quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Saci-Pererê

SACI- PERERÊ

        Joaquim de Queirós Filho

Era uma vez um  menino
que tinha o triste destino
de trabalhar para o mal.
Quebrava louças por troça,
botava fogo na roça,
escancarava o curral.

Como o Pedro Malasarte,
era visto em toda a parte,
mas pulando com um pé só.
Que uma queda na cisterna
foi que lhe quebrou a perna,
conforme disse a vovó.

Caiu na fogueira
que ele acendeu na capoeira
numa noite de São João:

e, mesmo branco que fosse,
dessa maneira tornou-se
pretinho como carvão.

Mas veio um dia  o castigo
desse danado inimigo
com infernal frenesi.
Para o sossego da gente,
ele virou, de repente,
no passa  rinho Saci.

Um comentário:

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