domingo, 24 de novembro de 2013

O coelho, o hortelão e a raposa

                O Coelho, o hortelão e a Raposa

          O coelho gostava muito das couves da horta de seu vizinho.
          Todos os dias ia lá e comia até fartar-se.
          Um dia, o hortelão chegou armou um laço 
pendurado num pau.
          O ladrãozinho caiu e ficou preso.
          O hortelão chegou , viu o coelho e disse:
          - Então,era você que comia as minhas couves,
seu malandro? Espere aí , eu já volto.
           O hortelão foi ao mato e cortou um pau bem
fininho.
          Nisto,a raposa passou e perguntou ao coelho:
          -Que está você fazendo dependurado aí?
          O coelho não respondeu e , fingindo-se mui-
to alegre , começou a balançar-se de um lado para
o outro, como se estivesse gangorrando.
          -Ah!- disse o coelho- cada minuto que fico
aqui, ganho um cruzeiro.
          -Deveras?- perguntou a raposa.
          -Deveras? Eu estou aqui espantando os par-
dais, não vê?Eu me balanço de um lado para o ou-
tro e eles nem chegam perto.Mas eu ganho dinhei-
ro noutras coisas também.Tenho outros negócios.
Se a senhora quiser , pode ficar no meu lugar, co -
madre raposa, e foi- se embora.
          A raposa, muito ambiciosa , aceitou logo a
proposta e tirou o laço da cabeça do coelho.O coe-
lho, espertíssimo , mais que depressa, meteu o laço
na cabeça da raposa, e foi- se embora.
          A raposa , na mesma hora, pôs- se a balançar
de um lado para o outro, do mesmo jeito que vira o
coelho fazer.
          Logo chegou o hortelão com o pau.
          Olhou espantado para a raposa e disse:
          -Cruz! Credo!nunca vi coelho virar raposa.
          Mas, assim  mesmo, o hortelão deu uma sova
na raposa até que o pau se quebrou.Depois, voltou
para o mato, para buscar outro pau.
          A raposa aí lembrou-se de que tempos atrás havia judiado do coelho e que, decerto, ele se vin -
gara agora de suas maldades, e começou a gritar:
          - Pelo amor de Deus, sr, coelho! Eu estou
muito arrependida e peço perdão de todas as ruin-
dades que lhe fiz! Tire- me daqui! Tire- me daqui!
          O coelho tinha bom coração, isto tinha, e 
perdoou à raposa.
          Foi lá e desamarrou o laço.
          Dali a pouco o hortelão voltou com outro pau , bem mais grosso do que o primeiro, mas não
encontrou nem sinal da raposa.
          E o hortelão disse:
          - Cruz! Credo! Agora, nem coelho , nem ra -
posa!


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