terça-feira, 30 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados

                 Capítulo VI- Final

          Passado algum tempo, o rei anunciava pelos
seus arautos, que um leão feroz devastava sua mata
e arredores de seu palácio. A quem matasse o ter-
rível leão ,daria sua filha mais velha em casamen-
to.
          Feio correu a consultar o russo- queimado,
se devia tentar tal aventura.
          -Ora! Decerto! O leão é o tal enviado por
Satã, para fazer-lhe mal.Ouça o que deve fazer.
Arranje um escudo de espelho.Tome sua lança e 
vá.Assim que o leão vir sua imagem refletida no
espelho ficará tonto.Com a mão bem firme dê-lhe
um golpe pela nuca.Com um golpe , só um , o ma-
tará.Tome cuidado para não precisar atacá-lo duas
vezes.Morto, corte-lhe a ponta da língua e deixe-
o onde cair.Guarde segredo de sua façanha.
          Feio agiu exatamente como lhe aconselhara 
o russo- queimado.
          Quando o rei soube que o leão fora encontra-
do morto, esperou que o herói  aparecesse para re-
clamar a princesa prometida.Ficou desapontado,
vendo passarem-se os dias sem que ninguém apa-
recesse.
          Porém , sentindo-se doente, pediu às três fi-
lhas que escolhessem seus maridos dentre os mem-
bros fidalgos conhecidos.
          A princesinha pediu ao pai que consentisse 
em seu casamento com Feio, o ajudante do jardi-
neiro.
          O pai, que estimava muito a filha, respeitou-
lhe a escolha, embora fosse o moço humilde,porque
fazia do moço o melhor conceito por ser honesto,
trabalhador e educado.
          As duas mais velhas escolheram dois prínci-
pes poderosos que começaram logo por declarar 
que não queriam para cunhado pessoa tão insigni-
ficante , como Feio.
          Apesar de tudo , o rei manteve sua palavra:
a princesa casaria com Feio.
          Daí depois, o rei mandou preparar um ban-
quete para o qual as aves deviam ser cacadas pe-
los seus futuros genros.
          Vestido de humilde caçador, Feio partiu ce-
do para as matas do rei, onde matou com facilidade
dezenas de aves.
          Ia retirar-se , quando se encontrou com os dois príncipes que chegavam.como não tivessem re-
conhecido, propuseram- lhe comprar as aves.
          Feio aceitou a proposta , mas exigiu recibo.
          À hora do banquete , no meio maior festa, o
rei pediu que cada um dos futuros genros contasse
sua maior aventura.
          Um deles levantou-se, tirando do bolso o to-
co da língua do leão , disse:
          -Até hoje ninguém soube quem matou o leão
que assolava as matas e arredores do palácio real.
Aguardava o momento para apresentar-me.Esta foi
a minha façanha.
          O segundo disse:
          -Tenho aventuras notáveis, mas vou contar
apenas a última que é esta: as aves , que comemos
neste jantar, foram caçadas todas por mim.Eram centenas que, com o meu certeiro, caíram uma após
outra!
          Os dois orgulhosos príncipes olharam com
desprezo  para Feio e cochichavam contra suas
noivas, o que muito fazia sofrer a princesinha.
          Levantou-se, afinal,Feio e, calado, como se
não tivesse o que dizer, olhava para todos, indigna-
do com o desprezo dos dois . Afinal disse:
          -Majestade, duas coisas interessantes tenho a
contar neste momento.A primeira é que, numa noite
esperei o leão que assolava o reino e o matei com
um golpe, um só, de minha lança.A outra é que hoje
pela manhã matei as aves que acabamos de comer, além de outras que devem encher ainda a real dis-
pensa.
          Olharam-se todos, sem compreender o que
Feio dizia, mas os dois outros fidalgos, pondo-se de
pé iam agredi-lo, quando Feio, com toda a  sereni-
dade , disse:
          -Estão aqui, Majestade , as provas do que disse: a ponta da língua do leão e o recibo da com-
pra das aves.
          Dizendo isso, arrancou a bexiga de boi que lhe cobria a cabeça, mostrando os seus formosos
cabelos de ouro.
          Todos reconheceram nele o cavalheiro mis-
terioso das cavalhadas.
          Naquela hora , ouvia-se lá fora o relincho
alegre de três cavalos.
          Acabavam de desencantar-se , transforman-
do-se em três príncipes , belos e jovens: haviam cumprido a pena de grave crime.
          No meio da confusão daquela hora,  todos
procuraram os dois príncipes noivos das duas moças
mais velhas .Haviam desaparecido, envergonhados
de sua má ação.
          Os dois jovens, que se haviam desencantado,
apaixonaram-se pelas duas princesas e casaram-se
com elas.
          Quanto ao terceiro príncipe , partiu na mes-
ma hora para o Reino de seu pai onde o aguarda-
vam o trono e uma jovem princesa para noiva.
          Feio, que se  ficou chamado  depois o prín-
cipe Maravilhoso, casou com a princesinha.Veio 
a saber de sua história, da angústia da sua velha
mãe que todos os dias, ajoelhada da pedia a Deus
que amparasse seu filho desaparecido, com o mis-
terioso cavalheiro.
          Conseguiu encontrar seus pais e irmãos, am-
parando a todos.
          Conta-se que todos foram muito felizes.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados-Capítulo V


     O afilhado do diabo ou os três cavalheiros encantados-      Capítulo V

          Passados alguns dia, Satã Segundo e os três
cavalos se dirigiram a um dos mais ricos reinos,go-
vernado por um rei poderoso e justo.
          Aí, o russo- queimado disse a Satã Segundo:
          -Ficaremos por aqui.Ninguém nos descobrirá,
porque ficaremos encantados sob a forma de pe-
dras.Deixe conosco sua roupa, suas armas e  conti-
nue sempre para frente. Encontrará um pouco dis -
tante daqui um boi morto. Tire-lhe a bexiga e cu -
bra com ela a cabeça, para esconder os seus cabe-
los, que chamam muito atenção.Vá e siga o seu
destino.Talvez o auxiliemos, se precisar de nós.
          Satã segundo seguiu à risca as recomenda-
ções de seus amigos.Ao chegar à cidade vizinha,
encontrou-se com o jardineiro do palácio do rei ,
que andava à busca de um ajudante.Simpatizando-
se com ele, o jardineiro tomou-o a seu serviço.
          No palácio, Satã Segundo conseguiu a amiza-
de de todos.
          Era trabalhador, honesto , e prestimoso.
          Achavam-no muito esquisito por não ter um 
fio de cabelo, o que o tornava muito feio. Daí o apelidaram de Feio.
          Certa vez, em que todos haviam saído para
as caçadas , Feio , julgando-se sozinho, tirou a be-
xiga que lhe cobria a cabeça e apareceu com seus
lindíssimos cabelos de ouro.
          A mais moça das filhas do rei viu-o e ficou
maravilhada com a sua beleza,mas guardou segredo
do que vira.
          Passado alguma tempo, houve no palácio im-
portantes cavalhadas às quais compareceram todos
os súditos do rei, bem como reis, príncipes, prince-
sas e fidalgos de outros reinos vizinhos.
          Feio , teve a ideia de chamar os seus amigos, e combinar com eles uma partida. E assim fez.
          À hora combinada o russo- queimado surgiu,
então, deslumbrante arreado.Feio, vestido de suas
melhores roupas, montou nele e entrou na liça, ga-
nhando todos os prêmios.
          Só a filha mais moça do rei desconfiava da-
quele cavaleiro, mas continuou a guardar seu segre-
do.
          No segundo dia, à hora das corridas,estavam
todos curiosos, quando apareceu o cavaleiro miste-
rioso, ricamente vestido, montando o melhor ani -
mal, mais garboso e valente do que todos os cava-
leiros presentes, e com aquela cabeleira dourada,
brilhando aos raios do sol.
          O rei, muito intrigado, deu ordem a um ba-
talhão que o prendesse logo depois das corridas.
          Feio não demonstrou o menor receio.Entrou
na liça e dado o sinal de partida parou avançou, ga-
nhando o prêmio.

          Agradecendo ao povo, com um sinal de cabe-
ça,o cavaleiro parou diante da princesa mais moça,
filha do rei, e, ofereceu-lhe o prêmio.De repente ,
disparou o cavalo que desapareceu nos ares, qua-
se por encanto.
          No terceiro dia, as coisas correram como nos 
dias anteriores.
          Mas o rei havia colocado, em todas as saídas,
soldados armados de baionetas, a fim de aprisiona -
rem o jovem cavaleiro.
          Feio, cujo êxito devia a seus cavalos amigos,
ganhou o prêmio pela terceira vez.Oferecendo-o à
jovem princesa, fugiu inesperadamente, sem que o 
atingissem as baionetas e o chuveiro de balas dis-
parado contra ele.
         Ninguém pode desconfiar quem era o vence-
dor dos torneios, apesar da grande curiosidade dos
fidalgos.
          Só a princesinha sabia de quem se tratava.

domingo, 28 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados-Capítulo IV


     O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados
                           Capítulo IV

          O maldito não tardou a chegar.
          Não encontrando a afilhado, adivinhou tudo.
          Correu os quartos que encontrou abertos.Não
vendo o cavalo russo- queimado, nem o branco,
compreendeu que o menino fugira.
          Montou no seu cavalo preto e saiu-lhe ao en-
calço.Como havia vento, voou até as nuvens e, lá
de cima, avistou o fujão.
          Desceu rápido e quase alcançava, quando o
russo- queimado lhe disse:
          -Depressa, solte o papelzinho branco!
          Sem se voltar, Satã Segundo atirou o papel-
zinho, e um imenso nevoeiro formou-se atrás dele.
          O diabo deu de esporas, tentou romper o ne-
voeiro, mas , quando conseguiu, Satã Segundo já
estava longe.
          De novo, o diabo julgou que pegava o afi-
lhado, mas este, a conselho do cavalo russo- quei-
mado, atirou o papelzinho azul.
          Formou-se, então, um espinheiro intranspo-
nivel.
          O diabo disse a seu cavalo preto:
          -Se conseguir passar comigo este espinheiro,
eu o desencantarei.
          -Tira-me, então , os arreios.
          Mas, ao atingirem o meio do espinheiro, o 
cavalo atirou o diabo ao chão e seguiu sozinho ao
encontro dos fugitivos.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados-capítulo III


O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados
                  Capítulo III

          Um dia, tendo o diabo de fazer uma viagem
mais longa, chamou Satã Segundo, que já era mo-
cinho e lhe disse:
         -Preciso de fazer um viagem e, como me de-
moro alguns dias, deixo com você as minhas chaves.
Pode correr todo o palácio,abrir armários e gavetas
que quiser ,mas -preste atenção!-proibo-lhe entrar
nos quartos destas três chaves.Nem tente entrar ne-
les, senão...
          Demorou-se o diabo mais de um mês em sua
viagem e, volta, recebeu de Satã as chaves , tais co-
mo as havia entregado. O menino fora fiel.
         Tempos depois, fez Satã uma segunda viagem,
entregando ao afilhado as chaves do palácio, recomendando-lhe energicamente que não entrasse 
nos quartos proibidos.
          Satã Segundo não pode conter a curiosidade.
          Dia a dia estava mais preocupado com o mis-
tério que o cercava.
          Mal o diabo partiu, decidiu -se abrir os quar-
tos, certo de que o padrinho viria a sabê- lo.
          Entrou no primeiro. Ficou deslumbrado.Era
um quarto todo forrado de cobre onde se via um ca-
valo russo-queimado , muito lindo, que comia carne
fresca.
         Abriu o segundo aposento.Mais admirado fi-
cou. O quarto  era de prata, e um cavalo branco co-
mia também carnes frescas num cocho de prata.
          Abriu o terceiro aposento  e gritou de surpre-
sa. Era todo de ouro.Um leão, de enorme juba e de
olhar feroz,comia capim e não carne. No fundo, ha-
via uma escrivaninha com várias gavetas, cheias de
papeizinhos dobrados, azuis e brancos.Armas de to-
da a espécie forravam as paredes do aposento.
          Que fez Satã Segundo?Tirou o capim do co-
cho do leão e distribuiu-o entre os dois cavalos.To-
mando destes a carne, colocou- a no cocho onde co-
mia o leão.
          -Obrigado, Satã Segundo, disseram-lhe os animais , a um mesmo tempo.
          O russo- queimado, saindo de seu lugar, aproximou-se de Satã Segundo e lhe disse:
          -Não há tempo a perder.Seu padrinho está
quase a chegar e, se o encontrar aqui, não sei o que
lhe pode acontecer.Vá à escrivaninha.Tire dois pa-
péis , um azul e outro branco e vista-se com a me-
lhor roupa que encontrar . Pegue uma boa espada,
monte em mim. Leve o cavalo branco pela rédea e
saia logo, mas mergulhe, primeiro , a cabeça no
caldeirão de ouro.Depressa!Seu padrinho está qua-
se a chegar!
          Satã Segundo, trêmulo de susto, mas orienta- do pelo cavalo russo-queimado ,fez tudo num áti-
mo.
          Depois de ter molhado os cabelos , que fica-
ram lindíssimo, montou o russo- queimado e levou
a rédea o cavalo branco.
          Partiram velozmente.


          

quinta-feira, 25 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados-Capítulo II

 O Afilhado do diabo ou os três cavalos encantados

              Capítulo II

          O cavaleiro que levara o menino era o diabo,
que ouvira toda a conversa e se disfarçava daquela maneira , para levar a criança.
          O menino foi para o palácio de seu protetor,
onde nada lhe faltava.
          Logo cresceu e, muito vivo, brincava pelos
parques imensos do palácio, recebendo aulas do 
seu próprio padrinho, que revestira seu quarto de
grandes estantes, repletas dos mais belos livros .
          Satã segundo, como era chamado o menino,
começara a perceber que o palácio era isolado do 
resto do mundo.
          Suas terras pareciam não ter fim e, por mais
que andasse, não atingia nunca  outros domínios.
          Seus parques , tão belos não tinham pássaros,e a fonte que corria debaixo das grandes árvores,era silenciosa.
          E o mistério que cercava o palácio do seu 
padrinho ia, aos poucos incomodando Satã Segun-
do.

quarta-feira, 24 de julho de 2013

O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados-Capítulo I


           O afilhado do diabo ou os três cavalos encantados

                         Capítulo   I

          Reginaldo Afonso era chefe de uma numero-
sa família . Trabalhava de sol a sol, plantando legu-
mes e frutas que vendia no mercado aos domingos.
          Sua mulher, Maria , fazia todo o serviço do-
méstico, e, ajudada pelos filhos mais velhos, ia ao
mato apanhar lenha.Sábado, á noite, descascava
feijão , debulhava e empacotava o milho , amarra-
va os molhos de verduras e acomodava tudo nos
balaios , que seu marido levava às costas , para o
mercado.
          Embora trabalhassem muito , viviam na ma-
ior miséria, havendo dias em que nem pão tinham
para os filhos.
          O menorzinho, já com dois meses, deitado
em um balaio ao canto, dormia serenamente, sem dar maiores trabalhos à mãe.
          Eis que, numa noite , quando arrumava os balaios de verduras e legumes, Maria disse:
          -Olhe , marido , o tempo vai passando , e o 
nosso pequenino não foi ainda batizado.Veja se es-
colhe o padrinho entre os seus companheiros do mercado.
          -Amanhã, mulher, eu arranjo o padrinho para
o menino, ainda que seja o diabo.
          Mal acabara de falar ,parava à porta da chou-
pana de Reginaldo Afonso uma carruagem riquíssi-
ma.
          Um senhor magro, alto e bem vestido, desceu
e bateu na porta.
          Reginaldo Afonso pegou a lamparina e foi 
atender. Um vento forte apagou a luz, ficando todos
às escuras.
          Enquanto isso, o tal senhor tirou do bolso um
isqueiro e acendeu de novo a lamparina.
          -É o sr.Reginaldo Afonso?Soube que procura
um padrinho para seu filho e quero saber se me quer dar como afilhado. Sou riquíssimo, não tenho
filhos e cuidarei dele como se fosse meu próprio 
filho.Desejo levá-lo agora comigo.Em recompensa,
deixo esta bolsa de dinheiro, para remediar as suas
dificuldades do momento.A mãe , olhando o cava-
lheiro, embora triste, entregou-lhe o filho, na espe-
rança de que o menino viesse educado da melhor
maneira.
          Tomando o menino nos braços, o desconhe-
cido entrou na carruagem que partiu veloz.
          Maria levantou as mãos e disse:
          -Que Deus o proteja e o traga sempre em seus 
caminhos!

terça-feira, 23 de julho de 2013

A galinha Ruiva



          Era uma vez uma galinha ruiva, que morava com seus pintinhos numa fazenda.
          Um dia ela percebeu que o milho estava maduro, pronto para ser colhido e virar um bom alimento.
          A galinha ruiva teve a ideia de fazer um delicioso bolo de milho. Todos iam gostar!
          Era muito trabalho: ela precisava de bastante milho para o bolo.
          Quem podia ajudar a colher a espiga de milho no pé?
          Quem podia ajudar a debulhar todo aquele milho?
          Quem podia ajudar a moer o milho para fazer a farinha de milho para o bolo?
          Foi pensando nisso que a galinha ruiva encontrou seus amigos:
         - Quem pode me ajudar a colher o milho para fazer um delicioso bolo?
         - Eu é que não, disse o gato. Estou com muito sono.
         - Eu é que não, disse o cachorro. Estou muito ocupado.
         - Eu é que não, disse o porco. Acabei de almoçar.
         - Eu é que não, disse a vaca. Está na hora de brincar lá fora.
         Todo mundo disse não.
         Então, a galinha ruiva foi preparar tudo sozinha: colheu as espigas, debulhou o milho, moeu a farinha, preparou o bolo e colocou no forno.
         Quando o bolo ficou pronto ...
         Aquele cheirinho bom de bolo foi fazendo os amigos se chegarem. Todos ficaram com água na boca.
         Então a galinha ruiva disse:
         - Quem foi que me ajudou a colher o milho, preparar o milho, para fazer o bolo?
          Todos ficaram bem quietinhos. ( Ninguém tinha ajudado.)
          - Então quem vai comer o delicioso bolo de milho sou eu e meus pintinhos, apenas. Vocês podem continuar a descansar olhando.
          E assim foi: a galinha e seus pintinhos aproveitaram a festa, e nenhum dos preguiçosos foi convidado.
Fonte: www.qdivertido.com.br


  1. Galinha Ruiva - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=UXDbwUJtz4s
    17/04/2011 - Vídeo enviado por Hilarybr
    Disney A Galinha Sabida Áudio em Português de Portugal.
  2. A HISTÓRIA DA GALINHA RUIVA - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=bwrszmh6f-g
    04/10/2009 - Vídeo enviado por priscila mariano
    Vídeo com narração e imagens que contam a História da Galinha Ruiva... Escola Inf. Joias de Cristo ...



segunda-feira, 22 de julho de 2013

João e Maria- Conto infantil


          Numa casa perto da floresta vivia um
lenhador muito pobre . Ele tinha dois filhos: João e Maria.
          A mãe das crianças havia morrido e o lenhador casara de novo com uma mulher malvada.
Uma noite a mulher queixou-se ao lenhador:
          “A comida acabou e estamos sem dinheiro para comprar mais. Só há um pouco de pão para dar às crianças amanhã cedo.
          Precisamos abandonar os dois na floresta, pois não temos com que sustentá-los.
          “Abandonar?”, perguntou o lenhador, assustado.
          “Não pretendo fazer isto com meus filhos!”
          Mas a mulher, que era feiticeira, ameaçou transformar as crianças em sapos se o lenhador não concordasse.
          João e Maria ouviram a conversa. Maria começou a chorar, com medo de ficar perdida na floresta. João, que era muito esperto, teve uma ideia:
          “Vou ao quintal apanhar umas pedrinhas para marcar o caminho. Assim saberemos voltar.”
          Ouvindo isso, Maria ficou tranquila. João saiu quietinho e encheu os bolsos de pedrinhas brancas.
          Na manhã do dia seguinte João e Maria fingiram que não sabiam de nada. Quando sentaram à mesa para tomar café, a madrasta lhes disse:
          “Aqui está um pedaço de pão para cada um.           Guardem para o almoço, pois seu pai vai cortar lenha muito longe e nos vamos com ele.”
          Puseram-se todos a caminho. 0 pai e a madrasta iam na frente. As duas crianças ficaram mais para trás, e João ia deixando cair as pedrinhas enquanto andava.
          Quando chegaram ao meio da floresta, a madrasta ordenou às crianças:
          “Sentem-se aqui e comam o pão, enquanto vou com seu pai cortar lenha. Não saiam daqui até voltarmos.”
          Assim, o lenhador e a mulher se afastaram, deixando João e Maria sozinhos no mato.
          No dia seguinte as crianças foram levadas de novo para a floresta. Desta vez João não pôde ir ao quintal juntar pedrinhas brancas: a porta estava fechada com ferrolho e ele não conseguiu sair de casa. Mas deixou cair pedacinhos de pão para marcar o caminho.
          A madrasta abandonou as crianças num lugar ainda mais longe. João não se preocupava, porque tinha marcado o caminho para voltar.
          Mas, quando ele e Maria procuraram os pedacinhos de pão, nada encontraram: os passarinhos da floresta tinham comido tudo!
          “Que vai ser de nós agora?”, perguntou Maria, choramingando de medo.
“Vamos tratar de dormir”, disse João. “Amanhã daremos um jeito de voltar para casa.”
          Durante três dias e três noites as crianças vagaram pela floresta, sem achar o caminho de casa. onde havia uma casinha.
          A casinha era feita de pão-de-ló, com telhado de chocolate e janelas de pão-de-mel. João e Maria puseram-se a comer a casa, até que uma voz gritou lá de dentro:
          “Quem rói minha casinha?”
          Mas, no dia seguinte, tudo mudou. A velha chamou os dois para irem ver o estábulo, e fechou João lá dentro!
          Fique ai até virar um leitãozinho bem gordo para  eu comer”, disse a velha, que era uma feiticeira.
          “E você”, continuou a velha, falando com Maria, terá que cozinhar e fazer todo o serviço da casa!”
          Maria ficou muito assustada e tratou de obedecer.
          Todos os dias a velha obrigava Maria a levar comida para o irmãozinho. Depois perguntava se João já tinha engordado. Como a velha não enxergava bem, Maria dizia que ele ainda estava muito magrinho.
          A velha cansou de esperar que João engordasse. Um dia resolveu esquentar bem o forno e disse para Maria:
          “Vou assar pão. Ponha sua cabeça 1á’ dentro para ver se o forno já está bem quente.”
          “Minha cabeça não cabe aí dentro!”, respondeu Maria.
          “Ora, cabe até a minha que é maior!”, disse a velha.
          Maria fingiu que não acreditava. Quando a velha meteu a cabeça no forno para mostrar como cabia, a menina deu-lhe um empurrão e fechou a velha lá dentro!
          Depois, mais que depressa, pegou a chave do estábulo e correu a soltar o irmãozinho.
          Maria contou a João que a velha escondia um tesouro embaixo da cama. Os dois puseram tudo num cofre e em seguida fugiram levando as riquezas da bruxa.
          Depois de andar muito pela floresta, João e Maria chegaram em casa. Encontraram o pai no quintal, chorando de saudade deles. Os três se abraçaram, contentes por estar juntos novamente.
João e Maria mostraram ao pai o tesouro que haviam trazido, com o qual não faltaria mais comida.
          O pai contou então que a madrasta tinha caído no rio e morrera afogada. Assim os três nunca mais se separaram e viveram sempre felizes.
FIM
Fonte: www.virtualbooks.com.br

  1. Filme João e Maria Dublado - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=JmOLusnK4yU
    23/04/2011 - Vídeo enviado por Makiyama Sandra
    João e Maria Parte 3by nanazinhah23 259,362 views · 1:47:44 ...JOÃO e MARIA 1988 (Legendado ...
  2. João e Maria na Floresta - YouTube

    https://www.youtube.com/watch?v=m9ffMUSU5rM
    17/04/2011 - Vídeo enviado por Hilarybr
    Disney (Hansel & Gretel) Áudio em Português de Portugal.
  3. João e Maria - Na Floresta - YouTube

    www.youtube.com/watch?v=HCq8qYwJWWk
    26/04/2012 - Vídeo enviado por ian soares
    Desenho que mostra a história de João e Maria passeando pela floresta. ... como posso adquirir este ...

O coala sujo- autor desconhecido

Tudo é uma questão de costume, mas tomar banho era algo superior às forças daquele coala. A água e o sabão aterrorizavam-no e ninguém cons...