloco surgiu do candomblé, com o Afoxé - grupo de ogãs (tocadores de atabaques) que eram também estivadores do cais de Salvador que se reuniam para brincar o carnaval depois de liberados pela Mãe ou Pai de Santo. Em Salvador eles saem até hoje com o nome de "Filhos de Ghandi". Aqui em São Paulo também já se tornou tradição a abertura do carnaval com o Afoxé Iyá Ominibú o primeiro afoxé presidido por uma mulher no Brasil fundado em 01 de julho de 1993.

O Afoxé abre o carnaval porque é a raiz do samba e, portanto a raiz de todas as escolas de samba do Brasil e também para manter a tradição da religião limpando a avenida dos maus fluidos e liberando os filhos de santo para brincar o carnaval. O Afoxé Iyá Ominibú em 2000 homenageou os negros e sua religião nos 500 anos de Brasil com 16 alas cada uma delas representando um orixá e trazendo como abre alas um grupo de negros representando os escravos da época da colonização. O Afoxé Iyá Ominibú, se apresentou com uma bateria de 350 integrantes e também uma ala de passo marcado de 200 meninas que pertencem ao projeto Meninos do Morumbí.

Desta forma o Afoxé continua cumprindo a sua meta social colaborando com entidades filantrópicas e do governo (como a FEBEM em 1999) na árdua tarefa de tirar os menores de idade das ruas e trabalhando durante o ano todo com esses menores.

O Afoxé também vem realizando um projeto semelhante ao dos Meninos do Morumbí no Bairro da Lapa, porém com muita dificuldade devido a falta de ajuda do governo e do município. Agora o Afoxé estendeu a sua ação social, aderindo ao projeto do governo federal “Fome Zero”, e está doando cestas básicas, frutas e legumes às famílias necessitadas e carentes. Juntos com o projeto “Ação e Cidadania”, e com a colaboração do CEASA.

domingo, 18 de novembro de 2012

Biografia de Zumbi dos Palmares

Líder do quilombo dos PalmaresZumbi nasceu em 1655, em Palmares, atual estado de Alagoas. Era descendente dos guerreiros imbangalas, de Angola. Logo após o seu nascimento fora aprisionado pela expedição de Brás da Rocha Cardoso, e entregue ao Padre Antônio Melo em Porto Calvo.
Foi batizado com o nome de Francisco, aos 10 anos já escrevia português e latim. Aos 15 anos fugiu em busca de suas origens, voltou para o quilombo dos Palmares, onde adotou o nome de Zumbi. No quilombo, derrotou a expedição de Jacome Bezerra, e ferido em conflitos contra as tropas de Manuel Lopes Galvão e Domingos Jorge Velho.
Zumbi comandava as tropas do quilombo governado por Ganga Zumba. Em 1678, liderou um conflito interno, alcançou a liderança do quilombo, e combateu os portugueses durante 14 anos.
Em 1695, reuniu mais de 2000 palmarinos (nativos de palmares), e invadiu povoados de Pernambuco em busca de armas e alimentos. Antônio Soares, um dos líderes das tropas palmarinas, foi capturado e em troca de sua liberdade entregou ao bandeirante André Furtado de Mendonça, o esconderijo de Zumbi.
Zumbi foi capturado e morto em 20 de novembro de 1695.
Fontes
http://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/
http://educação.uol.com.br/biografias/ult/789u537j.htm

O coala sujo- autor desconhecido

Tudo é uma questão de costume, mas tomar banho era algo superior às forças daquele coala. A água e o sabão aterrorizavam-no e ninguém cons...