quinta-feira, 11 de junho de 2026

Projeto: Lendas, Contos e Fábulas — Sementes da Sabedoria

 


1. Apresentação

O projeto “Lendas, Contos e Fábulas — Sementes da Sabedoria” propõe uma viagem literária por narrativas curtas, simbólicas e reflexivas, que atravessam diferentes tempos, culturas e modos de ensinar.

Por meio da leitura de lendas, contos e fábulas, os estudantes serão convidados a refletir sobre valores humanos, escolhas, liberdade, gentileza, sabedoria, convivência, justiça, responsabilidade e imaginação.

A proposta articula leitura, interpretação textual, oralidade, produção escrita, música, podcast, vídeo e livro digital, tornando o estudo dos gêneros narrativos mais dinâmico, sensível e significativo para os anos finais do Ensino Fundamental e para o Ensino Médio.

2. Justificativa

Lendas, contos e fábulas fazem parte da tradição oral e escrita da humanidade. Esses textos, embora muitas vezes breves, carregam ensinamentos profundos sobre a vida, o comportamento humano, a natureza, os sentimentos e as relações sociais.

Nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio, esses gêneros podem ser trabalhados não apenas como textos infantis, mas como narrativas simbólicas capazes de provocar reflexão crítica, análise literária e debate sobre valores éticos e sociais.

O projeto valoriza a leitura como experiência estética, cultural e formativa, utilizando recursos digitais e audiovisuais para aproximar os estudantes das narrativas e ampliar as possibilidades de aprendizagem.

3. Público-alvo

Anos finais do Ensino Fundamental: 6º ao 9º ano.
Ensino Médio: 1ª à 3ª série.

4. Objetivo geral

Promover o estudo de lendas, contos e fábulas como gêneros narrativos capazes de desenvolver a leitura crítica, a interpretação, a oralidade, a produção textual, a criatividade e a reflexão sobre valores humanos e sociais.

5. Objetivos específicos

Identificar características de lendas, contos e fábulas.

Compreender a estrutura narrativa: personagens, espaço, tempo, conflito, desfecho e mensagem.

Analisar a presença de ensinamentos, moralidades e valores nos textos.

Relacionar as narrativas estudadas com situações da vida cotidiana.

Desenvolver habilidades de leitura, escuta, interpretação e argumentação.

Produzir textos inspirados nos gêneros trabalhados.

Utilizar recursos digitais, musicais e audiovisuais como apoio à aprendizagem.

Estimular a criatividade por meio de recontos, dramatizações, podcasts, vídeos e produções escritas.

6. Gêneros textuais trabalhados

Lenda
Conto
Fábula
Narrativa oral
Texto reflexivo
Letra de música
Podcast educativo
Roteiro de vídeo
Produção textual autoral

7. Textos e temas do projeto

Texto

Gênero

Tema principal

Reflexão

Lenda dos Beija-Flores

Lenda

Origem do voo apressado dos beija-flores

Consequência das ações

Lenda das Esmeraldas

Lenda

Uiara, natureza e encantamento

Respeito à natureza e às crenças

O Lobo e o Cão

Fábula

Liberdade e conforto

A liberdade não tem preço

O Urso e as Abelhas

Fábula

Provocação e consequência

Nem todo conflito merece resposta

A Raposa e as Uvas

Fábula

Frustração e orgulho

Desprezar o que não se alcança

Os Animais e a Peste

Fábula

Poder e injustiça

Crítica social

O Fechador de Olhos

Conto

Sono, sonho e bondade

Ter bom coração também é sabedoria

O Livro Mágico das Horas

Texto musical/narrativo

Viagem pelas narrativas

A literatura ensina por meio da imaginação

 

 

 

 

8. Textos bases:

Parte 1 — Textos com atividades pedagógicas

Texto 1: A lenda do beija-flor


          Curumim , um indiozinho valente ,gostava muito dos pássaros e sabia contar muitas histórias sobre as aves.
          Certa vez,contou aos seus amigos esta lenda:
          Celebrava-se a primavera no mundo das aves,com uma grande festa na casa do Beija-flor, que preparou um grande banquete.
          Todas as aves compareceram trazendo cada uma sua contribuição para a festa: pitangas, maracujás,goiabas,todas as frutas saborosas que existiam.Houve, até quem levasse flores perfumosas gotejando néctar.
          A festa corria animada com músicas, canções e danças, deixando os convidados distraídos ,menos os filhotes de dona Beija -flor.
          Muito gulosos,foram à sala do banquete e comeram toda a sobremesa.
          Dona Beija-flor,que os conhecia muito bem, segui-os e descobriu sua travessura.
          Zangada,ordenou-lhes:
          _ Vão ,já e já, arranjar mais néctar.
          Eles saíram rapidamente à procura de néctar e, por isso, até hoje os beija-flores estão voando sempre apressados e correndo.


                                         ATIVIDADES
1-Marque a resposta certa:
a) Quem conta esta história para você é:
(  ) Um grande escritor
(  )Um pequeno Curumim
(  )Uma fada

b) Esta história se passa em que estação do ano?
(  ) verão  (  )inverno  (  )primavera  (  ) outono

c)À festa compareceram:
(  ) Todas as aves   (  )algumas Aves    (  ) muitas aves

d)Na festa houve:
(  )  brigas     (  ) canções  (  ) danças       (  ) Prêmios

e) Esta história nos explica:
(  )porque os beija- flores gostam de flores.
(  )porque os beija-flores voam rapidinho
(  )porque a primavera é festiva.

f) Você acha  que o curumim é:
(  ) um indiozinho  (  ) um pequeno camponês  (  ) um velho contador de histórias

2- Responda as questões abaixo:
a) Como é que os passarinhos resolveram celebrar a primavera?

b)Onde seria a festa?

c) O que as aves trouxeram para a festa?

d) Por que os filhotes de D.Beija -Flor não se distraíram como as outras aves?

e) Que ordem Mamãe Beija flor deu a seus filhos?

f) Esta história é verídica ou ficção? Por quê?

3- Significado de palavras:
a) O que quer dizer "gulosos"?

b) Celebrava-se a primavera é o mesmo que:
(  )Comemorava-se  primavera
(  )Homenagem


Texto 2: A lenda das Esmeraldas



A Lenda das Esmeraldas

Dizia-se que, numa paragem longínqua do Brasil, havia uma serra diferente de todas as outras serras.

Dizia-se que essa tal serra era toda verde, por ser feita inteiramente de esmeraldas.

Os rios próximos, os lagos, a areia, os pássaros, as nuvens e até o próprio luar tinham tons verdes, pelo reflexo verde da serra.

Essa serra maravilhosa ficava à margem da lagoa de Vapabuçu, longe, muito longe.

Diziam os índios que as pedras verdes eram os cabelos da Uiara, a mãe-d’água.

Mãe-d’água, contavam os índios, era uma linda sereia de longos cabelos verdes e olhos azuis profundos.

Possuía um palácio encantado e atraía, com sua beleza, todos que a viam, arrastando-os para as profundezas das águas.

Os índios não queriam que a Uiara — como também chamavam a mãe-d’água — acordasse. Acreditavam que ela estava a dormir e que sua vida estava em seus cabelos.

Por isso, os índios se alarmaram quando um intrépido bandeirante, Fernão Dias, não dando crédito à lenda, arrancou impiedosamente um punhado de pedras verdes.

Aquele gesto ia trazer a desgraça para a região. Mas a desgraça veio para o próprio bandeirante. Poucos dias depois, vitimado pela febre, Fernão Dias agonizava.

— Castigo! — diziam os índios. — Castigo para quem quis roubar o sono e a vida da Uiara. A Uiara não perdoou.

Fernão Dias morreu. Os índios se alegraram.

A Uiara vencera!



Atividades sobre o texto

1. Assinale com um X as alternativas corretas:

a) O título da história é:

( ) O castigo do bandeirante.
( ) A serra verde.
( ) Os cabelos da Uiara.
( ) A Lenda das Esmeraldas.

b) O texto lido é:

( ) Um fato histórico.
( ) Um fato verdadeiro.
( ) Uma história falsa.
( ) Uma lenda.

c) Aquela era uma serra diferente de outras serras porque:

( ) era alta.
( ) era coberta de grama verde.
( ) tinha muitas árvores.
( ) era de esmeraldas.

d) A expressão “longe, muito longe” dá ideia de:

( ) lugar desconhecido.
( ) lugar próximo.
( ) lugar difícil de se alcançar.
( ) lugar distante.

e) A expressão “dizia-se”, no início do texto, mostra que:

( ) o fato era conhecido de todos.
( ) alguém conhecia o fato.
( ) quem conta conhecia o fato.
( ) ninguém conhecia o fato ao certo.

f) “Reflexo verde da serra” significa que:

( ) a serra era de pedras verdes.
( ) a serra brilhava claramente.
( ) a serra refletia o brilho verde das pedras.


2. Responda às questões abaixo:

a) O que fazia tudo próximo da serra adquirir tons verdes?

b) Por que os índios não tocavam nas pedras verdes?

c) Qual foi o gesto que fez os índios se alarmarem?

d) Por que eles se alarmaram?


3. Localização da serra

Marque, no texto, com um sinal de +, o parágrafo que conta onde ficava a serra.

Agora, de acordo com o parágrafo que você marcou, assinale a alternativa correta:

( ) A serra era muito conhecida.
( ) Só os índios conheciam a serra.
( ) A serra não era conhecida de ninguém.
( ) A serra era pouco conhecida, pois ficava muito longe.


4. Numere de acordo:

A

  1. A Uiara não perdoou.

  2. A Uiara vencera.

( ) O bandeirante arrancou as pedras verdes.
( ) O bandeirante morreu.
( ) O bandeirante sofreu um castigo.

B

  1. Os índios

  2. A Uiara

  3. O bandeirante

( ) incredulidade
( ) susto
( ) beleza
( ) coragem
( ) alegria
( ) vingança


5. Sobre a Uiara, responda:

a) Outro nome: ______________________________________

b) Quem era: ________________________________________

c) Como era: ________________________________________

d) O que fazia: ______________________________________

e) De que eram seus cabelos? __________________________


6. Interprete, com suas palavras, as partes deste período:

“Todas as manhãs, ao nascer do sol, os rios próximos, os lagos e os pássaros refletiam tons verdes, porque a serra era de esmeralda, toda ela.”

Todas as manhãs: ___________________________________

Ao nascer do sol: ___________________________________

Os rios próximos, os lagos e os pássaros: _______________


Refletiam tons verdes: _______________________________



7. Dê adjetivos para os substantivos abaixo:

a serra: ____________________________________________

a Uiara: ____________________________________________

o palácio: __________________________________________

o bandeirante: ______________________________________

os índios: __________________________________________


8. Continue:

profundeza: profundo

beleza: ____________________________________________

riqueza: ___________________________________________

pobreza: ___________________________________________


9. Pontue o texto abaixo:

Longe muito e muito longe morava Uiara
Quem era Uiara quem era
Uiara contavam os índios era uma linda sereia
Sua vida estava em seus cabelos
Quem teria coragem de acordá-la
Ninguém Por isso os índios não arrancavam as pedras os cabelos da Uiara


10. Produção de texto

Você acabou de ler uma lenda. Lendas são histórias inventadas para explicar alguma coisa.

Agora, invente uma lenda para explicar por que as águas do mar são azuis.

Texto 3: A Cerejeira



Dayse Bréscia

Em tempos distantes, existiu uma cerejeira cujos frutos eram vermelhos como rubi e doces como mel.

Todos os anos, quando estavam bem maduros, os camponeses, rindo e cantando, vinham saboreá-los. Com isso, a cerejeira sentia-se feliz.

Houve um ano, porém, em que uma grande enchente os impediu de ir. Com os galhos ao peso das frutas amadurecidas, a cerejeira cismava:

— Que pena! Logo agora que elas são tantas e tão lindas!

Cansada de esperar, perguntou ao vento que perpassava por suas folhas:

— Que notícias me traz dos camponeses?

— Ah, cerejeira, eles estão tristes, já não cantam mais. Só se preocupam com a reconstrução de suas casas...

Desolada, a árvore indagou:

— E minhas sementes ficarão perdidas? Quer ajudar-me a semeá-las?

— Mas como, se elas estão bem dentro das cerejas? Tudo o que posso fazer é derrubar as frutas no chão...

— É preciso que as sementes sejam espalhadas pela redondeza, pois só assim brotarão novas cerejeiras.

— Vou refletir sobre o melhor meio de ajudá-la. Amanhã voltarei.

E o vento partiu, deixando a cerejeira mergulhada em profunda tristeza.

Mas, no dia seguinte, estava de volta. Trazia com ele um bando de pássaros de asas pretas e bicos amarelos: os melros.

Vendo a cerejeira, pousaram alegres em seus galhos e comeram todos os seus frutos. Depois, em voos e revoadas, espalharam as sementes por toda parte.

Agradecida ao vento e encantada com a melodia dos pássaros, a velha árvore sentiu-se de novo feliz, por saber que suas sementes se transformariam em outras tantas árvores, com frutos vermelhos como rubi e doces como mel.



Atividades

1. Assinale a alternativa correta:

a) A cerejeira sentia-se feliz:

( ) quando o vento perpassava em suas folhas.
( ) quando chegava o outono e seus galhos enchiam-se de frutos.
( ) quando os camponeses vinham colher alegremente seus frutos.

b) Houve um ano em que os camponeses não vieram. Por quê?

( ) Estavam preocupados com a colheita.
( ) Não se interessaram mais pelos seus frutos.
( ) Uma inundação impediu os caminhos.
( ) Entregaram-se ao trabalho de reparar suas casas.

c) A cerejeira preocupou-se com a ausência dos camponeses porque:

( ) vergava com o peso dos frutos.
( ) queria mostrar as cerejas tantas e tão lindas.
( ) não queria perder as sementes.

d) O que o vento fez para ajudar a cerejeira?

( ) Balançou-a até que seus frutos caíssem no chão.
( ) Contou aos camponeses a sua tristeza.
( ) Trouxe os pássaros para espalharem as sementes.

e) A velha árvore sentiu-se novamente feliz:

( ) porque os melros, com seu canto, encheram-na de alegria.
( ) por saber que suas sementes se transformariam em outras tantas árvores.
( ) porque os camponeses vieram.

f) Esta história se passa:

( ) em tempos que já vão longe.
( ) em tempos atuais.
( ) em outros tempos.

g) A expressão “voos e revoadas” significa:

( ) os pássaros voavam e não voltavam.
( ) os pássaros iam e vinham.
( ) os pássaros voavam e pousavam.


2. Complete de acordo com a legenda abaixo:

+ Na parte do texto em que a cerejeira pensa consigo própria.
X Na parte do texto em que há diálogo entre a cerejeira e o vento.

Agora, volte ao texto e marque os trechos correspondentes.


3. Responda às questões abaixo:

a) Por que o vento não podia ajudar, ele mesmo, a semear as cerejas?


b) Como a autora explica quem são “os melros”?


c) A autora compara as cerejas com:



4. Dê o derivado das palavras abaixo:

Cerejeira dá: ________________________________________

Pereira dá: __________________________________________

Macieira dá: _________________________________________

Oliveira dá: _________________________________________

Parreira dá: _________________________________________

Nogueira dá: ________________________________________


5. Complete com o sufixo -eza ou -esa:

Triste: _____________________________________________

Camponês: __________________________________________

Redondo: ___________________________________________

Macio: _____________________________________________

Holandês: __________________________________________

Belo: ______________________________________________

Fraco: _____________________________________________

Português: __________________________________________

Puro: ______________________________________________


6. Troque a palavra destacada por uma palavra do texto:

a) Com os galhos pendidos ao peso das frutas, a cerejeira pensava.

pendidos: ___________________________________________

pensava: ____________________________________________

b) A cerejeira perguntou ao vento que passava entre suas folhas.

passava: ____________________________________________

c) Triste, a árvore perguntou.

triste: ______________________________________________

perguntou: __________________________________________


7. Passe para o plural:

a) Ao nascer do sol, a cereja brilhava como um rubi.


b) O melro de asa preta e bico amarelo espalhava a semente por toda parte.



8. Produção de texto

Crie um diálogo entre uma árvore nova e uma árvore velha.


9. Competências da BNCC

Língua Portuguesa

Leitura, escuta e interpretação de textos literários e multissemióticos.

Análise de narrativas ficcionais, considerando enredo, personagens, tempo, espaço, conflito e desfecho.

Reconhecimento dos efeitos de sentido produzidos pela linguagem literária.

Produção de textos narrativos, recontos, resenhas, comentários e roteiros.

Participação em rodas de conversa, debates e apresentações orais.

Arte

Apreciação de produções artísticas, musicais e audiovisuais.

Criação de representações visuais, dramatizações, vídeos e performances inspiradas nos textos.

Ensino Religioso / Projeto de Vida / Formação Humana

Reflexão sobre convivência, respeito, escolhas, empatia, liberdade, responsabilidade e justiça.

Texto 4: O cipreste que voltou a ser feliz


O Velho Cipreste e a Quaresmeira

Extraído de: Cenas Infantis — Isa Ramos

Um velho cipreste vivia feliz no meio da mata, até que uma quaresmeira brotou ali perto e, crescendo, floresceu pela primeira vez.

A velha árvore enlevou-se com a beleza e o colorido das flores e não se cansava de olhar a graça com que a quaresmeira balançava seus ramos floridos.

Acabou exclamando, entristecido:

— Eu sou sempre igual, e nenhuma flor colorida alegra meu verdor.

Assim pensando, sentiu o peso dos anos vividos. Seus galhos, até então erguidos orgulhosos para o céu, decaíram sem vigor.

As árvores vizinhas logo perceberam o que se passava com o cipreste e comentavam entre si a tristeza da velha árvore.

Um pintassilgo andava à procura de um bom lugar para edificar o seu ninho e, sabendo da tristeza do cipreste, meditou:

— Vou fazer meu ninho entre seus ramos e, quem sabe, com os meus gorjeios, conseguirei trazer-lhe um pouco de alegria.

Outras aves fizeram o mesmo: construíram seus ninhos nos ramos ainda verdes do cipreste.

O velho arbusto, assim, viu-se todo enfeitado de ninhos e avezinhas multicolores. Embevecido, ouvia seus doces trinados do nascer ao pôr do sol.

Quando a quaresmeira voltou a florir, o cipreste nem teve tempo de notar sua beleza, tão ocupado estava em fortalecer seus ramos para melhor proteger os ninhos de seus delicados inquilinos.

 


                                                      ATIVIDADES

1 -Em relação ao texto responda:
a) Quantos parágrafos tem o texto?
b)Faça uma +  no parágrafo que descreve o cenário onde se  passa a história.
c)Faça um círculo à frente do parágrafo que descreve a tristeza do cipreste.
d) Leia o parágrafo que se segue e assinale com uma + o melhor título para ele:
          "Vou fazer meu ninho entre seus ramos e quem sabe se com meus gorjeios,conseguirei
trazer-lhe um pouco de alegria."
(  )O pintassilgo esperto
(  ) A bondade do pintassilgo
(  ) O pintassilgo corajoso

2-Marque V para as verdadeiras e F para as falsas:
(  ) O cipreste sentia-se infeliz porque não florescia.
(  )Só o pintassilgo construiu ali seu ninho.
(  )O cipreste deixou cair seu galhos sem vigor.
(  )Quando a quaresmeira voltou a florir , o cipreste continuou triste e desanimado.
(  ) o  velho cipreste fortaleceu seus ramos para abrigar os ninhos.

3- Em relação aos sentimentos do cipreste responda:
a) Quais sentimentos que o cipreste teve?
* Antes da quaresmeira Crescer:____________________________________________
*Quando viu a quaresmeira florida:__________________________________________
*Quando os pássaros cantavam em seus galhos:_________________________________
*Quando a quaresmeira voltou a florir:_______________________________________

4-Quais as características que o texto dá para:
- O Cipreste:____________________________________________________________
-a quaresmeira:__________________________________________________________

5- Por que o cipreste não teve tempo de notar a beleza da quaresmeira?
________________________________________________________________________

6-Pesquise em livros  ou Internet informações sobre a planta quaresmeira:

7-Assinale a resposta certa:
a)O que fez o cipreste sentir de novo a alegria de viver foi:
(  ) s beleza da quaresmeira.
(  ) O verdor dos seus galhos.
(  )O canto dos pássaros que se abrigavam em sua ramagem.
(  )a preocupação com os filhotes dos passarinhos.

b) O sentido da palavra decair é:
(  ) JOGAR   (  ) pender   (  ) baixar     (  ) suspender

c) Significado da palavra inquilino:
(  ) Colegas  (  )companheiros    (  ) moradores

f)Significado da expressão sem vigor:
(  ) Com força            (  ) desanimado

g)Significado de edificar o ninho:
(  ) enfraquecer           (  ) quebrar        (  ) fortificar

h)A expressão "todo seu vergor" significa que:
(  ) o cipreste era florido
(  ) o cipreste só tinha flores
(  ) o cipreste estava novo e  viçoso.

8- Complete com  a concordância  certa:
a) As aves    _________________________ seus ninhos nos galhos do cipreste.
(Construiu-  construíram-  construir)

b)A passarada________________________o velho arbusto de penas coloridas .
(enfeitou    - enfeitaram-    enfeita  )

c) O cipreste e a quaresmeira________________duas belas árvores.
( era- é- eram)

9- Faça um círculo ,a sílaba tônica das palavras proparoxítonas:
árvore    - até  - pássaros  - cipreste  - água- multicores - pálida

10- Leia as frases abaixo e faça um desenho de quem pratica a ação:
a) A quaresmeira florescia na mata.



b)    Os pássaros fizeram seus ninhos nos galhos do velho cipreste.



c) O velho cipreste cresceu, orgulhoso ,no coração da mata.

Texto 5: A FLOR E O COLIBRI


          Nem a mais leve nuvem cobria o céu muito azul naquela manhã.
          Uma flor muito pequenina,mimosa e delicada,abria suas pétalas da mesma cor do céu.
          Era um belo dia de primavera.Os pássaros voavam e as abelhas zumbiam.A florzinha sentiu-se feliz por ter nascida em tão lindo dia.
          De repente ,arregalou os olhinhos espantada,piscou e tornou a olhar.Parecia ter visto uma flor voando como os passarinhos .
          Suas cores brilhavam ao sol.
          Era um colibri que ,de leve , beijava as flores.Rapidamente ele chegou até a florzinha,deu-lhe um beijo delicado e antes que ela voltasse a si de espanto,sumia ao longe.
          Nisto,a brisa que passava pelo campo, agitou suas pétalas e ela, por um instante, pensou que iria voar como delicado colibri.
          Quis seguir a brisa, mas sua haste prendeu-a.
          A pequenina flor que até aquele momento se sentira tão feliz,chorou a sorte que a obrigava a viver presa sempre no mesmo lugar.

                                             ATIVIDADES
1- Leia as questões abaixo e marque a resposta certa:
a) O céu naquela manhã parecia:
(  ) Um tapete de nuvens.
(  ) Um véu salpicado de estrelas
(  ) Um manto muito azul.

b)Aquela delicada florzinha nasceu:
(  )Numa fria manhã de inverno.
(  )Numa bela manhã de primavera.
(  )numa tarde de verão.
(  )Num dia chuvoso.

2- A quem se refere estas expressões:
-Abria suas pétalas da mesma cor do céu._____________________________________
- Parecia uma Flor voando________________________________________________
- Sentiu-se feliz por ter nascido em tão lindo dia ________________________________
-Suas cores brilhavam ao sol.

3- Responda as questões abaixo:
a)O que fez a florzinha arregalar os olhos espantada?

b) Por que a florzinha pensou que poderia voar?

c)Você achou esta história real ou fantástica? Por quê?

d)Qual parte da história que você mais gostou?

4-Numere os fatos:
(1) Antes              (  ) A pequenina flor chorou a sua sorte.
                             (  ) A florzinha sentiu-se feliz por ter nascido naquele dia
( 2) Depois            (  ) Ela era obrigada a viver presa no mesmo lugar.
                             (  ) A brisa agitou suas pétalas.

5- Reescreva a frase abaixo como se fosse um dia de inverno:
Era um belo dia de inverno; os pássaros voavam nos jardins floridos e multicores.
_________________________________________________________________

6- Faça uma frase bem bonita com as palavras abaixo
pequenina flor da cor do céu --------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------
7-Relacione o substantivo com o adjetivo corresponde:
(1) Céu                              (  ) mimosa
(2) Flor                              (  ) azulado
(3) Brisa                             (  ) delicado
(4)Manhã                           (  ) primaveril
(5)Colibri                           (  ) espantada

8-Assinale em tudo que relacionado ao personagem Colibri  :

Colibri         (  ) pássaro
                    (  ) azul
                    (  ) beija- flor
                    (  ) haste
                    (  )bico longo

                    (  )primavera

9-Produção de  texto:

          A primavera é  a mais alegre estação do ano.Você vai falar sobre a primavera,usando as expressões:
-Nuvens cor de rosa.
-Grama pintada de flor.
-pássaros multicolores voando no céu azul.
-borboletas bailando no ar.
-primavera vestindo de cores o céu,os campos e a vida da gente.


Texto 6: A primavera chegou nas cidades

 dos anões


A  entrada da primavera trouxera chuvas.Chovera mais de uma semana sem parar,e tudo na cidade dos anões estava ensopado de água.Às vezes a chuva parava um pouco,mas logo em seguida voltava a cair com mais força.Nas casinhas da cidade ,os moradores se divertiam com suas diferentes ocupações.
          As crianças brincavam .O cozinheiro preparava deliciosos petiscos;Tom fazia uma sela nova e D.Grã-Fina tecia um par  de meias com fios de  teia de aranha .Todos estavam ansiosos para sair de casa.Isso era muito perigoso para eles porque não eram maiores que um palito de fósforo, bastava uma gota para molhá-los dos pés à cabeça.
         - Quero passear pela floresta ,disse Peralta,e ver as flores.Devem estar lindas!    
          -Eu também gostaria de ir,disse D.Grã-Fina.Tenho certeza de que os trevos e as violetas já se abriram.
          Parou de chover durante a noite,e a manhã despontou com um sol brilhante.D.Grã-Fina e o cozinheiro prepararam  a cesta para um piquenique nos campo florido,pelos trevo,bocas - de- leão e muitas flores .Escolheram um belo lugar,esconderam a cesta de comida debaixo dos galhos de um pé de morangos e foram à  procura de flores.Tiveram sorte,pois acharam trevos,margaridinhas e muitas violetas roxas,amarelas e brancas.
          -Estou morto de fome,disse peralta logo que os companheiros saíram.
          -Vou apanhar dois brotinhos na cesta.E chegou a tempo de ver um esquilo que ia escapando com a cesta.
          -Pare! gritou Peralta.Você não pode fazer isso! Se você quiser,pode ficar para almoçar conosco.O esquilo disse que não sabia que a merenda tinha dono.E pediu desculpas.Estavam felizes com  piquenique!O esquilo para agradecer até levou Peralta às costas para dar uma voltinha e prometeu que um dia iria visitar a
a Cidade dos Anões.

                                                ATIVIDADES

1- Assinale o certo:

o melhor título para esta estória é;

(  ) Os anões se divertiam

(  ) A Chegada da  Primavera

(  ) Um passeio

(  ) A cidade dos anões

 

2- Como ficou a cidade dos anões com a chegada da Primavera?

 

3-Numere as fichas de acordo com as ocupações:

(  ) crianças                                1-Tecia um par de meias com fios de teia de aranha

(  )Tom                                      2- Preparava deliciosos petiscos

(  )D, Grã-Fina                           3- brincavam .

(  ) Cozinheiro                           4- Fazia uma sela nova

 

4- Por que era perigoso para os anões saírem de casa,com aquela chuva?

 

5-Faça um  Parentese (  ) no diálogo de Peralta e D.Grã-Fina.

 

6-Complete de acordo:

-Ocasião escolhida para o piquenique:

 

-Lugar onde esconderam a cesta:

 

-Tipos de flores encontradas no campo:

 

7- O que aconteceu quando Peralta foi apanhar bolinhos na cesta?

 

8-Assinale o certo:

Ao ver o esquilo Peralta:

(  )Ficou bravo e o expulsou.

(  )Contou-lhe de quem era a merenda e convidou para almoçar.

(  ) Ficou triste porque perdeu a merenda.

 

9-Você acha que o esquilo gostou da idéia de Peralta?

  -O que ele fez para agradecer-lhe?

 

10- Escreva uma palavra que significa o mesmo que:

a) petiscos

b) ansiosos

c) despontou

 

11- Complete de acordo:

a) Cravos,rosas e lírios...............................  o campo

(enfeitar-enfeitavam- enfeitava)

b) A passarada ............................................. anunciando a volta do sol.

(cantavam -cantava)

c) Todos ..........................................ao piquenique.

(ir-foram-ia)

 

12-Continue:

a)anão divertido-anões........................................... 

b) esquilo brincalhão-esquilos ...............................

c)cidade encantada- cidades..................................

d)campo florido-campos........................................

e)  violeta multicolor-Violetas..............................

f) piquenique agradável- piquenique.......................


   Texto 7:  A RAPOSA E AS   UVAS




          Morta de fome a raposa foi até um vinhedo sabendo que ia encontrar muita uva.A safra  tinha sido excelente.Ao ver  a parreira carregada  de cachos enormes , a raposa lambeu os beiços.Só que sua alegria durou pouco.Por mais tentasse ,não conseguia alcançar as uvas.
          Por fim,cansada de tantos esforços inúteis ,resolveu ir embora dizendo:
         _Por mim,quem quiser essas uvas pode levar.Estão verdes ,estão
azedas ,não me servem para nada.Se alguém me desse essas uvas eu não comeria.

MORAL DA HISTÓRIA:DESPREZAR O QUE NÃO CONSEGUE É FÁCIL.




Atividades sugeridas:
1-Qual foi o motivo que levou a raposa até o vinhedo?
2-Descreva o que aconteceu quando a raposa chegou ao vinhedo.
3-Ao fazer o comentário final ,qual foi a intenção da  raposa?
4-Qual sentimento humano o autor tenta retratar nessa fábula?
5-Você seria capaz de descrever com suas palavras ,o significado da moral da fábula?

Parte 2 — Textos para leitura, roda de conversa

e reflexão

Os textos a seguir podem ser utilizados para leitura compartilhada, rodas de conversa, produção de ilustrações, debates, podcasts, dramatizações ou escrita de novas versões.

Texto 1: O asno tolo

Um Asno, conduzido por seu dono, descia por uma estreita trilha na encosta de uma montanha, quando de repente, cismou que deveria escolher seu próprio caminho. 
xxxx
xxxxEle acabara de ver seu estábulo no sopé da montanha, e para ele, a descida mais rápida e sensata, seria pela encosta do precipício. Decidido, se joga no abismo, quando seu dono o segura com toda sua força pela cauda, tentando puxá-lo de volta. Mas o teimoso animal, faz birra e puxa com mais força ainda. 
xxxx
xxxx"Muito bem," disse-lhe o condutor, "siga seu próprio caminho animal cabeça dura, e veja por si mesmo aonde este irá te conduzir." 
xxxx
xxxxDito isso, soltou sua cauda, e o tolo Asno se precipitou montanha abaixo. 

Autor: Esopo

Moral da História: 
Aqueles que não dão ouvidos aos gentis conselhos dos mais sábios, logo se encontrarão na estrada do infortúnio.


 Texto 2:



O Dia do Halloween

Raphael Pereira Mendonça

No dia do Halloween, zumbis, bruxas, lobisomens, vampiros e todos os tipos de monstros saem de seus esconderijos e vão assombrar a cidade próxima à Pensilvânia, lugar onde dizem que já nasceram vários monstros.

Os moradores dessa cidade não acreditavam nessa história de monstros. Então, nessa data, os meninos se fantasiavam de monstros e saíam pela rua, batendo de porta em porta, dizendo:

— Doces ou travessuras!

E sempre ganhavam muitos doces dos moradores.

Naquela noite, uma criança foi a uma casa desconhecida pedir doces, e a casa começou a se mexer. A criança levou um baita susto e, de repente, ouviu um uivado:

— Auuuuuuuuu! Auuuuuu!

O menino espiou pelo buraco da chave e viu uma múmia, um zumbi, um lobisomem, um vampiro e uma bruxa.

Eles estavam fazendo um plano para pegar todos os doces só para eles e voltar ao seu mundo, chamado Mzlvb. Porém, o plano teria que ser realizado rápido, porque, se demorassem, o buraco para o mundo Mzlvb iria se fechar. Esse buraco só durava durante a noite de Halloween.

Os monstros se dividiram em duplas, e o plano era o seguinte: um monstro assustava as pessoas, enquanto o outro roubava os doces.

O menino, ouvindo o plano maléfico dos monstros, chamou seus amigos. Com martelos e pregos, eles trancaram toda a casa pelo lado de fora. Os monstros não conseguiram escapar, nem mesmo por um buraquinho pela fechadura das portas.

O tempo passou, o dia amanheceu, e os monstros foram sugados pelo buraco de volta para o seu mundo.


Fonte e memória afetiva

Fonte: Livro-e+ Educação — Contos
Autor: Raphael Pereira Mendonça, 2010.

Raphael completou 10 anos no dia 6 de novembro de 2012, e este foi o segundo livro do autor. Os desenhos deste livro são de sua irmã, Letícia Pereira Mendonça.

Este texto tem um valor afetivo especial, pois pertencia ao livrinho do meu sobrinho Raphael. Hoje, Raphael concluiu o curso de Medicina e seguirá residência em Pediatria. Letícia também é médica e casou-se no dia 6 de junho de 2026 com o médico Vitor Couto.



Texto 3: O lobo e o Cão

Certo dia, um Lobo só pele e osso encontrou um cão gordo, forte e com o pêlo muito lustroso. Via-se bem que não passava fome. O Lobo, admirado, quis saber onde é que ele conseguia obter tanta comida.

- Se me seguires, ficarás tão forte como eu - respondeu o cão. - O homem dar-te-á restos saborosos.

- Mas o que preciso de fazer em troca? - quis saber o Lobo.

- Muito pouco, na verdade - respondeu o Cão. - Uivar aos intrusos, agradar ao dono e adular os seus amigos. Só por isto receberás carne e outras iguarias muito bem cozinhadas. De vez em quando, receberás também festas no dorso.

O Lobo ficou encantado com a ideia e meteram-se ambos ao caminho. A dada altura, o Lobo reparou que o cão tinha o pescoço esfolado.

- O que tens no pescoço? - perguntou.

- Nada de grave. É da argola com que me prendem - explicou o Cão.

- Preso? Então não podes correr quando queres? - exclamou o Lobo. - Esse é um preço demasiado elevado: não troco a minha liberdade por toda a comida do mundo.

Dito isto, desatou a correr o mais depressa que pode para bem longe dali.

Moral da história:
A tua liberdade não tem preço.

Texto 4:  O urso e as abelhas

Um urso procurava, por entre as árvores, pequenos frutos silvestres para sua refeição matinal, quando deu de cara com uma árvore caída. Dentro dela, um enxame de abelhas guardava seu precioso favo de mel.

O urso, com bastante cuidado, começou a farejar em volta do tronco, tentando descobrir se as abelhas estavam em casa.

Nesse exato momento, uma das abelhas voltava do campo, onde fora coletar néctar das flores para levar à colmeia, e deu de cara com o matreiro e curioso visitante.

Receosa do que o urso pretendia fazer em seguida, ela voou até ele, deu-lhe uma ferroada e desapareceu no oco da árvore caída.

O urso, tomado de dor pela ferroada, ficou furioso e incontrolável. Pulou em cima do tronco com unhas e dentes, disposto a destruir o ninho das abelhas.

Mas isso apenas provocou uma reação de toda a colmeia.

Assim, ao pobre urso só restou fugir o mais depressa que pôde em direção a um pequeno lago, onde, depois de mergulhar e permanecer imerso, finalmente ficou a salvo.


Moral da história

É mais sábio suportar uma simples provocação em silêncio do que despertar a fúria incontrolável de um inimigo mais poderoso.

Texto 5: O milho grande



Essa é a história de um fazendeiro bem-sucedido. Ano após ano, ele ganhava o troféu “Milho Gigante” na Feira de Agricultura de seu município.

Chegava à feira com sua amostra de milho e saía vencedor, com uma faixa azul colorindo o seu peito.

O milho que produzia era melhor a cada ano.

Numa dessas ocasiões, um repórter do jornal, ao abordá-lo após a já tradicional colocação da faixa, ficou intrigado com a informação dada pelo entrevistado sobre como costumava cultivar o seu qualificado e valioso produto.

O repórter descobriu que o fazendeiro compartilhava a semente do milho gigante com os vizinhos.

Indagou o repórter:

— Como você pode dispor e compartilhar a sua melhor semente com seus vizinhos, quando eles estão competindo com você a cada ano?

O fazendeiro pensou por um instante e respondeu:

— Você não sabe? O vento carrega o pó do milho maduro de um campo para o outro. Se meus vizinhos cultivarem um milho inferior, a polinização degradará continuamente a qualidade da minha plantação. Se eu quiser cultivar um milho bom, tenho que ajudar os meus vizinhos a também cultivarem um milho bom.


Moral da história

A produção de milho do fazendeiro não poderia melhorar se a do vizinho também não tivesse sua qualidade melhorada.

Isso vale para qualquer dimensão de nossas vidas. Os que escolhem estar em paz, os que querem viver bem, têm que ajudar os outros a encontrarem a felicidade, pois é também no relacionamento com os outros que depende a construção de nossas vidas.


Mensagem extraída de uma sacola de padaria.


Texto 6: O coelho,o  hortelão e a Raposa



O coelho gostava muito das couves da horta de seu vizinho.

Todos os dias ia lá e comia até fartar-se.

Um dia, o hortelão chegou e armou um laço pendurado num pau.

O ladrãozinho caiu e ficou preso.

O hortelão chegou, viu o coelho e disse:

— Então era você que comia as minhas couves, seu malandro? Espere aí, eu já volto.

O hortelão foi ao mato e cortou um pau bem fininho.

Nisto, a raposa passou e perguntou ao coelho:

— Que está você fazendo dependurado aí?

O coelho não respondeu e, fingindo-se muito alegre, começou a balançar-se de um lado para o outro, como se estivesse gangorrando.

— Ah! — disse o coelho. — Cada minuto que fico aqui ganho um cruzeiro.

— Deveras? — perguntou a raposa.

— Deveras! Eu estou aqui espantando os pardais, não vê? Eu me balanço de um lado para o outro e eles nem chegam perto. Mas eu ganho dinheiro noutras coisas também. Tenho outros negócios. Se a senhora quiser, pode ficar no meu lugar, comadre raposa.

A raposa, muito ambiciosa, aceitou logo a proposta e tirou o laço da cabeça do coelho.

O coelho, espertíssimo, mais que depressa, meteu o laço na cabeça da raposa e foi-se embora.

A raposa, na mesma hora, pôs-se a balançar de um lado para o outro, do mesmo jeito que vira o coelho fazer.

Logo chegou o hortelão com o pau.

Olhou espantado para a raposa e disse:

— Cruz! Credo! Nunca vi coelho virar raposa.

Mas, assim mesmo, o hortelão deu uma sova na raposa até que o pau se quebrou. Depois, voltou para o mato, para buscar outro pau.

A raposa, então, lembrou-se de que, tempos atrás, havia judiado do coelho e que, decerto, ele se vingara agora de suas maldades. E começou a gritar:

— Pelo amor de Deus, senhor coelho! Eu estou muito arrependida e peço perdão de todas as ruindades que lhe fiz! Tire-me daqui! Tire-me daqui!

O coelho tinha bom coração, isto tinha, e perdoou à raposa.

Foi lá e desamarrou o laço.

Dali a pouco, o hortelão voltou com outro pau, bem mais grosso do que o primeiro, mas não encontrou nem sinal da raposa.

E o hortelão disse:

— Cruz! Credo! Agora, nem coelho, nem raposa!

Texto 7: O vento canta ...


Certa vez, uma indústria de calçados aqui no Brasil desenvolveu um projeto de exportação de sapatos para a Índia.

Em seguida, mandou dois de seus consultores a pontos diferentes do país para as primeiras observações do potencial daquele futuro mercado.

Depois de alguns dias de pesquisa, um dos consultores enviou o seguinte fax para a direção da indústria:

“Senhores, cancelem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos.”

Sem saber desse fax, alguns dias depois, o segundo consultor mandou o seu:

“Senhores, tripliquem o projeto de exportação de sapatos para a Índia. Aqui ninguém usa sapatos... ainda.”


Moral da história

A mesma situação era um tremendo obstáculo para um dos consultores e uma fantástica oportunidade para o outro.

Da mesma forma, tudo na vida pode ser visto com enfoques e maneiras diferentes. A sabedoria popular traduz essa situação na seguinte frase:

“Os tristes acham que o vento geme; os alegres, que ele canta.”

O mundo é como um espelho que devolve a cada pessoa o reflexo de seus próprios pensamentos.

A maneira como você encara a vida faz toda a diferença.


História extraída de uma sacola de padaria.


Texto 8: Os animais e a peste


A situação era desesperadora. Surgiu uma peste que estava matando todos os animais da floresta.

Para encontrar uma solução, eles resolveram fazer uma assembleia extraordinária.

O primeiro a falar foi o rei leão, que disse:

— Os deuses estão revoltados conosco. Um de nós deverá ser sacrificado para aplacar sua ira. Como sou o mais forte e já fiz muitas vítimas para me alimentar, ofereço-me para morrer por todos.

A plateia protestou:

— Nada disso! Vossa Majestade não deve morrer por nós.

— Então morro eu — disse o tigre —, que também já matei tantos animais quanto há estrelas no céu.

— Não! — protestou a plateia. — Um tigre tão valente como o senhor não pode morrer por nós.

Diante disso, o urso também se ofereceu:

— Já vivi bastante, sou o mais velho de todos e não farei falta a ninguém.

— Jamais permitiremos isso! Um urso com sua idade e sua força não pode morrer por nós.

Foi então que um burro, que estava no canto da sala, pediu a palavra:

— Acho que quem deve morrer por vocês sou eu, que comi a couve do quintal do padre.

E a plateia bradou a uma só voz:

— Perfeitamente! É você que deve morrer.

Dessa forma, o burro morreu por todos, para acalmar os ânimos dos deuses e trazer de volta a tranquilidade aos habitantes da floresta.


Moral da história

Aos poderosos tudo se desculpa; aos miseráveis nada se perdoa.




  Texto 9: O fechador de olhos

Todas as noites, quando as crianças já estão cansadas de brincar, estudar e conversar, chega devagarinho um personagem muito especial: o Fechador de Olhos.

Ele não faz barulho. Anda de mansinho, pisa leve como se seus pés fossem feitos de algodão. Ninguém o vê chegar, mas todas as crianças sentem quando ele se aproxima. Primeiro vem o sono, depois os olhos começam a pesar, e logo o mundo vai ficando calmo, silencioso e distante.

O Fechador de Olhos é amigo das crianças obedientes, bondosas e tranquilas. Ele se aproxima da cama, ajeita o travesseiro, passa a mão de leve sobre os cabelos e sopra suavemente sobre os olhinhos. Então, as pálpebras se fecham devagar, como duas cortinas pequeninas.

Mas o seu trabalho não termina aí. Depois que fecha os olhos das crianças, ele abre para elas as portas dos sonhos.

Para as crianças boas, ele traz sonhos bonitos. De dentro de sua capa encantada, saem jardins floridos, pássaros coloridos, rios de águas claras, brinquedos maravilhosos, castelos, estrelas e caminhos cheios de luz. A criança dorme sorrindo, passeia por lugares lindos e acorda no dia seguinte alegre e descansada.

Às vezes, o Fechador de Olhos mostra uma escola encantada, onde os livros conversam, os lápis dançam sobre o papel e as letras formam palavras como se fossem mágicas. Outras vezes, ele leva a criança para um campo verde, cheio de borboletas, onde tudo parece feito de paz.

Mas o Fechador de Olhos também conhece as crianças desobedientes, aquelas que passam o dia fazendo malcriação, brigando, mentindo ou se recusando a ouvir bons conselhos. Para essas, ele não leva sonhos tão bonitos. Quando se aproxima, fecha seus olhos do mesmo jeito, mas os sonhos que aparecem são confusos e sem alegria.

Nesses sonhos, os brinquedos desaparecem, os caminhos ficam escuros, as flores murcham e tudo parece estranho. A criança se mexe na cama, vira de um lado para o outro e, às vezes, acorda assustada. Então percebe que é muito melhor passar o dia fazendo o bem, tratando todos com carinho e guardando no coração pensamentos bons.

O Fechador de Olhos gosta de crianças sinceras, educadas e generosas. Ele não exige riqueza, nem presentes, nem grandes feitos. Para receber bons sonhos, basta ter um coração limpo, respeitar as pessoas, ajudar quando puder e procurar corrigir os próprios erros.

Todas as noites ele visita muitas casas. Entra nos quartos iluminados pela lua, passa pelas janelas entreabertas e se aproxima dos berços e das camas. Ele vê os pequenos dormindo abraçados aos travesseiros, aos bonecos, aos cobertores e aos seus pensamentos.

Quando encontra uma criança que chorou durante o dia, ele enxuga suas lágrimas com cuidado e lhe oferece um sonho doce. Quando encontra uma criança triste, ele coloca em seu sonho uma paisagem bonita. Quando encontra uma criança preocupada, ele sopra calma sobre seu coração.

Assim, noite após noite, o Fechador de Olhos continua sua missão. Ele fecha os olhos das crianças para que possam descansar, mas abre a imaginação para que possam sonhar.

E quando chega a manhã, ele vai embora sem se despedir. O sol entra pela janela, os pássaros começam a cantar e as crianças despertam para um novo dia.

Mas, antes de partir, o Fechador de Olhos deixa uma pequena lição:

Quem guarda bondade no coração durante o dia encontra beleza nos sonhos durante a noite.

Texto 10

AS DUAS CACHORRAS

                                AS DUAS CACHORRAS
Numa casa havia duas cachorras. Uma falsa e mentirosa, a outra, sincera e de muito bom coração.  Um dia a falsa foi pedir ajuda à amiga e companheira de moradia.
- Comadre, meus filhos estão pra nascer. Será que você me cederia um cantinho da sua casa para que eu possa tê-los em segurança?
Comovida, a cachorra generosa permitiu que a outra se instalasse. 
-Como minha casa não é grande, você fica sozinha com ela e eu me ajeito por aí até que seus filhos nasçam. 
- Obrigada, minha amiga -agradeceu falsamente comovida  a falsa. 
A dona da casa dormiu três dias na rua. No quarto dia, ela voltou. 
- Agora que seus flhos nasceram, eu quero minha casa de volta. 
-Oh, mas veja como eles estão fraquinhos. Deixe-me ficar mais uma semana. 
- Está bem, mas só mais uma semana. 
Decorrido o prazo, lá veio outra desculpa esfarrapada: 
- Meus filhos ainda estão muito pequenos, dê-me mais um mês. E cada vez que a cachorra boa voltava, a malandra pedia mais tempo até que um dia, quando voltou a pedir que devolvesse sua casa, deu de cara com sete cães enormes que lhe arreganharam os dentes. Eram os filhotes da cachorra má que já haviam crescido.
- Você quer sua casa? Pois venha tomá-la. 
E pularam no pescoço da cachorra boa, sangrando-lhe até a morte. 
MORAL DA HISTÓRIA
Expulsa o mal da tua casa e da tua vida antes que ele se fortaleça.
Nicéas Romeo Zanchett


10. Metodologia

O projeto poderá ser desenvolvido em etapas, combinando leitura, análise, escuta, audiovisual e produção criativa.

Etapa 1 — Sensibilização

Apresentação do tema: “O que as lendas, contos e fábulas ainda ensinam hoje?”

Exibição do vídeo ou apresentação do livro digital.



Conversa inicial sobre narrativas conhecidas pelos alunos.

Levantamento de conhecimentos prévios sobre lendas, contos e fábulas.

Etapa 2 — Leitura dos textos

Leitura individual, compartilhada ou dramatizada.

Organização dos textos por gênero.

Identificação dos elementos narrativos.

Discussão sobre a mensagem central de cada narrativa.

Etapa 3 — Escuta e apreciação

Audição do podcast.


Audição das duas versões musicais.




Comparação entre texto escrito, música e podcast.

Discussão: como a mesma mensagem muda quando aparece em diferentes linguagens?

Etapa 4 — Interpretação e análise

Atividades de compreensão textual.

Questões sobre personagens, conflito, moral, valores e linguagem.

Comparação entre lendas, contos e fábulas.

Análise das mensagens presentes nas narrativas.

Etapa 5 — Produção dos alunos

Os estudantes poderão produzir:

uma nova fábula com moral;

uma lenda para explicar algum fenômeno da natureza;

um conto curto com mensagem reflexiva;

um roteiro de podcast;

uma ilustração comentada;

uma dramatização;

um vídeo curto;

um mural com as “sementes da sabedoria” aprendidas.

Etapa 6 — Culminância

Apresentação dos trabalhos produzidos.

Exibição do vídeo.

Audição da música.

Socialização do livro digital.

Roda final com o tema:

“Que sementes de sabedoria esses textos deixaram em nós?”

11. Material para Download

Vídeo de apresentação do projeto: https://www.youtube.com/watch?v=Q2DJJFgudYk

Texto em Word: Projeto Contos, Lendas e fábulas.docx

12. Outros Recursos

Projetor ou televisão
Caixa de som
Caderno ou folha de atividades
Cartolina ou mural
Canva, PowerPoint, Gamma ou outro recurso digital
Celular para gravação de áudio ou vídeo

13. Vídeo de apresentação do Projeto




Cada aluno escolhe uma frase ensinada pelos textos e escreve em uma “semente” de papel.

Exemplos:

A liberdade não tem preço.
A gentileza transforma.
Nem todo problema merece uma reação furiosa.
Nossas escolhas mostram quem somos.
Para ter bons sonhos, basta ter um bom coração.

As sementes podem formar um mural coletivo.

Atividade 3 — Reconto criativo

Os alunos escolhem uma narrativa e fazem um reconto em outro formato:

podcast;
história em quadrinhos;
carta de um personagem;
diário;
vídeo curto;
dramatização.

Atividade 4 — Debate

Tema:

As fábulas ainda servem para ensinar adolescentes e jovens?

Os alunos devem argumentar com exemplos dos textos lidos.

Atividade 5 — Produção textual

Proposta:

Escreva uma lenda, conto ou fábula que traga uma “semente de sabedoria” para os dias de hoje.

A produção deve conter:

título;
personagens;
situação inicial;
conflito;
desfecho;
mensagem final.

12. Avaliação

A avaliação poderá ser processual, considerando:

participação nas leituras e discussões;

compreensão dos gêneros estudados;

capacidade de interpretar mensagens explícitas e implícitas;

produção oral e escrita;

criatividade nas atividades;

envolvimento com os recursos digitais e audiovisuais;

respeito às ideias dos colegas;

clareza na apresentação final.

13. Produto final

O projeto poderá ter como produto final:

mural “Sementes da Sabedoria”;

livro digital apresentado aos estudantes;

podcast educativo;

vídeo do projeto;

música-tema;

coletânea de textos produzidos pelos alunos;

apresentação oral ou artística.

14. Culminância

A culminância poderá acontecer com uma mostra literária em sala ou na escola, reunindo leitura de trechos, apresentação das músicas, exibição do vídeo

, escuta do podcast e exposição das produções dos alunos.

Sugestão de título para a culminância:

Mostra Literária: Sementes da Sabedoria nas Lendas, Contos e Fábulas

15. Conclusão

O projeto “Lendas, Contos e Fábulas — Sementes da Sabedoria” propõe uma abordagem literária, ética e criativa para estudantes dos anos finais do Ensino Fundamental e do Ensino Médio.

Ao entrar em contato com narrativas tradicionais e reflexivas, os alunos ampliam sua leitura de mundo, desenvolvem a imaginação, fortalecem a oralidade, exercitam a escrita e percebem que a literatura continua sendo uma forma sensível de compreender a vida.

Cada texto lido deixa uma mensagem. Cada personagem apresenta uma escolha. Cada narrativa planta uma pequena semente.

E essas sementes, quando cuidadas pela leitura, podem se transformar em sabedoria.

Histórias, aprendizagens e ideias para educar
✍️ Maria Aparecida de Almeida
Pedagoga | Especialista da Educação

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