Público-alvo
Ensino Fundamental II, podendo ser adaptado para o Ensino Médio.
Duração sugerida
4 a 6 aulas, dependendo da profundidade das atividades e da exibição dos vídeos.
1. Introdução
Os contos de encantamento fazem parte do imaginário de diferentes gerações. Por meio de personagens como princesas, sereias, gênios, sapos encantados, feiticeiros e heróis sonhadores, essas narrativas apresentam conflitos, escolhas, desejos, medos e valores humanos.
Nesta sequência didática, os alunos terão contato com textos clássicos e adaptações audiovisuais, observando como uma mesma história pode ganhar novas formas, novos sentidos e diferentes linguagens. A proposta valoriza a leitura, a oralidade, a interpretação, a comparação entre textos e vídeos, além da reflexão sobre temas como promessa, coragem, liberdade, amor, ambição, sonho e transformação.
2. Objetivo geral
Desenvolver a leitura crítica e sensível de contos de encantamento, analisando personagens, enredos, valores, símbolos e adaptações em diferentes linguagens: texto escrito, vídeo, música e apresentação audiovisual.
3. Objetivos específicos
Levar os alunos a:
Compreender as características dos contos de encantamento.
Identificar personagens, conflitos, espaços, tempo narrativo e desfecho.
Comparar diferentes versões de uma mesma história.
Refletir sobre valores presentes nas narrativas, como coragem, honestidade, promessa, amor, liberdade e responsabilidade.
Relacionar texto escrito, música e vídeo como formas diferentes de contar histórias.
Produzir comentários, recontos, quadros comparativos ou pequenas criações inspiradas nos contos estudados.
4. Competências e habilidades trabalhadas
A sequência favorece o desenvolvimento de habilidades ligadas à leitura, interpretação, oralidade, produção textual, apreciação estética e análise de narrativas.
Pode ser articulada à BNCC nos componentes de Língua Portuguesa, Arte, Ensino Religioso, História e Projeto de Vida, especialmente em práticas de leitura literária, fruição, escuta, produção oral, análise de personagens e reflexão sobre valores humanos.
5. Textos e materiais utilizados
Textos principais
Texto 2:Aladim e a Lâmpada Maravilhosa
Um dia, o Califa bolou um plano e hipnotizou o sultão. Assim, roubou seu diamante mágico e,
com a ajuda deste descobriu onde estava a lâmpada maravilhosa! Para obter tal tesouro, o Califa precisava de Ala -Se você vier comigo, o tiro agora da prisão- disse o Califa.- Vamos conquistar um tesouro! Você só precisa, pegar uma lâmpada valiosa. Eu sei onde ela está, prometo-lhe bela recompensa. Para se livrar da prisão, Aladim aceitou a proposta.
Muito longe da terra, onde o mar é muito azul, vivia o povo do mar.
O rei desse povo tinha seis filhas, todas muito bonitas e donas das vozes mais belas de todo o mar. Porém, a mais moça se destacava, com sua pele fina e delicada como uma pétala de rosa e os olhos azuis como o mar. Como as irmãs, não tinha pés, mas sim uma cauda de peixe.
Ela era uma sereia.
Essa era a mais interessada nas histórias sobre o mundo de cima e desejava poder ir à superfície. Queria saber tudo sobre os navios, as cidades, as pessoas e os animais.
— Quando você tiver quinze anos — dizia a avó —, subirá à superfície e poderá se sentar nos rochedos para ver o luar, os navios, as cidades e as florestas.
Os anos se passaram...
Quando a princesa completou quinze anos, mal pôde acreditar. Subiu até a superfície e viu o céu, o sol, as nuvens e ficou muito curiosa. Foi nadando até se aproximar de uma grande embarcação.
Viu, através dos vidros das vigias, passageiros ricamente trajados. O mais belo de todos era um príncipe que estava fazendo aniversário. Ele não deveria ter mais de dezesseis anos, e a pequena sereia se apaixonou por ele.
A sereiazinha ficou horas admirando seu príncipe e só despertou de seu devaneio quando o navio foi pego de surpresa por uma tempestade e começou a tombar.
A menina viu o príncipe cair no mar e afundar. Lembrou-se de que os homens não conseguem viver dentro da água. Então, mergulhou em sua direção e o pegou já desmaiado, levando-o para uma praia.
Ao amanhecer, o príncipe continuava desacordado. A sereia, vendo um grupo de moças se aproximando, escondeu-se atrás das pedras, ocultando o rosto entre os flocos de espuma.
As moças viram o náufrago deitado na areia e foram buscar ajuda. Quando finalmente acordou, o príncipe não sabia como havia chegado àquela praia e tampouco fazia ideia de quem o havia salvado do naufrágio.
A princesa voltou para o castelo muito triste e calada. Não respondia às perguntas de suas irmãs sobre sua primeira visita à superfície.
A sereia voltou várias vezes à praia onde tinha deixado o príncipe, mas ele nunca aparecia por lá, o que a deixava ainda mais triste.
Algum tempo depois, o príncipe seguiu em viagem para o reino vizinho.
Quando viu a princesa daquele reino, não se conteve e gritou:
— Foi você que me salvou! Foi você que eu vi na praia! Finalmente encontrei você, minha amada!
A princesa era realmente uma das moças que estava naquela praia, mas não havia salvado o rapaz. Para tristeza da sereia, a princesa também se apaixonara pelo príncipe, e os dois marcaram o casamento para o dia seguinte.
Seria o fim da sereiazinha. Todo o seu sacrifício havia sido em vão.
Depois do casamento, os noivos e sua comitiva voltaram para o palácio do príncipe de navio. A sereia ficou observando o amanhecer, esperando o primeiro raio de sol que deveria matá-la.
Viu então suas irmãs, pálidas e sem a longa cabeleira, nadando ao lado do navio. Em suas mãos brilhava um objeto.
— Nós entregamos nossos cabelos para a bruxa do mar em troca desta faca. Você deve enterrá-la no coração do príncipe. Só assim poderá voltar a ser uma sereia novamente e escapará da morte. Corra, você deve matá-lo antes do nascer do sol.
A sereia pegou a faca e foi até o quarto do príncipe, mas, ao vê-lo, não teve coragem de matá-lo.
Caminhou lentamente até a murada, olhou para o mar azul e, ao confundir-se com as ondas, sentiu que seu corpo ia se diluindo em espuma.
Fonte: www.educacional.com.br
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No tempo em que os bichos falavam, uma bela e vaidosa princesa vivia em um reino muito distante.
Certo dia, quando brincava com uma bola de ouro, a princesa a deixou cair dentro de um lago. Pensando que jamais conseguiria recuperar sua bola, pôs-se a chorar.
— Não chore, bela princesa. Posso resgatar a bola se você quiser — disse um sapo.
— Você faria isso por mim? — perguntou a princesa.
— Claro que sim. Mas, em troca, quero um beijo seu!
Sem outra opção, a princesa concordou.
Em poucos segundos, o sapo mergulhou no lago, apanhou a bola e levou-a até os pés da jovem. Toda feliz, a princesa pegou a bola e correu de volta para o castelo.
— Princesa, você precisa cumprir a sua palavra! — gritou o sapo.
Mas ela não deu importância.
O sapo então passou a seguir a princesa por todos os lugares. No almoço, pedia um pouco da comida da princesa. Quando ela se deitava para dormir, o sapo queria compartilhar da sua cama.
Percebendo que sua filha estava triste e abatida, o rei mandou que atirassem o sapo impertinente de volta ao lago. Antes que o pegassem, porém, o sapo disse diante da corte:
— Oh, rei, estou apenas cobrando uma promessa.
— De que está falando, sapo? Seja breve! — esbravejou o rei.
— A princesa, sua filha, prometeu-me um beijo se eu conseguisse recuperar a sua bola de estimação, que caiu no lago. Entretanto, quando apanhei a bola, ela saiu correndo e não cumpriu a sua parte do trato.
O rei disse à sua filha que uma promessa real jamais deveria ser quebrada.
A jovem começou a chorar e, arrependida, falou ao sapo que cumpriria a sua palavra. Delicadamente, tomou o sapo em suas mãos, fechou os olhos, criou coragem e o beijou.
Diante dos olhos de todos, o sapo se tornou um belo príncipe de vestes muito nobres.
O príncipe contou que uma bruxa o havia transformado em sapo e que o feitiço só poderia ser quebrado com o beijo de uma princesa. Por esse motivo, fora tão insistente.
Os dois jovens, então, apaixonaram-se e se casaram em uma festa que durou muitos dias.
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Materiais audiovisuais
Vídeo: A Anatomia do Encantamento
Vídeo: A História de Aladim
Vídeo: A Pequena Sereia
Vídeo: A Princesa e o Sapo
Vídeo/música: Final Feliz para Quem Sabe Sonhar
6. Desenvolvimento da sequência
Aula 1 — Conversa inicial: por que os contos encantam?
Iniciar com uma roda de conversa:
O que é uma história encantada?
Quais personagens costumam aparecer nos contos de fadas?
Toda história encantada precisa ter final feliz?
O que os contos antigos ainda ensinam hoje?
Em seguida, apresentar o tema da sequência e exibir o vídeo A Anatomia do Encantamento, como abertura para discutir os elementos mágicos das narrativas.
Aula 2 — Leitura e análise de Aladim
Realizar a leitura orientada de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa.
Durante a leitura, destacar:
quem é Aladim;
o papel do falso tio/feiticeiro;
a lâmpada e o gênio como elementos mágicos;
a ambição do vilão;
a esperteza de Aladim;
o desfecho da narrativa.
Depois, exibir o vídeo A História de Aladim.
|
Elemento |
No texto de
Aladim |
|
Personagem
principal |
Aladim |
|
Elemento
mágico |
Lâmpada
maravilhosa / gênio |
|
Vilão |
Feiticeiro
ou Califa |
|
Conflito |
A
disputa pela lâmpada e pelo poder |
|
Valor
discutido |
Esperteza,
coragem, ambição e justiça |
|
Desfecho
|
Aladim
vence o mal e conquista seu lugar |
Aula 3 — Leitura e análise de A Pequena Sereia
Apresentar o texto A Pequena Sereia, destacando que se trata de uma adaptação do conto de Hans Christian Andersen.
Pontos para discussão:
o desejo da sereia de conhecer o mundo da superfície;
a paixão pelo príncipe;
o sacrifício realizado;
a escolha final da personagem;
a diferença entre sonho e renúncia;
o final triste e poético da narrativa.
Exibir o vídeo A Pequena Sereia.
“A Pequena Sereia fez uma escolha difícil. Você acha que ela agiu por amor, por sonho ou por ilusão? Explique.”
Aula 4 — Leitura e análise de A Princesa e o Sapo
Realizar a leitura de A Princesa e o Sapo.
Destacar:
a promessa feita pela princesa;
o descumprimento da palavra;
a intervenção do rei;
a transformação do sapo em príncipe;
a ideia de responsabilidade.
Exibir o vídeo A Princesa e o Sapo.
Promessa deve ser cumprida sempre?
Por que a princesa não queria cumprir o combinado?
O sapo estava certo em cobrar a promessa?
O que a transformação representa no conto?
Aula 5 — Produção final
Propor uma produção criativa.
Opções:
Reconto de um dos contos com final diferente.
Criação de um novo conto de encantamento.
Cartaz comparativo dos três contos.
Podcast curto comentando uma das histórias.
Roteiro de vídeo com uma cena mágica.
Texto opinativo: “Todo conto encantado precisa terminar com final feliz?”
7. Avaliação
A avaliação pode considerar:
participação nas rodas de conversa;
envolvimento nas leituras;
capacidade de interpretar personagens e conflitos;
comparação entre texto e vídeo;
clareza nas respostas orais e escritas;
criatividade na produção final;
compreensão dos valores presentes nas narrativas.
A avaliação deve ser processual, observando o desenvolvimento dos alunos ao longo das atividades.
8. Culminância
A culminância pode ser organizada como uma pequena mostra chamada:
Mostra Histórias que Encantam
Sugestões para a culminância:
exibição dos vídeos produzidos ou utilizados;
apresentação da música “Final Feliz para Quem Sabe Sonhar”;
leitura dos recontos criados pelos alunos;
exposição dos quadros comparativos;
roda de conversa sobre os ensinamentos dos contos.
9. Recursos
Material Word:Sequência didática Histórias que encantam.docx
Material PDF: Sequência didática Histórias que encantam.pdf
Vídeos produzidos.
https://www.youtube.com/watch?v=ZEg7WxGievw
https://www.youtube.com/watch?v=Ie16K6XZBaQ
https://www.youtube.com/watch?v=0wriOyhoXyQ&t=3s
https://www.youtube.com/watch?v=CP7CwZ-zUwo
Livro Digital: https://www.youtube.com/watch?v=mNanPOa9cfI
Música autoral.:
https://www.youtube.com/watch?v=Q4lL3Ntc658
https://www.youtube.com/watch?v=7xyWLBjFsFg
https://www.youtube.com/watch?v=Ug_XtiyEdEI
https://www.youtube.com/watch?v=b1G50v5K1b4
Projetor ou TV.
Caixa de som.
Caderno dos alunos.
Cartolina, papel colorido ou Canva.
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10. Conclusão
Esta sequência didática permite trabalhar os contos de encantamento de forma sensível, criativa e atual. Ao ler, assistir, ouvir, comparar e produzir, os alunos percebem que essas histórias não são apenas narrativas antigas, mas textos que continuam dialogando com questões humanas: o desejo de sonhar, o medo de perder, a importância da palavra, a busca pela liberdade, a coragem diante dos desafios e a esperança de transformação.
Os contos encantam porque falam de magia, mas também porque revelam muito sobre a vida.
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