Um sábio: Osvaldo Cruz
Capítulo II
Pensem vocês que aquele juramento era uma
brincadeira de criança?
Pois não pensem assim : crianças também tem
e palavra e Osvaldo Cruz sempre a teve.
Terminou o seu curso secundário , entrou na Faculdade de Medicina, procurou especializar-se
no estudo dos micróbios, e , logo que pode, partiu
para Paris.
Em Paris, em vez de passear, aperfeiçoou-se
no instituto Pasteur, salientando- se de tal modo pe-
lo seu esforço e pela sua inteligência, adquirindo
um excelente nome entre os técnicos.
Depois de aprender tudo que queria, voltou
ao Brasil, para cumprir a sua promessa.
Osvaldo Cruz chegou ao Brasil,mas ninguém
lhe deu importância.Era modesto. discreto, despre-
tencioso.Escondia os seus imensos merecimentos.
Continuou a exercer a sua profissão, estudan-
do sempre, quando surgiu em Santos uma epidemia
de peste bubônica.
O remédio para a peste era um certo soro e
não havia no Brasil quem o fabricasse.
Que fez o nosso governo?
Pediu ao Instituto Pasteur de Paris que nos
enviasse técnicos para fabricar o soro, porque a epi-
demia se alastrava medonhamente.
O Dr. Roux,diretor do Instituto, grande sá-
bio , respondeu logo:
-Vocês tem aí o Osvaldo Cruz, que sabe, tão
bem como nós, fazer estas coisas.Aproveitem esse
moço.Não tenho no meu Instituto ninguém mais
capaz do que ele.
Então o nosso governo chamou Osvaldo Cruz, que venceu a peste, fazendo o soro. Den-
tro em pouco, o nosso governo confiou-lhe a di-
reção de um Instituto que veio a ser nosso Man-
guinhos.
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