Este blog foi criado com o objetivo de postar a minha experiência como profissional da educação. Professora, pedagoga, psicopedagoga.
sábado, 9 de fevereiro de 2013
A Gata Borralheira-Capítulo IV-Final
A Gata Borralheira
Capítulo IV-Final
O príncipe Fernando , a quem foram avisar
de que acabava de chegar uma princesa desconheci-
da, muito formosa, correu para recebê-la.Conduziu-
a ao salão de baile.Fez-se um grande silêncio na ho-
ra em que entraram no salão, pois todos ficaram ad-
mirados com a beleza e a graça da princesa desco -
nhecida.Só se ouvia um murmúrio confuso.
-Que beleza!O príncipe Fernando, durante to-
do o baile, não procurou mais ninguém.
Entretida, Gata Borralheira esqueceu-se do
tempo.
De repente, olhou o relógio grande da sala
que marcava 15 minutos para meia - noite.
Escapou e, descendo rapidamente as escadas,
alcançou a porta.Tomou a carruagem e partiu.
O príncipe procurou a fugitiva , sem perceber
a maneira como escapara.
Gata Borralheira, ao chegar à casa , antes mesmo de abrir a porta, ouviu as badaladas da meia- noite e, por encanto, tudo voltou ao que era
antes e cada coisa ao seu lugar.A carruagem virou
abóbora que foi para junto da aboboreira.Lacaios,
cavalos e cocheiros voltaram a sua primeira forma,
cada um em seu lugar, como antes.Ela própria se
viu com seus trapos.
Sentou-se, então, no borralho e começou a recordar- se do que se passara.
De repente , bateram na porta.
Borralheira correu para abri-la.Eram as duas
irmãs e Ricardina, que chegavam . Uma delas, foi
logo dizendo:
-Ah! Borralheira! Apareceu no baile uma
princesa , linda, riquíssima vestida.Parecia mais
uma fada do que uma princesa.O príncipe Fernando
ficou de tal maneira impressionado, que não dançou
mais, depois que ela partiu.
Borralheira mal se continha de alegria, mas
calou-se , com medo que desconfiassem de alguma
coisa.
Dias após , houve outro baile, e, logo que as
duas moças partiram com sua mãe, Borralheira , sentada no canto do fogão ,esperava a madrinha .
Eis que ela aparece e transforma os vestidos de Borralheira em outros ainda mais lindo do que os
do primeiro baile.
Carruagens, lacaios, cocheiros e cavalos, a
uma palavra da fada e a um golpe da varinha de condão, puseram-se à porta, prontos para conduzi-
rem ao palácio.
Embora prometesse à madrinha que estaria de volta antes da meia- noite, ao entrar na carrua-
gem , ouviu ainda a recomendação:
-Cuidado,Maria!Preste atenção no relógio.
Olhe que poderá ter uma decepção!
Maria prometeu tudo e partiu, atirando -
lhe beijos da porta da carruagem.
Durante o baile, Gata Borralheira encantava
a todos pela beleza , pela graça e pela riqueza de
seu vestido.
Num certo momento , sentou-se entre duas
irmãs que se admiraram de que a princesa as cha-
masse pelo nome .Mas estavam longe de desconfiar
que pudesse ser Gata Borralheira a lindíssima jovem.
O príncipe não se afastava dela um minuto,
com medo de que escapasse , como no baile ante-
rior.
Gata Borralheira distraiu-se, e por isso,levou
um grande susto ao ouvir a primeira badalada da
meia- noite.Correndo mais depressa do que uma
corça, atravessou o salão. Desceu as escadarias e,
na pressa, deixou cair um pé de sapato na escada.
O príncipe , que corria atrás, abaixou- se
para apanhar o sapatinho.
Foi a sorte de Gata Borralheira! Enquanto
isso chegou a porta do palácio e,aí que decepção!
-carruagem, lacaios, cocheiros e cavalos, tudo
havia desaparecido.Suas vestes, na mesma hora se
transformaram nas mesmas rotas e velhas que usa-
va antes do toque da varinha mágica.
Resfolegante de susto e pressa, saiu Gata Borralheira pelos caminhos desertos e escuros,
até sua casa.
O príncipe , que corria atrás dela, indagou
aos guardas se não haviam visto sair uma princesa.
-Uma princesa , não. - responderam-lhe. Vi-
mos uma pobre menina de tamancos e de vestidos
rotos que não sabemos como conseguir entrar.
O príncipe Fernando não conseguiu dormir
a noite e, cedo, despertou seus cortesãos para que
fossem de casa em casa experimentar o sapatinho
de cristal em todas as moças do lugar , porque
resolvera casar-se com aquela a quem o sapatinho
servisse.
De porta em porta, desde a manhã até a tarde, os cortesãos experimentavam o sapato em
todas as moças dignas de ser esposa do príncipe,
Voltaram desanimados, à noite, mas o prín-
cipe pediu-lhes que experimentassem o sapatinho
também nas camponesas e nas criadas, porque era
certo que havia de servir em algum pé.Ele próprio
saiu acompanhando os cortesãos que experimenta-
vam o sapatinho em todas moças , fossem pobres,
fossem ricas.
Bateram à porta da casa de Gata Borralheira,
pedindo que chamassem a criada.Deram uma risa-
da, achando absurda a idéia de vir Gata Borralhei-
ra a experimentar o sapatinho de cristal.Porque o
príncipe insistisse , chamaram-na, então. Mas ,que
admiração!Gata Borralheira surgiu à porta tão linda
como nunca se apresentara antes.
O príncipe olhou - a encantado. Gata Borra-
lheira nem precisou experimentar o sapatinho de
cristal, porque já estava com o outro pé.
Assim vestida, belíssima, Gata Borralheira
partiu para o palácio com o príncipe Fernando, pa-
ra ser apresentada aos soberanos, seus pais, como a
escolhida para sua esposa.
As filhas de Ricardina compreenderam que a
felicidade de Gata Borralheira era o prêmio da sua
grande bondade.
Resolveram ser boas e dizem que mais tarde,
também se casaram com ricos príncipes, casamentos
arranjados por Gata Borralheira.
E foram muito felizes.
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