segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Uma verdadeira história:Tobias- 2ª parte



































       Uma verdadeira história: Tobias-2ª parte

          Um dia, depois de ter passado a noite inteira
a sepultar os mortos, voltava para casa , quando se
recostou num muro para descansar.Ali adormeceu.
Durante o sono, ficou cego. 
          Impossibilitado de trabalhar, vivia Tobias
agora sustentado por sua mulher, que tecia linho
para manter o lar.
          Neste mísero estado,continuou Tobias sem-
pre fiel ao senhor.
          Um dia chamou seu filho que também se
chamava Tobias e disse-lhe:
           -Emprestei há muito tempo dez moedas de
prata a Gabel que mora na Média,bem longe daqui.
Eis o documento.Apresente-lho e diga-lhe que esta-
mos na maior miséria, e, se puder, envie-me o di -
nheiro.O caminho é áspero e longo.Procure um 
amigo fiel que o possa guiar.
          O moço Tobias saiu logo à procura de al -
guém e encontrou outro moço, pronto para partir
para aquelas paragens.
          Tobias ignorava que o jovem era um anjo 
do senhor, que se disfarçava para lhe servir de 
companhia, e perguntou-lhe:
          -Conhece o caminho que conduz à Média?
          -Oh!E muito!Conheço bem o caminho de que
fala e conheço também Gabel, pois já morei na casa
dele.
          Tobias recebeu a bênção de seus pais, partiu
com o anjo e andaram , andaram muito.
          Com os pés doloridos e inchados de tanto an-
dar, Tobias parou à beira do Rio Tigre e mergulhou
os pés nas águas frias, mas um peixe monstruoso  o
atacou. 
          -Segure-o pelas guelras e puxe-os para a mar-
gem do rio.
          -Abra-o e tire-lhe o fel, é ótimo remédio- re-
comendou-lhe, outra vez, o companheiro.
          Os dois fizeram juntos o trabalho, e tendo
guardado com cuidado o fel, continuou a viagem.

          

          Chegando a uma cidade, o anjo disse a To-
bias:
          -Aqui mora um parente seu, que tem uma
filha formosa e boa, que se chama Sara.Peça-lhe
em casamento a seus pais.
          Tobias fez o que o anjo lhe aconselhara.
          Foi recebido com alegria em casa de seu pa-
rente, que lhe deu hospedagem por muitos dias e
também lhe deu a filha em casamento.
          Enquanto se celebravam as festas de núpcias,
o anjo continuou sozinho a viagem e recebeu o di-
nheiro de Gabel.
          Prolongando-se a ausência de Tobias, por causa do casamento, seus pais se inquietaram.
          Muitas vezes ao dia, sua mãe subia ao alto de
um monte e alongava os olhos pelos caminhos dis -
tantes, para ver se o descobria.
          Finalmente um dia, avistou-o bem longe e 
correu a dar a notícia a seu marido.
          O cão do velho casal compreendeu a alegria
de sua dona, e foi à sua frente, como se quisesse dar
ao pai a boa nova da vinda do filho.
          Sacudia a cauda em sinal da alegria, latindo
de satisfação.
          Por sua vez, o pai também compreendeu a alegria do cão.Levantou-se e foi levado à mão por
um menino ao encontro do filho.
          Abraçaram-se, chorando de alegria.
          Ao entrar em casa, deram graças a Deus pelo
retorno de Tobias e pelos benefícios recebidos na
viagem.
          Só depois disso, Tobias tirou o fel do peixe
e passou-o nos olhos de seu pai, que recobrou a vis-
ta no mesmo instante.
          Após sete dias, chegou Sara com sua comiti-
va.Vários camelos carregavam seus ricos presentes.
          O anjo, nessa hora, dando-se a conhecer,dis-
se-lhe;


          -Louve a Deus do céu e da terra e agradeça-
lhe a bondade que Ele usou para com você.Quando
seu pai sepultava os mortos e pedia com lágrimas a
proteção de Deus, era eu quem apresentava suas
orações ao Senhor.O Senhor mandou-me aqui para
acudir ao velho Tobias , que nunca deixou de acu-
dir aos outros.Eu sou o anjo Rafael, um dos sete anjos que cercam o Senhor.
          Ficaram todos assustados, ouvindo tais pala-
vras.
          Trêmulos, cairam com os rostos no chão.
          E o anjo disse:
          -A paz seja com vocês.Não tenham medo.
          Dito isto, o anjo desapareceu.Então todos,
prostrados no chão, bendizeram o Senhor.
          Tobias viveu ainda muitos anos santamente e,
assim, viveram seu filho Tobias, sua nora e todos os de sua geração.

    

sábado, 28 de dezembro de 2013

Uma história verdadeira:Tobias-1ª parte



    Uma história verdadeira: Tobias
               1ª parte


          Há muitos, muitos anos, antes de nascer Je-
sus, havia em Israel um rei ímpio.Deus avisara-o
várias vezes através de seus profetas, de que havia
de castigá-lo, mas em vão.
          Tantas praticou que um rei vizinho, da As-
síria, invadiu seu reino, levando-o e a todo seu po-
vo como escravos.Na Assíria. os homens de Israel
sofreram a mais dura escravidão.Não tinham mui-
to, eram castigados constantemente e assassinados
por qualquer motivo.Seus corpos eram lançados 
nos campos desertos e devorados pelos urubus.
Ninguém podia dar-lhes sepulturas, sob pena de castigos cruéis.
          Foi nas piores horas desse cativeiro que apa-
receu um homem bom.Chamava-se Tobias.Fora educado na devoção de Deus e, desde menino,mui-
to querido de todos, pela sua muita bondade. Con-
solava os aflitos, vestia os esfarrapados, dava pão
aos famintos, sepultava os mortos.
          Estivesse onde estivesse, deixava o que esta-
va fazendo, mal soubesse que havia um companhei-
ro morto.Levava-o para a sua casa e aproveitava a
noite para enterrá-lo.Sabendo disso,o rei  dos as-
sírios tratou de  castigá-lo, espoliou-o de todos os
seus bens e mandou prendê-lo.Tobias conseguiu
fugir, mas não tardou que o rei assírio fosse morto.
Tobias voltou, então , à sua tarefa de ajudar seus 
compatriotas aflitos.

domingo, 22 de dezembro de 2013

Os sete cisnes selvagens

          Havia um rei que tinha onze filhos e uma filha chamada Elisa. Ao ficar viúvo, pensou em se casar outra vez e, de fato, contraiu matrimônio com uma perversa mulher, que, logo, começou a odiar os enteados.

           Maltratava-os continuadamente e tornava-lhes impossível à vida. Um dia, mandou a pequena Elisa ao campo, para que vivesse com os camponeses e conseguiu que uma bruxa transformasse os meninos em cisnes. Passaram-se os anos. Elisa, que se tornara uma belíssima donzela, voltou ao palácio. A madrasta, vendo-a tão formosa e inteligente, colocou-lhe na água do banho três sapos, para que se transformasse em moça feia, estúpida e má. Mas a bondade de Elisa era tamanha que os três horríveis bichos, ao seu contato, se converteram em três esplêndidas rosas. A madrasta, enraivecida, untou com um ungüento negro o rosto e o corpo da princesinha e emaranhou-lhe completamente os cabelos. Transformou-a de tal maneira que o pai tomou-a por uma impostora e expulsou-a do reino.

          Apenas posta fora do palácio, Elisa dedicou-se a procurar seus irmãos. Caminhava o dia inteiro, alimentava-se com frutos silvestres e passava a noite dormindo embaixo de uma árvore qualquer. Afinal, chegou a um grande rio. O sol estava se pondo e a jovem viu chegarem à margem da corrente onze cisnes alvíssimos, que possuíam cada qual a sua coroa de ouro. As aves pousaram perto dela, batendo as grandes asas e, no momento exato em que o sol desaparecia no horizonte, transformaram-se em onze garbosos rapazes. Eram seus irmãos, que a abraçaram e lhe contaram a magia feita contra eles pela bruxa, por ordem da madrasta e em virtude da qual só readquiriam a forma humana depois do por do sol. "Amanhã, iremos a um país distante", disse o mais velho, "e tu irás conosco."



          Passaram a noite inteira tecendo uma rede com a casca flexível do salgueiro e as varinhas do juncos. Quando amanheceu, nela colocaram Elisa e, sustentando com o bico as bordas da rede, saíram voando. Após muitas horas, chegaram ao longínquo país, entraram numa gruta situada no meio de um bosque e ficaram dormindo. Só Elisa vigiava, rogando a Deus o meio de salvar os irmãos. Apenas cerrou os olhos, apareceu-lhe em sonho belíssima fada, que lhe disse: "Para libertares teus irmãos do malefício de que são vítimas inocentes, tens que colher todas as urtigas que puderes, esmagá-las com teus pés até que se desprendam fibras, com as quais deverás tecer onze túnicas. Durante todo o tempo que este trabalho durar, não poderás pronunciar uma só palavra, pois, do contrário, graves desgraças recairão sobre os teus irmãos. Por último, quando as túnicas estiverem prontas, atirarás cada uma num dos cisnes-príncipes e eles votarão a ser homens para o resto da vida." Na manhã seguinte, Elisa, lembrando-se do sonho, começou o penoso trabalho.


   

          Um dia, quando estava sozinha na gruta, a tecer as túnicas, ouviu ressoar no bosque os sons de trombetas de caçar e ladrar de cães. Pouco depois, um grupo de caçadores surgiu entre as árvores. O rei do país, que fazia parte da turma de caçadores, ficou impressionado com a beleza de Elisa e decidiu casar-se com ela, embora não conseguisse nenhuma resposta às perguntas, que lhe dirigiu. Levou-a para o palácio, com ela se casando já no dia seguinte. Feita rainha, Elisa continuava tecendo as túnicas sem proferir uma única palavra, até que, afinal, todos acreditaram que era muda.


          Alguns cortesãos, invejosos do amor que o rei sentia por ela, foram dizer-lhe que a rainha não passava de uma feiticeira. Certa noite, enquanto a infeliz soberana havia descido ao jardim para colher urtigas, o rei a viu e, pensando que estava colhendo ervas maléficas, convenceu-se de que ela era mesmo uma bruxa. Embora muito magoado, entregou-a ao julgamento do povo. Este condenou a suposta feiticeira a morrer queimada. A desditosa (infeliz) moça não deixou escapar nenhuma palavra ou suspiro para mostrar sua inocência e, na escura prisão onde tinha sido encerrada, continuava tecendo as túnicas. Trabalhou também no próprio carro em que ia sendo conduzida para o suplício. Quando, porém, atravessava uma ponte que levava ao lugar da fogueira, a jovem, que havia, então, terminado as onze túnicas, viu os alvos cisnes, que nadavam lá embaixo, no rio. Proferindo, então, exclamações de júbilo, jogou as túnicas sobre as onze aves. Estas, no mesmo instante recuperaram sua figura humana e foram explicar tudo ao rei. Quando Elisa, que havia desmaiado de emoção, abriu os olhos, viu-se amparada nos braços de seu real esposo e rodeada por onze irmãos, que a levaram triunfalmente para o palácio real.




Hans Christian Andersen

As teias de ouro-Texto com atividades



           As Teias de Ouro

          Era véspera de Natal.Uma linda árvore fora
colocada bem no centro da sala de visitas de uma 
casa.Estava lindamente enfeitada com bolas de vi-
dro coloridas , grandes e pequenas.Uma estrela pra-
teada brilhava bem no alto. Lâmpadas iluminavam
a árvore e ricos presentes pendiam de seus ramos.
          A sala onde fora arrumada estava bem fecha-
da para que as crianças não vissem as belas surpre-
sas até que chegassem a hora aprazada. Nenhuma
delas sabia que ali estava a mais bela árvore de 
Natal.
          O gatinho cinzento viu quando os presentes
foram colocados nos galhos.O cachorro da casa sa-
bia de tudo e seus olhos marrons brilhavam impa -
cientes. O canário, na gaiola, também viu quando
arrumaram a árvore, mas tudo que ele podia fazer
era apenas cantar.
          Havia alguém mais que não tinha visto a bela
árvore.Era a aranha cinzenta que morava na des-
pensa .Bem que ela desejava entrar na sala, mas a
dona da casa tinha varrido e espanado tudo tão bem, que ela não teve jeito de esconder lá dentro.
          Afinal, a aranha foi falar com o Menino Je-
sus.
          -Todos os meus companheiros podem ver a
árvore de Natal, querido Menino, mas nossas teias
foram tiradas de lá e assim nos enxotaram.Gosta-
mos, nós também, de ver coisas lindas, meu Jesus.
          O menino Jesus condoeu-se da aranha.
          -Você também verá a árvore.
          No dia seguinte, bem cedo, antes que abris-
sem a porta para as crianças entrarem, todas as ara- 
nhas que estavam na despensa vieram, devagarinho,
subindo pela parede e penetraram na sala, passando
através da greta da porta.
          Lá no centro, brilhava a árvore de Natal!
Olhava e admiraram toda aquela beleza!A mãe ara-
nha, o pai, toda a família começou a subir pelos ra-
mos acima e depois voltaram felizes para o lugar
donde vieram.
          O Menino Jesus olhou ao redor para ver se 
não faltava mais nada na árvore, antes que as crian-
ças entrassem.E...viu-a toda coberta por fios cinti -
lantes de teias de aranha.Os fios tênues e belos des-
ciam, de alto a baixo, cobrindo e enfeitando, ainda
mais, os ramos da maravilhosa árvore.
          É por isso que as árvores de Natal têm fios 
dourados nos seus galhos.
(Adaptação-Extraída do livro "O grão de mostarda")

Atividades relacionadas para o texto


1- Assinale com um X as respostas certas
a) A sala ficou fechada porque:
(  )havia muitos presentes
(  )as crianças não deveriam ver a árvore.
(  )alguém poderia estragá-la.

b)Qual dos fatos abaixo prova que a aranha não ti-
nha visto a bela árvore?
(  ) Ela morava na despensa.
(  ) A dona da casa havia varrido tudo.
(  ) A porta estava trancada.
(  ) Ela não desejava ver a árvore.

c) O Menino Jesus afirmou à aranha:
 Você também verá a árvore, porque:
(  ) gostava dela.
(  ) sabia o que fazer.
(  ) ia  abrir a porta.

d)A conclusão: "É por isso que as árvores de Natal
têm fios dourados nos seus galhos" mostra que:
(  ) a história é uma lenda
(  ) a história é verdadeira.
(  ) a história é um milagre.

e) Qual dos títulos seguintes pode substituir o título
original?
a) (  ) A noite santa
b) (  ) O milagre
c) (  ) A alegria da D.Aranha

2- Responda as questões abaixo:
a) O que você entende pela expressão:"Os fios já por si belo, mais belos ficaram?


b)O autor dá para os fios da teia a qualidade de" tê-
nues".O que quer dizer esta qualidade e quais ou -
tras qualidades a teia de aranha pode ter?

c)Por que razão uma linda árvore foi colocada na sala?

d) Qual foi o meio que as aranhas usaram para che-
gar até a sala?

3- Numere de acordo:
(1) O gatinho cinzento    (  ) sabia de tudo.
(2) O Cachorrinho          (  ) Viu a arrumar a árvore
(3) O canário          (  ) assistiu colocar os presentes.
(4) Beleza da árvore ( ) Os fios das teias enfeitam.
(5) Alegria das aranhas  (  )A árvore brilhava, com 
                                       toda sua beleza .
(6) Novo aspecto da árvore  (  ) A família viu a ár-
                                            vore e sentiu feliz.



domingo, 15 de dezembro de 2013

A história das quatro velas

A história das quatro velas

Quatro velas estavam queimando calmamente.
O ambiente estava tão silencioso que podia-se ouvir o diálogo que travavam.
A primeira disse :
— Eu sou a Paz ! Apesar de minha luz as pessoas não conseguem manter-me, acho que vou apagar.
E diminuindo devagarzinho, apagou totalmente.
A segunda disse :
— Eu me chamo Fé ! Infelizmente sou muito supérflua.
As pessoas não querem saber de Deus.
Não faz sentido continuar queimando.
Ao terminar sua fala, um vento levemente bateu sobre ela, e esta se apagou.
Baixinho e triste a terceira vela se manifestou :
— Eu sou o Amor ! Não tenho mais forças para queimar.
As pessoas me deixam de lado, só conseguem se enxergar, esquecem-se até daqueles à sua volta que lhes amam.
E sem esperar apagou-se.
— Que é isto ? Vocês deviam queimar e ficar acesas até o fim.
Dizendo isso começou a chorar.
Então a quarta vela falou :
— Não tenhas medo criança, enquanto eu queimar podemos acender as outras velas, eu sou a Esperança !
A criança com os olhos brilhantes pegou a vela que restava e acendeu todas as outras. "Que a vela da esperança nunca se apague dentro de nós ..."
Colaboração: Renato Antunes Oliveira

domingo, 8 de dezembro de 2013

Um sábio :Osvaldo Cruz- Capítulo III- Final









































           Um sábio- Osvaldo Cruz- Capítulo III

          Osvaldo Cruz reuniu em Manguinhos alguns
brasileiros inteligentes e trabalhadores e começou
a prepará - los para acabar com outras doenças de
uma vez.
           Um belo dia, Rodrigues Alves foi eleito pre-
sidente do Brasil.
           Assim que foi eleito , escolheu um grupo de
brasileiros trabalhadores e capazes e, entre outros
problemas, resolveu fazer o saneamento do Rio de
Janeiro.
          Faltava um médico que se incumbisse da par-
te sanitária.Procurou que procura, acabou por achar
Osvaldo Cruz e confiou- lhe a grande tarefa.
          -Presidente- disse-lhe Osvaldo Cruz, a luta
vai ser tremenda.Teremos de contrariar os médicos,
os negociantes, os ignorantes, o malévolos,os como-
distas, e os seus inimigos políticos não perderão a oportunidade para agredi- lo.
          -Não faz mal, Doutor Osvaldo Cruz, disse-lhe o presidente.Realize o seu plano meta a cara
e não olhe para as consequências.Para isso é que
foi feito o governo.
           Osvaldo Cruz estava convencido de que a 
transmissão da febre amarela era feita por mosqui-
tos e tratou de acabar com eles.Sabia que a peste
bubônica era transmitida pelos ratos e tratou de
extingui-los.Criou um verbo novo da nossa língua:
desratizar.
          A campanha que se levantou contra ele foi
violentíssima.
          Injuriaram-no, ridicularizaram-no , insulta-
ram-no de todos os modos.
          Chegou a provocar uma revolução em que correu sangue, porque conseguiu uma lei que tor-
nava obrigatória a vacina contra varíola. 
          Dentre em pouco, porém, vencia.
          O Brasil libetara-se para sempre da  febre
amarela, vira reduzido extraordinariamente o im-
paludismo no Rio de Janeiro, passara a viver sem 
o terror da varíola e da peste bubônica.
          Osvaldo Cruz, cumprira o seu juramento de
criança.
          Lembram-se do Lombardia, que veio com 
trezentos e quarenta e voltou com cento e seis?
          Pois bem.
          Estando nos Estados Unidos e indo visitar
o Presidente da República em companhia de nos-
so embaixador Joaquim Nabuco , o Presidente 
Teodora Roosevelt revelou-lhes o receio de que
a esquadra norte-americana, em viagem para o
Pacífico , aportasse, em pleno verão, no Rio de
Janeiro.
          -Pode ficar descansado. Presidente. Garan-
to que os seus marinheiros não apanharão febre no
Brasil.
          O Presidente confiou naquele homem jovem e forte.
          A esquadra veio ao Brasil, com dezoito mil
homens, e não ocorreu um único caso de febre.
          Por causa dessa bela vida, que tanto bem trouxe ao nosso país e de tantos males o poupou,
nós podemos hoje contar uma bela história:"Era
uma vez  um país muito belo e rico, ao qual todos
tinham muito medo de ir, por causa de suas doen-
ças mortíferas, mas um bom memino que veio a 
ser um homem bom lutou de tal maneira que hoje
os povos o procuram, sem medo daquelas doenças.

(Extraído do Livro: As mais belas histórias- pág.132 -138, ed.137)

   
   

domingo, 1 de dezembro de 2013

Um sábio: Osvaldo Cruz- Capítulo II



          Um sábio: Osvaldo Cruz

              Capítulo II

          Pensem vocês que aquele juramento era uma
brincadeira de criança?
          Pois não pensem assim : crianças também tem
e palavra e Osvaldo Cruz sempre a teve.
          Terminou o seu curso secundário , entrou na Faculdade de Medicina, procurou especializar-se
no estudo dos micróbios, e , logo que pode, partiu
para Paris.
           Em Paris, em vez de passear, aperfeiçoou-se
no instituto Pasteur, salientando- se de tal modo pe-
lo seu esforço e pela sua inteligência, adquirindo
um excelente nome entre os técnicos.
          Depois de aprender tudo que queria, voltou
ao Brasil, para cumprir a sua promessa.
          Osvaldo Cruz chegou ao Brasil,mas ninguém
lhe deu importância.Era modesto. discreto, despre-
tencioso.Escondia os seus imensos merecimentos.
          Continuou a exercer a sua profissão, estudan-
do sempre, quando surgiu em Santos uma epidemia
de peste bubônica.
          O remédio para a peste era um certo soro e
não havia no Brasil quem o fabricasse.
          Que fez o nosso governo?
          Pediu ao Instituto Pasteur de Paris que nos 
enviasse técnicos para fabricar o soro, porque a epi-
demia se alastrava medonhamente.
          O Dr. Roux,diretor do Instituto, grande sá-
bio , respondeu logo:
          -Vocês tem aí o Osvaldo Cruz, que sabe, tão
bem como nós, fazer estas coisas.Aproveitem esse
moço.Não tenho no meu Instituto ninguém mais
capaz do que ele.
          Então o nosso governo chamou Osvaldo Cruz, que venceu a peste, fazendo o soro. Den-
tro em pouco, o nosso governo confiou-lhe a di-
reção de um Instituto que veio a ser nosso Man-
guinhos.

   

O coala sujo- autor desconhecido

Tudo é uma questão de costume, mas tomar banho era algo superior às forças daquele coala. A água e o sabão aterrorizavam-no e ninguém cons...