sexta-feira, 12 de junho de 2026

Sequência Didática: Histórias que Encantam

 



Público-alvo

Ensino Fundamental II, podendo ser adaptado para o Ensino Médio.

Duração sugerida

4 a 6 aulas, dependendo da profundidade das atividades e da exibição dos vídeos.


1. Introdução

Os contos de encantamento fazem parte do imaginário de diferentes gerações. Por meio de personagens como princesas, sereias, gênios, sapos encantados, feiticeiros e heróis sonhadores, essas narrativas apresentam conflitos, escolhas, desejos, medos e valores humanos.

Nesta sequência didática, os alunos terão contato com textos clássicos e adaptações audiovisuais, observando como uma mesma história pode ganhar novas formas, novos sentidos e diferentes linguagens. A proposta valoriza a leitura, a oralidade, a interpretação, a comparação entre textos e vídeos, além da reflexão sobre temas como promessa, coragem, liberdade, amor, ambição, sonho e transformação.


2. Objetivo geral

Desenvolver a leitura crítica e sensível de contos de encantamento, analisando personagens, enredos, valores, símbolos e adaptações em diferentes linguagens: texto escrito, vídeo, música e apresentação audiovisual.


3. Objetivos específicos

Levar os alunos a:

Compreender as características dos contos de encantamento.

Identificar personagens, conflitos, espaços, tempo narrativo e desfecho.

Comparar diferentes versões de uma mesma história.

Refletir sobre valores presentes nas narrativas, como coragem, honestidade, promessa, amor, liberdade e responsabilidade.

Relacionar texto escrito, música e vídeo como formas diferentes de contar histórias.

Produzir comentários, recontos, quadros comparativos ou pequenas criações inspiradas nos contos estudados.


4. Competências e habilidades trabalhadas

A sequência favorece o desenvolvimento de habilidades ligadas à leitura, interpretação, oralidade, produção textual, apreciação estética e análise de narrativas.

Pode ser articulada à BNCC nos componentes de Língua Portuguesa, Arte, Ensino Religioso, História e Projeto de Vida, especialmente em práticas de leitura literária, fruição, escuta, produção oral, análise de personagens e reflexão sobre valores humanos.


5. Textos e materiais utilizados

Textos principais

Aladim e a Lâmpada Maravilhosa
Narrativa de aventura, magia, desejo, ambição e esperteza.


Capítulo I : Aladim e a lâmpada Maravilhosa

Há muitos e muitos anos viviam num distante reino da China a viúva de um pobre alfaiate e seu filho Aladim.
  Um dia, quando este brincava na praça, um estrangeiro aproximou-se dele e lhe disse:
- Meu menino, você não e filho do alfaiate Mustafá?
- Sou, sim, respondeu Aladim, mas meu pai já morreu ha muito tempo.
- Pois então eu sou seu tio, meu querido sobrinho! Há muitos anos estou viajando; desejava tanto rever meu irmão, e agora estou sabendo que ele esta morto! Quanto sofrimento para mim!
  O estrangeiro tomou a mão de Aladim e pediu-lhe que o levasse a casa de sua mãe.
  Lá entregou a boa senhora uma bolsa cheia de ouro, dizendo-lhe que fosse comprar uma comida saborosa para o jantar. Na refeição ele contou que estava viajando ha muito tempo, e descreveu todos os países por ele visitados.
  No dia seguinte ele saiu com Aladim e comprou-lhe roupas riquíssimas. Depois visitaram juntos a cidade, dirigindo-se por fim aos magníficos jardins que a cercavam. Pouco a pouco foram-se afastando da cidade, chegando assim ao sopé de uma montanha.
- Paremos aqui, disse o estrangeiro, pois aqui neste lugar lhe vou mostrar coisas maravilhosas! Enquanto eu faço um fogo com gravetos, você vai buscar lenha para fazermos uma grande fogueira.
Aladim logo reuniu uma pilha de galhos secos. 0 es- trangeiro acendeu então a fogueira, pronunciando palavras mágicas. No mesmo instante dali levantou- se uma fumaça espessa. A terra tremeu um pouco, depois abriu-se, deixando aparecer uma pedra na qual estava presa uma argola de ferro.
  0 estrangeiro suspendeu a pedra e uma escada íngreme apareceu.
- Desça esta escada, disse o estrangeiro, e quando você chegar em baixo achara um salão. Atravesse-o sem parar um instante. No meio desse salão ha uma porta que da para um jardim. No meio desse jardim, sobre um pedestal, esta uma lâmpada acesa. Pegue a lâmpada e traga-a para mim. Se os frutos do jardim lhe apetecerem, pode colhê-los à vontade.
  Em seguida ele colocou um anel no dedo de Aladim, dizendo-lhe que este o protegeria contra qualquer perigo.
  Aladim desceu ao subterrâneo e, sem se deter, foi e apanhou a lâmpada. Já de volta, ele parou para olhar o jardim e viu que ali havia frutas muito diferentes das outras. Colheu algumas julgando que fossem de vidro colorido, quando na realidade eram pérolas, rubis, diamantes e esmeraldas.
  O estrangeiro aguardava com impaciência.
- Meu tio, disse Aladim, ajude-me a subir, por favor.
- Pois não, querido sobrinho, mas então você primeiro tem que me dar a lâmpada, pois ela lhe pode atrapa- lhar para subir.
- Não atrapalha não, meu tio; assim que estiver em cima, eu lhe entrego a lâmpada.
  E continuaram a teimar sem que nenhum cedesse, até que por fim o estrangeiro teve um acesso de raiva pavoroso e pronunciou urnas palavras mágicas. A pedra então fechou-se sobre si mesma, e Aladim ficou prisioneiro no subterrâneo.
  O estrangeiro era um grande feiticeiro africano que por meio de suas mágicas descobrira a existência da lâmpada cuja posse poderia torna-lo mais poderoso que todos os reis da terra. Porém ele próprio não podia ir buscá-la, por isso recorrera a Aladim.
Vendo que não poderia obtê-la, voltou para a África no mesmo dia.
Aladim  estava fechado no subterrâneo há três dias, quando, juntando as mãos para implorar ao céu misericórdia, sem querer esfregou o anel que o mágico lhe dera. Imediatamente um em o medonho apareceu e disse estas palavras:
- Que desejas ? Estamos prontos a te obedecer, eu e todos os escravos do anel.
Aladim gritou :
- Sejas quem for, tira-me deste lugar!
Mal acabara de pronunciar estas palavras e logo viu- se fora do subterrâneo. Assim que chegou a casa, contou a sua mãe o que lhe acontecera, e pediu-lhe um pouco de comida.
- Ali ! meu filho! Que tristeza! eu não tenho nem um pedaço de pão para lhe dar !
- Pois então, minha mãe, dê-me a lâmpada que eu trouxe, e eu irei vendê-la.
- Esta aqui, meu filho, mas está muito suja.
Vou areá- la; assim talvez deem. mais dinheiro por ela. Assim que começou a esfregá-la, apareceu um gênio pavoroso que disse com uma voz cavernosa:
- Que desejas? Sou teu escravo, e estou pronto a te obedecer, assim como todos os outros escravos da lâmpada.
A mãe de Aladim. desmaiou de susto.
Aladim. pegou a lâmpada e respondeu:
- Estou com fome, traz alguma coisa para eu comer!
0 gênio desapareceu e voltou trazendo em enorme bandeja de prata 12 pratos cheios de coisas delicio-sas, pão e duas garrafas de um vinho finíssimo, colocando tudo sobre a mesa; depois desapareceu.
  Muitos dias se passaram durante os quais Aladim e sua mãe recorreram uma porção de vezes a lâmpada.
  Uma manhã, enquanto passeava, Aladim ouviu publicar uma ordem do rei obrigando o povo a fechar todas as portas e janelas das casas, porque a princesa sua filha ia sair do palácio e não devia ser vista por ninguém.
Esta proclamação despertou em Aladim grande curiosidade de conhecer a princesa; tendo-a visto, ficou grandemente impressionado por sua extraordinária beleza.
Voltando para casa, ele não pode conter seu entusiasmo e disse a sua mãe:
- Eu vi a princesa Badrulbudur. Amo-a e resolvi pedi-la em casamento.
A mãe de Aladim não pode reprimir gargalhada :
- Ora veja, meu filho ! e está sonhando !
- Não, minha mãe, não estou. E vou-lhe pedir um favor. Pegue um vaso de bom tamanho, encha-o com as frutas que eu trouxe do jardim da lâmpada, e leve-o ao rei.
  A mãe de Aladim fez tudo o que lhe pedira Aladim.
  0 rei maravilhou-se com as pedras preciosas que ela lhe ofereceu e disse-lhe:
- Vá, boa mulher, volte para a sua casa. Diga a seu filho que eu aceito a sua proposta, e que lhe concederei minha filha quando ele me enviar 40 bandejas de ouro maciço cheias de pedras preciosas trazidas por 40 escravos negros acompanhados por 40 escravos brancos, todos vestidos luxuosamente.
  Logo que sua mãe lhe contou o que se passara, Aladim chamou o gênio, e exprimiu-lhe seu desejo.
  Pouco tempo depois o gênio lhe trazia os tesouros pedidos.
  Aladim apresentou-se ao rei com todo seu séquito, no meio das aclamações de toda a cidade, e as núpcias se realizaram algum tempo depois com grandes festas.
  Aladim mandou construir pelo gênio um palácio digno da princesa, sua esposa. O palácio maravilhoso ficou pronto em uma única noite. Era feito com madeiras preciosas e mármore do mais fino.
  No centro, debaixo de uma cúpula maciça de ouro e prata, havia um salão com 24 janelas incrustadas com as mais belas pedras preciosas. Os jovens esposos viveram felizes alguns anos ate o dia em que o mágico, que nunca esquecia Aladim e não perdia a esperança de reaver a lâmpada maravilhosa, soube por suas feitiçarias tudo o que acontecera.
  No dia seguinte ele retomou o caminho da China e chegou logo a cidade de Aladim.
  Dirigiu-se imediatamente a casa de um negociante de lâmpadas e comprou-lhe uma dúzia delas.           Colocando- as numa cesta, tomou o caminho do palácio maravilhoso, gritando:
- Quem quer trocar lâmpadas; velhas por A princesa Badrulbudur ouviu-o.
- Boa idéia, disse ela as suas aias, neste canto lia uma lâmpada velha, troquem-na por uma nova !
  Uma das aias logo foi e trocou a lâmpada velha pela nova.
  O mágico saiu imediatamente da cidade. Assim que ele chegou ao campo, pegou a lâmpada, esfregou-a e disse ao gênio:
- Eu ordeno que retires o palácio de onde ele esta e que o transportes para a África.
  O gênio executou imediatamente a ordem recebida.
  Aladim estava caçando.
  Quando voltou, qual não foi o seu desespero não encontrando seu palácio nem sua esposa.
  O rei, seu sogro, estava louco de raiva, e ameaçou mata-lo se antes de 40 dias não encontrasse sua filha.
Felizmente Aladim possuía ainda o anel do mágico. Esfregou-o e o gênio apareceu.
- Que desejas ? perguntou o gênio.
- Gênio, leva-me para junto da princesa, minha esposa.
  Com a rapidez de um relâmpago, achou-se ele na África, bem debaixo da janela do quarto de Badrulbudur. Uma aia avistou-o e preveniu a princesa., que o reconheceu e ir até junto dela.
  Não tiveram dificuldade em se apoderar novamente da lâmpada maravilhosa dando um narcótico ao mágico, que a trazia escondida dentro de suas roupas.
  O gênio da lâmpada logo foi chamado para transportar o palácio para o lugar onde estava antes e o pai de Badrulbudur ficou radiante, encontrando sua filha.
0 mágico foi acorrentado e jogado para servir de pasto aos animais ferozes.
  Grandes festas celebraram a volta da princesa e de seu esposo. Os dois viveram muito felizes.
  Aladim subiu ao trono depois da morte de seu sogro.
 Reinou sabiamente com Badrulbudur durante longos e longos anos e deixaram filhos ilustres.



Capítulo II : Aladim e a lâmpada Maravilhosa- Final

Texto 2:Aladim e a Lâmpada Maravilhosa

  Há muitos séculos, vivia um jovem e sonhador, chamado Aladim. O maior sonho de Aladim era um dia se casar com a filha do sultão, a princesa Esmeralda, que morava com seu pai num rico palácio. Nesse mesmo palácio vivia o malvado e ganancioso califa, que queria tomar o lugar de Sultão.
Um dia, o Califa bolou um plano e hipnotizou o sultão. Assim, roubou seu diamante mágico e,
com a ajuda deste descobriu onde estava 
a lâmpada maravilhosa! Para obter tal tesouro, o Califa precisava de Ala          -Se você vier comigo, o tiro agora da prisão- disse o Califa.- Vamos conquistar um tesouro! Você só precisa, pegar uma lâmpada valiosa. Eu sei onde ela está, prometo-lhe bela recompensa. Para se livrar da prisão, Aladim aceitou a proposta. 

  Os dois se dirigiram ao lugar conhecido como a caverna do Deus Tigre. Ao entrar na caverna, Aladim encontrou um tapete mágico.Voando com ele, avistou vários tesouros e a bendita lâmpada. Pegou-a nas mãos e, como estava muito suja, começou a esfregá-la. De
repente, algo aconteceu. -Aqui estou, meu mestre!-Disse um gênio
que saiu da lâmpada.- Faça seu pedido!
          Aladim desejou ser um príncipe e foi prontamente atendido.Depois disso,sua vontade
era conhecer a princesa Esmeralda.
          Aladim mudou seu nome, para não ser descoberto pelo Califa, Esmeralda e Aladim se conheceram e se apaixonaram. Dias depois , marcaram seu casamento . Porém , o Califa descobriu que o príncipe era Aladim, quando, vasculhando as suas roupas encontrou a lâmpadas no meio delas.
         O sultão e a Princesa Esmeralda tiveram que se render ao malvado, o qual se tornou muito poderoso com a lâmpada mágica nas mãos. Aladim foi em busca do tapete mágico e pediu que o levasse de volta ao palácio.
          Quando o Califa viu Aladim e ordenou:
           -Gênio, me transforme num feiticeiro muito poderoso.
          -Pois que eu seja o gênio mais poderoso do mundo!- ordenou o Califa.
          Nesse momento, Aladim pegou a lâmpada e aprisionou o Califa dentro dela.


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Narrativa marcada pelo sonho, pelo sacrifício, pelo amor e pela escolha.


Muito longe da terra, onde o mar é muito azul, vivia o povo do mar.

O rei desse povo tinha seis filhas, todas muito bonitas e donas das vozes mais belas de todo o mar. Porém, a mais moça se destacava, com sua pele fina e delicada como uma pétala de rosa e os olhos azuis como o mar. Como as irmãs, não tinha pés, mas sim uma cauda de peixe.

Ela era uma sereia.

Essa era a mais interessada nas histórias sobre o mundo de cima e desejava poder ir à superfície. Queria saber tudo sobre os navios, as cidades, as pessoas e os animais.

— Quando você tiver quinze anos — dizia a avó —, subirá à superfície e poderá se sentar nos rochedos para ver o luar, os navios, as cidades e as florestas.

Os anos se passaram...

Quando a princesa completou quinze anos, mal pôde acreditar. Subiu até a superfície e viu o céu, o sol, as nuvens e ficou muito curiosa. Foi nadando até se aproximar de uma grande embarcação.

Viu, através dos vidros das vigias, passageiros ricamente trajados. O mais belo de todos era um príncipe que estava fazendo aniversário. Ele não deveria ter mais de dezesseis anos, e a pequena sereia se apaixonou por ele.

A sereiazinha ficou horas admirando seu príncipe e só despertou de seu devaneio quando o navio foi pego de surpresa por uma tempestade e começou a tombar.

A menina viu o príncipe cair no mar e afundar. Lembrou-se de que os homens não conseguem viver dentro da água. Então, mergulhou em sua direção e o pegou já desmaiado, levando-o para uma praia.

Ao amanhecer, o príncipe continuava desacordado. A sereia, vendo um grupo de moças se aproximando, escondeu-se atrás das pedras, ocultando o rosto entre os flocos de espuma.

As moças viram o náufrago deitado na areia e foram buscar ajuda. Quando finalmente acordou, o príncipe não sabia como havia chegado àquela praia e tampouco fazia ideia de quem o havia salvado do naufrágio.

A princesa voltou para o castelo muito triste e calada. Não respondia às perguntas de suas irmãs sobre sua primeira visita à superfície.

A sereia voltou várias vezes à praia onde tinha deixado o príncipe, mas ele nunca aparecia por lá, o que a deixava ainda mais triste.

Algum tempo depois, o príncipe seguiu em viagem para o reino vizinho.

Quando viu a princesa daquele reino, não se conteve e gritou:

— Foi você que me salvou! Foi você que eu vi na praia! Finalmente encontrei você, minha amada!

A princesa era realmente uma das moças que estava naquela praia, mas não havia salvado o rapaz. Para tristeza da sereia, a princesa também se apaixonara pelo príncipe, e os dois marcaram o casamento para o dia seguinte.

Seria o fim da sereiazinha. Todo o seu sacrifício havia sido em vão.

Depois do casamento, os noivos e sua comitiva voltaram para o palácio do príncipe de navio. A sereia ficou observando o amanhecer, esperando o primeiro raio de sol que deveria matá-la.

Viu então suas irmãs, pálidas e sem a longa cabeleira, nadando ao lado do navio. Em suas mãos brilhava um objeto.

— Nós entregamos nossos cabelos para a bruxa do mar em troca desta faca. Você deve enterrá-la no coração do príncipe. Só assim poderá voltar a ser uma sereia novamente e escapará da morte. Corra, você deve matá-lo antes do nascer do sol.

A sereia pegou a faca e foi até o quarto do príncipe, mas, ao vê-lo, não teve coragem de matá-lo.

Caminhou lentamente até a murada, olhou para o mar azul e, ao confundir-se com as ondas, sentiu que seu corpo ia se diluindo em espuma.

Fonte: www.educacional.com.br

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A Princesa e o Sapo

Conto sobre promessa, responsabilidade, transformação e cumprimento da palavra.

No tempo em que os bichos falavam, uma bela e vaidosa princesa vivia em um reino muito distante.

Certo dia, quando brincava com uma bola de ouro, a princesa a deixou cair dentro de um lago. Pensando que jamais conseguiria recuperar sua bola, pôs-se a chorar.



— Não chore, bela princesa. Posso resgatar a bola se você quiser — disse um sapo.

— Você faria isso por mim? — perguntou a princesa.

— Claro que sim. Mas, em troca, quero um beijo seu!

Sem outra opção, a princesa concordou.

Em poucos segundos, o sapo mergulhou no lago, apanhou a bola e levou-a até os pés da jovem. Toda feliz, a princesa pegou a bola e correu de volta para o castelo.

— Princesa, você precisa cumprir a sua palavra! — gritou o sapo.

Mas ela não deu importância.

O sapo então passou a seguir a princesa por todos os lugares. No almoço, pedia um pouco da comida da princesa. Quando ela se deitava para dormir, o sapo queria compartilhar da sua cama.

Percebendo que sua filha estava triste e abatida, o rei mandou que atirassem o sapo impertinente de volta ao lago. Antes que o pegassem, porém, o sapo disse diante da corte:

— Oh, rei, estou apenas cobrando uma promessa.

— De que está falando, sapo? Seja breve! — esbravejou o rei.

— A princesa, sua filha, prometeu-me um beijo se eu conseguisse recuperar a sua bola de estimação, que caiu no lago. Entretanto, quando apanhei a bola, ela saiu correndo e não cumpriu a sua parte do trato.

O rei disse à sua filha que uma promessa real jamais deveria ser quebrada.

A jovem começou a chorar e, arrependida, falou ao sapo que cumpriria a sua palavra. Delicadamente, tomou o sapo em suas mãos, fechou os olhos, criou coragem e o beijou.



Diante dos olhos de todos, o sapo se tornou um belo príncipe de vestes muito nobres.

O príncipe contou que uma bruxa o havia transformado em sapo e que o feitiço só poderia ser quebrado com o beijo de uma princesa. Por esse motivo, fora tão insistente.

Os dois jovens, então, apaixonaram-se e se casaram em uma festa que durou muitos dias.

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Materiais audiovisuais

Vídeo: A Anatomia do Encantamento



Vídeos produzidos com roteiro autoral, baseados nas três histórias da sequência.

Vídeo: A História de Aladim



Vídeo: A Pequena Sereia



Vídeo: A Princesa e o Sapo


Os vídeos utilizados nesta sequência foram produzidos a partir das três histórias trabalhadas no projeto, com roteiro elaborado pela autora do blog. Eles complementam a leitura dos textos e ajudam os alunos a perceberem como uma narrativa pode ser recriada em diferentes linguagens: escrita, imagem, som, música e vídeo.


Vídeo/música: Final Feliz para Quem Sabe Sonhar





Vídeo música:  Quem sabe  sonhar






Livrinho Digital





6. Desenvolvimento da sequência

Aula 1 — Conversa inicial: por que os contos encantam?

Iniciar com uma roda de conversa:

O que é uma história encantada?

Quais personagens costumam aparecer nos contos de fadas?

Toda história encantada precisa ter final feliz?

O que os contos antigos ainda ensinam hoje?

Em seguida, apresentar o tema da sequência e exibir o vídeo A Anatomia do Encantamento, como abertura para discutir os elementos mágicos das narrativas.

Atividade sugerida:
Os alunos anotam palavras que associam aos contos de encantamento: magia, sonho, medo, príncipe, princesa, prova, escolha, transformação, perigo, final feliz.


Aula 2 — Leitura e análise de Aladim

Realizar a leitura orientada de Aladim e a Lâmpada Maravilhosa.

Durante a leitura, destacar:

quem é Aladim;

o papel do falso tio/feiticeiro;

a lâmpada e o gênio como elementos mágicos;

a ambição do vilão;

a esperteza de Aladim;

o desfecho da narrativa.

Depois, exibir o vídeo A História de Aladim.

Atividade sugerida:
Quadro de análise:

Elemento

No texto de Aladim

Personagem principal

Aladim

Elemento mágico 

Lâmpada maravilhosa / gênio

Vilão

 Feiticeiro ou Califa

Conflito

 A disputa pela lâmpada e pelo poder

Valor discutido

 Esperteza, coragem, ambição e justiça

Desfecho          

 Aladim vence o mal e conquista seu lugar


Aula 3 — Leitura e análise de A Pequena Sereia

Apresentar o texto A Pequena Sereia, destacando que se trata de uma adaptação do conto de Hans Christian Andersen.

Pontos para discussão:

o desejo da sereia de conhecer o mundo da superfície;

a paixão pelo príncipe;

o sacrifício realizado;

a escolha final da personagem;

a diferença entre sonho e renúncia;

o final triste e poético da narrativa.

Exibir o vídeo A Pequena Sereia.

Atividade sugerida:
Propor uma reflexão escrita:

“A Pequena Sereia fez uma escolha difícil. Você acha que ela agiu por amor, por sonho ou por ilusão? Explique.”


Aula 4 — Leitura e análise de A Princesa e o Sapo

Realizar a leitura de A Princesa e o Sapo.

Destacar:

a promessa feita pela princesa;

o descumprimento da palavra;

a intervenção do rei;

a transformação do sapo em príncipe;

a ideia de responsabilidade.

Exibir o vídeo A Princesa e o Sapo.

Atividade sugerida:
Debate orientado:

Promessa deve ser cumprida sempre?

Por que a princesa não queria cumprir o combinado?

O sapo estava certo em cobrar a promessa?

O que a transformação representa no conto?


Aula 5 — Produção final

Propor uma produção criativa.

Opções:

Reconto de um dos contos com final diferente.

Criação de um novo conto de encantamento.

Cartaz comparativo dos três contos.

Podcast curto comentando uma das histórias.

Roteiro de vídeo com uma cena mágica.

Texto opinativo: “Todo conto encantado precisa terminar com final feliz?”


7. Avaliação

A avaliação pode considerar:

participação nas rodas de conversa;

envolvimento nas leituras;

capacidade de interpretar personagens e conflitos;

comparação entre texto e vídeo;

clareza nas respostas orais e escritas;

criatividade na produção final;

compreensão dos valores presentes nas narrativas.

A avaliação deve ser processual, observando o desenvolvimento dos alunos ao longo das atividades.


8. Culminância

A culminância pode ser organizada como uma pequena mostra chamada:

Mostra Histórias que Encantam

Sugestões para a culminância:

exibição dos vídeos produzidos ou utilizados;

apresentação da música “Final Feliz para Quem Sabe Sonhar”;

leitura dos recontos criados pelos alunos;

exposição dos quadros comparativos;

roda de conversa sobre os ensinamentos dos contos.


9. Recursos

Material Word:Sequência didática Histórias que encantam.docx

Material PDF: Sequência didática Histórias que encantam.pdf

Vídeos produzidos.

https://www.youtube.com/watch?v=ZEg7WxGievw

https://www.youtube.com/watch?v=Ie16K6XZBaQ

https://www.youtube.com/watch?v=0wriOyhoXyQ&t=3s

https://www.youtube.com/watch?v=CP7CwZ-zUwo

Livro Digital: https://www.youtube.com/watch?v=mNanPOa9cfI

Música autoral.:

https://www.youtube.com/watch?v=Q4lL3Ntc658

https://www.youtube.com/watch?v=7xyWLBjFsFg

https://www.youtube.com/watch?v=Ug_XtiyEdEI

https://www.youtube.com/watch?v=b1G50v5K1b4

Projetor ou TV.

Caixa de som.

Caderno dos alunos.

Cartolina, papel colorido ou Canva.

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10. Conclusão

Esta sequência didática permite trabalhar os contos de encantamento de forma sensível, criativa e atual. Ao ler, assistir, ouvir, comparar e produzir, os alunos percebem que essas histórias não são apenas narrativas antigas, mas textos que continuam dialogando com questões humanas: o desejo de sonhar, o medo de perder, a importância da palavra, a busca pela liberdade, a coragem diante dos desafios e a esperança de transformação.

Os contos encantam porque falam de magia, mas também porque revelam muito sobre a vida.

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Histórias, aprendizagens e ideias para educar
✍️ Maria Aparecida de Almeida
Pedagoga | Especialista da Educação


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Sequência Didática: Histórias que Encantam

  Público-alvo Ensino Fundamental II, podendo ser adaptado para o Ensino Médio. Duração sugerida 4 a 6 aulas, dependendo da profundidade...