segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

O pequeno polegar- Capítulo I


                                         O pequeno Polegar

                           Capítulo  I

          Longe, muito longe daqui, morava um pobre
lenhador ,Balbino , com sua mulher Teresa.
          Tinham sete filhos, mas nenhum em idade de
ganhar a vida.
          O menor deles fizera sete anos e, porque nas-
cera pequenino ,quase do tamanho de dedo polegar,
deram -lhe o nome de Pequeno Polegar.
          Polegar era um menino esquisito . Tinha um 
bom coração , era inteligente e ajuizado, e vivia 
aflito por não poder ajudar  seus pais. Por este mo-
tivo, vivia triste, pensativo e calado, sentado quase
sempre num tamborete  ao lado do fogão.
          Aconteceu que um dia a fome ameaçou toda
aquela região.
          Os campos secaram , os animais pesteados 
morriam, e a desgraça da fome começou a rondar
as casas.


          Certa vez, o lenhador, voltando a casa, com
as mãos vazias, indagou:
          -Como é Teresa,não se tem nada para comer?
E os filhos?
          Teresa mostrou as latas de mantimentos vazi-
as como vazios também os armários.
          O lenhador, andando de um para o outro la-
do , perguntava:
          -Que fazer?Nossos filhos morrerão à míngua.
Vamos, mulher!Vamos à mata!Arranjaremos raízes,
frutas ou algum animal que nos mate a fome e a dos
nossos filhos. Amanhã cedo, partiremos todos. os 
meninos nos hão de ajudar , subindo nas árvores 
mais altas ou correndo atrás de alguma caça.
          Pequeno Polegar, triste no seu cantinho, ou-
via tudo , calado.
          A mulher dizia ao marido:
          -Tenho medo de levar os meninos à mata.Os 
lobos andam famintos , e, se uma alcateia nos alcan-
ça, morremos de uma vez.
          -Sim, mulher, mas vê-los morrer à mingua,de
braços cruzados, é impossível.Vamos amanhã de madrugada, de qualquer jeito.
          Pequeno Polegar que já ouvira tantas histó-
rias de meninos perdidos na mata, ora por se distan-
ciarem uns dos outros ,pensou que devia arranjar um jeito de livrar de perigos.
          Que fez? Quando todos dormiam profunda-
mente , Pequeno Polegar levantou-se,foi à beira de
um regato onde as pedrinhas brancas apontavam,
encheu seus bolsos com elas e foi deitar-se nova -
mente.
          Pela madrugada, o pai chamou a mulher e
os filhos e disse- lhes:
          - Partamos! Cada um com sua sacola às cos-
tas.












2 comentários:

Os bandidos- autor desconhecido

Miau, Quac, Muu e Béé eram quatro amigos que gostavam de brincar de bandido e mocinho. Passavam horas brincando. Parecia que estavam inter...