Um sábio- Osvaldo Cruz- Capítulo III
Osvaldo Cruz reuniu em Manguinhos alguns
brasileiros inteligentes e trabalhadores e começou
a prepará - los para acabar com outras doenças de
uma vez.
Um belo dia, Rodrigues Alves foi eleito pre-
sidente do Brasil.
Assim que foi eleito , escolheu um grupo de
brasileiros trabalhadores e capazes e, entre outros
problemas, resolveu fazer o saneamento do Rio de
Janeiro.
Faltava um médico que se incumbisse da par-
te sanitária.Procurou que procura, acabou por achar
Osvaldo Cruz e confiou- lhe a grande tarefa.
-Presidente- disse-lhe Osvaldo Cruz, a luta
vai ser tremenda.Teremos de contrariar os médicos,
os negociantes, os ignorantes, o malévolos,os como-
distas, e os seus inimigos políticos não perderão a oportunidade para agredi- lo.
-Não faz mal, Doutor Osvaldo Cruz, disse-lhe o presidente.Realize o seu plano meta a cara
e não olhe para as consequências.Para isso é que
foi feito o governo.
Osvaldo Cruz estava convencido de que a
transmissão da febre amarela era feita por mosqui-
tos e tratou de acabar com eles.Sabia que a peste
bubônica era transmitida pelos ratos e tratou de
extingui-los.Criou um verbo novo da nossa língua:
desratizar.
A campanha que se levantou contra ele foi
violentíssima.
Injuriaram-no, ridicularizaram-no , insulta-
ram-no de todos os modos.
Chegou a provocar uma revolução em que correu sangue, porque conseguiu uma lei que tor-
nava obrigatória a vacina contra varíola.
Dentre em pouco, porém, vencia.
O Brasil libetara-se para sempre da febre
amarela, vira reduzido extraordinariamente o im-
paludismo no Rio de Janeiro, passara a viver sem
o terror da varíola e da peste bubônica.
Osvaldo Cruz, cumprira o seu juramento de
criança.
Lembram-se do Lombardia, que veio com
trezentos e quarenta e voltou com cento e seis?
Pois bem.
Estando nos Estados Unidos e indo visitar
o Presidente da República em companhia de nos-
so embaixador Joaquim Nabuco , o Presidente
Teodora Roosevelt revelou-lhes o receio de que
a esquadra norte-americana, em viagem para o
Pacífico , aportasse, em pleno verão, no Rio de
Janeiro.
-Pode ficar descansado. Presidente. Garan-
to que os seus marinheiros não apanharão febre no
Brasil.
O Presidente confiou naquele homem jovem e forte.
A esquadra veio ao Brasil, com dezoito mil
homens, e não ocorreu um único caso de febre.
Por causa dessa bela vida, que tanto bem trouxe ao nosso país e de tantos males o poupou,
nós podemos hoje contar uma bela história:"Era
uma vez um país muito belo e rico, ao qual todos
tinham muito medo de ir, por causa de suas doen-
ças mortíferas, mas um bom memino que veio a
ser um homem bom lutou de tal maneira que hoje
os povos o procuram, sem medo daquelas doenças.
(Extraído do Livro: As mais belas histórias- pág.132 -138, ed.137)
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