sábado, 23 de fevereiro de 2013

O pequeno polegar - capítulo II

                                            O Pequeno Polegar
                          Capítulo II

          Sem demora, lá se foram todos a caminho da
mata.
          Pequeno Polegar , logo que se distanciou de
casa, parou, jogou uma pedrinha no chão.Logo adiante, fez o mesmo.
          O pai , notando as paradas do menino, pen-
sou:
          -Sempre esquisito este meu filho!Que será que está fazendo?
          Depois perguntou-lhe:
          -Pequeno Polegar, por que tanto olha para
trás?
          -Ah!meu pai, estou avistando o meu pom-
binho branco lá em cima do telhado.
          -Ora, deixe de bobagem , meu filho, é re-
flexo do sol na chaminé.
          E continuaram. Pequeno Polegar ia derruban-
do um pedregulho de espaço a espaço, para marcar
o caminho por onde seguiam.
          Chegaram, afinal, a uma floresta muito espes-
sa.
          -É impossível não se arranjarem frutas e caça
para alguns dias, disseram os pais.
          Reunindo os filhos ao redor de si, o pai lhes
disse:
          -Meninos, cada um procure encher sua sacola
com frutas.Enquanto isto , eu e sua mãe tentaremos
apanhar aves ou outras caças.Quando for hora de 
voltar , baterei na lata e venham sem tardar . A noi-
te não nos pode apanhar na mata!
          Os pais distanciaram dos filhos, e estes, cada
um para um lado, tentaram apanhar frutas de algu-
mas árvores para levá-las para casa.
         Pequeno Polegar não perdia de vista os irmãos e, quando algum lhe saía de perto , corria e
subia a uma árvore, até saber onde se achava .
          O sol começava a descambar para o ocidente,
e o pai, com duas boas lebres às costas e algumas  
aves, tocou na lata para reunir os filhos.
          O som seco e estridente da lata ressoou várias
vezes pela mata e os meninos não apareceram.
          É que os próprios pais, andando à caça, não
prestaram bem atenção no lugar por onde iam.
           E , assim, se distanciaram dos  filhos sem o
perceber.
          A mulher pôs - se a chorar aflita.
          O pai insistia em bater na lata, mas o rumor
da folhagem e murmúrio de uma cascata mistura -
vam - se com os sons.
          Os meninos vendo o dia cair aplicavam o ouvido , procurando apanhar os sons esperados 
ou o chamado dos pais. Mas nada!
          Quando perceberam  que estavam perdidos na mata , começaram a gritar.
          Pequeno polegar , vendo o desespero dos ir-
mãos, lembrou-se de que o seu pai era velho lenhador e de que talvez acertasse o caminho de
casa.
          Consolou os irmãos e disse-lhes:
          -Não tenham medo!Fiz como Joãozinho que
marcou o caminho da mata com pedrinhas brancas, 
e assim, ele e Maria acertaram direitinho com o ca-
minho de casa.Vamos!Eu vou à frente. Sigam-me !
Mas vamos depressa, porque a noite se aproxima.
          Seguiram-no todos, e como andassem depressa, antes da noite cair, chegaram a casa que
estava fechada e as escuras.
          O coração de Pequeno Polegar batia aflito 
enquanto ele perguntava a si mesmo:
         -Será que nossos pais estão perdidos na ma-
ta e não acertaram o caminho?
          Correu e, chegando antes dos irmãos , encos-
tou o ouvido à porta e ouviu dizer lá dentro:
          -Onde estarão meus filhos, meus pobres fi-
lhos!O meu pequenino Polegar,tão fraquinho, onde deve estar?
          Pequeno Polegar não se conteve,Bateu na porta e disse:
          -Estamos aqui , mamãe!
          Teresa correu para abrir-lhes a porta e ,abra-
çando-os , disse:
          -Graças a Deus!Como estou satisfeita por es-
tarem todos juntos,meus queridos filhos!
          Balbino, que já estava disposto a sair em bus-
ca dos meninos, reuniu- se ao grupo.
          Falando quase ao mesmo tempo, contaram aos pais o que sucedera.
          Graças ao que tinham colhido no mato, pas-
saram alguns dias tranquilos e felizes.



          

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