1. Tema
Leitura, interpretação e comparação entre versões da história “A Moura Torta”, explorando o conto popular, o cordel, os elementos fantásticos, os valores presentes na narrativa e a oralidade da tradição popular.
Leitura, interpretação e comparação entre versões da história “A Moura Torta”, explorando o conto popular, o cordel, os elementos fantásticos, os valores presentes na narrativa e a oralidade da tradição popular.
2. Público-alvo
Ensino Fundamental — anos finaisSugestão: 6º ao 8º anoTambém pode ser adaptado para o Ensino Médio, com foco em literatura popular, intertextualidade e tradição oral.
Também pode ser adaptado para o Ensino Médio, com foco em literatura popular, intertextualidade e tradição oral.
3. Duração
De 2 a 4 aulas, conforme a profundidade desejada.
De 2 a 4 aulas, conforme a profundidade desejada.
4. Justificativa
A história “A Moura Torta” faz parte do universo dos contos populares, trazendo elementos de aventura, encantamento, transformação, engano, justiça e final feliz. No material, a narrativa aparece em duas formas: uma versão em cordel, com linguagem rimada e ritmo poético, e uma versão em prosa, com estrutura de conto maravilhoso.
Trabalhar essas versões em sala permite aproximar os alunos da literatura oral, da cultura popular e da leitura comparativa, valorizando diferentes formas de contar uma mesma história.
A história “A Moura Torta” faz parte do universo dos contos populares, trazendo elementos de aventura, encantamento, transformação, engano, justiça e final feliz. No material, a narrativa aparece em duas formas: uma versão em cordel, com linguagem rimada e ritmo poético, e uma versão em prosa, com estrutura de conto maravilhoso.
Trabalhar essas versões em sala permite aproximar os alunos da literatura oral, da cultura popular e da leitura comparativa, valorizando diferentes formas de contar uma mesma história.
5. Objetivo geral
Desenvolver a leitura, a interpretação e a apreciação da literatura popular por meio do estudo da história “A Moura Torta”, comparando a versão em cordel com a versão narrativa em prosa.
Desenvolver a leitura, a interpretação e a apreciação da literatura popular por meio do estudo da história “A Moura Torta”, comparando a versão em cordel com a versão narrativa em prosa.
6. Objetivos específicos
- Reconhecer características do conto popular e do conto maravilhoso.
- Identificar elementos fantásticos presentes na narrativa.
- Perceber diferenças entre o texto em cordel e o texto em prosa.
- Analisar personagens, conflitos e desfecho da história.
- Refletir sobre temas como escolha, esperteza, engano, justiça e aparência.
- Estimular a oralidade por meio da leitura expressiva.
- Produzir registros escritos, desenhos, recontos ou dramatizações a partir da história.
- Reconhecer características do conto popular e do conto maravilhoso.
- Identificar elementos fantásticos presentes na narrativa.
- Perceber diferenças entre o texto em cordel e o texto em prosa.
- Analisar personagens, conflitos e desfecho da história.
- Refletir sobre temas como escolha, esperteza, engano, justiça e aparência.
- Estimular a oralidade por meio da leitura expressiva.
- Produzir registros escritos, desenhos, recontos ou dramatizações a partir da história.
7. Habilidades da BNCC
Língua Portuguesa — Ensino Fundamental
- Leitura e interpretação de textos literários.
- Reconhecimento de gêneros narrativos e poéticos.
- Comparação entre diferentes versões de uma mesma narrativa.
- Produção de reconto oral ou escrito.
- Valorização da literatura popular e da tradição oral.
Língua Portuguesa — Ensino Fundamental
- Leitura e interpretação de textos literários.
- Reconhecimento de gêneros narrativos e poéticos.
- Comparação entre diferentes versões de uma mesma narrativa.
- Produção de reconto oral ou escrito.
- Valorização da literatura popular e da tradição oral.
8. Conteúdos trabalhados
- Conto popular.
- Cordel.
- Literatura oral.
- Conto maravilhoso.
- Personagens e conflito narrativo.
- Narrador, espaço e tempo.
- Elementos fantásticos.
- Comparação entre gêneros textuais.
- Leitura expressiva.
- Produção de texto ou reconto.
- Conto popular.
- Cordel.
- Literatura oral.
- Conto maravilhoso.
- Personagens e conflito narrativo.
- Narrador, espaço e tempo.
- Elementos fantásticos.
- Comparação entre gêneros textuais.
- Leitura expressiva.
- Produção de texto ou reconto.
9. Desenvolvimento da aula
Aula 1 — Apresentação da história
Acolhida
Iniciar com uma conversa sobre histórias antigas, contos ouvidos de avós, pais, familiares ou conhecidos.
Perguntas motivadoras:
- Você já ouviu uma história que parecia encantada ou mágica?
- Alguém da sua família costuma contar causos ou histórias antigas?
- Você sabe o que é um conto popular?
- Já ouviu falar em literatura de cordel?
Iniciar com uma conversa sobre histórias antigas, contos ouvidos de avós, pais, familiares ou conhecidos.
Perguntas motivadoras:
- Você já ouviu uma história que parecia encantada ou mágica?
- Alguém da sua família costuma contar causos ou histórias antigas?
- Você sabe o que é um conto popular?
- Já ouviu falar em literatura de cordel?
Apresentação do tema
Explicar que os alunos irão conhecer a história “A Moura Torta”, uma narrativa de origem popular, marcada por aventura, encantamento e transformação.
Explicar que os alunos irão conhecer a história “A Moura Torta”, uma narrativa de origem popular, marcada por aventura, encantamento e transformação.
Aula 2 — Leitura do cordel
Leitura orientada
Oh, Deusa da poesia,Meu verso agora te exorta,
Do Reino da Inspiração
Abre-me a sagrada porta
Para eu versar a famosa
História da Moura Torta.
Num reino muito distante
Houve um monarca afamado,
Pai de três belos rapazes,
Orgulho do tal reinado.
O rei, por possuir tudo,
Vivia bem sossegado.
Porém o filho mais velho,
Que se chamava Adriano,
Certo dia foi ao pai,
Com um desejo insano
De conhecer outras terras,
Além das do soberano.
O rei lhe disse: - Meu filho,
Aqui não lhe falta nada...
O mundo, pra quem não sabe,
É uma grande cilada;
Tire da sua cabeça
Esta ideia tresloucada.
O moço disse: - Meu pai,
Já escolhi meu roteiro.
O rei lhe disse: - Então vá,
Mas tem de escolher primeiro:
Muito dinheiro sem bênção,
Muita bênção sem dinheiro.
Disse o moço: - Bênção não
Enche o bucho de ninguém!
Não sou doido de sair
De casa sem um vintém.
Eu quero é muito dinheiro,
Pois bênção não me convém.
O rei deu para o rapaz
A sua parte da herança.
Ele saiu pelo mundo,
Sem achar que fez lambança.
Na embriaguez da orgia
Gastou tudo sem tardança.
Assim, voltou para a casa,
Muito roto e maltrapilho.
O rei, que era bondoso,
Inda recebeu o filho;
Porém o filho do meio
Quis seguir no mesmo trilho.
O filho do meio tinha
O nome de Cipião;
Este também foi ao pai
Para pedir permissão
Pra conhecer outras terras
Além daquela nação.
O moço disse: - Meu pai,
Agora é a minha vez.
Mas o velho disse:- Filho,
Deixe desta insensatez!
Não vá fazer mais tolice
Como Adriano já fez.
Como não o demovia,
O rei perguntou, ligeiro:
- Queres dinheiro sem bênção?
- Queres bênção sem dinheiro?
O infeliz Cipião
Fez igualmente ao primeiro.
O moço lhe disse: - Eu quero
Dinheiro em demasia,
Bênção e chuva no mar
Não têm qualquer serventia!
E sem a bênção paterna
Viajou no mesmo dia.
O rapaz pagou bem caro
O preço da imprudência,
Pois perdeu todo o dinheiro,
E, ficando na indigência,
Voltou pra casa esmoler,
Implorando ao rei clemência.
O rei recebeu o filho,
Pois tinha bom coração,
Mandou servir um banquete
Ao indigno Cipião,
Que, ao recusar a bênção,
Sucumbiu à maldição.
Passados uns onze meses,
Foi o rei interpelado
Pelo seu filho caçula,
Que estava interessado
Em conhecer outras terras
Para além de seu reinado.
Então, o jovem Hiran
Foi procurar o seu pai,
Mas ele disse: - Meu filho,
Sinto, mas você não vai,
Pois quem procura o abismo,
Tarda, mas um dia cai!...
O moço disse: - Meu pai,
Aos meus irmãos permitiste.
Se me recusares isto,
Eu ficarei muito triste
Por não conhecer o mundo
Que além daqui existe.
O rei retrucou: - Hiran,
Teus irmãos já viajaram;
Tudo a que tinham direito
Na orgia dilapidaram.
Quando estragaram tudo,
Na indigência voltaram.
Hiran disse: - Meu bom pai,
Sempre fui obediente,
Mas tenho necessidade
De correr o mundo urgente.
Contudo, eu lhe asseguro:
Desta vez é diferente.
O rei lhe disse: - Está bem,
Mas tenho de perguntar:
Tu queres muito dinheiro,
Mas sem eu lhe abençoar?
Ou vais querer muita bênção,
Mas sem dinheiro levar?
Hiran respondeu: - Meu pai,
De nada posso lucrar
Do dinheiro, se a bênção
De meu pai eu não levar.
O rei o abençoou
E o deixou viajar.
A leitura pode ser feita:
- pelo professor;
- em voz alta pelos alunos;
- em duplas;
- em formato de jogral.
Meu verso agora te exorta,
Do Reino da Inspiração
Abre-me a sagrada porta
Para eu versar a famosa
História da Moura Torta.
Num reino muito distante
Houve um monarca afamado,
Pai de três belos rapazes,
Orgulho do tal reinado.
O rei, por possuir tudo,
Vivia bem sossegado.
Porém o filho mais velho,
Que se chamava Adriano,
Certo dia foi ao pai,
Com um desejo insano
De conhecer outras terras,
Além das do soberano.
O rei lhe disse: - Meu filho,
Aqui não lhe falta nada...
O mundo, pra quem não sabe,
É uma grande cilada;
Tire da sua cabeça
Esta ideia tresloucada.
O moço disse: - Meu pai,
Já escolhi meu roteiro.
O rei lhe disse: - Então vá,
Mas tem de escolher primeiro:
Muito dinheiro sem bênção,
Muita bênção sem dinheiro.
Disse o moço: - Bênção não
Enche o bucho de ninguém!
Não sou doido de sair
De casa sem um vintém.
Eu quero é muito dinheiro,
Pois bênção não me convém.
O rei deu para o rapaz
A sua parte da herança.
Ele saiu pelo mundo,
Sem achar que fez lambança.
Na embriaguez da orgia
Gastou tudo sem tardança.
Assim, voltou para a casa,
Muito roto e maltrapilho.
O rei, que era bondoso,
Inda recebeu o filho;
Porém o filho do meio
Quis seguir no mesmo trilho.
O filho do meio tinha
O nome de Cipião;
Este também foi ao pai
Para pedir permissão
Pra conhecer outras terras
Além daquela nação.
O moço disse: - Meu pai,
Agora é a minha vez.
Mas o velho disse:- Filho,
Deixe desta insensatez!
Não vá fazer mais tolice
Como Adriano já fez.
Como não o demovia,
O rei perguntou, ligeiro:
- Queres dinheiro sem bênção?
- Queres bênção sem dinheiro?
O infeliz Cipião
Fez igualmente ao primeiro.
O moço lhe disse: - Eu quero
Dinheiro em demasia,
Bênção e chuva no mar
Não têm qualquer serventia!
E sem a bênção paterna
Viajou no mesmo dia.
O rapaz pagou bem caro
O preço da imprudência,
Pois perdeu todo o dinheiro,
E, ficando na indigência,
Voltou pra casa esmoler,
Implorando ao rei clemência.
O rei recebeu o filho,
Pois tinha bom coração,
Mandou servir um banquete
Ao indigno Cipião,
Que, ao recusar a bênção,
Sucumbiu à maldição.
Passados uns onze meses,
Foi o rei interpelado
Pelo seu filho caçula,
Que estava interessado
Em conhecer outras terras
Para além de seu reinado.
Então, o jovem Hiran
Foi procurar o seu pai,
Mas ele disse: - Meu filho,
Sinto, mas você não vai,
Pois quem procura o abismo,
Tarda, mas um dia cai!...
O moço disse: - Meu pai,
Aos meus irmãos permitiste.
Se me recusares isto,
Eu ficarei muito triste
Por não conhecer o mundo
Que além daqui existe.
O rei retrucou: - Hiran,
Teus irmãos já viajaram;
Tudo a que tinham direito
Na orgia dilapidaram.
Quando estragaram tudo,
Na indigência voltaram.
Hiran disse: - Meu bom pai,
Sempre fui obediente,
Mas tenho necessidade
De correr o mundo urgente.
Contudo, eu lhe asseguro:
Desta vez é diferente.
O rei lhe disse: - Está bem,
Mas tenho de perguntar:
Tu queres muito dinheiro,
Mas sem eu lhe abençoar?
Ou vais querer muita bênção,
Hiran respondeu: - Meu pai,
De nada posso lucrar
Do dinheiro, se a bênção
De meu pai eu não levar.
O rei o abençoou
E o deixou viajar.
A leitura pode ser feita:
- pelo professor;
- em voz alta pelos alunos;
- em duplas;
- em formato de jogral.
Conversa sobre o cordel
Após a leitura, conversar com a turma:
- O texto tem rimas?
- O ritmo facilita a leitura?
- A linguagem lembra uma história contada oralmente?
- Que escolhas os filhos do rei fazem?
- Qual a diferença entre escolher dinheiro e escolher bênção?
Após a leitura, conversar com a turma:
- O texto tem rimas?
- O ritmo facilita a leitura?
- A linguagem lembra uma história contada oralmente?
- Que escolhas os filhos do rei fazem?
- Qual a diferença entre escolher dinheiro e escolher bênção?
Registro no caderno
Os alunos podem registrar:
O que é cordel?Cordel é uma forma de poesia popular, geralmente escrita em versos rimados, com ritmo marcado e forte ligação com a tradição oral.
Os alunos podem registrar:
Aula 3 — Leitura do conto em prosa
Leitura do Texto 2
Havia um rei que tinha um filho. Quando este chegou à idade de casar, disse a seus pais:
— Quero me casar com a mulher mais formosa do mundo. Assim, vou percorrer o mundo até encontrá-la.
Saiu do palácio e caminhou até chegar a uma fonte, onde parou para tomar água. Ao inclinar-se para beber, viu que se refletiam três laranjas. Ergueu os olhos e viu que, de uma frondosa laranjeira, pendiam três grandes e belas laranjas.
— Que saborosas devem ser! — disse o príncipe.
E, dizendo isso, subiu na árvore e cortou as três preciosas laranjas.
Partiu a primeira e, como por encanto, saiu dela uma jovem muito linda que, ao ver o príncipe, lhe disse:
— Dá-me pão.
— Não posso — disse ele —, porque não tenho.
— Então volto para minha laranja — disse a jovem.
E, desaparecendo, deixou a laranja intacta.
Partiu o príncipe a segunda laranja e, da fruta, saiu outra jovem, muito mais bela que a primeira.
— Dá-me pão — disse ao príncipe.
— Não posso, pois não tenho — ele falou.
— Então volto para minha laranja.
A laranja se fechou e ficou como antes.
O príncipe ficou pensativo e decidiu conseguir pão, a fim de dar à última jovem da laranja.
Assim pensava o jovem, quando coincidiu de passar por ali um cigano em seu coche.
— Amigo! — gritou o príncipe. — Eu te darei uma moeda de ouro por um pedaço de pão.
Rapidamente, o cigano desceu da carruagem e correu a levar o pão ao príncipe.
O príncipe ficou muito contente e satisfeito. Partiu a terceira laranja e, como havia imaginado, do coração da fruta saltou uma jovem muito mais formosa que as anteriores.
— Dê-me pão — ela disse.
O príncipe, alegremente, deu o pão à jovem, que em seguida falou:
— Agora te pertenço. Podes fazer de mim o que quiseres.
— Contigo me caso — disse-lhe o príncipe.
Como a jovem estava nua, o príncipe queria antes vesti-la para levá-la ao palácio. Deu uma olhada na roupa do cigano, que ainda permanecia ali, porém notou que estava muito suja.
O príncipe então disse à jovem:
— Espera aqui com este cigano até que eu volte com uma roupa.
O cigano tinha uma filha que viajava com ele no coche, porém tinha dormido durante todo o tempo em que a história das laranjas ocorria. Ao despertar, no momento em que o príncipe subia no cavalo, caiu de amores por ele.
Desceu logo do coche e foi perguntar ao pai o que estava acontecendo. Ele lhe contou o ocorrido.
A cigana, vendo a jovem, lhe disse:
— Deixa-me te pentear para que fiques mais bonita para o regresso do príncipe.
A jovem consentiu. Enquanto a cigana penteava sua formosa cabeleira, sentiu que lhe cravavam um alfinete na cabeça.
No momento, a dama da laranja se transformou numa pomba. A cigana então tirou a roupa da jovem e se colocou no lugar onde ela estava.
O príncipe voltou e, quando viu a cigana, disse:
— Senhora! Como escureceste!
A cigana respondeu:
— É que demoraste e acabou me queimando o sol.
O príncipe, acreditando ser a mesma jovem da laranja, levou a cigana ao palácio e se casou com ela.
Um dia, chegou uma pombinha ao jardim do rei e disse ao jardineiro:
— Jardineirinho do rei, como está o príncipe com sua mulher?
— Umas vezes canta, porém mais vezes chora — disse o jardineiro.
Todos os dias chegava a pombinha e fazia a mesma pergunta ao jardineiro, até que este contou ao príncipe.
O príncipe deu ordem ao jardineiro para que prendesse a pombinha. O jardineiro untou de visgo a árvore onde diariamente pousava a pombinha e, quando esta chegou para sua visita diária, ao querer voar, ficou presa à árvore. Assim, o jardineiro pôde apanhá-la e levá-la ao príncipe.
O príncipe se enamorou da pombinha. Colheu-a com carinho e, ao acariciar-lhe a cabeça, encontrou o alfinete que tinha sido cravado e retirou-o.
Imediatamente, a pombinha se transformou na bela dama da laranja.
A formosa jovem contou sua aventura ao príncipe e, entrando os dois no palácio, comunicaram o ocorrido ao rei.
O rei, indignado, deu ordens para que a cigana fosse punida pela sua maldade. O príncipe e a dama da laranja se casaram e foram felizes para sempre.
Durante a leitura, destacar os principais acontecimentos:
- O príncipe deseja se casar com a mulher mais formosa do mundo.
- Ele encontra três laranjas encantadas.
- Da terceira laranja sai uma jovem muito bela.
- A jovem é enganada pela cigana.
- Ela se transforma em pombinha.
- O príncipe descobre a verdade.
- A dama da laranja volta à forma humana.
- O conflito é resolvido.
Havia um rei que tinha um filho. Quando este chegou à idade de casar, disse a seus pais:
— Quero me casar com a mulher mais formosa do mundo. Assim, vou percorrer o mundo até encontrá-la.
Saiu do palácio e caminhou até chegar a uma fonte, onde parou para tomar água. Ao inclinar-se para beber, viu que se refletiam três laranjas. Ergueu os olhos e viu que, de uma frondosa laranjeira, pendiam três grandes e belas laranjas.
— Que saborosas devem ser! — disse o príncipe.
E, dizendo isso, subiu na árvore e cortou as três preciosas laranjas.
Partiu a primeira e, como por encanto, saiu dela uma jovem muito linda que, ao ver o príncipe, lhe disse:
— Dá-me pão.
— Não posso — disse ele —, porque não tenho.
— Então volto para minha laranja — disse a jovem.
E, desaparecendo, deixou a laranja intacta.
Partiu o príncipe a segunda laranja e, da fruta, saiu outra jovem, muito mais bela que a primeira.
— Dá-me pão — disse ao príncipe.
— Não posso, pois não tenho — ele falou.
— Então volto para minha laranja.
A laranja se fechou e ficou como antes.
O príncipe ficou pensativo e decidiu conseguir pão, a fim de dar à última jovem da laranja.
Assim pensava o jovem, quando coincidiu de passar por ali um cigano em seu coche.
— Amigo! — gritou o príncipe. — Eu te darei uma moeda de ouro por um pedaço de pão.
Rapidamente, o cigano desceu da carruagem e correu a levar o pão ao príncipe.
O príncipe ficou muito contente e satisfeito. Partiu a terceira laranja e, como havia imaginado, do coração da fruta saltou uma jovem muito mais formosa que as anteriores.
— Dê-me pão — ela disse.
O príncipe, alegremente, deu o pão à jovem, que em seguida falou:
— Agora te pertenço. Podes fazer de mim o que quiseres.
— Contigo me caso — disse-lhe o príncipe.
Como a jovem estava nua, o príncipe queria antes vesti-la para levá-la ao palácio. Deu uma olhada na roupa do cigano, que ainda permanecia ali, porém notou que estava muito suja.
O príncipe então disse à jovem:
— Espera aqui com este cigano até que eu volte com uma roupa.
O cigano tinha uma filha que viajava com ele no coche, porém tinha dormido durante todo o tempo em que a história das laranjas ocorria. Ao despertar, no momento em que o príncipe subia no cavalo, caiu de amores por ele.
Desceu logo do coche e foi perguntar ao pai o que estava acontecendo. Ele lhe contou o ocorrido.
A cigana, vendo a jovem, lhe disse:
— Deixa-me te pentear para que fiques mais bonita para o regresso do príncipe.
A jovem consentiu. Enquanto a cigana penteava sua formosa cabeleira, sentiu que lhe cravavam um alfinete na cabeça.
No momento, a dama da laranja se transformou numa pomba. A cigana então tirou a roupa da jovem e se colocou no lugar onde ela estava.
O príncipe voltou e, quando viu a cigana, disse:
— Senhora! Como escureceste!
A cigana respondeu:
— É que demoraste e acabou me queimando o sol.
O príncipe, acreditando ser a mesma jovem da laranja, levou a cigana ao palácio e se casou com ela.
Um dia, chegou uma pombinha ao jardim do rei e disse ao jardineiro:
— Jardineirinho do rei, como está o príncipe com sua mulher?
— Umas vezes canta, porém mais vezes chora — disse o jardineiro.
Todos os dias chegava a pombinha e fazia a mesma pergunta ao jardineiro, até que este contou ao príncipe.
O príncipe deu ordem ao jardineiro para que prendesse a pombinha. O jardineiro untou de visgo a árvore onde diariamente pousava a pombinha e, quando esta chegou para sua visita diária, ao querer voar, ficou presa à árvore. Assim, o jardineiro pôde apanhá-la e levá-la ao príncipe.
O príncipe se enamorou da pombinha. Colheu-a com carinho e, ao acariciar-lhe a cabeça, encontrou o alfinete que tinha sido cravado e retirou-o.
Imediatamente, a pombinha se transformou na bela dama da laranja.
A formosa jovem contou sua aventura ao príncipe e, entrando os dois no palácio, comunicaram o ocorrido ao rei.
O rei, indignado, deu ordens para que a cigana fosse punida pela sua maldade. O príncipe e a dama da laranja se casaram e foram felizes para sempre.
Durante a leitura, destacar os principais acontecimentos:
- O príncipe deseja se casar com a mulher mais formosa do mundo.
- Ele encontra três laranjas encantadas.
- Da terceira laranja sai uma jovem muito bela.
- A jovem é enganada pela cigana.
- Ela se transforma em pombinha.
- O príncipe descobre a verdade.
- A dama da laranja volta à forma humana.
- O conflito é resolvido.
Discussão coletiva
Perguntas para interpretação:
- Por que o príncipe saiu pelo mundo?
- O que havia de mágico nas laranjas?
- Por que a terceira jovem conseguiu permanecer fora da laranja?
- Qual foi a atitude da cigana?
- Como a verdade foi descoberta?
- Que elementos fantásticos aparecem na história?
- O final da história é justo? Por quê?
Perguntas para interpretação:
- Por que o príncipe saiu pelo mundo?
- O que havia de mágico nas laranjas?
- Por que a terceira jovem conseguiu permanecer fora da laranja?
- Qual foi a atitude da cigana?
- Como a verdade foi descoberta?
- Que elementos fantásticos aparecem na história?
- O final da história é justo? Por quê?
Aula 4 — Comparação entre as versões
Atividade principal
Os alunos podem escolher uma das propostas:
Opção 1 — Reconto escritoRecontar a história com suas próprias palavras.Opção 2 — História em quadrinhosTransformar a narrativa em uma HQ com início, meio e fim.Opção 3 — DramatizaçãoRepresentar uma cena da história em grupo.Opção 4 — Cordel da turmaCriar pequenos versos rimados inspirados na história.Opção 5 — Final alternativoEscrever outro final para a história, mantendo os personagens principais.
Os alunos podem escolher uma das propostas:
10. Atividades de interpretação
- Quem é o personagem principal da versão em prosa?
- O que o príncipe procurava?
- O que havia dentro das laranjas?
- Por que as duas primeiras jovens voltaram para as laranjas?
- Como a cigana enganou a dama da laranja?
- Em que a jovem se transformou?
- Quem ajudou a revelar a verdade?
- Que elementos mágicos aparecem no conto?
- Qual a principal diferença entre o cordel e o conto em prosa?
- Que ensinamento a história pode trazer?
- Quem é o personagem principal da versão em prosa?
- O que o príncipe procurava?
- O que havia dentro das laranjas?
- Por que as duas primeiras jovens voltaram para as laranjas?
- Como a cigana enganou a dama da laranja?
- Em que a jovem se transformou?
- Quem ajudou a revelar a verdade?
- Que elementos mágicos aparecem no conto?
- Qual a principal diferença entre o cordel e o conto em prosa?
- Que ensinamento a história pode trazer?
11. Produção final
Sugestões:
- Mural ilustrado com cenas da história.
- Reconto coletivo.
- Cordel ilustrado.
- Podcast narrando a história.
- Vídeo com leitura dramatizada.
- Slide com resumo e personagens.
- Caderno de atividades sobre “A Moura Torta”.
Sugestões:
- Mural ilustrado com cenas da história.
- Reconto coletivo.
- Cordel ilustrado.
- Podcast narrando a história.
- Vídeo com leitura dramatizada.
- Slide com resumo e personagens.
- Caderno de atividades sobre “A Moura Torta”.
12. Recursos
- Texto impresso ou projetado.
- Caderno dos alunos.
- Lápis de cor ou canetinhas.
- Cartolina ou papel kraft.
- Projetor ou televisão.
- Áudio ou podcast, se houver.
- Slide ou vídeo da história.
- Imagens dos personagens e das cenas principais.
- Texto impresso ou projetado.
- Caderno dos alunos.
- Lápis de cor ou canetinhas.
- Cartolina ou papel kraft.
- Projetor ou televisão.
- Áudio ou podcast, se houver.
- Slide ou vídeo da história.
- Imagens dos personagens e das cenas principais.
13. Avaliação
A avaliação poderá considerar:
- Participação nas discussões.
- Compreensão da narrativa.
- Capacidade de comparar os dois textos.
- Identificação dos elementos fantásticos.
- Criatividade na produção final.
- Clareza na oralidade ou na escrita.
- Organização do trabalho individual ou em grupo.
A avaliação poderá considerar:
- Participação nas discussões.
- Compreensão da narrativa.
- Capacidade de comparar os dois textos.
- Identificação dos elementos fantásticos.
- Criatividade na produção final.
- Clareza na oralidade ou na escrita.
- Organização do trabalho individual ou em grupo.
14. Conclusão
O trabalho com “A Moura Torta” permite aos alunos entrar em contato com a riqueza da literatura popular, percebendo como uma mesma história pode ser contada de diferentes formas. Ao comparar o cordel com o conto em prosa, os estudantes desenvolvem leitura crítica, sensibilidade literária e valorização da tradição oral.
A narrativa também favorece reflexões sobre escolhas, aparência, engano, justiça e verdade, tornando a aula mais significativa e envolvente.
O trabalho com “A Moura Torta” permite aos alunos entrar em contato com a riqueza da literatura popular, percebendo como uma mesma história pode ser contada de diferentes formas. Ao comparar o cordel com o conto em prosa, os estudantes desenvolvem leitura crítica, sensibilidade literária e valorização da tradição oral.
A narrativa também favorece reflexões sobre escolhas, aparência, engano, justiça e verdade, tornando a aula mais significativa e envolvente.
15. Materiais para download
- PDF:Plano de aula Moura torta.pdf
- Word: Plano de aula Moura torta.docx
- Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=C4SS-XL7fFg
- Slíde em vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=qe9JP-AREm8
- Versão 1 da música: https://www.youtube.com/watch?v=ZDVgQ59mMec
- Versão 2 da música: https://www.youtube.com/watch?v=s813JRl5I9w
- Podcast Ensino Fundamental: https://www.youtube.com/watch?v=8YOyreZbWqM
- Podcast Ensino Médio: https://www.youtube.com/watch?v=HIQ2PPz79ss
- Quadro comparativo: https://www.youtube.com/watch?v=NphzfYWvDfI
- PDF:Plano de aula Moura torta.pdf
- Word: Plano de aula Moura torta.docx
- Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=C4SS-XL7fFg
- Slíde em vídeos: https://www.youtube.com/watch?v=qe9JP-AREm8
- Versão 1 da música: https://www.youtube.com/watch?v=ZDVgQ59mMec
- Versão 2 da música: https://www.youtube.com/watch?v=s813JRl5I9w
- Podcast Ensino Fundamental: https://www.youtube.com/watch?v=8YOyreZbWqM
- Podcast Ensino Médio: https://www.youtube.com/watch?v=HIQ2PPz79ss
- Quadro comparativo: https://www.youtube.com/watch?v=NphzfYWvDfI
16. Espaço para audiovisual
Podcast:Conversa sobre a origem dos contos populares, a história de “A Moura Torta” e os elementos mágicos da narrativa.Podcast para o Ensino Fundamental
Podcast para o Ensino Médio
Vídeo:Apresentação da história com imagens, narração e explicação das diferenças entre cordel e conto popular.
Slides:Resumo da história, personagens, elementos fantásticos, comparação entre os textos e proposta de atividade.
Vídeos com as versões da Música Sobre o contoa A Moura Torta
Letra : Maria Aparecida de AlmeidaMelodia: Site Mureka
As três laranjas amorosas- Versão 1
As três laranjas amorosas - Versão 2
Podcast para o Ensino Fundamental
Apresentação da história com imagens, narração e explicação das diferenças entre cordel e conto popular.
As três laranjas amorosas - Versão 2
Nenhum comentário:
Postar um comentário