segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Ulisses na terra dos ciclopes- 2ª parte



     Ulisses na Terra dos Ciclopes- 2ª parte

          - Estrangeiros, -lhes disse Polifemo- que deseja aqui?
          A voz rouca e terrível desse monstro gelou o
coração dos gregos.
          Ulisses respondeu- lhe:
          Somos gregos e estamos há muitos anos lon-
ge de nossa pátria.Os ventos contrários lançaram-
nos aqui.Dê- nos hospitalidade e comida.
          - Onde deixaram o navio? - tornou a pergun-
tar o ciclope.
          -Netuno quebrou meu navio  e os ventos dis-
persaram seus restos sobre as ondas inquietas do mar , - respondeu- lhe Ulisses.
          Sem dizer mais nada, o ciclope com as mãos
abertas panhou dois homens de uma vez. Atirou-os
barbaramente ao chão, para quebrar- lhe a cabeça,
e os foi comendo, ainda quentes,membro por mem-
bro.



          Depois de tão farto jantar, bebeu um pote de
leite e deitou-se para dormir num canto, entre  as
cabras.
          Ulisses pensou em avançar com sua clava contra o ciclope .Lembrou-se , porém, de que seria
inútil, desde que todos juntos não seriam capazes de
mover a pedra que fechava a boca da caverna. An -
gustiados, passaram a noite na gruta de Polifemo.
          No dia seguinte, mal raiou a madrugada, Po-
lifemo levantou- se, e, apanhando, da mesma manei-
ra da véspera , dois outros companheiros de Ulisses,
comeu-os calmamente.Arredou a pedra, soltou o re-
banho e saiu, fechando novamente a entrada e dei -
xando os pobres gregos prisioneiros.
          Entretanto, Ulisses não desesperava.Não pa-
rava de pensar como se havia de salvar.Aproveitou
um galho de oliveira, que encontrou num canto da
caverna, fez-lhe uma boa ponta e guardou- o com cuidado.
          Como os companheiros continuassem aflitos,
ele lhes disse:
          -Vamos passar o nosso dia o melhor possível.
Havemos de nos salvar.
          Fizeram fogo, comeram queijo, assaram um 
cabrito novo, enquanto aguardavam a volta do ci-
clope.

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