terça-feira, 3 de julho de 2012

A pequena vendedora de fósforos

                                           A pequena vendedora de sonhos

                                                           Hans Cristian Andersom


          Estava um frio terrível,a noite caia e estava escuro, era a última noite do ano.

.
          Mesmo estando frio ,uma pobre menina de pés no chão e cabeça descoberta,caminhava pelas coberta,caminhava pelas ruas.

          Quando saiu de casa trazia chinelos tão grandes para seus pequenos pezinhos, eram os antigos chinelos de sua mãe.

          A menina os perdera quando escorregara na estrada, onde duas carruagens passaram depressa sacolejando,um dos chinelos não foi encontrado , e um  menino se apoderara do outro e fugia 
 e correndo.
          A menina caminhava com os pés nus,já vermelhos e roxos de frios.
          Dentro de um avental velho carregava uma caixa de fósforos, e um feixinho deles na mão. Niguém lhe comprara nenhum naquele
dia,e ela não ganhara sequer um níquel.Sentindo muito frio, ia quase de rastros a menina.
          Os flocos de neve cobriam os longos cabelos,  luzes brilham em  todas as janelas e enchia o ar com um cheiro delicioso de ganso
  assado,pois era véspera de ano novo.

          Numa esquina formada por duas casas , uma das quais avançava mais a menina ficou sentada , levantava os pés, mas 
 sentia um frio ainda maior

          Não queria voltar para casa sem vender sequer um fósforo, pois  o pai a espancaria, suas mãozinhas estavam duras de frio.

          Ah!Bem que um fósforo lhe faria bem ,se ela pudesse tirar só um embrulho, riscá -lo na parede e aquecer as mãos na luz !

          Tirou um: troc! O fósforo lançou faiscas, acendeu.Que luz maravilhosas!Com aquela chama acesa a menina imaginava que
 estava sentada  diante de um grande fogão polido, com lustrosa
 base de cobre.
          Como o fogo ardia! Como era confortável ! Mas a pequena chama se apagou.O fogo despareceu  e ficaram nas suas mãos 
 apenas fósforos queimados.

          Acendeu outro fósforo e agora viu uma mesa estendida com uma toalha branca,um ganso recheado de maçãs e ameixa e a comida vinha em sua direção.O  Fósforo se apagou e ficou apenas a parede úmida e fria.
          Acendeu outro fósforo e se viu sentada embaixo de uma linda árvore de natal enfeitada. Mas de repente o fósforo apagou-se e as
 luzes de natal subiam mais alta e caiam.
          "Alguém está morrendo"pensou a menina,pois a sua vovó a
  única que pessoa que amara e agora estava morta lhe dissera que
 que quando uma estrela caía, uma alma subia.
          Quando riscou outro fósforo, a avozinha da menina apareceu clara e luminosa, muito linda e terna.
          -Vovó!exclamou a criança.
          -Oh!leve-me contigo.
          Sei que desaparecerá quando o fósforo se apagar!E acendeu novamente todo o feixe de fósforo pois queria reter a visão de sua avó.Sua avó parecia mais bela.Tomou a menina nos braços, e ambas voaram acima da terra, até chegar no céu, onde não havia frio ,fome, preocupação.Mas na esquina das duas casas, encostada na parede,ficou sentada a pobre menina de faces rosadas e boca sorridente.O sol do ano novo se levantou sobre um pequeno cadáver.
          -Queria aquecer-se.
          Porém ninguém imaginava como era belo o que estavam vendo,nem a glória para onde ela se fora com a avó e a felicidade que sentia no dia de Ano Novo.

          
         
        

           

       

                    Sugestões de atividades
1- Esta história segundo sugere o texto,aconteceu em qual mês?
2-No final do ano no Brasil é verão e o texto fala de neve,frio ,isto sugere que esta história aconteceu no
continente..........................
3-O texto mostra miséria, abandono, fome, indiferença,maus tratos.Fazer um mural com recortes de jornais e revistas que retratem situações
semelhantes às vividas pela personagem.




         


Nenhum comentário:

Postar um comentário

O coala sujo- autor desconhecido

Tudo é uma questão de costume, mas tomar banho era algo superior às forças daquele coala. A água e o sabão aterrorizavam-no e ninguém cons...