quarta-feira, 10 de julho de 2013

A Bela e a fera



Adaptado dos contos dos irmãos Grimm
          Há muitos anos, em uma terra distante,viviam      um mercador e suas três filhas.A mais jovem era a
 mais linda e carinhosa, por isso era chamada de
 "BELA".
          Um dia, o pai teve de viajar para longe a negócios. Reuniu as suas filhas e disse:

— Não ficarei fora por muito tempo. Quando voltar trarei presentes. O que vocês querem?
          As irmãs de Bela pediram presentes caros,
 enquanto ela permanecia quieta.
          O pai se voltou para ela, dizendo :
— E você, Bela, o que quer ganhar?
— Quero uma rosa, querido pai, porque neste país elas não crescem, respondeu Bela, abraçando-o for-
te.
          O homem partiu, conclui os seus negócios, pôs-se na estrada para a volta. Tanta era a vontade
 abraçar as filhas, que viajou por muito tempo sem
 descansar. Estava muito cansado e faminto,quando,  a pouca distância de casa, foi surpreendido, em uma mata, por furiosa tempestade, que lhe fez perder o
 caminho.
          Desesperado, começou a vagar em busca de uma pousada, quando, de repente descobriu ao lon-
ge uma luz fraca. Com as forças que lhe restavam
 dirigiu-se para aquela última esperança.
Chegou a um magnífico palácio, o qual tinha o portão aberto e acolhedor. Bateu várias vezes, sem
 resposta. Então, decidiu entrar para esquentar-se e
 esperar os donos da casa. O interior,realmente, era
 suntuoso, ricamente iluminado e mobiliado de
maneira esquisita.
          O velho mercador ficou defronte da lareira para enxugar-se e percebeu que havia uma pessoa,
com comida quente e vinho delicioso.

Extenuado, sentou-se e começou a devorar tudo. Atraído depois luz que saía de um quarto vizinho,
 foi para lá, encontrou uma grande sala com uma
 cama acolhedora, onde o homem se esticou,
adormecendo logo. De manhã, acordando, encontrou vestimentas limpas e uma refeição farta.
 Repousado e satisfeito, o pai de Bala saiu do pa-
lácio, perguntando-se espantado por que não
havia encontrado nenhuma pessoa. Perto do portão viu uma roseira com lindíssima rosas e se lembrou
da promessa feita a Bela. Parou e colheu a mais
 perfumada flor. Ouviu, então, atrás de si um
rugido pavoroso e, voltando-se, viu um ser monstruoso que disse:
— É assim que pagas a minha hospitalidade, roubando as minhas rosas?
           Para castigar-te, sou obrigado a matar-te!
          O mercador jogou-se de joelhos, suplicando-lhe para ao menos deixá-lo ir abraçar pela última
 vez as filhas. A fera lhe propôs, então , uma troca:
 dentro de uma semana devia voltar ou ele ou uma
de suas filhas em seu lugar.
          Apavorado e infeliz, o homem retornou para casa, jogando-se aos pés das filhas e perguntando-
lhes o que devia fazer. Bela aproximou-se e lhe
disse:
— Foi por minha causa que incorreste na ira do monstro. É justo que eu vá...
          De nada valeram os protestos do pai, Bela estava decidida.Passados os sete dias, partiu para
 o misterioso destino.
          Chegada à morada do monstro, encontrou tudo como lhe havia descrito o pai e também não
 conseguiu encontrar alma viva.
          Pôs-se então a visitar o palácio e, qual não foi a sua surpresa,quando, chegando a uma extraor-
dinária porta, leu ali a inscrição com caracteres
 dourados: "Apartamento de Bela".Entrou e se en-
controu em uma grande ala do palácio, luminosa e
esplêndida. Das janelas tinha uma encantadora vista do jardim.
Na hora do almoço, sentiu bater e se aproximou temerosa da porta.
Abriu-a com cautela e se encontrou ante de Fera. Amedrontada,retornou e fugiu através das salas.
 Alcançada a última, percebeu que fora seguida
 pelo monstro. Sentiu-se perdida e já ia implorar
piedade ao terrível ser, quando este, com um grunhido gentil e suplicante lhe disse:
— Sei que tenho um aspecto horrível e me descul-
po; mas não sou mau e espero que a minha compa-
nhia, um dia, possa ser-te agradável. Para o momen-
to, queria pedir-te, se podes, honrar-me com tua
 presença no jantar.
          Ainda apavorada, mas um pouco menos temerosa, bela consentiu e ao fima da tarde que
compreendeu que a fera não era assim malvada.
Passaram juntos muitas semanas e Bela cada dia se sentia afeiçoada àquele estranho ser, que sabia
 revelar-se muito gentil,culto e educado.

          Uma tarde , a Fera levou Bela à parte e, timidamente, lhe disse:
— Desde quando estás aqui a minha vida mudou. Descobri que me apaixonei por ti. Bela, queres
 casar-te comigo?
          A moça, pega de surpresa, não soube o que responder e, para ganhar tempo, disse:
— Para tomar uma decisão tão importante, quero pedir conselhos a meu pai que não vejo há muito
tempo!
          A Fera pensou um pouco, mas tanto era o amor que tinha por ela que, ao final, a deixou ir,
 fazendo-se prometer que após sete dias voltaria.

          Quando o pai viu Bela voltar, não acreditou nos próprios olhos, pois a imaginava já devorada pelo monstro. Pulou-lhe ao pescoço e a cobriu de
 beijos. Depois começaram a contar-se tudo que
acontecera e os dias passaram tão velozes que Bela não percebeu já haviam transcorridos bem mais de
 sete.Uma noite , em sonhos, pensou ver a Fera
 morta perto da roseira.Lembrou-se da promessa e
 correu desesperadamente ao palácio.
          Perto da roseira encontrou a Fera que morria.
Então, Bela a abraçou forte, dizendo:
— Oh! Eu te suplico: não morras! Acreditava ter por ti só uma grande estima, mas como sofro, perce-
bo que te amo.
          Com aquelas palavras a Fera abriu os olhos e soltou um sorriso radioso e diante de grande espan-
to de Bela começou a transformar-se em um esplên-
dido jovem, o qual a olhou comovido e disse:
— Um malvado encantamento me havia preso naquele corpo monstruoso. Somente fazendo uma
moça apaixonar-se podia vencê-lo e tu és a esco-
lhida. Queres casar-te comigo agora?
          Bela não fez repetir o pedido e a partir de então viveram felizes e apaixonados.
Fonte: www.educacional.com.br

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